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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
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PT aposta em vice e TV para reduzir crise

Categoria: Eleições 2012

Depois de ser surpreendido pela desistência da deputada Luiza Erundina (PSB) como vice na chapa de Fernando Haddad, o PT avalia que a exposição do candidato na televisão, com o tempo adicional trazido pelas alianças fechadas nos últimos dias, e uma rápida escolha do novo vice vão abrandar a crise na campanha eleitoral.

Com a desistência, o PT deve convidar o PC do B para fazer a nomeação da vice – o PSB abriu mão do cargo, mas continua na aliança. Os comunistas querem indicar a deputada estadual Leci Brandão, nome que foi ventilado pelos próprios petistas.

Embora lamentassem a desistência de Erundina, que entenderam como um balde de água fria nas boas notícias colhidas nos últimos dias, como a adesão de PSB e PP à chapa – que trouxeram 3min54s para Haddad – e o resultado da pesquisa Datafolha, que mostrou crescimento do petista de 3% para 8% nas intenções de voto, dirigentes petistas avaliam que o quadro pode ser revertido.

“Mas precisamos escolher o vice rápido para que a imprensa não diga que estamos com dificuldades”, disse um integrante da sigla.  “O importante é que a campanha do Haddad está indo bem. A saída da Erundina não anula os fatos positivos recentes”, afirmou o prefeito de Osasco, Emídio de Souza.

O coordenador da campanha de Haddad, Antonio Donato, rebateu Erundina, que afirmou ao PSB que a forma como a aliança com o PP do deputado Paulo Maluf foi fechada – na casa de Maluf, com foto – a tirou da chapa petista, e não a aliança em si. “Quem quer mudar o Brasil se preocupa com o conteúdo e não com a forma”, afirmou. “Se ela mudou de ideia, a gente continua na nossa toada.”

Ontem, petistas passaram o dia tentando justificar a aliança com o PP. O chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que o PT não estava cometendo nenhuma “heresia política” e que nenhuma concessão programática estava sendo feita.

Nos bastidores, integrantes do partido fustigavam a decisão de fechar o acordo na casa de Maluf. “Podia ter recebido o apoio, mas em outro lugar. A casa do Maluf é simbólica”, disse um petista. 

Erundina anunciou sua decisão em reunião com o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), depois de ter se rebelado contra a aliança PT-PP e ter dito que “não aceitava” a coligação com Maluf. Ela afirmou, no entanto, que pretende trabalhar pela candidatura de Haddad.

Sem recuo
A ex-prefeita ficou incomodada com o fato de o ex-presidente Lula ter ido à casa de Maluf. E lembrou que Maluf havia dado sustentação ao Regime Militar (1964-1985) e que não poderia “conviver” com a situação. “Ela disse que não se calaria, que não retiraria nenhuma das afirmações que fez”, disse Campos.

Haddad telefonou para Orlando Silva, ex-ministro do Esporte, para abrir discussões sobre a indicação do vice. Em 2008, o vice da então candidata petista Marta Suplicy foi Aldo Rebelo, do PC do B.

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