‘Ultimato’ não surte efeito
- 12 de maio de 2012 |
- 23h52 |
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Categoria: Eleições 2012, Prefeitura, Você Precisa Saber
Perto do fim do prazo dado pelo PMDB para que os secretários de Esportes, Bebeto Haddad, e de Participação e Parceria, Uebe Rezeck, deixem a gestão de Gilberto Kassab, a dupla ainda não deu sinais de que pretenda acatar a decisão do partido.
Aliados de Haddad dizem que ele não deve deixar a pasta, e que “está feliz onde está no momento”. A pasta de Rezeck já foi prometida ao PSB.
O PMDB cobra a saída dos secretários para não criar constrangimento à campanha à Prefeitura de Gabriel Chalita, desafeto e crítico do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Dirigentes já admitem que, se a ordem não for obedecida, os secretários podem ter de deixar o PMDB.

Gabriel Chalita é candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB (Foto: CLAYTON DE SOUZA/AE – 11/5/2012)
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Bebeto Haddad, constrangimento, Gabriel Chalita, gestão de Gilberto Kassab, Gilberto Kassab, PMDB, prazo, prefeito Gilberto Kassab, Prefeitura, PSB, secretários, Uebe Rezeck
Lula fará ‘tour’ por programas populares
- 11 de maio de 2012 |
- 23h06 |
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Categoria: Eleições 2012, Sem categoria
O ex-presidente Lula estuda aceitar convites de entrevistas feitos por programas populares de TV e rádio para falar da melhora de seu estado de saúde e, principalmente, elogiar o pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad. Com isso, pretende ajudar o ex-ministro a subir nas pesquisas – no Ibope divulgado esta semana, ele teve 3%, contra 31% do adversário José Serra (PSDB).
De mais de uma centena de pedidos de entrevista que sua assessoria recebeu desde que ele deixou a Presidência, Lula avalia aceitar três: o programa Debate do Paulo Lopes, da rádio Capital, o Programa do Ratinho, do SBT, e o Domingo Espetacular, da TV Record. O radialista Paulo Lopes e o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, são amigos do ex-presidente. O Domingo Espetacular ocupa o horário nobre na TV Record.
Dos três programas, aquele em que interlocutores de Lula dão como certa sua participação é o de Paulo Lopes. O ex-presidente sempre teve apreço especial pelo rádio. Mesmo nos tempos da internet, Lula confia no poder de propagação das informações veiculados no rádio entre as classes de mais baixa renda.
É isso o que explica o plano de ir a programas populares: a necessidade de aumentar o grau de conhecimento de Fernando Haddad entre esse público. As pesquisas eleitorais sobre a corrida paulistana feitas até o momento indicam que os eleitores da periferia, historicamente a região da cidade onde o PT obtém seus melhores resultados, ainda desconhecem o ex-ministro da Educação.
Com a provável ida de Lula ao rádio e à TV, o PT também poderá começar a testar outro indicativo de pesquisas recentes: o aumento do número de eleitores que estariam dispostos a votar no ex-presidente.
Sinal verde
Ontem, Haddad afirmou que Lula estará à disposição de sua campanha a partir de terça-feira. Segundo ele, o ex-presidente recebeu autorização da equipe médica para ampliar sua agenda de atividades e pediu que a pré-campanha produza uma lista de ações conjuntas.
Por ora, há apenas duas: uma homenagem a Lula na Câmara Municipal, no dia 21, e o encontro de delegados do PT que referendará a candidatura de Haddad, no dia 2 de junho. Na própria terça-feira, Haddad e Lula deverão aparecer juntos, em rede nacional, nas inserções partidárias de TV e rádio que o PT dava como perdidas e conseguiu manter, em decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da última segunda-feira.
O pré-candidato afirmou que, além das atividades de campanha, Lula quer sua presença também em eventos da agenda pessoal do ex-presidente. “O presidente terá algumas atividades e já pediu a minha presença”. Haddad confirmou que Lula se dedicará nos próximos dias a tentar fechar aliança com PSB, PCdoB e PR.
O ex-presidente convocou anteontem o comando do partido para se pôr a par das costuras e avisar que vai entrar em campo novamente para resolver as pendências. Deve se reunir, semana que vem, com líderes das siglas.
Fernando Gallo e Daiene Cardoso
Lula decide intervir por Haddad
- 10 de maio de 2012 |
- 23h07 |
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Categoria: Eleições 2012
Após a divulgação da pesquisa Ibope que mostrou o ex-ministro Fernando Haddad com 3% na disputa pela Prefeitura – contra 31% de José Serra (PSDB) –, o ex-presidente Lula convocou o comando do PT para se atualizar sobre as conversas que o partido mantém com possíveis aliados e avisou os correligionários que entrará em campo novamente para destravar as negociações emperradas envolvendo PSB, PR e PC do B.
Lula informou que vai procurar a direção nacional dos três partidos para resolver a chapa de Haddad. A partir da semana que vem, ele vai se encontrar com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, e os senadores Alfredo Nascimento e Blairo Maggi, do PR.
Um dos presentes ao encontro afirmou ter encontrado Lula “muito bem”. “Ganhou bastante peso e já está até gordinho. Estava sem bengala, animado, não tossiu e a voz não falhou”, relatou, referindo-se ao estado de saúde do ex-presidente após tratamento contra câncer na laringe.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, negou desconforto no partido com a pesquisa Ibope. Chamando as enquetes eleitorais feitas no período de “pesquisas de recall”, disse que um crescimento de Haddad agora “seria inexplicável, dado o nível de desconhecimento que há no eleitorado”.
