Quebra de sigilo: contador pediu dados de 18
- 3 de setembro de 2010 |
- 0h19 |
- Tweet este Post
Categoria: Dilma Rousseff
Autor do pedido de abertura dos dados fiscais de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra, o contador Antonio Carlos Attela Ferreira disse que as informações foram solicitadas a ele por um colega de profissão: Ademir Estevam Cabral. Ambos estabelecidos em São Paulo eles ocupam escritórios separados, mas atuam em parceria.
Ferreira declarou nesta quinta-feira, 2, que Cabral o procurou em setembro de 2009 e lhe encomendou serviço junto à Receita – a apresentação de “cerca de 18” pedidos de obtenção de cópias de declarações de Imposto de Renda de pessoas físicas. Cabral tinha muita pressa, conta Ferreira. “Ele disse: ‘Ô Attela, os documentos são para um pessoal de Brasília e de Minas, eles estão vindo aí. Tem que ser coisa rápida’.” Cabral não teria dito quem era o grupo, nem se tinha ligação com partidos políticos.
Em 24 horas, Ferreira diz ter obtido os dados. Ele foi identificado pela Corregedoria da Receita como o homem que pediu acesso às informações de Verônica e juntou ao expediente procuração com assinatura falsificada da filha de Serra e dados incorretos do tabelião. O protocolo de entrada é de 29 de setembro; a retirada foi dia 30.
Ferreira diz que não viu nomes na papelada que lhe foi entregue por Cabral. “Eu vejo números, eu vejo CPFs, eu só conto quantos têm, não corro atrás de nomes. Nem sabia que Serra tinha filha.” O contador, de 62 anos, diz ser “uma vítima, tanto quanto essa moça (Verônica)”. “Armaram para mim, quem armou deve pagar.”
Ele disse que nesta quinta-feira, logo cedo, ligou para Cabral e comentou sobre o noticiário que o citava. “Eu perguntei ao Ademir se essa história era sobre o lote que ele me passou, ele não desmentiu”.
Cabral negou envolvimento na empreitada, mas é evasivo quando questionado sobre a origem dos pedidos que entregou ao colega. Não quis falar pessoalmente, deu sua versão por telefone e argumentou que iria primeiro procurar orientação de advogado, que chamou de “dr. Marcel, da Paulista”. Disse que “tem amizade” com Ferreira, mas que nunca pediu ao colega nada que fosse relativo a Verônica. “Não adulterei a rubrica dela nem de ninguém.”
Confirmou que há cinco anos faz dobradinha com Ferreira, mas negou que tenha sido contratado por emissários de Brasília ou Minas. Ele disse que “trabalha com frequência” para advogados, mas não citou nomes. “Nunca trabalhei para políticos.” Também alega que jamais pôs os pés na Receita em Mauá, foco central do escândalo. “Quando precisava de algum serviço (em Mauá) eu falava com o Antonio Carlos.”
- : PT recebe Kassab com vaia e sem Marta http://t.co/HXADZAfA 1 hr ago
- : PSDB: secretarias são usadas em prévias http://t.co/Rh05JEmk 2 days ago
- : Senador Eduardo Suplicy recita Wando em plenário http://t.co/z5pFsbxp 2 days ago
- : STJ gasta R$ 47 milhões com benefícios http://t.co/iTzeRNeX 3 days ago
- : Duelo movido a "Pinheirinhos" http://t.co/x5D9nlIg 4 days ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: