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Sábado, 25 de Maio de 2013
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Haddad e Serra negam ‘barganha’ em apoios

Categoria: Eleições 2012, Eleições 2012, Fernando Haddad, José Serra

Ao anunciarem suas alianças para o 2º turno da disputa pela Prefeitura, PMDB e PTB negaram que tenham barganhado cargos para apoiar, respectivamente, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). Os partidos só admitem negociar espaço em caso de vitória, mas, nos bastidores, as legendas negociam espaços no governo federal e no Estado.

As equipes de Haddad e Serra querem evitar que as alianças eleitorais tenham a imagem de “troca-troca”. Depois do 2º turno, entretanto, Gabriel Chalita (PMDB) deve ganhar um ministério em Brasília e Luiz Flávio Borges D’Urso (PTB) deve ser nomeado secretário de Justiça do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Na reunião que selou o apoio do PMDB a Haddad, o vice-presidente Michel Temer foi categórico para negar que Chalita terá ministério no governo Dilma Rousseff como moeda de troca pela aliança. “Isso é uma maldade. Eu nunca discuti isso, por enquanto, com a presidente Dilma. Não há essa discussão”, afirmou, depois de um encontro com Chalita e Haddad, em seu escritório político.

Para fechar o apoio ao candidato petista, o PMDB negociou um espaço para Chalita na Esplanada dos Ministérios em uma minirreforma que deve ser realizada depois das eleições. Não há definição, no entanto, sobre a pasta que o peemedebista deve ocupar.

Temer teve um encontro anteontem com Dilma, ministros, o ex-presidente Lula e o presidente nacional do PT, Rui Falcão. Publicamente, PT e PMDB apresentaram o acordo como uma união de propostas e programas para a cidade. “O acordo foi feito em torno de ideias”, explicou. Haddad se comprometeu a incluir em seu programa de governo propostas da campanha de Chalita, como o projeto das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e o Centro de Monitoramento de Segurança.

Chalita admitiu que a opção de apoiar Haddad contra Serra foi “fácil”. “Para mim, foi fácil, queria ter anunciado no domingo”. Ele tratou com ironia a possibilidade de ganhar um cargo no governo federal. “Estou ganhando ministério há cinco anos”, disse.

O PMDB admite apenas que vai negociar, depois da eleição, uma participação no governo municipal caso Haddad vença a disputa. “Isso é natural. Vai depender de conversas que Haddad terá com Chalita”, afirmou Temer.

Ao anunciar o apoio a Serra, líderes do PTB também disseram que pretendem participar da Prefeitura em caso de vitória do tucano. “Não estamos barganhando nada. Se vencermos, aí é natural que o PTB tenha espaço”, disse Campos Machado, presidente estadual do partido.

O PTB, no entanto, deve ser contemplado em reforma do secretariado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que conta com o apoio do PTB a sua reeleição em 2014. Ele deve indicar para a Secretaria da Justiça de Luiz Flávio D’Urso, que foi vice na chapa derrotada de Celso Russomanno (PRB).

O PDT também declarou apoio à candidatura de Serra. O partido faz parte da base aliada de Dilma em Brasília, mas a atacou. O presidente estadual do PDT, o deputado Paulinho da Força, disse que decidiu apoiar Serra porque o governo federal não implementou medidas que beneficiariam os trabalhadores. “Como vamos dar mais poder ao PT na principal capital do País se eles não cumprem o que prometeram lá atrás?”

Em 2010, quando apoiava Dilma, Paulinho atacou Serra em comício de 1º de Maio. Disse que o tucano “não gostava” e “tinha medo” de trabalhadores, pois se recusava, quando governador, a receber sindicalistas. “Ele não pode ser candidato”, chegou a dizer.

Partidos apostam no elemento surpresa

Categoria: Eleições 2012, Celso Russomanno, Eleições 2012, Eleições 2012, Fernando Haddad, Gabriel Chalita, José Serra, Eleições 2012, Soninha

A partir de hoje, com a estreia da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a alta exposição dos principais adversários será o maior obstáculo para Celso Russomanno (PRB) em sua tentativa de conquistar a Prefeitura. Um dos líderes nas pesquisas eleitorais, o candidato está em quarto lugar no ranking de tempo de TV.

Na primeira semana de propaganda, Russomanno aparecerá em 31 inserções. Serão cerca de 15 minutos de exposição, 38 minutos a menos do que cada um dos adversários do PSDB (José Serra) e do PT (Fernando Haddad). As inserções são consideradas os instrumentos mais efetivos do marketing político, pois atingem até a população que “foge” do horário eleitoral fixo, ao se misturar à propaganda comercial das 8h às 24h, sete dias por semana.

Até 4 de outubro, serão exibidos 30 minutos diários de inserções em cada emissora, em spots de 15, 30 ou 60 segundos. As peças são divididas entre os candidatos de forma proporcional – as coligações maiores ficam com mais tempo. Para cada inserção de Russomanno, do PRB, serão exibidas sete com Serra ou Haddad.
Somados horários fixos e inserções, o tucano e o petista ocuparão, nos primeiros sete dias de campanha, quase 1 hora e 40 minutos em cada emissora. Isso significa que cada um terá vantagem total de 1 hora e 10 minutos de exposição semanal em relação a Russomanno em cada emissora.

‘Invasão’ de horário
Serra e Haddad ficaram com exatamente o mesmo quinhão na divisão do tempo de propaganda, pois suas coligações empataram no quesito representação na Câmara dos Deputados. Segundo a Lei Eleitoral, o número de parlamentares baliza a divisão de dois terços da propaganda, e o terço restante é distribuído igualitariamente entre os concorrentes.

O PT, para ampliar a exposição de seu representante, fará com que ele ocupe também o espaço destinado à propaganda dos vereadores, pedindo votos para candidatos de sua coligação à Câmara Municipal – uma brecha prevista na própria Lei Eleitoral.

Mas isso não acontecerá hoje – o PT chegou a avaliar a possibilidade de antecipar a estreia de Haddad, mas preferiu apresentar seu candidato no horário fixo somente amanhã. As campanhas do PSDB e do PRB não pretendem se valer agora da brecha de usar o horário dos vereadores – Serra e Russomanno, assim como Haddad, só devem estrear amanhã no horário fixo da propaganda.

Candidatos a prefeito podem aparecer nos programas dos candidatos a vereador de suas coligações, mas somente para pedir votos para os próprios vereadores, segundo a Lei Eleitoral. Caso contrário, a candidatura pode ser punida com perda de tempo.

O HORÁRIO ELEITORAL

Candidatos a prefeito: segundas, quartas e sextas
Candidatos a vereador: terças, quintas e sábados

No rádio: das 7h às 7h30 e de 12h às 12h30
Na TV: das 13h as 13h30 e das 20h30 às21h

INSERÇÕES

- Todos os dias, inclusive domingos, de 8h às 24h. As inserções somam 1h em vinhetas de até 60 segundos. Apenas para campanhas de prefeito.

Contrato de filho de Paulinho foi apenas até maio

Categoria: Governo do Estado

JULIA DUAILIBI

A Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac) informou que Alexandre Pereira da Silva, filho do candidato do PDT à Prefeitura, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, teve contrato para trabalhar na Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, controlada pelo partido de seu pai, até maio.

Alexandre deixou a secretaria no dia 18 de julho, depois de o JT revelar que ele tocava um “escritório paralelo” e atuava como coordenador de Operações, responsável pelos 243 Postos de Atendimento ao Trabalhador. Ele recebia prefeitos e decidia sobre a aplicação de verbas, sem ter sido nomeado para exercer a função.

Na época, a secretaria afirmou não haver irregularidade na atuação de Alexandre, já que ele tinha vínculo empregatício com a Fundac, contratada pelo órgão para dar assistência técnica à coordenação de políticas de emprego e para gerir programas de transferência de renda.

Conforme informações da própria Fundac, o contrato de trabalho de Alexandre havia se encerrado em 31 de maio, e tinha duração de apenas dois meses, começando em 2 de abril.  Procurada, a secretaria, que tem como titular o sindicalista Carlos Ortiz, indicado para o cargo por Paulinho, disse ter entrado em contado com a Fundac.

“A Fundac informou à Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho que o contrato do senhor Alexandre Pereira da Silva, iniciado em 02/04, teve a duração inicial de dois meses, até o dia 31 de maio. Após essa data, segundo a Fundac, foi prorrogado por mais 60 dias – ou seja, até o dia 30 de julho. No dia 18 de julho, no entanto, o contratado solicitou sua dispensa da Fundação”, disse a pasta, via assessoria.

A Fundac e a secretaria, porém, não apresentaram o contrato estendido de trabalho de Alexandre após receber a segunda versão sobre o caso. No dia 18 de julho, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou não haver problema na ação de Alexandre, pois ele estaria atuando para a Fundac.

“Ele é funcionário contratado pela Fundac exatamente para fazer este trabalho: cuidar de políticas públicas voltadas a emprego e renda. Ele ajuda, assessora o coordenador”, disse. Apesar da declaração, Alckmin determinou que Alexandre fosse afastado da secretaria e que a Corregedoria-Geral da Administração investigasse a ação dele na pasta.

Acordo político
A secretaria foi cedida por Alckmin ao PDT de Paulinho como parte do acordo político para que o partido apoie a reeleição do tucano ao Palácio dos Bandeirantes em 2014. O hoje candidato pedetista à Prefeitura indicou aliados para postos importantes no órgão. O chefe de gabinete de Ortiz é Cristiano Vilela, genro de Paulinho.

Filho de Paulinho vira chefe informal

Categoria: Governo do Estado

JULIA DUAILIBI

Alexandre Pereira da Silva, filho do candidato do PDT à Prefeitura, o deputado Paulo Pereira da Silva, comanda um escritório paralelo na Secretaria de Estado de Emprego e Relações do Trabalho, controlada pelo PDT – em acordo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) –, onde recebe prefeitos, decide sobre aplicação de recursos e toma decisões institucionais sem que tenha sido nomeado oficialmente para exercer a função.

Chefe informal da Coordenadoria de Operações desde março, quando o sindicalista Carlos Ortiz assumiu a secretaria indicado por Paulinho, Alexandre é responsável por 243 Postos de Atendimento ao Trabalhador, os PATs. Criados em parcerias com as prefeituras, esses postos são vitrine eleitoral. Oferecem serviços como habilitação ao seguro-desemprego e emissão de carteira de trabalho.

O governo afirmou que Alexandre é funcionário de fundação que tem um contrato de fiscalização com a pasta. Alexandre não pode exercer oficialmente o cargo de “coordenador de Operações”, posto comissionado, já que o seu cunhado, Cristiano de Pinho, genro de Paulinho, é chefe de gabinete da pasta – outra indicação de Paulinho. Súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) veda nepotismo nas nomeações para cargos públicos.

Alexandre, de 32 anos, tem gabinete no segundo andar do órgão e até secretária. A página da pasta divulga notícia de Alexandre recebendo, como coordenador de Operações, um prefeito para “discutir ações no município”. Oficialmente, o cargo de coordenador de Operações é do funcionário concursado Marcus Wolff.

Cargo para acusado
O acordo do PDT com Alckmin prevê o apoio do partido à reeleição do tucano ao governo do Estado em 2014. Ex-assessor de Paulinho, o ex-presidente do PDT de Santos, Luciano Martins Lourenço, foi nomeado coordenador de Políticas de Inserção no Mercado de Trabalho.

Reportagem da revista IstoÉ de 2011 trouxe entrevista com o sindicalista João Carlos Cortez, que acusou Lourenço de cobrar propina no Ministério do Trabalho para regularizar um sindicato. Ortiz também nomeou integrantes do PDT para os Centros Regionais da secretaria, espalhados pelo Estado. Levantamento mostra que, de 21 deles, em ao menos 8 há relação com o PDT.

Haddad cresce com apoio de Lula

Categoria: Eleições 2012

A participação mais efetiva do ex-presidente Lula na campanha do pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, coincidiu com a subida do ex-ministro da Educação nas intenções de votos dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha realizada entre os dias 13 e 14.

O petista passou de 3% no levantamento anterior do instituto, realizado em março, para 8%. Pré-candidato do PSDB, José Serra manteve os 30% anteriores e lidera a corrida a menos de quatro meses do primeiro turno.

Se a eleição fosse hoje, Serra iria ao segundo turno contra Celso Russomanno (PRB), que oscilou de 19% para 21% – a margem de erro do levantamento, que ouviu mil pessoas, é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Russomanno tem como trunfo aparições em programas de TV na Record. A partir da próxima semana, porém, após sua confirmação como candidato em convenção, ele estará impedido de participar dos programas, o que pode influir em sua intenção de voto.

Quem também teve oscilação positiva foi Soninha, do PPS, que passou de 7% para os mesmos 8% de Haddad.

Após seu partido, o PC do B, já ter dado sinais de que não terá candidatura própria, o vereador Netinho de Paula oscilou negativamente, de 10% para 7%.

A tendência é de que os comunistas apoiem Haddad, mas a sigla ameaça fechar com o PMDB de Gabriel Chalita se o PT não selar alianças em outras cidades, como Porto Alegre.

Chalita, por sua vez, também oscilou um ponto para baixo, de 7% em março para 6% agora. Paulinho da Força (PDT), que confirmou sua candidatura no sábado, teve 5% das intenções de voto – na pesquisa anterior, eram 8%.

Luiz Flávio D’Urso, do PTB, e Carlos Giannazi, do PSOL, obtiveram 1% cada um. Os demais concorrentes não pontuaram, segundo o Datafolha.