Haddad e Serra negam ‘barganha’ em apoios
- 11 de outubro de 2012 |
- 23h33 |
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Categoria: Eleições 2012, Eleições 2012, Fernando Haddad, José Serra
Ao anunciarem suas alianças para o 2º turno da disputa pela Prefeitura, PMDB e PTB negaram que tenham barganhado cargos para apoiar, respectivamente, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). Os partidos só admitem negociar espaço em caso de vitória, mas, nos bastidores, as legendas negociam espaços no governo federal e no Estado.
As equipes de Haddad e Serra querem evitar que as alianças eleitorais tenham a imagem de “troca-troca”. Depois do 2º turno, entretanto, Gabriel Chalita (PMDB) deve ganhar um ministério em Brasília e Luiz Flávio Borges D’Urso (PTB) deve ser nomeado secretário de Justiça do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Na reunião que selou o apoio do PMDB a Haddad, o vice-presidente Michel Temer foi categórico para negar que Chalita terá ministério no governo Dilma Rousseff como moeda de troca pela aliança. “Isso é uma maldade. Eu nunca discuti isso, por enquanto, com a presidente Dilma. Não há essa discussão”, afirmou, depois de um encontro com Chalita e Haddad, em seu escritório político.
Para fechar o apoio ao candidato petista, o PMDB negociou um espaço para Chalita na Esplanada dos Ministérios em uma minirreforma que deve ser realizada depois das eleições. Não há definição, no entanto, sobre a pasta que o peemedebista deve ocupar.
Temer teve um encontro anteontem com Dilma, ministros, o ex-presidente Lula e o presidente nacional do PT, Rui Falcão. Publicamente, PT e PMDB apresentaram o acordo como uma união de propostas e programas para a cidade. “O acordo foi feito em torno de ideias”, explicou. Haddad se comprometeu a incluir em seu programa de governo propostas da campanha de Chalita, como o projeto das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e o Centro de Monitoramento de Segurança.
Chalita admitiu que a opção de apoiar Haddad contra Serra foi “fácil”. “Para mim, foi fácil, queria ter anunciado no domingo”. Ele tratou com ironia a possibilidade de ganhar um cargo no governo federal. “Estou ganhando ministério há cinco anos”, disse.
O PMDB admite apenas que vai negociar, depois da eleição, uma participação no governo municipal caso Haddad vença a disputa. “Isso é natural. Vai depender de conversas que Haddad terá com Chalita”, afirmou Temer.
Ao anunciar o apoio a Serra, líderes do PTB também disseram que pretendem participar da Prefeitura em caso de vitória do tucano. “Não estamos barganhando nada. Se vencermos, aí é natural que o PTB tenha espaço”, disse Campos Machado, presidente estadual do partido.
O PTB, no entanto, deve ser contemplado em reforma do secretariado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que conta com o apoio do PTB a sua reeleição em 2014. Ele deve indicar para a Secretaria da Justiça de Luiz Flávio D’Urso, que foi vice na chapa derrotada de Celso Russomanno (PRB).
O PDT também declarou apoio à candidatura de Serra. O partido faz parte da base aliada de Dilma em Brasília, mas a atacou. O presidente estadual do PDT, o deputado Paulinho da Força, disse que decidiu apoiar Serra porque o governo federal não implementou medidas que beneficiariam os trabalhadores. “Como vamos dar mais poder ao PT na principal capital do País se eles não cumprem o que prometeram lá atrás?”
Em 2010, quando apoiava Dilma, Paulinho atacou Serra em comício de 1º de Maio. Disse que o tucano “não gostava” e “tinha medo” de trabalhadores, pois se recusava, quando governador, a receber sindicalistas. “Ele não pode ser candidato”, chegou a dizer.
Pesquisa Ibope: Haddad tem 11 pontos de vantagem
- 11 de outubro de 2012 |
- 23h27 |
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Categoria: Sem categoria
O candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, tem 48% das intenções de voto, 11 pontos porcentuais a mais que o tucano José Serra (37%), segundo a primeira pesquisa do Ibope no segundo turno. Em votos válidos – excluídos os entrevistados que pretendem votar nulo ou em branco –, o petista venceria por 56% a 44%.
Na pesquisa espontânea, aquela em que os eleitores manifestam sua preferência antes de ler os nomes dos candidatos, o placar seria de 45% a 35%. A margem de erro do levantamento, encomendado pela TV Globo, é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Segundo Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope, o candidato petista tem vantagem mais larga nas periferias das regiões sul (58% a 26%) e leste (61% a 25%). Haddad também vence na região norte por 52% a 36%. Já Serra está na frente no centro (52% a 39%) e nas zonas oeste e sul 1 (veja ao lado), onde o resultado é de 50% a 32% e de 50% a 36%, respectivamente.
