Dilma adia viagem após mal estar da mãe
- 6 de fevereiro de 2012 |
- 13h57 |
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Categoria: Dilma Rousseff
Rafael Moraes Moura
A presidente Dilma Rousseff decidiu adiar a viagem que faria nesta terça-feira, 7, para Fortaleza, onde participaria de uma cerimônia de anúncio de investimentos para uma linha de metrô. Não há previsão de uma nova data. Segundo informações do Planalto, a mudança de planos deveu-se ao quadro de saúde da mãe da presidente, Dilma Jane.
A agenda da presidente para quarta, 8, e quinta-feira, 9, na região Nordeste para acompanhar as obras de transposição do Rio São Francisco está mantida por enquanto.
Dilma Jane deve se submeter a exames nesta segunda-feira, 6, em Brasília. Segundo o Planalto, a mãe da presidente encontra-se com “mal estar” e se submeterá à avaliação médica para constatar do que se trata.
Em setembro do ano passado, Dilma Jane foi internada no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, para se recuperar de uma embolia pulmonar.
STJ nega liberdade a acusado de matar Dorothy Stang
- 6 de fevereiro de 2012 |
- 13h55 |
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Categoria: Política
Regivaldo Pereira Galvão, um dos envolvidos no assassinato da religiosa Dorothy Stang, teve negado seu pedido de liminar para ser posto em liberdade pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O relator do caso, desembargador convocado Adilson Vieira Macabu, considerou não haver elementos que justificassem sua libertação.
A religiosa foi assassinada em fevereiro de 2005, no interior do Pará. Stang era uma destacada ativista dos direitos dos agricultores da região e combatia a ação de grileiros no estado. Regivaldo Galvão seria um dos responsáveis por encomendar a morte da missionária. Ele foi condenado a 30 anos de reclusão e o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), ao rejeitar a apelação, decretou sua prisão cautelar. O pedido de habeas corpus foi feito para que o réu pudesse permanecer em liberdade até o julgamento do último recurso contra a condenação.
PT cobra reforma para fechar alianças
- 3 de fevereiro de 2012 |
- 23h01 |
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Categoria: Eleições 2012
Sem conseguir fechar alianças de peso para impulsionar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura, o comando da campanha petista pressiona a presidente Dilma Rousseff a atender o PR e o PDT na reforma ministerial. A avaliação interna é a de que Haddad precisa anunciar logo apoio de um partido aliado para criar fato político e neutralizar comentários de que o PT depende do PSD do prefeito Gilberto Kassab.
O PT deixou até de reivindicar o Ministério do Trabalho, ocupado interinamente por Paulo Roberto Pinto (PDT) desde a queda de Carlos Lupi, em dezembro. Motivo: sabe que o PDT não quer trocar de cadeira na Esplanada e decidiu não mais esticar a corda.
A recondução de nome indicado pelo PR para Transportes também é considerada fundamental para o partido fechar com Haddad. A aliança com o PR pode garantir pelo menos três minutos de tempo de televisão. “Nós acreditamos que a presidente Dilma tem interesse em recompor com o PR e, sendo assim, esperamos continuar à frente dos Transportes”, disse o deputado Milton Monti (PR).
No PDT, porém, a disposição para subir no palanque de Haddad parece mais distante. “Se depender de mim, o Haddad não vai sair do lugar”, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), pré-candidato à Prefeitura. “Não tem acordo no primeiro turno nem com cargo nem sem cargo.”
Longe dos holofotes, o ex-presidente Lula comanda as articulações sobre a sucessão em São Paulo. Embora mostre empolgação com a proposta de Kassab, que chegou a sugerir vice do PSD para Haddad, Lula não desistiu de convencer o PMDB a apoiar o PT. Para ele, o deputado Gabriel Chalita, pré-candidato peemedebista, seria o vice ideal para seu afilhado.
Uma ala do PT, porém, avalia que o candidato a vice pode sair do PR do vereador Antonio Carlos Rodrigues. “O PT, nesse momento, está buscando entendimento com partidos da base aliada do governo Dilma”, afirmou Haddad.
