Firma de ex-diretor da Sabesp multiplica contratos
- 17 de julho de 2011 |
- 23h05 |
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Categoria: Governo do Estado
FABIO LEITE
FABIO SERAPIÃO
A empresa Gerentec Engenharia Ltda, que tem como sócio hoje o ex-diretor da Sabesp Umberto Semeghini, elevou em 187% o valor de seus contratos com a estatal paulista no período em que o engenheiro deixou a firma para trabalhar na companhia.
Entre junho de 2007 e janeiro deste ano, quando Semeghini comandou a diretoria de Sistemas Regionais da Sabesp, que controla as unidades do litoral e interior do Estado, os negócios com a Gerentec e consórcios dos quais ela fez parte chegaram a R$ 115 milhões, ante cerca de R$ 40 milhões nos nove anos anteriores.
Em entrevista, Semeghini afirmou não haver “nenhum conflito de interesses” uma vez que se desligou da Gerentec antes de ser nomeado diretor da Sabesp. Já a estatal informou que o ex-diretor assinou uma declaração assumindo não ter “qualquer interesse conflitante com a empresa” antes de tomar posse.
O engenheiro, que é primo do secretário estadual de Gestão, Julio Semeghini, entrou na Gerentec em 1995 e permaneceu em seu quadro societário até janeiro de 2007. Em junho daquele ano, assumiu como diretor da Sabesp, cargo no qual ficou até 27 de janeiro deste ano.
Três meses depois, em abril, ele voltou para a Gerentec e encontrou sua antiga empresa com o dobro do capital social de quando saiu – o valor saltou de R$ 2,3 milhões para R$ 5 milhões, segundo a Junta Comercial de São Paulo.
Especializada em elaborar estudos e projetos na área de abastecimento de água e de esgoto, a Gerentec viu seus negócios com a Sabesp prosperarem durante os quatro anos em que Semeghini deixou a empresa para ser diretor da estatal. Entre 1998 e 2007, os contratos entre as duas – diretamente ou por meio de consórcios com outras empresas – girou em torno de R$ 40 milhões. Ao assumir o cargo público, três meses após deixar a Gerentec, o engenheiro presenciou sua então ex-empresa firmar mais de R$ 115 milhões em contratos até o fim de 2010.
Contratos e aditivos
Ao menos cinco contratos firmados entre Gerentec e Sabesp no período em que Semeghini era diretor da companhia ainda estão em vigência. O maior deles – em consórcio com a BBL Engenharia e a Logos – é no valor de R$ 30 milhões para gerenciamento e assistência ao programa de redução de perdas de água na própria companhia.
Na semana passada, a Sabesp aditou um outro negócio, de 2008, com o consórcio formado pela Gerentec e a Cobrape prorrogando o prazo de vigência para maio de 2012 e elevando o valor do serviço de gerenciamento do programa de abastecimento de água na Baixada Santista, região controlada por Semeghini à época do contrato, de R$14,9 milhões para R$ 18,6 milhões.
Além desses negócios, um outro consórcio do qual a Gerentec faz parte assinou contrato com a Sabesp para acompanhamento das obras de despoluição do Rio Tietê, no valor de R$ 6,9 milhões. O termo foi firmado em 31 de janeiro deste ano, apenas quatro dias após a destituição de Semeghini da direção da companhia.
Laços políticos
Amigo pessoal do ex-governador Alberto Goldman (PSDB), com quem atuou no Ministério dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso, Semeghini não é filiado a nenhum partido político, mas mantém laços políticos com outros tucanos. Em 2004, por exemplo, ele doou R$ 3 mil para a campanha da ex-prefeita de Itapevi, Dalvani Caramez, mulher do deputado estadual João Caramez (PSDB).
Em nota, a Sabesp informou que seus administradores, principalmente diretores, “quando assumem o mandato assinam uma declaração de desimpedimento nos termos previstos na Legislação Societária” na qual assumem não possuir “qualquer interesse conflitante com a empresa”.
