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Sábado, 25 de Maio de 2013
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Datafolha: Haddad abre 10 pontos sobre Serra

Categoria: Eleições 2012, Eleições 2012, Fernando Haddad, José Serra

A primeira pesquisa do instituto Datafolha no segundo turno da eleição mostra o petista Fernando Haddad à frente, com 47% das intenções de voto, ante 37% do tucano José Serra. Os indecisos são 8%, e outros 8% afirmam que pretendem anular o voto. Em votos válidos – excluídos os entrevistados que pretendem votar nulo ou em branco –, Haddad teria 56%, ante 44% do adversário.

No primeiro turno, Serra teve 30,75% dos votos válidos, e Haddad, 28,98%. Considerado todo o universo de votos, a vantagem do petista, de dez pontos porcentuais, é superior à do levantamento anterior do Datafolha, feito às vésperas do primeiro turno na eleição, nos dias 5 e 6 deste mês. Na ocasião, ao serem questionados sobre sua escolha em um eventual segundo turno entre PT e PSDB, 45% dos entrevistados citaram Haddad, e 39%, Serra – a diferença entre os dois estava em seis pontos porcentuais.

Mas o Datafolha já captou uma distância de 10 pontos entre o primeiro e o segundo. Foi no levantamento feito entre 26 e 27 de setembro, quando Haddad apareceu como vencedor de um ainda eventual segundo turno contra Serra, por 48% a 38%.

O resultado da pesquisa mais recente mostra que, ao menos por enquanto, o candidato do PT é o que mais herda votos dos derrotados no primeiro turno. Celso Russomanno, do PRB, teve mapa de votação similar ao de Haddad – mais votos na periferia que nas áreas centrais. São áreas em que candidatos do PT costumam vencer com porcentuais superiores aos obtidos por Haddad. Sem Russomanno para dividir esse eleitorado, o crescimento do petista nessas áreas é muito provável.

Mas o desempenho de Marta Suplicy nas eleições de 2004 e 2008 já mostrou que não basta triunfar na periferia para vencer as eleições. O centro expandido, onde Serra obteve seus melhores resultados, deve ser o principal palco da batalha do segundo turno.

O Datafolha ouviu 2.100 eleitores entre anteontem e ontem. A pesquisa, contratada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-01851/2012. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Russomanno cai, Serra e Haddad empatam

Categoria: Eleições 2012, Eleições 2012, Fernando Haddad, José Serra

O candidato do PRB à Prefeitura, Celso Russomanno, caiu cinco pontos porcentuais em uma semana, de 35% para 30%, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem. O petista Fernando Haddad subiu de 15% para 18% e o tucano José Serra oscilou de 21% para 22%. Com isso, o tucano e o petista voltaram à situação de empate técnico da qual haviam saído na pesquisa anterior – naquele levantamento, o tucano abria seis pontos porcentuais de vantagem. Mas é um empate no limite da margem de erro, pois a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Anteontem, o Ibope também detectou um empate técnico entre os dois, mas mostrou Haddad numericamente à frente de Serra pela primeira vez (18% a 17%). O instituto ainda mostrou Russomanno com 34%, quatro pontos porcentuais a mais do que o resultado registrado no Datafolha.

Russomanno, com passagem praticamente assegurada para o segundo turno, venceria qualquer dos adversários em um confronto direto se a eleição fosse hoje. Contra Serra, o placar seria de 50% a 34%. Contra Haddad, venceria por 49% a 34%. Uma improvável disputa entre PSDB e PT no segundo turno seria vencida por Haddad. Ele teria 48%, ante 38% de Serra.

A intenção de voto em Russomanno no primeiro turno passou por oscilações bruscas nas últimas pesquisas, mas o mesmo não havia ocorrido em relação à projeção de segundo turno. Suas taxas, que estavam estáveis desde o começo de setembro, caíram na pesquisa divulgada ontem.

No confronto contra Serra, o candidato do PRB tinha 26 pontos de vantagem em 20 de setembro (57% a 31%). Agora, a distância caiu 10 pontos (50% a 34%).

