PT e PSDB abrem duelo por apoio do PR
- 28 de maio de 2012 |
- 23h06 |
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Categoria: Eleições 2012
O PR, envolvido no escândalo do mensalão e alvo da faxina no Ministério dos Transportes em 2011, passou a ser motivo de disputa entre PT e PSDB. Não só na eleição pela Prefeitura, mas também na corrida estadual de 2014.
O governador Geraldo Alckmin recebeu no Palácio dos Bandeirantes o deputado estadual André do Prado e o deputado federal Valdemar Costa Neto, ambos da legenda, para discutir uma aliança que passe pelas duas disputas.
Os tucanos sinalizaram com espaço na máquina estadual para o PR, que tem hoje apenas um deputado. A ideia é que a legenda embarque na administração já no fim do ano, depois da eleição pela Prefeitura.
Diante do flerte PR-PSDB, o PT correu para agendar um encontro com Valdemar, que estava marcado para ontem à noite, mas que não havia ocorrido até às 21h45.
Dele, deveriam participar o pré-candidato petista, Fernando Haddad, e o coordenador de campanha, Antonio Donato, além de Valdemar e do presidente municipal do PR, Antonio Carlos Rodrigues, articulador da reunião e suplente da senadora Marta Suplicy (PT).
O PT tenta evitar que o PR vá para o campo tucano, tarefa vista pela própria campanha de Haddad como inglória diante da resistência da presidente Dilma Rousseff de atender aos pleitos ministeriais de Valdemar – o partido quer trocar o comando de Transportes, hoje com Paulo Sérgio Passos, que não é considerado “cota” do PR – e do que a pré-campanha considera como “fortíssimas investidas” de Kassab em direção à sigla. Rodrigues é cotado para vaga no Tribunal de Contas do Município, indicação feita pelo prefeito e que consta das negociações.
O ex-presidente Lula conversou há duas semanas com o presidente nacional do PR, Alfredo Nascimento, que sinalizou disposição em fazer esforços pró-Haddad. O senador, no entanto, tem pouca ascendência sobre o PR paulista, majoritariamente comandado por Valdemar.
Além dele, serristas – em especial o senador Aloysio Nunes Ferreira – também procuraram o deputado federal Milton Monti para tentar obter maioria no comando paulista da legenda em caso de decisão de apoios entre PT e PSDB.
Aliança, só no 2º turno
O pré-candidato do PRB à Prefeitura, Celso Russomanno, confirmou contato com Haddad para discutir alianças em um segundo turno. No primeiro turno, Russomanno garantiu, na sabatina promovida pela Rede Record ontem, que manterá a sua candidatura.
Além de Haddad, Russomanno afirmou que ainda articula acordo similar com o pré-candidato do PMDB, Gabriel Chalita. Recentemente, o PHS – que era cotado para compor a coligação do peemedebista – fechou acordo com o PRB. A mudança teria provocado mal-estar entre PMDB e PRB.
Corrida à Prefeitura
- 27 de maio de 2012 |
- 22h18 |
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Categoria: Eleições 2012
GILBERTO AMENDOLA
Oficialmente, as eleições municipais ainda não começaram – o que não quer dizer que os partidos e seus respectivos candidatos estejam aguardando candidamente o apito do juiz para dar início à peleja eleitoral. À revelia da lei, os eleitores já estão recebendo discretas “piscadelas” de PT, PSDB, PMDB e outros.
Na árdua tarefa de impedir que “o outro” saia na frente ou dê o primeiro passo, PT e PSDB já representaram um contra o outro na Justiça Eleitoral. Uma ação do PT já fez com que o PSDB e o pré-candidato José Serra fossem multados por propaganda eleitoral antecipada, nas inserções do partido veiculadas no fim de abril. Por outro lado, o PSDB entrou, na sexta-feira, com representação contra o site Conversando com São Paulo, em que o pré-candidato Fernando Haddad estaria discutindo plataforma de governo.
As ações já são um indicativo de como essa eleição deve ser disputada também nos tribunais – e como duas figuras importantes na coordenação jurídica devem atuar. Ou seja, os advogados Hélio Silveira, do lado petista, e Ricardo Penteado, na equipe tucana.
Silveira trabalha em campanhas do PT desde 1996. Já Penteado, que atua em eleições desde 88, está com o PSDB desde 98. Os dois negam que já exista uma estrutura de fiscalização para acompanhar os movimentos do adversário, mas acreditam que tão logo a campanha comece “pra valer” (em 6 de julho), esses núcleos já estarão montados. “Isso é normal. Durante uma campanha, não existe muito tempo para uma ação ou um direito de resposta. Então, os partidos precisam se organizar. Agora, essa fiscalização é um trabalho do partido, não do advogado”, diz Penteado. “Nesta eleição, com a internet, vai ser necessária uma fiscalização grande mesmo – para que boatos não sejam plantados, ataques e outras coisas”, comenta Silveira.
Em relação à ação mais recente, a representação do PSDB contra o Conversando com São Paulo do PT, Penteado diz que existem indícios claros de pré-campanha no conteúdo site. Já Silveira afirma que o conteúdo é partidário e não tem proposta eleitoral. “Acho que o PSDB quis dar o troco em relação a nossa ação contra a campanha antecipada do Serra.”
Eleição civilizada
Para Silveira e Penteado, uma campanha que demande bastante dos tribunais não representaria uma eleição “complicada”. Ao contrário, segundo a dupla, o direito está no processo para “civilizar” as campanhas. “Claro que o trabalho será intenso, mas não deve ser muito diferente do que o trabalho de outras eleições”, diz Silveira. “O que muda são as regras novas, as regulamentações. Mas tudo isso está dentro da normalidade do nosso trabalho”.
Especialistas em direito eleitoral, Penteado e Silveira não têm muitos colegas nessa seara. “Sou um dos poucos, por isso sou um dos bons”, brinca Penteado. “Infelizmente, não existe ainda uma cadeira acadêmica para esse tipo de direito. Aliás, acho que já está na hora de ter.”
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Alckmin diz que apoia Serra em eleição
- 17 de março de 2012 |
- 16h57 |
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Categoria: Eleições 2010, Geraldo Alckmin
O governador Geraldo Alckmin disse neste sábado, 17, que apoia a candidatura do ex-governador José Serra para representar o partido nas eleições municipais. “Como filiado do PSDB, militante e liderança do partido, meu voto vai ser para o José Serra”, afirmou o governador aos jornalistas. A declaração de Alckmin foi dada em visita a São José do Rio Pardo, na região Norte do Estado, a 266 quilômetros de São Paulo, onde o governador entregou uma Escola Técnica Estadual (Etec).
O governador ressaltou, porém, que vai respeitar as prévias do partido. “E nós vamos respeitar a prévia. A prévia é muito importante”, completou. O ex-governador José Serra disputa com o secretário de Energia, José Aníbal, e o deputado Ricardo Trípoli a indicação do partido para disputar a Prefeitura de São Paulo em prévias que serão realizadas dia 25 deste mês.
Antes de declarar publicamente seu apoio a Serra, Alckmin esclareceu que não falava como governador. “O governo, como estado de São Paulo, não tem candidato, nem o governador. O governo do estado de São Paulo trabalha para todos, suprapartidariamente. Não sucumbe em questão eleitoral, trabalha para servir a população do Estado”, para afirmar em seguida. “Como filiado do PSDB, militante e liderança do partido, meu voto vai ser para o José Serra”, afirmou.
Mas o governador também saudou os outros concorrentes, dizendo que todos fazem parte de um processo de democracia do PSDB. “Quero saudar os três candidatos que estão participando da prévia: o Serrra, o secretário José Anibal, o deputado Ricardo Trípoli”, disse. “É (a prévia) um exemplo de respeito à opinião do partido, dá legitimidade para quem for escolhido. Democracia começa em casa”, finalizou Alckmin. (Chico Siqueira, especial para O Estado)
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Alckmin, Eleições, eleições municipais, Geraldo Alckmi, governador, José Serra, São Paulo, Serra
Kassab vai formalizar aliança com o PT
- 30 de janeiro de 2012 |
- 23h01 |
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Categoria: Eleições 2012
Ao falar em conversas “encerradas” com o PSDB, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), declarou ontem que fará uma proposta formal de aliança com o PT na eleição para a Prefeitura de São Paulo. A oferta de coligação com os petistas foi chancelada por Henrique Meirelles (PSD), ex-presidente do Banco Central no governo Lula.
“A partir de hoje, iniciamos formalmente as propostas ao PT, caso o PT queira”, disse Kassab ao JT, após se reunir com os dirigentes do PSD na capital. “Eu sempre manifestei que tenho simpatia pelo candidato do presidente Lula e do PT”, declarou Meirelles ao sair do encontro.
Apesar da sinalização ao PT e de integrantes do PSD apontarem a aliança com os petistas como o foco principal na eleição, Kassab afirmou ser “prioridade” lançar a candidatura própria, com o vice-governador Guilherme Afif Domingos na cabeça de chapa.
Ontem ele disse que Afif deu “sinal verde” para a sua candidatura – ele resistia entrar na disputa sem o apoio do PSDB. “Guilherme tem motivação para ser (candidato). Não postula, mas aceita a missão. Deu sinal verde”, afirmou Kassab.
Reação tucana
O anúncio de que Kassab formalizaria uma proposta de aliança com o PT, antecipado pelo JT, provocou a reação do Palácio dos Bandeirantes. Preocupado com a possibilidade de o prefeito migrar para o polo petista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) convocou tucanos e pediu total empenho para mantê-lo na aliança.
Alckmin gostaria que o ex-governador José Serra fosse o candidato do partido, trazendo, assim, o PSD. “Nessas eleições, ele não será candidato. Assim ele definiu”, disse ontem Kassab sobre a entrada de Serra na disputa. “Com o PSDB já conversamos, e eles já sabem da nossa posição. Essa conversa está encerrada e aguardamos a manifestação do PSDB”, disse o prefeito, que logo contemporizou: “As coisas (as conversas com os tucanos) podem correr em paralelo”.
O secretário-chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo, encontrou-se com o prefeito no final da semana para manifestar a intenção do PSDB de mantê-lo como aliado. Na conversa, Kassab disse que as portas continuavam abertas.
PSDB e PSD encontram-se num impasse. Kassab só aceita a composição com os tucanos se a cabeça de chapa ficar com Afif. Alckmin quer que seu partido tenha candidato próprio.
“Ficou claro que, independentemente, do trabalho que existe de manutenção da aliança com o PSDB e no sentido de sensibilizá-los para que possam apoiar Afif, também temos que examinar outras alternativas”, disse Kassab.
O prefeito elogiou Haddad, ex-ministro da Educação e candidato do PT. “A cidade ganha com o PT tendo Haddad como candidato. Se estivermos ao seu lado, saberemos compor um programa de governo que seja o ideal”, disse . “Se não estivermos, ganha a democracia, estando o nosso candidato, Afif, de um lado, Haddad de outro, e outros candidatos, que vão somar para um bom debate”. (Felipe Frazão, Fernando Gallo e
Julia Duailibi)
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- 29 de junho de 2011 |
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