Netinho diz que deixa disputa ‘com dor no coração’
- 25 de junho de 2012 |
- 17h43 |
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Categoria: Eleições 2012

Netinho, Haddad e Lula se reúnem antes do anúncio da aliança entre PT e PC do B na disputa à Prefeitura de SP (Foto: Clayton de Souza/AE)
Netinho de Paula retirou a sua candidatura à Prefeitura de São Paulo pelo PC do B. Segundo ele, a desistência foi a pedido do ex-presidente Lula, que sugeriu a ele a tentativa de reeleição como vereador. Após a desistência, Netinho disse estar com “muita dor no coração”.
“O PCdoB retirou a minha candidatura para apoiar Fernando Haddad, atendendo a um apelo do presidente Lula. Saio da disputa ferido, mas não derrubado. Saí com muita dor no coração, mas em prol de um projeto vamos retomar o ânimo”, disse Netinho. Ele disse que não será vice na chapa, mas indicou nomes do partido como o da deputada Leci Brandão, o da presidente estadual do PC do B, Nádia Campeão, e o do vereador Jamil Murad como postulantes à vaga.
O ex-presidente Lula reuniu-se a portas fechadas com lideranças do PC do B em seu instituto, em São Paulo, para acertar os últimos ponteiros da aliança com o partido. No encontro, Lula teria feito apelo ao vereador Netinho de Paula para que abrisse mão da candidatura própria. Participaram da reunião Haddad, o presidente municipal do partido e coordenador de campanha, Antonio Donato, o ex-ministro Orlando Silva e o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.
Ricardo Chapola
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Netinho desiste e PC do B apoiará Haddad
- 25 de junho de 2012 |
- 16h43 |
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Categoria: Eleições 2012

Netinho: para dirigente comunista, candidatura do vereador poderia ficar "fora do centro do debate" (Foto: Tiago Queiroz/AE – 14/5/2012)
O presidente do diretório municipal do PCdoB, Wander Geraldo da Silva, disse que a decisão de apoiar a pré-candidatura do petista Fernando Haddad à sucessão municipal foi definida na última sexta-feira, e que pesou na decisão do partido o fato da disputa já estar polarizada entre o PT e o PSDB e o fato do vereador Netinho de Paula ter pouco espaço político para defender o seu projeto. “Politicamente a gente podia ficar fora do centro do debate. A campanha está polarizada entre o Haddad e o Serra. O resultado seria o Netinho sair menor (do processo) do que ele é”, argumentou o dirigente. De acordo com Wander, a manutenção da candidatura do vereador seria para atender a um desejo interno do PCdoB.
O cacique da sigla admitiu que o PCdoB cogitou a possibilidade de investir em uma candidatura de terceira via mas não encontrou respaldo do PRB, de Celso Russomanno, tampouco do PDT do deputado federal Paulo Pereira da Silva e do PMDB do deputado federal Gabriel Chalita. Wander lembrou que esses partidos se colocaram como uma opção, mas que em nenhum momento eles abriram mão da cabeça de chapa.
O dirigente disse que só a partir de amanhã eles poderão conversar com Haddad sobre a indicação de
um nome para vice. “Vamos fazer uma coisa de cada vez”, respondeu. ”Tem de ser uma escolha dele (Haddad), não pode haver imposição. Ele tem de ficar à vontade”, defendeu.
Netinho está reunido com o ex-presidente Lula para comunicar sua desistência da corrida municipal. Acompanham o vereador no Instituto Lula o ex-ministro do Esporte Orlando Silva e o presidente nacional
do PCdoB, Renato Rabelo.
Daiene Cardoso
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Haddad cresce com apoio de Lula
- 17 de junho de 2012 |
- 23h10 |
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Categoria: Eleições 2012
A participação mais efetiva do ex-presidente Lula na campanha do pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, coincidiu com a subida do ex-ministro da Educação nas intenções de votos dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha realizada entre os dias 13 e 14.
