Russomanno e Haddad são contra pedágio urbano
- 16 de julho de 2012 |
- 23h02 |
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Categoria: Eleições 2012
Os candidatos do PRB e do PT à Prefeitura, Celso Russomanno e Fernando Haddad, afirmaram ser contra a implantação de pedágio urbano na capital e a cobrança de tarifas em rodovias que interligam os municípios da região metropolitana. “Eu sou contra pedágio urbano, contra aumento de custos, contra taxas”, afirmou Russomanno, após debate no Instituto de Engenharia.
Já Haddad reagiu à informação publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, de que a cobrança eletrônica de pedágio por quilômetro rodado, em estudo pelo governo do Estado, poderia ser aplicada em rodovias que ligam a capital a cidades da Grande São Paulo, como São Bernardo e Cotia.
“A circulação da riqueza e das pessoas dentro da região metropolitana precisa ser facilitada, e o pedágio vai no sentido contrário dessa integração”, disse, após caminhada em São Mateus, na zona leste. Ele também criticou a “falta de liderança” do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para articular políticas públicas com as cidades vizinhas, em especial na área de transporte público.
Para o candidato do PT, novas restrições ao deslocamento dentro da mancha urbana não devem ser propostas antes “da retomada do investimento em transporte público”, e citou como “mau exemplo” o adiamento, por três anos, da entrega da linha 6 do Metrô, que estava inicialmente prevista para 2016 e ficou para 2019.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo afirmou que não há prazo para o novo sistema de cobrança vigorar e que o modelo levará em conta as particularidades de cada estrada. Russomanno ainda condenou a cobrança de multas de trânsito.
“Temos que acabar com as multas. A velocidade das vias da cidade foi diminuída de 60 para 70 quilômetros por hora para aumentar a quantidade de multas. Então se quer melhorar a mobilidade urbana e diminui a velocidade das vias? É inconsistente. Só para aumentar a arrecadação”.
Fogo amigo?
O presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp (RO), disse que a disputa pela Prefeitura será polarizada entre PT e PSDB, sem mencionar o candidato de seu próprio partido, Gabriel Chalita. Raupp participou de um evento eleitoral em Belo Horizonte ao lado do candidato do PT, o ex-ministro Patrus Ananias, e admitiu que as campanhas na capital mineira e paulista estão nacionalizadas.
“São Paulo é uma disputa do PT, que é o partido que está no governo, com o PSDB. E em Minas Gerais, por tabela, não é com o PSDB, mas acabou sendo uma disputa nacional com as forças do PSDB, contra também o PT e o PMDB”, disse o senador.
Na capital mineira, Patrus – que tem como vice o peemedebista Aloísio Vasconcellos – disputa o Executivo municipal contra o prefeito Marcio Lacerda (PSB), que tenta a reeleição com apoio dos tucanos, liderados pelo senador e ex-governador Aécio Neves.
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