Na disputa contra o adversário petista, Russomanno estava na frente com 25 pontos a mais (55% a 30%). Agora, a vantagem é de 15 pontos (49% a 34%).

A taxa de rejeição é o principal obstáculo para o crescimento de Serra; 45% dos eleitores paulistanos afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, ou apenas um ponto porcentual a menos do que no levantamento anterior. Russomanno é rejeitado por 22%, e Haddad, por 24%.

Considerando os votos válidos (excluídas intenções de eleitores que devem votar em branco ou anular o voto), Russomanno tem 34%, Serra tem 25% e Haddad, 21%.</CW>

O quarto colocado na pesquisa Datafolha é o peemedebista Gabriel Chalita, que chegou a 9% das intenções de voto. A seguir aparece Soninha Francine (PPS), com 4%.Votos em branco e nulos somaram 8% e os indecisos, 6%, segundo o levantamento.

O Datafolha ouviu 1.799 eleitores de São Paulo entre ontem e anteontem. A enquete foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com protocolo SP 01182/2012. A TV Globo, que divulgou ontem a pesquisa, não detalhou em que regiões da cidade ocorreram as principais mudanças no cenário eleitoral.

Os dados do Ibope divulgados esta semana, porém, indicam que há um refluxo do eleitorado de Russomanno principalmente na zona oeste e na região central da cidade, áreas em que Haddad ganhou terreno recentemente.

Na zona oeste, o Ibope mostrou os três principais candidatos em situação de empate técnico: Russomanno e Haddad com 23% e Serra, com 15%. Trata-se da área onde vivem os moradores com a renda média mais alta. É lá que os candidatos do PSDB costumam obter seus melhores resultados.

Apesar de os candidatos do PRB e do PT aparecerem com oito pontos a mais que o tucano, existe empate técnico porque a amostra de eleitores ouvidos na pesquisa é pequena (menos de 10% do total).

Para assegurar a ida de Haddad ao segundo turno, o PT espera conquistar os eleitores da periferia da cidade, que até o momento pendem majoritariamente para Russomanno.

Russomanno: ‘Sou independente e aponto problemas’

Categoria: Eleições 2012

RICARDO CHAPOLA
E JULIA DUAILIBI

Candidato do PRB à Prefeitura e em empate técnico com José Serra (PSDB) no Datafolha – 30% a 26% –, Celso Russomanno afirmou ao JT que o presidente de seu partido e coordenador de sua campanha, Marcos Pereira, se reuniu com o tucano porque “(o prefeito Gilberto) Kassab queria ouvir que não haverá ataques pessoais” na eleição.

“E isso eu estou falando desde o começo. Uma campanha com ataques pessoais não constrói nada.” Mas ele nega defesa da gestão Kassab. “Sou independente, tenho apontado problemas e dado soluções.” Leia mais:
 
Como pretende manter a intenção de votos se é um dos candidatos com o menor tempo de TV ?
Acho que o horário eleitoral faz diferença. Mas eu tenho uma vantagem: sou de televisão. Então, talvez com menos tempo de TV eu posso fazer muito mais do que alguém que não tenha experiência .
 
Os adversários dizem que sua candidatura é um “voo de galinha” e tende a perder o fôlego.
Se o voo é de galinha, essa galinha voa bem pra caramba. Isso é relativo. O quadro atual é: algumas pessoas reclamando que não dá mais do jeito que está. Existe uma vontade de mudança.
 
O sr. acha que (o candidato do PT, Fernando) Haddad vai ser criticado pela aliança com o PP (ex-sigla de Russomanno, que tem o deputado Paulo Maluf)?
Eu acho não, eu estou vendo isso no dia a dia. Estou vendo as pessoas falarem isso nas ruas.
O sr tem legitimidade para fazer essa crítica do Haddad, uma vez que o sr. também foi do PP?
Se isso aparecer em debate vou dizer que quem tem que explicar Maluf é ele, não sou eu. Não tá me apoiando, não tá comigo e graças a Deus. Eu só tive dissabor.
 