Além disso, a estatal afirmou que “todos os contratos da Sabesp com a Gerentec foram assinados após a realização de licitação pública” e que todos foram julgados regulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Sabesp não respondeu se sabia que o engenheiro Umberto Semeghini era sócio de uma das empresas que contratava.
Confira a entrevista com o engenheiro Umberto Semeghini:
O sr. não acha que existe conflito de interesses entre o senhor ser sócio de uma empresa, deixá-la para entrar em uma estatal que tem contratos com ela e depois voltar para a mesma empresa?
Acho que não há, absolutamente, nenhum conflito de interesses. Como diretor de sistemas regionais administrei orçamentos de, em 2007, 220 milhões em investimentos e quando eu sai, em 2010, nós tínhamos realizados 495 milhões. Nós mais que dobramos os investimentos. Eu assinei centenas de contratos com diversos fornecedores Na minha diretoria, os contratos da Gerentec são praticamente irrelevantes, são muito pequenos. O fato de ela ter contratos com outras áreas, outras diretorias, é perfeitamente normal. Eu não tive nenhuma participação nisso, nenhuma influência nisso.
Como explica o aumento de 187% no valor dos contratos entre Gerentec e Sabesp quando foi diretor da estatal?
O período de 2007 a 2011 foi um período que a economia do país cresceu e o setor de saneamento, em particular, cresceu muito. Para se ter uma ideia, a própria Sabesp duplicou o seu patamar de investimento. A própria Gerentec cresceu não só aqui na Sabesp. Aliás, a participação do faturamento dos contratos da Sabesp no total de contratos da Gerentec diminuiu. Não há nenhum diferença entre a Gerentec e as demais empresas que tem a mesma atividade.
A diferença não seria o fato de as outras empresas não terem um ex-sócio diretor da Sabesp?
A Gerentec não tinha sócio não, eu tinha me desligado. Havia vendido minhas ações e estava completamente desligado. O fato de eu estar na diretoria e ter trabalhado na Gerentec anteriormente não a privilegiou em momento nenhum e em nenhum contrato.
Mas o sr. voltou para a Gerentec logo após deixar a Sabesp.
Eu preciso trabalhar, ou alguém pagaria meu salário depois de sair da Sabesp? Eu recebi ofertas no mercado e, entre elas, a que mais me atraiu foi a da Gerentec, então eu voltei.
O sr. não vê problema nisso?
Nenhum, pelo contrário. Eu acho que seria muito saudável se os dirigentes das empresas públicas passassem pela iniciativa privada. Não tem nenhuma restrição as centenas de contratos que eu assinei e administrei na minha diretoria.
Paulo Renato é enterrado em São Paulo
- 27 de junho de 2011 |
- 13h37 |
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Categoria: Sem categoria
O corpo do ex-ministro Paulo Renato Souza foi enterrado na manhã de hoje no Cemitério do Morumbi, zona sul da capital paulista. O carro funerário chegou ao local às 10h10. A cerimônia, de cerca de meia hora, foi acompanhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e
pelos ex-governadores José Serra (PSDB) e Alberto Goldman (PSDB).
Além dos políticos tucanos, entre eles secretários da atual administração estadual, compareceram ao enterro o presidente do PPS, Roberto Freire, e os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP). A cerimônia começou sob garoa, mas depois a chuva engrossou e obrigou os presentes a se protegerem sob um toldo.
Antes da cerimônia, Suplicy destacou o mérito do ex-ministro no desenvolvimento de uma política social voltada para a área da educação. O legado de Paulo Renato também foi ressaltado pelo secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo. “Eu acho que, quando o trabalho é bem feito e quando há competência, ele não é partidarizado”, disse. “Paulo Renato teve um papel importante na transformação da educação no Brasil.”
