PT cobra reforma para fechar alianças
- 3 de fevereiro de 2012 |
- 23h01 |
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Categoria: Eleições 2012
Sem conseguir fechar alianças de peso para impulsionar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura, o comando da campanha petista pressiona a presidente Dilma Rousseff a atender o PR e o PDT na reforma ministerial. A avaliação interna é a de que Haddad precisa anunciar logo apoio de um partido aliado para criar fato político e neutralizar comentários de que o PT depende do PSD do prefeito Gilberto Kassab.
O PT deixou até de reivindicar o Ministério do Trabalho, ocupado interinamente por Paulo Roberto Pinto (PDT) desde a queda de Carlos Lupi, em dezembro. Motivo: sabe que o PDT não quer trocar de cadeira na Esplanada e decidiu não mais esticar a corda.
A recondução de nome indicado pelo PR para Transportes também é considerada fundamental para o partido fechar com Haddad. A aliança com o PR pode garantir pelo menos três minutos de tempo de televisão. “Nós acreditamos que a presidente Dilma tem interesse em recompor com o PR e, sendo assim, esperamos continuar à frente dos Transportes”, disse o deputado Milton Monti (PR).
No PDT, porém, a disposição para subir no palanque de Haddad parece mais distante. “Se depender de mim, o Haddad não vai sair do lugar”, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), pré-candidato à Prefeitura. “Não tem acordo no primeiro turno nem com cargo nem sem cargo.”
Longe dos holofotes, o ex-presidente Lula comanda as articulações sobre a sucessão em São Paulo. Embora mostre empolgação com a proposta de Kassab, que chegou a sugerir vice do PSD para Haddad, Lula não desistiu de convencer o PMDB a apoiar o PT. Para ele, o deputado Gabriel Chalita, pré-candidato peemedebista, seria o vice ideal para seu afilhado.
Uma ala do PT, porém, avalia que o candidato a vice pode sair do PR do vereador Antonio Carlos Rodrigues. “O PT, nesse momento, está buscando entendimento com partidos da base aliada do governo Dilma”, afirmou Haddad.
A cúpula do PR fez da reforma ministerial seu trunfo político e só espera um sinal da presidente para declarar apoio a Haddad. O partido quer trocar o titular dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que assumiu em julho, após a queda de Alfredo Nascimento, outro nome envolvido em denúncias de corrupção no governo.
Sem pressa
Apesar de Passos ser filiado ao PR, a legenda o considera como “cota pessoal” de Dilma e pede sua substituição. Até agora, a bancada do PR na Câmara apresentou dois nomes para a cadeira ocupada por Passos: o de Monti e o de seu colega Luciano Castro (PR-RR).
Já para o Trabalho a disputa é entre o secretário-geral do PDT, Manoel Dias, e o deputado Vieira da Cunha (RS), amigo de Dilma. Mas a presidente não demonstra pressa em concluir a reforma ministerial, e as trocas estão sendo feitas a conta-gotas.
Vera Rosa
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