PT e PSDB já trocam ataques
- 6 de julho de 2012 |
- 23h01 |
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Categoria: Eleições 2012
Polarização começou já na abertura oficial da campanha. Vice de José Serra (PSDB), Alexandre Schneider cobrou que Fernando Haddad (PT) mostre o que fez pela capital. Petista criticou tucano por não ter feito evento aberto e disse “não ter medo do povo”. Gestão Gilberto Kassab foi alvo de críticas dos candidatos, em diferentes níveis. Gabriel Chalita chamou de “piada” o 10 dado pelo prefeito ao próprio governo.
PT
O candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, deu início à sua campanha eleitoral com uma caminhada tumultuada dos militantes nas ruas do centro, com 5 mil pessoas – segundo o partido e a Polícia Militar –, acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), pelo vereador Netinho de Paula (PC do B) e por dirigentes dos partidos de sua coligação (PP, PSB e PCdoB). Ele fez críticas ao adversário José Serra (PSDB), que, segundo ele, decidiu iniciar a campanha de um “recinto fechado” para evitar contato com a população. “Não temos medo do povo.”
Haddad aproveitou para pedir a presença permanente de Netinho ao seu lado. “Quero você junto da gente o tempo todo”, disse. O candidato citou as administrações petistas de Luiza Erundina e Marta Suplicy e disse que, além do apoio delas, precisa também do ex-presidente Lula e principalmente da militância nas ruas. “Não vamos deixar a rua até a vitória.”
A caminhada de Haddad começou com mais de uma hora de atraso. Dirigentes tiveram que trocar as bandeiras do candidato porque elas ainda não traziam o CNPJ da campanha, uma exigência da Justiça Eleitoral.
Dois carros de som com promoters vestidas com shorts curtos e calças justas chamavam atenção no evento. Os veículos foram alugados pelo candidato a vereador Marcelo Frisoni (PP). “Quero fazer a cidade feliz”, disse.
PSDB
Nem a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab (PSD), o candidato tucano à Prefeitura, José Serra, fez um evento fechado no início da campanha. Em reunião com candidatos e líderes de sua aliança, ele disse que “o que acontecer em São Paulo é fundamental para o que acontecerá no Brasil”.
“O que está em jogo aqui é o futuro de um sistema democrático, republicano, que respeita as oposições, que respeita a democracia, que respeita a liberdade de imprensa. A nossa vitória aqui significa afirmar a luta democrática do povo brasileiro”, disse Serra.
Ele voltou a afirmar que São Paulo tem dois prefeitos, o municipal e o estadual – o governador – e reforçou a aliança da cidade com o Estado. “O governo do Estado tem diversas atribuições na cidade.”
Em meio a promessas de uma campanha “serena, tranquila e de propostas para a cidade”, o vice de José Serra, ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD), disparou críticas contra o candidato petista e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. “Ele (Haddad) trabalhou na Prefeitura e no governo federal, seria importante ele mostrar o que fez em São Paulo.”
Provocado a dar nota à gestão Gilberto Kassab (PSD), que se atribuiu “nota dez”, Schneider, porém, esquivou-se. “O prefeito deu uma nota baseada em alguns critérios, no esforço, na vontade.”


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