O sr. apoiou a eleição de Dilma Rousseff (PT) em 2010 contra José Serra (PSDB). O coordenador da campanha do sr., o presidente do PRB, Marcos Pereira, se encontrou com Serra. Por que falaram em não se atacarem?
O Serra queria ouvir, ou melhor, o Kassab queria ouvir que não haverá ataques pessoais. E isso falo desde o começo da campanha. A única diferença é que falei na mídia e o Marcos Pereira falou pessoalmente. Uma campanha com ataques pessoais não constrói nada.
 
Então o sr. vai defender a gestão Kassab?
Eu sou independente, eu tenho apontado os problemas e tenho dado solução a eles.
 
Como avalia a gestão de Fernando Haddad na Educação?
Quero ser avaliado depois de quatro anos pelos alunos que vão sair da escola depois que eu tomar posse. Quero que as escolas sejam em período integral na Prefeitura. Dizer que vai ser da noite para o dia é uma loucura. Os professores não estão preparados e não temos estrutura para isso. O Haddad, especialista em educação, falou isso aos professores, foi vaiado.
 
O que o sr acha do kit gay?
Não deveria ter sido feito dessa forma. Não é assim que você constrói a sexualidade das pessoas.
 
O sr. vai ser cobrado para emitir uma opinião da gestão do Haddad e do Serra na saúde?
Eu vou falar das deficiências. E não é só do Serra, não. É do Haddad e de qualquer outro.

Serra e Russomanno lideram corrida à Prefeitura

Categoria: Eleições 2012

Pesquisa Datafolha feita entre quinta e sexta com mil eleitores mostra empate técnico entre José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) na corrida à Prefeitura. O tucano oscilou um ponto para baixo em relação ao levantamento anterior, do final de junho, e ficou com 30%; já o ex-deputado oscilou dois pontos para cima e chegou a 26%. Como a margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos, há o empate técnico.

Candidato do PT, Fernando Haddad ainda não conseguiu “decolar” na campanha; oscilou apenas um ponto para cima, marcando 7%, mesmo porcentual de Soninha. No levantamento do Datafolha feito no meio de junho, Haddad chegou a 9%, mas depois voltou a oscilar negativamente para 6%. Na pesquisa atual, Gabriel Chalita (PMDB) atingiu 6% e Paulinho da Força (PDT), 5%.

Haddad cresce com apoio de Lula

Categoria: Eleições 2012

A participação mais efetiva do ex-presidente Lula na campanha do pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, coincidiu com a subida do ex-ministro da Educação nas intenções de votos dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha realizada entre os dias 13 e 14.

O petista passou de 3% no levantamento anterior do instituto, realizado em março, para 8%. Pré-candidato do PSDB, José Serra manteve os 30% anteriores e lidera a corrida a menos de quatro meses do primeiro turno.

Se a eleição fosse hoje, Serra iria ao segundo turno contra Celso Russomanno (PRB), que oscilou de 19% para 21% – a margem de erro do levantamento, que ouviu mil pessoas, é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Russomanno tem como trunfo aparições em programas de TV na Record. A partir da próxima semana, porém, após sua confirmação como candidato em convenção, ele estará impedido de participar dos programas, o que pode influir em sua intenção de voto.

Quem também teve oscilação positiva foi Soninha, do PPS, que passou de 7% para os mesmos 8% de Haddad.

Após seu partido, o PC do B, já ter dado sinais de que não terá candidatura própria, o vereador Netinho de Paula oscilou negativamente, de 10% para 7%.

A tendência é de que os comunistas apoiem Haddad, mas a sigla ameaça fechar com o PMDB de Gabriel Chalita se o PT não selar alianças em outras cidades, como Porto Alegre.

Chalita, por sua vez, também oscilou um ponto para baixo, de 7% em março para 6% agora. Paulinho da Força (PDT), que confirmou sua candidatura no sábado, teve 5% das intenções de voto – na pesquisa anterior, eram 8%.

Luiz Flávio D’Urso, do PTB, e Carlos Giannazi, do PSOL, obtiveram 1% cada um. Os demais concorrentes não pontuaram, segundo o Datafolha.