Planalto critica desocupação no Pinheirinho
- 27 de janeiro de 2012 |
- 23h05 |
- Tweet este Post
Categoria: Dilma Rousseff, Geraldo Alckmin, Governo do Estado, Governo Federal
Um dia depois da presidente Dilma qualificar de “barbárie” a reintegração de posse de um terreno no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), os ministros da Secretaria-Geral de Governo, Gilberto Carvalho, e da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, voltaram a criticar a operação da Polícia Militar, ontem, em Porto Alegre, onde participaram de atividades do Fórum Social Temático.
A desocupação, feita no domingo, retirou 1,6 mil famílias de um terreno devolvido pela Justiça à empresa Selecta. Carvalho e Maria do Rosário concordaram com a palavra “barbárie”. “O que se viu no Pinheirinho, como nós vimos, foi um grande aparato militar, preparado e executado, Não foi seguido do ponto de vista de reacomodação das pessoas.
Tudo aquilo poderia ter sido evitado se uma solução para aquela gente já tivesse sido viabilizada”, avaliou Carvalho. “Não se trata de contestar a Justiça, mas de dialogar com a Justiça, que é sensível a soluções negociadas.” Questão eleitoral? O ministro também rebateu acusações de integrantes do PSDB que o acusaram de transformar a reintegração de posse em questão eleitoral. “Lamento que se tente tergiversar a realidade”, disse.
“A realidade são militares violando o direito daquelas pessoas, o terrorismo para cima daquelas pessoas”, comentou, para lembrar que o secretário nacional de articulação social da Secretaria-Geral da Presidência, Paulo Maldos, estava no terreno porque havia a promessa do prefeito Eduardo Cury de que haveria diálogo, e foi atingido por uma bala de borracha.
“Não há politização, não há questão eleitoreira, o que há é a necessidade de denúncia de um método equivocado”, reiterou. “Contra essas palavras (politização) há uma realidade que o Brasil inteiro viu quando sabemos que é possível resolver essas questões com diálogo”, complementou.
“Assim como se prepara uma ação militar pode-se preparar casas dignas para as pessoas serem removidas se tratava de fato de cumprir um mandado judicial”. O ministro insistiu que “de maneira alguma” o governo federal procurou dar qualquer característica eleitoral ao episódio e manifestou respeito pelo governo de São Paulo.
Também revelou saber que o governo de São Paulo está tomando algumas iniciativas para reassentar as famílias e disse que o Ministério das Cidades tem se colocado à disposição para ajudar no que for possível . Para Maria do Rosário, não é necessário produzir qualquer outro termo que não “barbárie” para definir o método de desocupação.
“Houve violação dos direitos humanos não apenas na operação, na destruição das casas, mas também na falta de preparação de um lugar para as pessoas irem”. A ministra acredita que a juíza que determinou a desocupação desconhecia a negociação que havia sem se preocupar com a retaguarda necessária para salvaguardar o direito das famílias.
“Ela poderia ter sido parte da mediação”. O desabafo da presidente Dilma, que qualificou de “uma barbárie” a forma de desocupação do Pinheirinho foi reforçado pelo secretário de Articulação Social do Palácio do Planalto, Paulo Maldos: “Para mim, estava em jogo a opção entre civilização e barbárie”, disse o secretário. “Eles preferiram a violência, a exclusão social e o confronto”, enfatizou.
- : Serra quer chapa 'puro-sangue' http://t.co/GeLLjyrW 10 hrs ago
- : Serra atrasa projeto nacional de Kassab http://t.co/DqFsTab1 1 day ago
- : http://t.co/fzD4iaFC 2 days ago
- : Prévia no PSDB? Tucanos acusam desgaste http://t.co/xa5K2xYc 3 days ago
- : No carnaval do Recife, Kassaba elogia PSB http://t.co/3XJIpl5s 4 days ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: