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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Da tela da TV para as eleições de SP

Categoria: Eleições 2012, Partidos políticos, Política, Prefeitura

GILBERTO AMENDOLA

Dois pré-candidatos à Prefeitura são estrelas de seus próprios programas de TV. Celso Russomanno (PRB) é figura quase onipresente, com aparições em três emissoras: Record (“A Patrulha do Consumidor”, onde estreou no fim de 2011), CNT (“Jogo do Poder”) e Rede Brasil (“Programa Celso Russomanno”). Netinho de Paula (PCdoB), que andava longe dos estúdios, voltou em 2012 com o seu “Programa da Gente”, na Rede TV. Além da dupla, Soninha Francine (PPS) e Gabriel Chalita (PMDB) já tiveram fases bastante midiáticas – mas hoje estão fora do ar. Cabe a pergunta: ser celebridade televisiva pode render bons frutos políticos e eleitorais?

Russomanno parece não gostar muito desse tipo de questionamento: “Eu diria que estão esquecidos da minha origem. Eu sou um apresentador de televisão que virou político, motivado pelo desejo de mudar o que está errado – e isso eu vou conseguir quando estiver em cargo do Executivo”.

Netinho segue linha parecida: “Antes de ser político, sou artista (…) Aqueles que falam mal (insinuam que o programa pode trazer benefícios eleitorais) deviam conhecer meu trabalho como artista e como político”, diz. “Acho que até conhecem, mas o medo de perder espaço para um negão, da periferia, que tem carisma, mexe com egos na TV e na política.”

Apesar da exposição na mídia, Russomanno e Netinho ainda não conseguiram romper a polarização entre PT e PSDB na disputa paulistana. “Acho que estar na televisão tem até um efeito contrário, acaba mostrando como alguns candidatos são despreparados”, diz o cientista político Sérgio Praça (FGV). “Ser conhecido é apenas um dos aspectos em uma eleição. No caso de uma disputa para um cargo Executivo, esse peso se dilui. O que ajuda é que de saída (nas primeiras pesquisas) esses candidatos midiáticos aparecem bem colocados, mas depois as coisas se ajeitam”, afirma o cientista político Humberto Dantas, da USP.

Soninha, que já teve programas na MTV e na ESPN, acredita que Russomanno e Netinho têm, sim, um trunfo em relação aos demais pré-candidatos: “Eles estão em vantagem em relação a nós que só aparecemos na TV de vez em quando… Não posso culpá-los por isso”, diz. “Mas o jornalista ou o apresentador deveria ficar sujeito a penas rigorosas se usar o programa para fazer propaganda de si mesmo”.

Já Gabriel Chalita, que diz estar fora da TV Canção Nova porque seu “foco é a eleição municipal”, afirma que seus programas “não eram políticos”, mas que aparecer no rádio e na TV era uma forma de aproximá-lo das pessoas – o que, afirma, nunca significou ganhar ou perder votos.

Câmara vai ‘vigiar’ verba de gabinete

Categoria: Câmara Municipal

Em meio a denúncias de mau uso da verba de gabinete que atingiram dois vereadores paulistanos, a Câmara Municipal decidiu criar uma comissão de controle interno para fiscalizar todos os gastos da Casa, entre eles o destino dos R$ 15,4 mil a que cada parlamentar tem direito para custear despesas mensais de mandato, como serviços gráficos, materiais de escritório e combustível.

Por meio de um ato da Mesa Diretora publicado no Diário Oficial na última terça-feira, a Câmara criou o Núcleo Técnico de Controle Interno, que será composto por cinco funcionários de carreira da Casa indicados pelo presidente José Police Neto (PSDB). O grupo será nomeado pela Mesa Diretora, a quem ficará subordinado.

Desde o início do mês, dois integrantes da Mesa foram alvo de denúncias por uso indevido do recurso de custeio. O 1º vice-presidente Antonio Goulart (PMDB) usou verba de gabinete para contratar gráfica que tinha sua mulher como sócia, prática proibida por uma resolução da Casa. Ao todo, foram R$ 37,8 mil desde novembro de 2009. O caso é apurado por uma sindicância na Corregedoria da Câmara.

Já o 1º secretário Netinho de Paula (PC do B) é investigado pela polícia e pelo Ministério Público por apresentar notas fiscais de empresas que não existem para pedir reembolso à Câmara. O caso também está na Corregedoria. Tanto Netinho quanto Goulart negam as irregularidades.

Sem relação

Segundo o presidente da Câmara, José Police Neto (PSDB), a criação da comissão fiscalizadora não tem relação com os dois casos envolvendo colegas da Mesa. “Nós apenas demos concretude a uma lei de 2007 que criou o Sistema de Controle Interno da Câmara. Não estamos inovando, estamos só implantando”, disse.

Ainda segundo o tucano, todos os gastos da Casa com dinheiro público, inclusive a regularidade de contratos e licitações, serão avaliados pela nova comissão. “Na realidade, é um trabalho que a Casa já vinha fazendo como forma de buscar excelência no processo de controle interno, não apenas fiscalizando, mas também orientando e programando a eficiência dos gastos futuros”, completou.

Google contesta decisão de vídeo de Netinho

Categoria: Sem categoria

O Google Brasil entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que determinou a retirada do ar de um vídeo postado no YouTube.

O conteúdo do vídeo foi considerado ofensivo ao cantor e candidato derrotado nas eleições para o Senado, Netinho de Paula (PC do B).

Segundo a empresa, a decisão, tomada em 25 de agosto, baseia-se em artigos da Lei das Eleições que foram suspensos dois dias depois por decisão do STF, que liberou programas humorísticos sobre candidatos.

