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	<title>Política</title>
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	<description>Política</description>
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		<title>Eleição paulistana põe à prova seus tabus</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 01:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[candidato]]></category>
		<category><![CDATA[GILBERTO AMENDOLA]]></category>
		<category><![CDATA[presidente]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 1989, presidentes nunca elegeram seus candidatos na capital. Ocupantes do cargo têm dificuldades em fazer seus sucessores. E os mesmos partidos jamais fizeram presidentes, governadores e prefeitos. Mas, vença quem vencer em outubro, Wadih Mutran apoiará]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>GILBERTO AMENDOLA</p>
<p>Na última segunda-feira, durante a entrega do título de cidadão paulistano ao ex-presidente Lula, na Câmara Municipal, jornalistas cercaram o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), para uma pequena sabatina de perguntas sobre o ainda fraco desempenho do pré-candidato Fernando Haddad nas pesquisas. Marinho, claro, falou que os números são circunstanciais e que, em breve, a esperada polarização com José Serra (PSDB) deve se confirmar. “Se a Dilma vai entrar na campanha? Acho que menos do que eu, como petista, gostaria”, comentou.</p>
<p>O que talvez Marinho ainda não saiba é que, ao menos do ponto de vista da “escrita” ou da superstição política, um certo distanciamento da presidente pode ser um ponto positivo para Haddad. O cientista político Humberto Dantas, da USP, fez um curioso levantamento em sua página do Facebook. “A partir da campanha em que Erundina saiu vitoriosa, nenhum presidente conseguiu emplacar um candidato em São Paulo – ao menos não no primeiro turno, como primeira opção.”</p>
<p>A teoria é fácil de demonstrar. Em 1988, Erundina não era a candidata do então presidente José Sarney. Assim como Maluf, em 1992, não era o preferido de Itamar Franco. Em 1996, Celso Pitta não era o nome de Fernando Henrique. Já em 2000, com o mesmo FHC na Presidência, quem levou a Prefeitura foi a petista Marta Suplicy. Mas, com Lula na Presidência, os prefeitos foram Serra (PSDB) e Kassab (DEM). “A eleição de São Paulo tem uma dinâmica especial e única. Tem ares nacionais, mas o presidente não consegue se impor. Ao contrário, há resistência a hegemonias partidárias”, completa Dantas.</p>
<p><strong>Sucessão</strong><br />
A má fama presidencial não é a única “escrita” da eleição municipal. Os prefeitos da cidade têm uma certa dificuldade para emplacar seus sucessores. Mais uma vez, tendo a administração Erundina como ponto de partida, apenas Maluf e Serra apoiaram candidatos vencedores. O primeiro fez de Pitta seu sucessor; o segundo deixou a Prefeitura na metade do mandato nas mãos de Kassab – candidato que Serra apoiou em 2008 (mesmo tendo o hoje governador e colega de partido, Geraldo Alckmin, na disputa).</p>
<p>“São Paulo é uma cidade com muitas questões locais. Os problemas cotidianos, como transportes e saúde, afetam muito o dia a dia do eleitor. Aqui, é mesmo muito difícil fazer um sucessor. Neste sentido, acho que o Haddad deu a maior sorte de o prefeito ter fechado apoio ao Serra. Kassab vai tirar muito voto do PSDB”, comenta o cientista político Sérgio Praça, da USP. Também por esses mesmos motivos, nenhum partido conseguiu um período hegemônico, acumulando a Prefeitura, o governo do Estado e a Presidência.</p>
<p>O especialista em Marketing eleitoral Marco Iten também acredita que a capital tenha eleições peculiares. “Aqui, a velocidade da informação faz com que o jogo político mude muito rápido. Essa velocidade é incontrolável, até para os principais atores políticos.”</p>
<p><strong>Crises</strong><br />
O fator imprevisibilidade só falha em uma coisa. Dantas apontou que, desde 1992, as eleições municipais ocorrem em período de grande turbulência política (leia acima, à esquerda). “Há uma grande crise por eleição. A deste ano é a do Cachoeira. Mas há quem diga que tem crise todo ano”, brinca.</p>
