Apolinário retoma projeto de pedágio urbano
- 2 de julho de 2010 |
- 11h00 |
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Depois de ter declarado apoio ao candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante – e, por isso, ser destituído da liderança de seu partido na Câmara Municipal –, o vereador Carlos Apolinário (DEM) volta a causar polêmica. Ele reapresentou projeto que cria o pedágio urbano na capital. O tema, tabu entre tucanos e democratas, já havia sido proposto por Apolinário no mandato passado – à época, a campanha de Marta Suplicy, que disputava a Prefeitura com Gilberto Kassab, do mesmo partido do vereador, usou o fato para atacar os adversários.
Agora, porém, Apolinário já disse que não apoiará o candidato de PSDB e DEM ao governo, Geraldo Alckmin. Questionado sobre o fato, colega de plenário do vereador avalia que o projeto pode ser tática para se colocar em evidência. “Do jeito que ele tem procurado os colegas para falar de si mesmo, quem sabe não tenha alguma relação com a eleição da Mesa?”
Kassab: pivô da crise entre PSDB e DEM
- 2 de julho de 2010 |
- 9h00 |
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Diego Zanchetta
Na tensa negociação para a escolha do vice do presidenciável José Serra (PSDB), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), teve a missão de apagar um incêndio que ele próprio ajudou a criar. Presidente do conselho político da sigla e líder da ala leal a Serra, Kassab foi o mais alto integrante do partido que concordou com a candidatura de uma chapa puro-sangue tucana.
Na quarta-feira, dia 24, Kassab foi consultado por Serra sobre a opção do senador Álvaro Dias (PSDB) como vice e não colocou objeções. O prefeito avisou inclusive que tentaria articular a coesão dentro do DEM.
No mesmo dia, à noite, o senador José Agripino Maia (DEM), procurado pelo estafe da campanha do tucano, também avaliou o nome de Álvaro Dias. A partir de então o comando de campanha considerou o caminho livre para a composição da chapa puro sangue. Mas não foi o que aconteceu.
A consulta de Serra aos dois caciques do DEM enfureceu outros líderes, como o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, e o ex-senador Jorge Bornhausen.
Na tentativa de se mostrar conciliador na situação, Kassab voltou à cena. Passou a dizer aos demais líderes que o partido não ficaria sem um vice e que ele tentaria contornar o problema com o tucanato. Desgastado, pediu socorro ao ex-governador Luiz Carlos Santos e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Na reunião de Brasília, na terça-feira, quando foi definido o deputado Indio da Costa, do Rio, como vice, Kassab ouviu indiretas de alguns caciques do DEM e deu pouca opinião sobre a escolha final do partido. A candidatura de Indio fortaleceu o segmento do DEM alinhado com a família Maia, que hoje disputa espaço dentro do partido com a cúpula kassabista ligada a Serra.
Datafolha: Dilma e Serra estão empatados
- 2 de julho de 2010 |
- 8h53 |
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Os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente
empatados, aponta pesquisa Datafolha realizada ontem (01) e quarta-feira (30) em todo o País.
O tucano aparece com 39% das intenções de voto, contra 38% de Dilma. A candidata do PV, Marina Silva,
registra 10%. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa informa ainda que 5% responderam que pretendem votar em branco ou nulo. Outros 9% disseram não
saber em quem votar. Na pesquisa anterior do instituto, realizada em 20 e 21 de maio, Serra e Dilma tinham 37%
e Marina, 12%.
MPE acusa Serra por propaganda no Metrô
- 1 de julho de 2010 |
- 22h09 |
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Fabio Leite
O Ministério Público Eleitoral (MPE) moveu representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, por campanha antecipada. A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, acusa o tucano de fazer “promoção pessoal” em cartaz afixado na Estação Sacomã da Linha 2-Verde do Metrô, zona sul da capital, no qual aparece rodeado por 71 operários sob o pretexto de homenageá-los pela execução da obra.
O caso foi revelado pelo JT na edição publicada em 31 de maio. O cartaz com imagem de Serra tem 1,80 metro por 1,57 e está afixado ao lado da bilheteria da estação desde 29 de janeiro, pouco antes da inauguração da obra, com os dizeres: “Nossa homenagem aos trabalhadores que ajudaram a construir a estação Sacomã”. Além dos operários, aparecem ao lado do tucano o o presidente do Metrô, José Jorge Fagali, e o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.
Para o MPE, o material representa vantagem ao candidato tucano, porque mais de 33 mil passageiros passam pela estação diariamente. ”Há a personificação, na figura de José Serra, de obra realizada pelo Governo do Estado”, diz a vice-procuradora, que pediu a aplicação de multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil e a retirada imediata do cartaz.
“Em pleno ano eleitoral – cuja peculiaridade é a polarização entre as candidaturas dos principais e notórios précandidatos à Presidência da República – tal situação é inadmissível, pois propaga conteúdo que consiste em promoção pessoal do pré-candidato José Serra”, afirma Sandra Cureau. Procurada, a campanha de Serra não comentou o caso. Em maio, o Metrô respondeu que “o painel é registro fotográfico histórico, não propaganda”.
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Heráclito Fortes escapa da Ficha Limpa
- 1 de julho de 2010 |
- 16h25 |
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O ministro Gilmar Mendes concedeu efeito suspensivo a um recurso extraordinário do senador Heráclito Fortes para suspender de imediato decisão do TJ-PI que condenou o parlamentar, em ação popular, por conduta lesiva ao patrimônio público. Este recurso começou a ser julgado na 2ª Turma do STF em novembro do ano passado, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Cezar Peluso.
Com a decisão desta quinta-feira, 1, ficam suspensos os efeitos da condenação imposta ao senador para efeitos da Lei da Ficha Limpa, até que a 2ª Turma do STF conclua o julgamento do recurso interposto pelo senador. Assim, não podem ser impostas a ele as condições de inelegibilidade previstas na nova legislação.
A chamada lei da Ficha Limpa disciplinou o artigo 14 da Constituição Federal, instituindo a condenação judicial por órgão colegiado como nova causa de inelegibilidade. Recentemente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou posição no sentido de que a LCP 135/2010 tem aplicação imediata, ou seja, vale para as eleições gerais deste ano.
Diante disso, a defesa do senador recorreu ao Supremo, pedindo a concessão do efeito suspensivo ao recurso em decorrência da urgência do caso, uma vez que o semestre judiciário termina antes do prazo final para o registro das candidaturas – 5 de julho.
Segundo o ministro Gilmar Mendes, não será possível a continuidade do julgamento do recurso pela 2ª Turma ainda neste semestre, uma vez que a última sessão ocorreu em 29 de junho e o período de férias forenses se inicia no dia 2 de julho de 2010.
Ao analisar o pedido Gilmar Mendes observou que “a urgência da pretensão cautelar parece evidente, ante a proximidade do término do prazo para o registro das candidaturas”, para deferir o pedido do senador e determinar que “o presente recurso seja imediatamente processado com efeito suspensivo, ficando sobrestados os efeitos do acórdão recorrido”, concluiu.
Com informações do STF