A defesa do Google também alega que a Constituição Federal prevê a liberdade de manifestação de pensamento e que o poder público não pode se impor sobre conteúdos virtuais criados por usuários para debate político.

Na decisão de agosto, o TRE aplicou multa de R$50 mil a empresa e determinou a retirada do vídeo. Na última quinta-feira, 7, o Google foi multado em R$30 mil por não ter retirado o vídeo do YouTube.

Além da multa, a empresa foi condenada a pagar R$10 mil diários, do dia 1º de outubro até a eleição, pelo descumprimento da liminar que exigia a retirada do vídeo.

 (Marília Lopes)

Justiça Eleitoral multa Google em R$ 30 mil

Categoria: Sem categoria

Justiça Eleitoral multou a Google do Brasil em R$ 30 mil por não ter retirado vídeo considerado ofensivo ao candidato a senador Netinho de Paula (PCdoB), que perdeu a eleição. O valor é referente à multa diária de R$ 10 mil, de 1º de outubro até o dia da eleição.

Segundo a sentença, o vídeo tem “conteúdo ofensivo porque atribui ao candidato representante (Netinho) a prática de agressões físicas contra mulher e repórter humorístico”. Para a Justiça, a empresa é responsável pelo conteúdo prejudicial do site que hospeda (YouTube), ainda que seja apenas provedor de hospedagem.

Aloysio vence: deu zebra no Senado

Categoria: Sem categoria

Ele foi lançado ao Senado após perder a queda-de-braço com Geraldo Alckmin pela candidatura tucana ao governo. Passou, então, a ser considerado “segunda força” na chapa tucana, ao lado do ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, apontado como um dos favoritos a se tornar senador.

A doença do peemedebista, que o fez desistir de concorrer, deixou para ele todo o tempo de propaganda da aliança no horário eleitoral, o que o fez disparar nas pesquisas. Mas o resultado que saiu das urnas surpreendeu até tucanos: Aloysio Nunes Ferreira Filho elegeu-se senador como o mais votado, com 30,4% dos votos válidos, ou 11,2 milhões de votos, superando os 10,5 milhões obtidos por Aloizio Mercadante ao Senado em 2002.

O tucano deixou para trás a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o vereador Netinho de Paula (PC do B), considerados favoritos até a véspera da votação.

Ex-secretário-geral da Presidência e ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, Aloysio tornou-se próximo do presidenciável tucano José Serra, de quem foi secretário de Governo na Prefeitura e secretário da Casa Civil no governo. Após a eleição municipal de 2008, quando o PSDB “rachou” entre as candidaturas a prefeito de Alckmin e de Gilberto Kassab (DEM), Aloysio já dava sinais de que pretendia disputar o Palácio dos Bandeirantes.

Naquele momento, Alckmin estava enfraquecido politicamente pela derrota – havia especulações de que ele poderia deixar o PSDB, o que não se confirmou.

Rivais de peso

Alckmin, porém, foi chamado por Serra para o secretariado – ocupou a pasta de Desenvolvimento – e se fortaleceu para a disputa ao governo, deixando a Aloysio – que, junto com o governador Alberto Goldman, migrou do PMDB ao PSDB nos anos 90, após a fundação do partido – a saída do Senado.

O cenário não era promissor: ele, que já tinha sido deputado estadual e federal, vice-governador na gestão de Luiz Antonio Fleury Filho e candidato derrotado à Prefeitura em 1992, enfrentaria nomes de peso. Além dos rivais Marta e Netinho, havia Quércia e o senador Romeu Tuma (PTB). Até setembro, ele atingia um dígito – ou pouco mais que isso – nas pesquisas. Reviravoltas, porém, ocorreram a seu favor.

O primeiro fato foi a doença de Quércia, que teve o retorno de um câncer na próstata detectado por médicos. No começo de setembro, o peemedebista abriu mão da disputa e declarou apoio a Aloysio – sua filha Andreia e o suplente Airton Sandoval, que migrou para a chapa do tucano, passaram a pedir votos a ele.

O reforço mais importante, porém, foi na propaganda televisiva: Aloysio passou a ter mais de cinco minutos no rádio e TV, o que ampliou consideravelmente sua exposição.

Na contramão de quase todo tucanato, o candidato ao Senado levou à TV o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ausente das propagandas de Serra e Alckmin. A medida parece ter surtido efeito – ou ao menos não o prejudicou.

Farpas na propaganda

Tuma também saiu de cena ao ser internado no começo de setembro – oficialmente, sua assessoria diz que ele sofre de afonia. Apesar de não desistir da candidatura, ele parou de fazer campanha e foi perdendo força nas pesquisas.

Ao mesmo tempo, a propaganda de Aloysio começou a disparar “farpas” contra Netinho. Primeiro, o próprio tucano disse ser contra “quem bate em mulher” e que defenderá a Lei Maria da Penha. O vereador e candidato do PC do B foi acusado de agredir a ex-mulher.

O horário eleitoral tucano ainda noticiou que jornais teriam indicado o comunista como mais faltoso da Câmara Municipal. Ao mesmo tempo, Netinho virou, na reta final da campanha, alvo de investigação do Ministério Público e polícia por conta do patrimônio.

Equilíbrio

A vitória de Aloysio coloca no trio de senadores paulistas um integrante da oposição. Hoje, estão nas vagas os petistas Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante, ambos governistas, e Tuma, que é considerado da base aliada.

Confira aqui a lista completa com a porcentagem de votos de cada candidato ao Senado