Após o enterro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso destacou que Paulo Renato ajudou a mudar a realidade educacional no País. “A educação deve muito ao Paulo Renato Souza.” Para Fernando Henrique, o ex-ministro foi “um grande homem” que deixou realizações na promoção de políticas na área social. “A Bolsa Escola foi o prelúdio da Bolsa Família”, lembrou.
O ex-governador José Serra ressaltou que Paulo Renato era um “amigo muito querido” e enumerou ações da atuação do ex-ministro na educação, como a universalização dos ensinos básico e fundamental e a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Foi uma série de medidas corajosas e inovadoras”, destacou. Serra disse que a educação no Brasil tem duas etapas: antes e depois de Paulo Renato.
O governador Geraldo Alckmin salientou que o Brasil perdeu uma das pessoas que mais fizeram pela educação. “Paulo Renato foi uma pessoa que dedicou sua vida à causa pública no País”, afirmou.
Paulo Renato morreu no sábado à noite, aos 65 anos, vítima de infarto em São Roque, cidade do interior paulista. Gustavo Uribe
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Ex-governador de SP tem alta do Incor
- 30 de maio de 2011 |
- 16h59 |
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Categoria: Governo do Estado
Alberto Goldman recebeu alta do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, em São Paulo na tarde desta segunda-feira, 30. O ex-governador do Estado de São Paulo deverá continuar em recuperação pós-operatória em sua residência, sob tratamento com medicamentos e acompanhamento médico em consultas, informou a assessoria do Incor.
Goldman sofreu cirurgia cardíaca para troca de válvula aórtica e implantação de duas pontes de safena, no último dia 24 de maio.
Carolina Spillari – Central de Informações
Goldman teve alta da UTI do Incor
- 27 de maio de 2011 |
- 16h18 |
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Categoria: Política
O ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, teve alta da Unidade de Terapia Intensiva pós-operatória na manhã desta sexta-feira, 27. Ele foi transferido para um quarto no Instituto do Coração, onde, segundo a assessoria de imprensa do hospital, permanecerá em recuperação por tempo ainda indeterminado.
Goldman, de 73 anos, foi internado na última segunda-feira, quando foi submetido a uma cineangiocoronariografia, procedimento que checa a presença de gordura nas artérias. Na terça-feira ele foi submetido a uma cirurgia cardíaca para troca de válvula aórtica e para implantação de duas pontes de safena. Seu estado de saúde permanece estável e evoluindo de forma satisfatória.
Marcela Gonsalves
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Alckmin dá vaga em conselhos a tucanos
- 20 de maio de 2011 |
- 10h09 |
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Categoria: Governo do Estado
Integrantes do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman e o ex-secretário de Meio Ambiente Xico Graziano ganharam da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) novas vagas nos conselhos de administração de estatais paulistas. O jetom pago nos conselhos, que varia de R$ 3,5 mil a R$ 4,5 mil ao mês, serve de complemento salarial para secretários e assessores.
No final de abril, Goldman foi indicado para o conselho de administração da Sabesp. O ex-governador, que foi antecessor de Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, fazia parte do conselho de administração do Metrô desde o começo do ano. Além de Goldman, foram indicados para o conselho da companhia até abril de 2012 dois secretários: Sidney Beraldo (Casa Civil) e Andrea Calabi (Fazenda).
Graziano, que foi coordenador do programa de governo de José Serra, candidato derrotado à Presidência pelo PSDB em 2010, foi indicado também em abril para o conselho da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia).
O tucano já compunha o conselho da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). O ex-ministro da Justiça José Gregori, que foi responsável pelo comitê financeiro da campanha tucana no ano passado, foi indicado para o conselho da Emae por mais um mandato de dois anos.
Abrigo a aliados
Em março, o JT mostrou que o governo paulista usou cargos a que tem direito nos conselhos de administração de empresas estatais para abrigar filiados do PSDB. À época, o governo paulista defendeu as indicações, destacando o currículo e a experiência dos novos conselheiros.
Julia Duailibi
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