A cúpula do PR fez da reforma ministerial seu trunfo político e só espera um sinal da presidente para declarar apoio a Haddad. O partido quer trocar o titular dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que assumiu em julho, após a queda de Alfredo Nascimento, outro nome envolvido em denúncias de corrupção no governo.
Sem pressa
Apesar de Passos ser filiado ao PR, a legenda o considera como “cota pessoal” de Dilma e pede sua substituição. Até agora, a bancada do PR na Câmara apresentou dois nomes para a cadeira ocupada por Passos: o de Monti e o de seu colega Luciano Castro (PR-RR).
Já para o Trabalho a disputa é entre o secretário-geral do PDT, Manoel Dias, e o deputado Vieira da Cunha (RS), amigo de Dilma. Mas a presidente não demonstra pressa em concluir a reforma ministerial, e as trocas estão sendo feitas a conta-gotas.
Vera Rosa
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candidatura, Dilma Rousseff, fernando haddad, PDT, PR, reforma
Projeto ‘divide’ petistas e tucanos
- 2 de fevereiro de 2012 |
- 23h10 |
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Categoria: Câmara Municipal, Eleições 2012
O projeto de Gilberto Kassab de doar terreno público na região da cracolândia ao Instituto Lula, para construção do Memorial da Democracia, deixou PT e PSDB em saias-justas. A proposta chega à Câmara Municipal no momento em que petistas e tucanos articulam para ter apoio do PSD do prefeito na eleição de outubro.
Na volta dos trabalhos da Câmara, ontem, os vereadores petistas reduziram ataques à gestão Kassab. “Acima de tudo, temos de respeitar a política de alianças que o partido adotou”, afirmou Alfredinho (PT). “Mas não vamos parar de apontar erros do prefeito na questão da terceirização na saúde, nas falhas no transporte público. É ele quem terá de se adaptar ao nosso programa de governo”.
Em reservado, integrantes da Executiva Nacional petista disseram que Lula não deveria aceitar a oferta do prefeito, por dar impressão de “toma lá, dá cá”. Embora o ex-presidente avalie que Haddad pode se beneficiar com vice indicado por Kassab, nem candidato nem direção do PT veem a proposta com bons olhos, por achar contraditório o fato de o PT se aliar a quem sempre fez oposição.
Esse cenário levou os vereadores do PT a acertar o tom do discurso. Interlocutor do prefeito com a bancada, o líder Ítalo Cardoso disse que estava “feliz” com o gesto de Kassab em favor do Instituto Lula. E centrou fogo no PSDB e no instituto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Em 2007, esse instituto recebeu R$ 500 mil da Sabesp. O Instituto Lula não será financiado por dinheiro público”.
O líder do PSDB, Floriano Pesaro, rebateu. “O PT, sempre que precisa se defender, usa da arma do ataque. O dinheiro da Sabesp era via Lei Rouanet para exposição sobre 15 anos do Plano Real.”
Crítica e irritação
No lado tucano, também houve divergências sobre o projeto de Kassab. Presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias criticou a medida no Twitter: “Pelo jeito vale tudo em nome de aliança com o PT na capital. Até tornar terreno público em privado!”, escreveu.
“Se isso acontecer, Kassab estará ‘estatizando’ instituição privada, assim como AL do Maranhão fez com a Fundação Sarney”. Ele citou projeto aprovado pela Assembleia Legislativa maranhense, que transferiu para o governo a administração e custos da Fundação José Sarney. Ainda chamou o ato de “imoralidade” e disse que ele “desrespeita a Constituição”.
A ação de Tobias, porém, gerou irritação em tucanos que articulam a manutenção da aliança entre PSDB e PSD à Prefeitura, como ocorreu em 2004, no primeiro turno, e em 2008, no segundo turno. “Guardadas as devidas proporções, é como tentar pegar uma galinha e ir na direção dela gritando ‘xô, xô’. O comentário foi absolutamente desnecessário.”
