Vereador eleito fala em ‘modernizar leis’ da capital
- 15 de outubro de 2012 |
- 22h52 |
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Categoria: Câmara Municipal, Eleições 2012
O vereador eleito Andrea Matarazzo (PSDB) disse à TV Estadão nesta segunda-feira, 15, ter planos para “modernizar as leis de São Paulo” e acreditar que sua experiência em cargos executivos da Prefeitura o ajudarão a fazer um bom mandato na Câmara dos Vereadores a partir de 2013.
O tucano, que será um dos 55 vereadores que integrarão o legislativo municipal pelos próximos quatro anos, citou a legislação fundiária da cidade como uma de suas prioridades no projeto de modernização legislativa. Para ele, essas leis impedem o desenvolvimento de algumas áreas de São Paulo, principalmente aquelas localizadas nos extremos da cidade. Outro exemplo dado pelo ex-secretário de Cultura do Estado foi a regulação das calçadas.
O vereador eleito falou tamb[em sobre trânsito e cracolândia, entre outros assuntos. Veja abaixo:
Legislativo será mais velho, rico e escolarizado
- 14 de outubro de 2012 |
- 23h36 |
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Categoria: Câmara Municipal
FERNANDO OTTO, ESPECIAL PARA O JT
A Câmara Municipal vai ficar mais velha, mais rica e mais escolarizada a partir de 1º de janeiro de 2013, quando assume a nova legislatura, definida no último dia 7.
A média de idade dos vereadores eleitos subiu para 52 anos, quase dois anos a mais que a dos parlamentares atuais. Wadih Mutran (PP), que tem 71 anos, não se reelegeu e vai ceder o posto de vereador mais velho da casa para Toninho Paiva (PR), que tem 70. Logo na sequência, aparece Gilson Barreto, do PSDB, com 67 anos. A sessão inicial do Legislativo é presidida pelo vereador mais velho até a escolha do novo presidente; a idade, aliás, é critério de desempate na disputa pela Mesa Diretora.
Reeleita, Juliana Cardoso (PT) dá a vaga de vereadora mais jovem para Eduardo Tuma (PSDB), em sua primeira vitória eleitoral, com 31. É a mesma idade de George Hato (PMDB), mas ele é alguns meses mais velho que o tucano.
Dois dos eleitos declararam não ter bens ao Tribunal Superior Eleitoral(TSE): Jean Madeira (PRB) e Edemilson Chaves (PP).
Entre os que relacionaram os bens, Ricardo Young tem a maior soma. O empresário, que disputou o Senado em 2010, sem sucesso, informou ter R$11.186.075, divididos entre imóveis, carros e aplicações financeiras. O parlamentar do PPS ajudou a elevar a média de patrimônio da Casa de R$855.191,04 a R$1.637.444,20. O valor das declarações dos 55 vereadores foi de R$47.035.507,66 para R$90.059.431,25. Rubens Calvo (PMDB) declarou menor valor de bens, com R$49.256,10, divididos entre um carro, equipamentos médicos e aplicações.
No quesito escolaridade, aumentou o número de parlamentares com ensino superior completo ou incompleto. Entre os atuais ocupantes do Legislativo, são 40 (36 com curso completo e quatro, incompleto). A partir de janeiro, serão 43 (37 completo e 6, incompleto). Hoje, outros dez vereadores têm ensino médio completo e 4, o fundamental completo, além de um parlamentar que declarou ler e escrever – José Rolim, do PSDB. A partir do ano que vem, serão 9 com ensino médio, 2 com fundamental completo e uma com o fundamental incompleto, Noemi Nonato, do PSB.
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Treze bairros ficam ‘órfãos’ na Câmara
- 14 de outubro de 2012 |
- 23h30 |
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Categoria: Câmara Municipal, Eleições 2012
Ser líder de votos para vereador em determinada região de São Paulo está longe de significar uma vaga na Câmara Municipal. Das 58 seções eleitorais da capital, 13 não conseguiram eleger o nome mais votado nas urnas – bairros tradicionais que somam 13,4% da população paulistana, como Itaquera, na zona leste, Vila Maria, na zona norte, Ipiranga, na zona sul, e Rio Pequeno, na zona oeste.
Em 2008, 9 bairros não haviam eleito os vitoriosos em suas urnas. Isso acontece porque, no sistema proporcional, a quantidade de votos nem sempre elege um candidato. O que determina o preenchimento das vagas é a votação obtida pelo partido ou coligação. Assim, a mesma cidade elegeu Roberto Tripoli (PV) com 132.313 votos e Toninho Vespoli (PSOL), com 8.722.