<p>Um levantamento ainda mostra que quase todos os prefeitos eleitos têm a simpatia da maioria dos vereadores. Um dos “situacionistas” mais apaixonados é Wadih Mutran (PP) – que, segundo ele próprio, “nunca se decepcionou com nenhum prefeito”.</p>
<p>A cientista política Roseli Coelho, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, diz que o governismo em São Paulo e em outros municípios é comum. “O poder tem uma força quase irresistível para políticos e estruturas partidárias. É difícil, para políticos, sobreviver longe do poder.”</p>
<p><strong>ESCÂNDALOS</strong></p>
<p>&gt; &gt; 1992: Impeachment do Collor (votado em julho)<br />
 <br />
&gt; &gt; 1996: Escândalo Sivam, com afastamento de ministro<br />
 <br />
&gt; &gt; 2000: Primeira cassação da história do Senado (Luiz Estevão)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2004 &#8211; Escândalo envolvendo Waldomiro Diniz (assessor de José Dirceu na Casa Civil)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2008 &#8211; Crise dos cartões corporativos<br />
 <br />
&gt; &gt; 2012 &#8211; Caso Cachoeira</p>
<p><strong>SEM ‘TRINCA’</strong></p>
<p>&gt; &gt; Prefeito, governador e presidente nunca foram do mesmo partido desde a redemocratização:<br />
 <br />
&gt; &gt; 1989: Erundina (PT)/ Quércia (PMDB)/ Sarney (PMDB)<br />
 <br />
&gt; &gt; 1993: Maluf (PDS)/ Fleury (PMDB)/ Itamar (PMDB)<br />
 <br />
&gt; &gt; 1997: Pitta (PPB)/Covas (PSDB)/ FHC (PSDB)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2001: Marta (PT)/ Covas e Alckmin (PSDB)/ FHC (PSDB)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2005: Serra (PSDB) / Alckmin (PSDB)/ Lula (PT)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2009: Kassab (DEM)/ Serra (PSDB)/ Lula (PT)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2012: Kassab (PSD)/ Alckmin (PSDB)/ Dilma (PT)</p>
<p><strong>ALTERNÂNCIA</strong></p>
<p>&gt; &gt; 1988/1992 &#8211; Erundina (PT) passou o cargo para Paulo Maluf (PDS)<br />
 <br />
&gt; &gt; 1992/1996 &#8211; Maluf fez um sucessor, Celso Pitta (PPB)<br />
 <br />
&gt; &gt; 1996/2000 &#8211; Pitta passou a Prefeitura para Marta Suplicy (PT)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2000/2004 &#8211; Marta entregou o cargo para José Serra (PSDB)<br />
 <br />
&gt; &gt; 2004/2008 &#8211; Serra não acabou o mandato. Kassab (DEM, na época) assumiu a Prefeitura e foi reeleito em 2008</p>
<p><strong>SEM ‘PADRINHO’</strong></p>
<p>&gt; &gt; 1988- Luiza Erundina não era a candidata de José Sarney<br />
 <br />
&gt; &gt; 1992- Paulo Maluf não era o candidato de Fernando Collor<br />
 <br />
&gt; &gt; 1996- Celso Pitta não era candidato de Fernando Henrique Cardoso<br />
 <br />
&gt; &gt; 2000 &#8211; Marta Suplicy também não era a candidata de FHC<br />
 <br />
&gt; &gt; 2004 &#8211; José Serra não era o candidato de Lula<br />
 <br />
&gt; &gt; 2008 &#8211; Gilberto Kassab também não era o candidato de Lula</p>
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		<title>Jobim nega pressão de Lula sobre STF</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 20:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mensalão]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Jobim]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>

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		<description><![CDATA[O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim negou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a adiar o julgamento do mensalão, usando como moeda de troca a CPI do Cachoeira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim negou hoje que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adiar o julgamento do mensalão, usando como moeda de troca a CPI do Cachoeira.</p>
<p>Reportagem da revista Veja publicada neste sábado relata um encontro de Lula com Gilmar no escritório de advocacia de Jobim, em Brasília, no qual o ex-presidente teria dito que o julgamento em 2012 é &#8220;inconveniente&#8221; e oferecido ao ministro proteção na CPI, de maioria governista. Gilmar tem relações estreitas com o senador Demóstenes Torres (sem partido, GO), acusado de envolvimento com a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.</p>
<p>&#8220;O quê? De forma nenhuma, não se falou nada disso&#8221;, reagiu Jobim, questionado pelo Estado. &#8220;O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão&#8221;, reiterou.</p>