Apenas 15% dos entrevistados pelo Ibope admitem mudar o voto, segundo a diretora do instituto, enquanto 79% afirmam que sua opção é definitiva, e 5% não sabem responder.
“É um voto mais consolidado do que observávamos no primeiro turno, porque não tem tanta diferença entre as pesquisas estimulada e espontânea”, afirmou Márcia. “Mas não há garantia de que vá continuar assim. A campanha ainda não recomeçou. É comum, na primeira semana, haver uma empolgação com quem passa para o segundo turno.”
‘Duelo’ de classes
Os dados do Ibope, segundo Márcia, mostram que Serra está melhor no eleitorado mais escolarizado e de maior renda. Ele vence por 50% a 39% entre aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos e por 44% a 39% entre os que têm curso superior.
Haddad está na frente nas demais faixas de grau de instrução. O destaque é o segmento de quem estudou da 5ª a 8ª série, onde sua vantagem é de 29 pontos porcentuais (56% a 27%). No eleitorado com renda de até dois salários mínimos, o petista tem cerca de 25 pontos a mais que o adversário. Anteontem, o Datafolha também mostrou Haddad na frente (47% a 37% dos votos totais e 56% a 44% dos válidos).
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Datafolha: Haddad abre 10 pontos sobre Serra
- 10 de outubro de 2012 |
- 23h38 |
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Categoria: Eleições 2012, Eleições 2012, Fernando Haddad, José Serra
A primeira pesquisa do instituto Datafolha no segundo turno da eleição mostra o petista Fernando Haddad à frente, com 47% das intenções de voto, ante 37% do tucano José Serra. Os indecisos são 8%, e outros 8% afirmam que pretendem anular o voto. Em votos válidos – excluídos os entrevistados que pretendem votar nulo ou em branco –, Haddad teria 56%, ante 44% do adversário.
No primeiro turno, Serra teve 30,75% dos votos válidos, e Haddad, 28,98%. Considerado todo o universo de votos, a vantagem do petista, de dez pontos porcentuais, é superior à do levantamento anterior do Datafolha, feito às vésperas do primeiro turno na eleição, nos dias 5 e 6 deste mês. Na ocasião, ao serem questionados sobre sua escolha em um eventual segundo turno entre PT e PSDB, 45% dos entrevistados citaram Haddad, e 39%, Serra – a diferença entre os dois estava em seis pontos porcentuais.
Mas o Datafolha já captou uma distância de 10 pontos entre o primeiro e o segundo. Foi no levantamento feito entre 26 e 27 de setembro, quando Haddad apareceu como vencedor de um ainda eventual segundo turno contra Serra, por 48% a 38%.
O resultado da pesquisa mais recente mostra que, ao menos por enquanto, o candidato do PT é o que mais herda votos dos derrotados no primeiro turno. Celso Russomanno, do PRB, teve mapa de votação similar ao de Haddad – mais votos na periferia que nas áreas centrais. São áreas em que candidatos do PT costumam vencer com porcentuais superiores aos obtidos por Haddad. Sem Russomanno para dividir esse eleitorado, o crescimento do petista nessas áreas é muito provável.
Mas o desempenho de Marta Suplicy nas eleições de 2004 e 2008 já mostrou que não basta triunfar na periferia para vencer as eleições. O centro expandido, onde Serra obteve seus melhores resultados, deve ser o principal palco da batalha do segundo turno.
O Datafolha ouviu 2.100 eleitores entre anteontem e ontem. A pesquisa, contratada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-01851/2012. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Haddad e Serra: rivais preparam suas armas
- 10 de outubro de 2012 |
- 23h34 |
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Categoria: Sem categoria
Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) preparam as armas para segunda, quando o horário eleitoral no rádio e na TV recomeça. Os tucanos vão explorar o julgamento do mensalão, falhas no Enem e cartilhas anti-homofobia distribuídas pelo Ministério da Educação e a gestão de Marta Suplicy (PT) na Prefeitura. Os petistas rebaterão com o mensalão tucano em Minas, as denúncias do livro A Privataria Tucana, a má avaliação de Gilberto Kassab (PSD), aliado de Serra, e denúncias de irregularidades na Prefeitura.
O PSDB deve reforçar ataques com o mensalão, após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal de José Dirceu e José Genoino.
A campanha de Serra também gravou vídeos com depoimentos de jovens que se dizem prejudicados com as falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos últimos três anos, quando Haddad era ministro da Educação. Outro ponto a ser explorado é a confecção de cartilhas anti-homofobia que seriam distribuídas nas escolas durante a gestão de Haddad na pasta em 2011. Serra tem o apoio de líderes evangélicos como Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, que já avisou que vai usar o chamado “kit gay” para impedir que o petista se eleja.