Zelão (PT), o mais votado em Guaianases, Juscelino Gadelha (PSB), campeão no Rio Pequeno, e Wadih Mutran (PP), vitorioso na Vila Maria e na Vila Sabrina, não conseguiram se reeleger. Os bairros onde os campeões de votos não obtiveram cadeira do Legislativo têm 1,5 milhão de moradores, ou mais que Campinas.
Com 223 mil habitantes, o Jardim São Luís, terceiro bairro mais populoso da capital, pela segunda eleição consecutiva não conseguiu eleger seu vereador mais votado, João Carlos Camisa Nova (DEM). Nas zonas eleitorais de Vila Maria, Vila Sabrina, Jaçanã, Tucuruvi e Lauzane Paulista, que somam 706 mil eleitores, todos os candidatos que receberam mais votos ficaram de fora da Câmara.
Sem a eleição dos campeões regionais, cresce o número de vereadores “organizados”. O futuro prefeito terá de lidar com bancadas temáticas – evangélicos, perueiros, comerciantes, policiais e representantes de clubes de futebol ganharam espaço e poderão mudar o atual perfil do Legislativo.
A bancada de evangélicos, por exemplo, saltou de 7 a 11 integrantes. As igrejas Mundial, com o pastor Edemilson Chaves (PP), e a Universal, com Jean Madeira (PRB), elegeram novos representantes. A bandeira da segurança ganhou estreantes. Com cerca de 32 mil homens na capital, a Polícia Militar vai ter três porta-vozes: Coronel Telhada (PDSB), Coronel Camilo e o capitão reformado Conte Lopes (PTB).
O grupo dos transportes, que defende interesses de donos de viações de ônibus, perueiros, motoristas de ônibus, despachantes, taxistas e agentes da CET, ganhou o reforço de Vavá dos Transportes (PT). “As urnas inflaram os grupos com maior nível de organização da sociedade. Elas mostraram que perueiros, por exemplo, exercem forte influência sobre o eleitorado da periferia, apesar de defenderem quase sempre só uma categoria”, analisa Marco Antonio Teixeira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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Treze bairros ficam ‘órfãos’ na Câmara Municipal
- 14 de outubro de 2012 |
- 22h27 |
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Categoria: Câmara Municipal, Eleições 2012
Ser líder de votos para vereador em determinada região de São Paulo está longe de significar uma vaga na Câmara Municipal. Das 58 seções eleitorais da capital, 13 não conseguiram eleger o nome mais votado nas urnas – bairros tradicionais que somam 13,4% da população paulistana, como Itaquera, na zona leste, Vila Maria, na zona norte, Ipiranga, na zona sul, e Rio Pequeno, na zona oeste.
Em 2008, 9 bairros não haviam eleito os vitoriosos em suas urnas. Isso acontece porque, no sistema proporcional, a quantidade de votos nem sempre elege um candidato. O que determina o preenchimento das vagas é a votação obtida pelo partido ou coligação. Assim, a mesma cidade elegeu Roberto Tripoli (PV), com 132.313 votos e Toninho Vespoli (PSOL), com 8.722.
Zelão (PT), o mais votado em Guaianases, Juscelino Gadelha (PSB), campeão no Rio Pequeno, e Wadih Mutran (PP), vitorioso na Vila Maria e na Vila Sabrina, não conseguiram se reeleger. Os bairros onde os campeões de votos não obtiveram cadeira do Legislativo têm 1,5 milhão de moradores, ou mais que Campinas.
Com 223 mil habitantes, o Jardim São Luís, terceiro bairro mais populoso da capital, pela segunda eleição consecutiva não conseguiu eleger seu vereador mais votado, João Carlos Camisa Nova (DEM). Nas zonas eleitorais de Vila Maria, Vila Sabrina, Jaçanã, Tucuruvi e Lauzane Paulista, que somam 706 mil eleitores, todos os candidatos que receberam mais votos ficaram de fora da Câmara.
Sem a eleição dos campeões regionais, cresce o número de vereadores “organizados”. O futuro prefeito terá de lidar com bancadas temáticas – evangélicos, perueiros, comerciantes, policiais e representantes de clubes de futebol ganharam espaço e poderão mudar o atual perfil do Legislativo.