O petista passou de 3% no levantamento anterior do instituto, realizado em março, para 8%. Pré-candidato do PSDB, José Serra manteve os 30% anteriores e lidera a corrida a menos de quatro meses do primeiro turno.
Se a eleição fosse hoje, Serra iria ao segundo turno contra Celso Russomanno (PRB), que oscilou de 19% para 21% – a margem de erro do levantamento, que ouviu mil pessoas, é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Russomanno tem como trunfo aparições em programas de TV na Record. A partir da próxima semana, porém, após sua confirmação como candidato em convenção, ele estará impedido de participar dos programas, o que pode influir em sua intenção de voto.
Quem também teve oscilação positiva foi Soninha, do PPS, que passou de 7% para os mesmos 8% de Haddad.
Após seu partido, o PC do B, já ter dado sinais de que não terá candidatura própria, o vereador Netinho de Paula oscilou negativamente, de 10% para 7%.
A tendência é de que os comunistas apoiem Haddad, mas a sigla ameaça fechar com o PMDB de Gabriel Chalita se o PT não selar alianças em outras cidades, como Porto Alegre.
Chalita, por sua vez, também oscilou um ponto para baixo, de 7% em março para 6% agora. Paulinho da Força (PDT), que confirmou sua candidatura no sábado, teve 5% das intenções de voto – na pesquisa anterior, eram 8%.
Luiz Flávio D’Urso, do PTB, e Carlos Giannazi, do PSOL, obtiveram 1% cada um. Os demais concorrentes não pontuaram, segundo o Datafolha.
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Câmara estuda mandato de 2 anos na Mesa
- 1 de agosto de 2011 |
- 23h05 |
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Categoria: Câmara Municipal
FABIO SERAPIÃO
FABIO LEITE
A Câmara Municipal estuda ampliar de um para dois anos o mandato dos oito integrantes da Mesa Diretora, responsável pelo comando do Legislativo. A proposta foi sugerida ontem pelo 1º secretário da Casa, Netinho de Paula (PC do B), que defende a mudança de regra apenas a partir da próxima legislatura, em 2013.
A regra atual – mandato de um ano com direito a uma reeleição – está em vigor há 20 anos, desde a gestão do ex-presidente Arnaldo Madeira (PSDB), em 1991. O último chefe do Legislativo paulistano a usufruir do mandato de dois anos foi o atual senador petista Eduardo Suplicy (1989-1990).
Para Netinho, a extensão do mandato daria mais “tranquilidade” à Mesa e evitaria que projetos importantes para a cidade fiquem travados por conta das disputas internas. “Estamos no início do segundo semestre e já começam as discussões e disputas para a próxima formatação da Mesa. Não pode ser assim. Ela (a Mesa) precisa ter tranquilidade e em apenas um ano isso não é possível”, afirma.
Na última eleição da Mesa, em dezembro, a disputa entre os vereadores da base do prefeito Gilberto Kassab (de saída do DEM para criar o PSD), e os parlamentares do Centrão – bloco pluripartidário – e do PT, rachou a Câmara e travou a pauta de votação de projetos por meses.
Discussão
Para dobrar o mandato do comando da Casa – na Assembleia Legislativa e no Congresso os mandatos são de dois anos –, a própria Mesa tem de apresentar um projeto de resolução alterando o regimento interno. A proposta tem de ser aprovada em plenário pela maioria (28) dos 55 vereadores.
Mas como a extensão do mandato beneficiaria a atual Mesa, da qual Netinho faz parte, o comunista afirma que a ideia é aprovar a medida apenas para a próxima legislatura. Quanto a possibilidade de reeleição, o que permitiria um mesmo vereador ficar quatro anos na presidência, ele ressalta que isso dependerá de uma discussão ampla dentro da Casa.
“Essa ideia eu venho maturando desde a última eleição da Mesa. Mas qualquer mudança será resultante de um debate entre todos os vereadores e correntes existentes dentro da Câmara Municipal”, garantiu Netinho.
