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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Kassab vê relação difícil com o PSDB

Categoria: Eleições 2012

Após negociar união com o PT na eleição à Prefeitura e se ver obrigado a recuar em direção ao tucano José Serra, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) definiu a provável aliança de seu partido com o PSDB na capital como “difícil” e “desconfortável”.

“Há essa questão da relação com o PSDB, que é desconfortável. O próprio partido trabalhou contra (o PSD)”, disse Kassab. “Eu sempre expressei esse sentimento de desconforto em relação a aliança com o PSDB se o candidato não fosse o Serra.”

O prefeito reagiu a correligionários irritados com a aproximação entre os dois partidos e alegou que a parceria se dá apenas em torno do nome de Serra. A senadora Kátia Abreu (PSD-TO), 1ª vice-presidente da sigla, disse que tucanos agem como “inimigos” por contestarem a reivindicação do PSD na Justiça Eleitoral por mais tempo de TV nas eleições. “Ela (Kátia) expressa sentimento de parte grande do partido”, disse Kassab.

Segundo o prefeito, Serra integra grupo de tucanos que não se opôs à criação de seu partido, citando também os governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR). Ele acrescenta que o foco das negociações por alianças é local. “As eleições são municipais.”

Kassab acredita que teria enfrentado críticas de outras alas do PSD caso as negociações com o PT do ex-ministro Fernando Haddad tivessem avançado. “A questão não teria unanimidade, seja ao caminhar para um lado ou para outro. Todos sabem que o partido tem origens diferentes”.

O vice-governador Guilherme Afif Domingos disse que respeita a posição de Kátia, mas que o apoio de Kassab a Serra é pessoal. “Aqui em São Paulo, não foi aliança partidária, foi compromisso pessoal. O prefeito não teria condições de negar apoio a José Serra e ele sempre deixou isso claro. A senadora tem visão muito particular do PSDB no Tocantins.”

Kátia rebateu Afif e disse ser aliada do governador tucano Siqueira Campos, indicando que seu desconforto foi gerado especificamente pela aproximação na capital. O líder do PSD na Câmara dos Deputados, Guilherme Campos, tranquilizou a base aliada. “Por mais emblemática que seja a eleição em São Paulo, ela não reflete todo o País”, afirmou.

‘Fogo amigo’
Kassab confirmou conversa revelada por Rui Falcão, na qual ele teria dito ao presidente nacional do PT que Serra apoiaria Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2014, em detrimento do senador Aécio Neves (MG), seu colega de partido. “Tive essa conversa, no ano passado, em algum momento, com o meu querido amigo Rui Falcão. E não pedi segredo”.

O prefeito não soube dizer por que Falcão só revelou agora essa conversa. Kassab foi evasivo ao ser questionado se sua opinião sobre o apoio de Serra em 2014 valia neste ano. “Naquele momento, tinha aquele pensamento. Hoje, as circunstâncias são outras”.

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