Outra estratégia que será mantida no horário eleitoral nesta segunda etapa será fazer comparações entre as gestões do PSDB e do PT, especialmente entre a gestão Marta e a de Serra/Kassab.
Já Haddad tem rebatido críticas sobre mensalão citando o escândalo que envolveu desvio de recursos para a campanha do tucano Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998, o “mensalão do PSDB”.
A campanha do petista também vai explorar os baixos índices de aprovação de Kassab (PSD), aliado de Serra. Também tratará de denúncias contra o ex-diretor do Departamento de Aprovações (Aprov), Hussain Aref Saab, investigado por acumular mais de 116 imóveis nos sete anos em que chefiou o órgão. Aref foi nomeado quando Serra era prefeito.Outro caso a ser explorado será o contrato com a Controlar, responsável pela inspeção veicular na cidade. Na semana passada, o Ministério Público estadual denunciou Kassab sob a acusação de crime de responsabilidade na contratação da empresa.
O fato de Serra ter renunciado à Prefeitura para concorrer ao governo em 2006 voltará a ser lembrado. O PT também estuda usar material sobre o livro A Privataria Tucana, que retrata supostas irregularidades em privatizações durante os governos do PSDB.
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STF condena Dirceu, Genoino e Delúbio
- 9 de outubro de 2012 |
- 23h03 |
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Categoria: Corrupção, Judiciário
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi condenado pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal pelo crime de corrupção ativa por ter comandado do Palácio do Planalto o esquema de compra de apoio político no Congresso Nacional.
Para o tribunal, Dirceu era “o mentor”, “o mandante”, “o principal articulador da engrenagem” do esquema que, de acordo com os ministros, comprometeu a autonomia e liberdade do Legislativo. José Genoino e Delúbio Soares, dirigentes do PT à época dos crimes, também foram condenados por oferecer dinheiro a parlamentares em troca de apoio ao governo Lula.
A Corte julgou que Dirceu estava por trás do esquema de captação de recursos do mensalão, negociava acordos políticos e oferecia em troca de apoio ao governo recursos milionários.
Até a sessão de ontem, seis ministros julgaram haver provas suficientes para responsabilizar o ex-ministro pelo crime de corrupção ativa: o relator do processo, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.
Dois outros integrantes da Corte entenderam que o Ministério Público não conseguiu comprovar que Dirceu comandou o esquema criminoso: Ricardo Lewandowski, revisor do processo, e Dias Toffoli, ex-assessor de Dirceu na Casa Civil. Os votos de Celso de Mello e do presidente, Carlos Ayres Britto, na sessão de hoje, encerrarão o julgamento.
Ministros que votaram pela condenação de Dirceu admitiram não haver uma prova documental que o incriminasse. Foi o encadeamento dos fatos, como montado pelo relator do caso, que colocou Dirceu no posto de comando do esquema. A começar pela relação que mantinha com Marcos Valério, operador do mensalão. O empresário intermediava as reuniões de Dirceu com dirigentes do Banco Rural e do BMG. Reuniões que contavam com a participação de Delúbio e Marcos Valério.
Depois dessas reuniões, segundo o relato de Barbosa, os bancos liberavam os empréstimos milionários para as empresas de Marcos Valério – dinheiro que era repassado por ordem de Delúbio Soares às lideranças partidárias e parlamentares.
A maioria dos ministros entendeu que não seria possível que o ex-tesoureiro do PT tivesse operado com autonomia o esquema, como sugeriu a defesa de Dirceu. “O que não é crível é a pretensa e absoluta dissociação do ministro, desde sua posse, de interesses partidários”, afirmou Gilmar Mendes. “O ministro (Dirceu), além de cuidar dos assuntos da pasta, tinha responsabilidade de coordenação política do governo Lula”.
Já o ministro Toffoli votou pela absolvição de Dirceu. Para ele, as acusações levariam, no máximo, à condenação de Dirceu por outros crimes, como tráfico de influência. Nas próximas semanas, o tribunal julgará a acusação com poder simbólico e que pode elevar a pena de Dirceu e obrigá-lo a cumprir a pena em regime fechado: a eventual formação de quadrilha para a prática dos crimes.
Resposta no blog
Sob o título “Ao povo brasileiro”, o ex-ministro José Dirceu publicou, no final da tarde de ontem, a mensagem abaixo.
Veja trechos:
“No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes (…) Em 1969 fui banido do País e tive a minha nacionalidade cassada(…)
Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil (…)
Hoje, a Suprema Corte do meu País, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência (…)
Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater. Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.”
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Barbosa, delúbio soares, José Dirceu, josé genoíno, mensalão, Supremo