<p>Segundo a revista, Gilmar confirmou o teor dos diálogos e se disse &#8220;perplexo&#8221; com as &#8220;insinuações&#8221; do ex-presidente. Lula teria perguntado a ele sobre uma viagem a Berlim, aludindo a boatos sobre um encontro do ministro do STF com Demóstenes da capital alemã, supostamente pago por Cachoeira.</p>
<p>Ele teria manifestado preocupação com o ministro Ricardo Lewandowski, que deve encerrar o voto revisor do mensalão em junho; e adiantado que acionaria o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, ligado à ministra do STF Carmen Lúcia, para que ala apoiasse a estratégia de adiar o julgamento para 2013.</p>
<p>Jobim disse, sem entrar em detalhes, que na conversa foram tratadas apenas questões &#8220;genéricas&#8221;, &#8220;institucionais&#8221;. E que em nenhum momento Gilmar e o ex-presidente estiveram sozinhos ou falaram na cozinha do escritório, como relatou Veja. &#8220;Tomamos um café na minha sala. O tempo todo foi dentro da minha sala, o Lula saiu antes, durante todo o tempo nós ficamos juntos&#8221;, assegurou.</p>
<p>Questionado se o ministro do STF mentiu sobre a conversa, Jobim respondeu: &#8220;Não poderia emitir juízo sobre o que o Gilmar fez ou deixou de fazer.&#8221;</p>
<p>Procurado pelo Estado, Pertence negou ter sido acionado para que intercedesse junto a Carmen Lúcia: &#8220;Não fui procurado e não creio que o ex-presidente Lula pretendesse falar alguma coisa comigo a esse respeito.&#8221;</p>
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		<title>Lula garante PSB e PC do B a Haddad</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 02:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jugattone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[haddad]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PCdoB]]></category>
		<category><![CDATA[PSB]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois meses após terminar o tratamento contra o câncer na laringe e voltar à cena política, o ex-presidente Lula começou a colher os frutos da ação eleitoral em favor de seu candidato a prefeito, o petista Fernando Haddad]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois meses após terminar o tratamento contra o câncer na laringe e voltar à cena política, o ex-presidente Lula começou a colher os frutos da ação eleitoral em favor de seu candidato a prefeito, o petista Fernando Haddad.</p>
<p>Ontem, Lula se encontrou com o presidente do PC do B, Renato Rabelo, e com Orlando Silva, ex-ministro do Esporte, para discutir os acertos finais do embarque dos comunistas na campanha de Haddad.</p>
<p>No dia anterior, articulara a anulação das prévias realizadas pelo PT no Recife para escolher o candidato a prefeito. Foi uma sinalização ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB. A ação será revertida no apoio da sigla a Haddad.</p>
<p>O ex-presidente angariou apoios que devem garantir a seu pré-candidato ao menos 6 minutos em cada blocos do horário gratuito na TV, tempo próximo ao de José Serra (PSDB).</p>
<p>O tucano, que deve entrar na disputa coligado com PSD, DEM, PV e PP, tem, por enquanto, cerca de 6 minutos e 30 segundos em cada bloco. Os minutos de TV são os ativos mais cobiçados da campanha. No caso de Haddad, ganham dimensão maior, já que o petista ainda é pouco conhecido pelo eleitor.</p>
<p>Tanto PSB quanto PC do B ainda finalizam entendimentos com o PT por aliança em cidades pelo País. Em uma delas, ambos têm candidatos fortes: Foz do Iguaçu (PR). Os petistas também avaliam a possibilidade de abrir mão de candidatura própria em Franca e em Ferraz de Vasconcelos em prol dos socialistas.</p>
<p>A aliança entre PT e PC do B passa pelo futuro político do vereador Netinho de Paula, pré-candidato a prefeito. Petistas avaliam que a ajuda a Netinho numa campanha a deputado federal em 2014 pode ser uma saída – ele estaria inclinado a não disputar a reeleição à Câmara Municipal.</p>
<p>No caso do PSB, o acerto depende da situação do presidente estadual, Márcio França. Secretário de Turismo de Geraldo Alckmin (PSDB), França trabalhou pelo apoio aos tucanos. Uma saída seria garantir o apoio do PSB à reeleição de Alckmin. Os petistas querem que os anúncios das alianças sejam feitos até dia 2, quando encontro de delegados que referendará a candidatura Haddad.</p>
