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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Alckmin escolhe novo procurador-geral

Categoria: Geraldo Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu nomear o segundo colocado na lista tríplice do Ministério Público para ocupar o cargo de procurador-geral do Estado. Márcio Elias Rosa, candidato da situação, ficou atrás de Felipe Locke, da oposição. Agora, vai gerir orçamento de R$ 1,5 bilhão.

Embora Alckmin tenha prerrogativa de nomear qualquer dos nomes da lista, é tradição que o mais votado seja escolhido. A última vez em que o segundo colocado foi apontado foi em 1996, por Mário Covas.

O JT apurou que os secretários Ferreira Pinto (Segurança Pública) e Saulo de Abreu (Transportes) foram os maiores defensores da indicação de Márcio Rosa.

Alckmin diz que apoia Serra em eleição

Categoria: Eleições 2010, Geraldo Alckmin

O governador Geraldo Alckmin disse neste sábado, 17, que apoia a candidatura do ex-governador José Serra para representar o partido nas eleições municipais. “Como filiado do PSDB, militante e liderança do partido, meu voto vai ser para o José Serra”, afirmou o governador aos jornalistas. A declaração de Alckmin foi dada em visita a São José do Rio Pardo, na região Norte do Estado, a 266 quilômetros de São Paulo, onde o governador entregou uma Escola Técnica Estadual (Etec).

O governador ressaltou, porém, que vai respeitar as prévias do partido. “E nós vamos respeitar a prévia. A prévia é muito importante”, completou. O ex-governador José Serra disputa com o secretário de Energia, José Aníbal, e o deputado Ricardo Trípoli a indicação do partido para disputar a Prefeitura de São Paulo em prévias que serão realizadas dia 25 deste mês.

Antes de declarar publicamente seu apoio a Serra, Alckmin esclareceu que não falava como governador. “O governo, como estado de São Paulo, não tem candidato, nem o governador. O governo do estado de São Paulo trabalha para todos, suprapartidariamente. Não sucumbe em questão eleitoral, trabalha para servir a população do Estado”, para afirmar em seguida. “Como filiado do PSDB, militante  e liderança do partido, meu voto vai ser para o José Serra”, afirmou.

Mas o governador também saudou os outros concorrentes, dizendo que todos fazem parte de um processo de democracia do PSDB. “Quero saudar os três candidatos que estão participando da prévia: o Serrra, o secretário José Anibal, o deputado Ricardo Trípoli”, disse. “É (a prévia) um exemplo de respeito à opinião do partido, dá legitimidade para quem for escolhido. Democracia começa em casa”, finalizou Alckmin. (Chico Siqueira, especial para O Estado)

 

Aníbal e Tripoli resistem a Serra

Categoria: Eleições 2012, Geraldo Alckmin, José Serra, Prefeitura

Julia Duailibi

Quinta-feira, dia 1º de março, o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) se reúne com lideranças comunitárias no Sindicato dos Químicos, na capital. A uma plateia de 50 pessoas, diz: “(O ex-governador José) Serra terá que se explicar. Tudo o que vão falar para ele é se vai sair ou não (da Prefeitura para disputar a Presidência)”.

No dia seguinte, em outro ponto da cidade, o secretário estadual José Aníbal (Energia) almoça com militantes e presidentes de diretórios zonais do PSDB tucanos. Circula entre as mesas e questiona: “Por que adiar?”. É uma crítica ao adiamento da prévia em razão da entrada de Serra na disputa. Marcada para hoje, será agora dia 25.

“Tem uma foto dele no tablet. Todo mundo o conhece”, dizia Aníbal, citando o sistema para a escolha do candidato PSDB, que será por meio de tablets.

Tripoli e Aníbal, que arrancavam palmas de suas plateias, são agora os desafiantes de José Serra. Na semana passada, os outros pré-candidatos, os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente), desistiram da prévia em nome de Serra.

Cafezinho
O governador Geraldo Alckmin chamou Tripoli e Aníbal para um cafezinho no Palácio dos Bandeirantes para anunciar a candidatura Serra. E, apesar das juras de que a prévia seria mantida, deu indícios de que a máquina governamental já pendia para um lado.