A bancada de evangélicos, por exemplo, saltou de 7 para 11 integrantes. As igrejas Mundial, com o pastor Edemilson Chaves (PP), e a Universal, com Jean Madeira (PRB), elegeram novos representantes. A bandeira da segurança ganhou estreantes. Com cerca de 32 mil homens na capital, a Polícia Militar vai ter três porta-vozes: Coronel Telhada (PDSB), Coronel Camilo (PSD) e o capitão reformado Conte Lopes (PTB).
O grupo dos transportes, que defende interesses de donos de viações de ônibus, perueiros, motoristas de ônibus, despachantes, taxistas e agentes da CET, ganhou o reforço de Vavá dos Transportes (PT). “As urnas inflaram os grupos com maior nível de organização da sociedade. Elas mostraram que perueiros, por exemplo, exercem forte influência sobre o eleitorado da periferia, apesar de defenderem quase sempre só uma categoria”, analisa Marco Antonio Teixeira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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Vereador usa placa irregular contra multa
- 1 de setembro de 2012 |
- 23h00 |
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Categoria: Câmara Municipal
Na Câmara Municipal, carros oficiais entram e saem da garagem com identificação clandestina. Proibido pela legislação nacional de trânsito, o uso indiscriminado de placas pretas ainda é praticado por uma parte dos vereadores. Na última semana, a reportagem flagrou veículos registrados em nome de Gilberto Natalini (PV), José Rolim (PSDB), Jamil Murad (PCdoB) e Wadih Mutran (PP) cometendo a irregularidade.
Afixada por cima da chapa oficial, a chamada placa de representação esconde os dados do veículo, impedindo que agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) notifiquem qualquer infração de trânsito. E inviabiliza que radares identifiquem o carro flagrado por suas câmeras.
Segundo resolução de 1998 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), apenas presidentes de Câmaras Municipais podem usufruir do benefício. Em São Paulo, José Police Neto (PSD) não o usa.
Apesar da existência de uma regulação nacional, a Câmara já tentou legislar sobre o tema. Em ato de 2007, os vereadores foram autorizados a usar carros com placas pretas em missões institucionais ou para “exercício do mandato”.
Na época, a estratégia para não descumprir a resolução do Contran foi alocar todos os carros no gabinete da presidência. Hoje, as chapas continuam em circulação, apesar de outro ato administrativo, publicado em 2010, ter declarado seu uso suspenso. Elas ilustram o logotipo da Câmara e revelam o nome do parlamentar que é responsável pelo carro por meio de uma combinação de letras e números. A placa GV 18, por exemplo, representa o vereador do gabinete 18: Rolim.
Além de placas proibidas pela própria Casa, veículos circulam também com placas que não seguem nem sequer o antigo modelo. Na quarta, o carro com chapa CM-26 foi visto entrando na garagem do Legislativo. O veículo é registrado por Natalini, que admite a prática. “Eu uso, mas muito raramente. Só quando faço visita oficial a um órgão público. Aí, a placa ajuda na minha identificação”, diz ele, que afirma desconhecer a proibição. “Se realmente não puder, vou parar de usar.” Murad segue a mesma linha. “Uso só algumas vezes ao ano.” Rolim não respondeu.
Até com assessor
Entre dezenas de carros envelopados com fotos e números de vereadores, o Fiat Linea prata com a placa preta GV 54 deixa o estacionamento da Câmara e vira à direita, em direção à Praça da Bandeira. É tarde de quinta. A chapa associa o carro a Wadih Mutran (PP). Mas ele não está no veículo, e sim um assessor engravatado e o motorista. No trajeto, o carro comete ao menos três infrações de trânsito. Procurado, Mutran disse apenas: “Não falo mais com jornalistas”.
SÓ SETE NÃO USAM
> > Dos 55 vereadores, só sete não usam carros oficiais: Celso Jatene (PTB), Carlos Apolinário (PMDB), Aníbal de Freitas (PSDB), Police Neto (PSD), Juscelino Gadelha (PV), Ricardo Teixeira (PV) e Netinho de Paula (PC do B).
> > O custo do aluguel anual com o Fiat Linea para cada vereador é de cerca de R$ 31,8 mil – dinheiro suficiente para comprar um modelo Renault Sandero zero quilômetro.
> > O contrato assinado em 2010 prevê a cessão para a Câmara de 56 Fiat Linea, 9 Fiat Palio, 1 furgão fechado e 1 furgão aberto.
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