Lula e Haddad: Operação para acalmar os ânimos
- 1 de fevereiro de 2012 |
- 23h00 |
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Categoria: Sem categoria
Enquanto Lula e o pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, se encontravam no Hospital Sírio-Libanês, onde o ex-presidente faz tratamento contra o câncer, a bancada do partido no Senado definia a permanência de Marta Suplicy mais um ano na vice-presidência da Casa. A revisão do acordo envolvendo Marta – em 2011, ficou acertado que ela cederia vaga a José Pimentel (CE) – teria contado com intervenção direta de Lula, para reduzir a insatisfação da senadora e evitar que ela se distanciasse da campanha de Haddad. O próximo passo das articulações deve ser reduzir a irritação de parlamentares petistas na capital com a aproximação do PSD do prefeito Gilberto Kassab.
O temor dos aliados de Haddad era de que, depois de ter que renunciar à candidatura à Prefeitura e ser descartada para assumir ministério, Marta não colaborasse na campanha. Confirmada no cargo de 1ª vice de José Sarney (PMDB-AP), ela negou falta de engajamento. “Eu vou participar da campanha, mas é uma cobrança que não é correta agora”, disse, citando que, pela legislação eleitoral, a corrida à Prefeitura ainda não começou. A senadora ainda negou que tenha negociado seu apoio em troca do cargo. “Nunca pensei em negociar (o cargo), sempre fui um soldado do partido”.
Presidente nacional do PT, Rui Falcão saiu em defesa de Marta, afirmando que ela “nunca colocou em dúvida” seu envolvimento na campanha. “Não há condição nem imposição nem dúvida nenhuma” de que Marta estará na campanha de Haddad, afirmou.
Na semana passada, Lula ensaiou reunião com Pimentel e o então líder da bancada, Humberto Costa (PE), mas os efeitos colaterais da radioterapia impediram a conversa. Coube ao presidente do PT, Rui Falcão, comparecer à reunião em Brasília, no empenho de pacificar a bancada.
Na mesma reunião, os petistas elegeram, à unanimidade, Walter Pinheiro (BA) para suceder a Humberto Costa na liderança da bancada. Sob pressão da cúpula petista, o ex-governador do Piauí Wellington Dias abriu mão da disputa com Pinheiro, em nome da “unidade da bancada”.
Irritação com o PSD
Acalmados ânimos com Marta, o foco seguinte de insatisfação que deve ser abordado pelos aliados de Haddad vem de vereadores e deputados petistas contrários a conversas com o PSD. O primeiro movimento foi feito por Haddad, de “minimizar” a importância das articulações com Kassab, taxando-as de “terceira opção”.
Haddad foi à Câmara Municipal, mas, segundo vereadores, não se reuniu com a bancada petista na Casa. Também não há previsão para que isso ocorra. Entre os vereadores da sigla, Juliana Cardoso já se colocou abertamente contra a aproximação do PSD.
Área na cracolândia
Em meio às investidas do PSD para compor uma aliança com o PT nas eleições municipais de outubro, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) enviou ontem um projeto de lei à Câmara Municipal prevendo a cessão de uma área da Prefeitura no centro da cidade ao Instituto Lula. O local fica na Rua dos Protestantes, no coração da cracolândia e dentro do perímetro da concessão urbanística da Nova Luz, que prevê a revitalização de 45 quarteirões no centro.
O projeto foi apresentado ontem à tarde, em reunião entre o prefeito e vereadores da base aliada, e deverá entrar na pauta do Legislativo o mais rápido possível. Desde o ano passado, Kassab tem o apoio de 41 dos 55 vereadores e conseguiu aprovar com agilidade todos os projetos que enviou à Casa.
A área é composta por dois terrenos separados por uma pequena rua, com área total de 4.432 m2. Segundo a proposta, a área seria cedida por 99 anos para a entidade fundada pelo ex-presidente Lula após o término do seu segundo mandato.
Lula é o principal defensor da aliança entre as duas legendas, sob a cabeça de chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT). Com a cessão dos terrenos, Kassab planeja mostrar boa vontade ao PT e colocar os vereadores petistas em saia-justa no momento da votação.
Kassab negou que o gesto seja político ou sinalize mais uma tentativa de aliança com o partido que fez oposição ao seu governo entre 2006 e 2011. “É apenas um gesto de gratidão”, argumentou o prefeito.
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