Tripoli e Aníbal chegaram à reunião em carros diferentes, mas saíram de lá juntos. Deram início à ação conjunta para resistir à pressão das lideranças do PSDB pró-Serra. Por ironia, ambos se dizem seguidores políticos do governador Mario Covas (1930-2001), que era de grupo distinto do de Serra na legenda.

Os prognósticos no PSDB apontam para Serra vencedor, e os tucanos descartam uma “zebra” no dia da prévia. Mas Tripoli e Aníbal rechaçam as previsões, que dizem ser contaminadas pela visão pró-Serra de lideranças do partido. Com mais ou menos entusiasmo, foram à caça dos votos de Matarazzo e Bruno.

Para Alckmin, conversa com Kassab continua

Categoria: Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) diz que a ida do prefeito Gilberto Kassab à festa de 32 anos do PT, na sexta, não põe fim às conversas entre tucanos e o PSD para aliança à Prefeitura. “Não (encerra as negociações). Nós queremos um grande arco de aliança para servir à população de São Paulo”.

Para o presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, o prefeito indicou já ter partido na questão. “Ele quer estar do lado do governo, vai ser ministro. Não é problema nosso, é do PT.” Já o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, reconheceu que o acordo com Kassab está “mais difícil”, mas evitou descartá-lo. “Temos parceria de longo prazo com o prefeito.”

PSDB tenta barrar aliança Kassab-PT

Categoria: Eleições 2012, Sem categoria

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) articulou uma força-tarefa para evitar que seja viabilizada a aliança PT-PSD na eleição pela Prefeitura paulistana neste ano. Alckmin delegou a quatro de seus secretários com bom trânsito político (Casa Civil, Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Metropolitano) a função de intensificar as conversas com Kassab, que anunciou anteontem que formalizará uma proposta de aliança com o PT.

Também chamou nesta semana parlamentares a seu gabinete para pedir que conversem tanto com o prefeito quanto com o ex-governador José Serra, na esperança de que ele reverta sua decisão de não entrar na disputa municipal. Alckmin disse a interlocutores estar preocupado com a viabilidade eleitoral dos quatro pré-candidatos tucanos – Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) e o deputado Ricardo Tripoli.

Para fechar a aliança com os tucanos, Kassab defende que o PSDB apoie o vice-governador Guilherme Afif Domingos. O prefeito havia pedido aos tucanos que dessem uma resposta em janeiro, o que não aconteceu. Paralelamente, iniciou conversas com o PT, que têm avançado.

Pelo Twitter
Ontem, o vice-governador falou pela primeira vez publicamente que será candidato. A declaração de Afif, que resistia se declarar pré-candidato sem o apoio do PSDB, atende à estratégia de Kassab de pressionar os tucanos pela aliança. Em mensagem no Twitter, o vice-governador disse: “Aceitei ser pré-candidato a prefeito de SP pelo PSD”. Mas escreveu que ainda acredita em uma aliança entre PSD e PSDB. “Para esse fim, acredito na reedição da aliança que me elegeu vice-governador”.

Grupo de Serra
O grupo ligado a Serra defende a aliança com Afif e ainda descartam a entrada do ex-governador na disputa. O tucano que ser candidato a presidente em 2014 e um dos cenários apontados pelo seu grupo é a saída dele do PSDB rumo ao PPS, onde poderia colocar em prática seu projeto eleitoral.

A ideia do grupo de Alckmin é tentar reverter o posicionamento de Serra. Um dos recados que serão enviados ao ex-governador é de que os aliados de Alckmin mergulhariam na sua campanha – há no partido quem ache que o governador apoiaria veladamente a candidatura de Gabriel Chalita (PMDB), de quem é próximo.

Alckmin afirmou ontem que a aliança com o PSD, tendo Afif na cabeça de chapa, não está “descartada” e que as conversas com Kassab não estão encerradas, como dissera o prefeito anteontem. “Nenhuma hipótese pode ser descartada em uma conversa”, disse o tucano, que elogiou o vice-governador: “É um grande nome, tem serviço prestado a São Paulo, é um nome preparado para responsabilidades importantes”. 

Gustavo Uribe e Daiene Cardoso