<p>Redução de ISS<br />
Haddad avalia reduzir o Imposto Sobre Serviços (ISS) para micro e pequenas empresas, se eleito. Ele conversou ontem sobre o assunto com pequenos empresários. O grupo apresentou reivindicações que vão da questão do ISS a um programa de microcrédito municipal para pequenos negócios.</p>
<p><em>Julia Duailibi, Fernando Gallo e Vera Rosa</em></p>
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		<title>Ex-vereador complica Perillo</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/ex-vereador-complica-perillo/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 02:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jugattone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeira]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
		<category><![CDATA[marconi perillo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em depoimento à CPI do Cachoeira, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez complicou o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ao apresentar versão diferente da que foi dada pelo tucano para a venda de uma casa.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em depoimento à CPI do Cachoeira, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez complicou o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ao apresentar versão diferente da que foi dada pelo tucano para a venda de uma casa.</p>
<p>Preso na Operação Monte Carlo sob a acusação de integrar a máfia dos caça-níqueis no Estado, Garcez disse que ele próprio comprou a casa de Perillo, providenciando e entregando três cheques a Lúcio Fiúza, assessor do governador.</p>
<p>Em declarações anteriores, Perillo afirmou ter negociado a casa com o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão, e que Garcez teria sido apenas um intermediário na transação.</p>
<p>Numa fala de 20 minutos, Garcez, que se negou a responder às perguntas dos parlamentares, contou que Perillo lhe disse estar vendendo a mansão e aceitou receber R$ 1,4 milhão por ela. “Comprei a casa do governador e pedi um prazo”, afirmou, acrescentando que o acerto com o empresário ocorreu a posteriori.</p>
<p>Interessado, mas sem dinheiro para adquiri-la, o ex-vereador chegou, de fato, a oferecê-la a Walter Paulo, mas ele alegou que só poderia arcar com o negócio meses depois. Com isso, Garcez recorreu a Cachoeira e ao ex-diretor-geral da Delta, Cláudio Abreu, que forneceu os três cheques para que ele mesmo quitasse a mansão.</p>
<p>“Pedi ao Cláudio, meu patrão, e ao Carlinhos que me emprestassem o valor, para eu repassar ao governador. O Cláudio me arranjou três cheques, um de R$ 500 mil, outro de R$500 mil e outro de R$400 mil, para os meses de março, abril e maio”, detalhou o ex-vereador.</p>
<p>De acordo com o delegado da PF Matheus Rodrigues, que depôs à CPI, os cheques eram de Leonardo Almeida Ramos, sobrinho de Cachoeira, que seria o verdadeiro comprador.  Segundo o advogado de Garcez, Ney Teles, os cheques repassados ao governador eram da Babioli, empresa de roupas infantis com sede em Anápolis.</p>
<p>A confecção é de José Gomide Júnior e Rosane Puglise da Costa. Os dois são citados em relatório da PF. Uma das empresas do casal, a Excitante Indústria e Comércio, recebeu R$ 250 mil da conta da Alberto e Pantoja Construções.</p>
<p>Perillo diz que não se ateve, à época, a quem era o emissário dos cheques, limitando-se a depositá-los. Em 29 de fevereiro deste ano, o bicheiro foi preso na casa, onde vivia com a mulher, Andressa Mendonça. O ex-vereador explicou que seu objetivo era ficar com o imóvel ou passá-lo adiante, ganhando comissão.</p>
<p>Com o tempo, como não conseguiu vendê-lo com lucro ou levantar dinheiro para comprá-lo, começou a ser pressionado por Abreu para devolver o empréstimo.</p>
<p>“Com medo de perder meu emprego, resolvi novamente procurar o professor Walter. Não consegui vendê-la por um valor maior. Eu a vendi pelo valor de R$1,4 milhão. Recebi em dinheiro e repassei ao Cláudio, quitando, assim, a dívida dos três cheques.”</p>
<p>O ex-vereador disse ter recebido de Walter Paulo R$ 100 mil de comissão pela venda e negou que o empresário tenha participado da transação apenas para ocultar a compra por Cachoeira.</p>