O petista afirmou também que Haddad tem “amplo potencial de crescimento”. “Nosso candidato não é conhecido por mais do que 30% da população, ao passo que os outros candidatos têm 90%, 100% de conhecimento.” Segundo Falcão, o pré-candidato crescerá nas pesquisas quando tiver seu nome exposto nas mídias eletrônicas e associado ao de Lula e da presidente Dilma Rousseff.
Intervenção?
Em um esforço para fortalecer Haddad, o PT aprovou resolução que, na prática, significa intervenção da cúpula nacional nos diretórios municipais de Mossoró (RN) e Duque de Caxias (RJ), duas das principais cidades nas quais o PSB coloca como condição para dar apoio na capital paulista.
O documento transfere à Executiva Nacional da sigla a decisão sobre coligações em cidades com mais de 200 mil eleitores e em municípios considerados polos econômicos regionais. A resolução determina que, nessas cidades, as chapas devem ser homologadas pelo PT nacional antes de registro na Justiça Eleitoral.
“Não há intervenção”, afirmou Falcão. “(A resolução) é justamente para, se tiver que fazer cumprir a tática nacional, não ter de provocar intervenção. Hoje é o único caminho que tem, o que suscita dissolução do diretório, nomeação de comissão provisória, uma confusão grande do ponto de vista político e organizativo.”
O PT ainda está na iminência de anunciar que em Macapá (AP) e Boa Vista (RR) apoiará os candidatos socialistas. “Em Macapá havia acordo anterior de apoiar o candidato do PT, e abrimos mão disso em nome de uma aliança mais forte com o PSB”, declarou Falcão.
Serra lidera disputa e Haddad fica com 3%
- 9 de maio de 2012 |
- 23h03 |
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Categoria: Eleições 2012
Pesquisa Ibope sobre a corrida à Prefeitura mostra José Serra (PSDB) na liderança, com 31% das preferências. Ele tem 15 pontos porcentuais de vantagem sobre o segundo colocado, Celso Russomanno (PRB, 16%). Fernando Haddad (PT) obteve 3%. Apesar da vantagem de Serra, o levantamento também tem dados que podem trazer alguma preocupação ao tucano e algum trunfo para o petista.
A rejeição de Serra atingiu 35% – mais do que sua intenção de voto –, em empate técnico com o do líder no quesito, Netinho de Paula (38%). A margem de erro do levantamento é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos. A rejeição de Haddad, pouco conhecido, é de 12%. O pré-candidato do PSDB, porém, lidera a pesquisa espontânea com 11% – único a atingir dois dígitos.
Quatro em cada cinco eleitores não conseguem indicar espontaneamente seu candidato, indicativo de que, apesar de os partidos terem antecipado na prática a campanha, cujo início formal será em julho, os paulistanos se mostram desinformados sobre a sucessão, o que relativiza pontos positivos e negativos da enquete.
A avaliação do governo dos aliados políticos do tucano e do petista também pode influir na disputa. Apoiador de Serra, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) tem a gestão considerada “ruim” ou “péssima” por 39% dos paulistanos; outros 38% a veem como “regular” e 22%, como “boa ou ótima”. Colega de partido de Serra, o governador Geraldo Alckmin se saiu melhor: 42% consideram sua administração “boa ou ótima”. 38% “regular” e 18% “ruim ou péssima”.
Aliada de Haddad, a presidente Dilma Rousseff (PT) tem a melhor avaliação na pesquisa. Ela teve 65% de “bom ou ótimo”, 25% de “regular” e 8% de “ruim ou péssimo”. Apesar de estar em bom momento com o eleitor, Dilma já avisou ao PT que não deve intervir em disputas onde dois ou mais partidos da base têm candidato.
Exposição na TV
Segundo colocado, Celso Russomanno se beneficia do fato de ter palanque informal na TV Record, onde apresenta quadro sobre defesa do consumidor. Em junho, porém, terá de se afastar da tevê.
Serra é líder em todas as faixas de escolaridade. Nas de renda, a exceção é entre os que ganham menos de um salário mínimo, onde atinge 17%, quatro pontos a menos que Netinho. O Ibope ouviu 805 pessoas entre os dias 5 e 7. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP 00027/2012.
PMDB e Chalita são multados em R$ 5 mil
- 7 de maio de 2012 |
- 16h55 |
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Categoria: Eleições 2012
O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura Gabriel Chalita e seu partido, o PMDB, foram multados em R$ 5 mil cada um pela Justiça Eleitoral por propaganda de campanha antecipada. A decisão da juíza auxiliar da propaganda eleitoral Carla a Germano se baseou na propaganda partidária peemedebista exibida na TV no dia 18 de abril. Para ela, no vídeo Chalita faz menção direta à eleição à Prefeitura, em outubro, e adota discurso de candidato. Pela legislação eleitoral, a campanha só pode começar em 6 de julho.
A representação contra Chalita e o PMDB foi proposta pelo PSDB, ex-partido do deputado. Os tucanos lançaram na disputa paulistana o ex-governador José Serra, que é desafeto político de Chalita. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
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