Para o atual presidente, José Police Neto (sem partido), a proposta ainda é uma sugestão e serve como forma de se iniciar uma discussão sobre o tema. “O vereador (Netinho) acredita que a Mesa tem maturidade para discutir essa mudança, uma vez que ela valerá apenas para a próxima legislatura. Mas ainda é apenas uma sugestão que será discutida”, afirmou.
Prós e contras
Por ora, a ideia de Netinho divide opiniões. O ex-presidente da Casa Antonio Carlos Rodrigues (PR), por exemplo, se diz a favor da mudança. “Na minha gestão fiz até uma comissão de estudos que propôs isso, mas não chegamos a uma decisão”, afirmou ele, que foi presidente quatro anos seguidos, valendo-se de duas reeleições em duas legislaturas seguidas.
Já seu antecessor no cargo e atual líder do governo, Roberto Trípoli (PV), diz ser contra a proposta. “Já existe a possibilidade de reeleição. Ou seja, se o presidente for bom em um ano, ele se reelege. Se não for, é substituído”.
Câmara decide se vai cassar 3 vereadores
- 2 de junho de 2011 |
- 23h40 |
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Categoria: Câmara Municipal
Após 12 anos, a Câmara Municipal vai decidir se abre processo para cassar ou suspender o mandato de três vereadores acusados de quebra de decoro. A Corregedoria da Casa acusa Netinho de Paula (PC do B), Antonio Goulart (PMDB) e Ushitaro Kamia (DEM) de mau uso do dinheiro público. Os relatórios serão votados na terça-feira em plenário. São necessários 28 votos dos 55 parlamentares para cada caso ser admitido como um processo.
Acusado de usar notas frias para justificar gastos com a verba de gabinete, caso revelado pelo JT em 2010, Netinho teve pena de 30 a 90 dias de suspensão do mandato indicada pelo relator do caso na Corregedoria, Antonio Carlos Rodrigues (PR). Mas a pena pode ser agravada para um pedido de cassação, caso o plenário aceite abrir processo contra o comunista, que é 1º secretário da Mesa e pré-candidato à Prefeitura em 2012.
A defesa do parlamentar argumenta que, juridicamente, a pena da suspensão não poderá ser agravada. “O vereador não poderá de forma alguma ter a pena de cassação”, disse o advogado Artur Mathias. Membro da Corregedoria, o vereador José Américo (PT) considera que há evidências para cassar os três parlamentares. “As provas são muito fortes”, afirma.
Gráfica e donativos
Em seu relatório que investigou a contratação da gráfica da mulher do vice-presidente da Casa, Goulart, em seu gabinete, o relator Wadih Mutran (PP) indica que a pena de perda de mandato pode ser aplicada no caso. O caso também foi revelado pelo JT em janeiro. Procurado, Goulart não retornou às ligações até as 20h30.
Kamia, por sua vez, acusado de desviar para uma ONG da zona norte ligada ao seu mandato donativos da Defesa Civil que seriam enviados para as vítimas da tragédia em Teresópolis, no Rio, teve o pedido de cassação pedido pelo vereador Celso Jatene (PTB), relator da investigação. Kamia enviou uma defesa na qual argumenta não ter tido o direito de se defender no processo. Ele nega ter exercido influência como vereador para desviar as doações.
Máfia dos fiscais
O último processo de cassação na Câmara foi em 1999, no escândalo conhecido como Máfia dos Fiscais. Na época, os vereadores Vicente Viscome, Maeli Vergniano e Hanna Gharib foram acusados de integrar esquema que extorquia dinheiro de comerciantes com a ajuda de fiscais das administrações regionais (hoje subprefeituras). Houve prisões de parlamentares, tentativas de assassinato e até um exame de DNA do ex-prefeito Paulo Maluf, que provou não ser pai da neta de fiscal da Penha.
Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli
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