<p>Governador nega contradição<br />
Perillo negou, via assessoria, contradição entre sua versão e a de Garcez. Segundo ele, a venda foi feita, de fato, ao dono da faculdade. “Garcez queria comprar a casa e não conseguiu, depois, reunir o dinheiro para fazer a aquisição. O imóvel, então, foi vendido ao sr. Walter Paulo.” </p>
<p><em>Fábio Fabrini, Alana Rizzo e Eugênia Lopes</em></p>
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		<title>Senado também deve liberar ‘conta-suja’</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 02:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jugattone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal Superior Eleitoral]]></category>

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		<description><![CDATA[Na esteira da Câmara dos Deputados, o Senado deve chancelar a liberação de candidatura de políticos que tiveram as contas eleitorais rejeitadas. A proposta visa derrubar o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral formado em março, que tornava inelegível quem estivesse nessa situação]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na esteira da Câmara dos Deputados, o Senado deve chancelar a liberação de candidatura de políticos que tiveram as contas eleitorais rejeitadas. A proposta visa derrubar o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral formado em março, que tornava inelegível quem estivesse nessa situação.</p>
<p>Quem teve contas eleitorais rejeitadas podia se candidatar em eleições anteriores porque a Justiça Eleitoral considerava inelegível apenas quem não apresentasse sua prestação de contas. Em março, porém, o TSE baixou uma nova resolução ampliando a inelegibilidade. Com esta decisão, 21 mil políticos com contas rejeitadas estariam fora da disputa, de acordo com estimativa do próprio tribunal.</p>
<p>A decisão do judiciário gerou forte movimentação política. O PT entrou com recurso contra a medida e outros 17 partidos da base e da oposição se uniram para pedir a revogação da resolução. Como o assunto não evoluiu na Justiça, os líderes partidários na Câmara fizeram um grande acordo e aprovaram a matéria na noite de terça-feira de forma simbólica em plenário.</p>
<p>Autor do projeto, o deputado Roberto Balestra (PP-GO) argumenta que a rejeição das contas sempre teve caráter administrativo para a Justiça Eleitoral. Para ele, esta ação não pode ser suficiente para restringir direitos políticos.</p>
<p>“A simples rejeição de contas de campanha eleitoral não pode, por si só, e sem outras considerações, conduzir à restrição dos direitos políticos, à falta de outros elementos configuradores de conduta reprovável do ponto de vista moral”.</p>
<p>Além de livrar a candidatura, a proposta ainda prevê multa para quem tiver as contas rejeitadas no valor da irregularidade acrescido de 10%. Os recursos devem ser destinados ao fundo partidário, distribuído justamente às próprias legendas.</p>
<p>Liminares<br />
Cerca de 21 mil políticos integram o cadastro da Justiça Eleitoral de contas rejeitadas e estão, por ora, impedidos de disputar um cargo em 7 de outubro. Após as eleições, todos os candidatos têm de prestar contas sobre gastos e arrecadações da campanha. Políticos eventualmente barrados também poderão recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Eles poderão inclusive pedir liminares para garantir o registro das candidaturas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cachoeira se cala e Delta é a &#8216;bola da vez&#8217;</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/cachoeira-se-cala-e-delta-e-a-bola-da-vez/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 01:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jugattone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>

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		<description><![CDATA[Personagem principal da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, disse “não” 48 vezes a deputados e senadores, ao se recusar a responder perguntas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Personagem principal da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, disse “não” 48 vezes a deputados e senadores, ao se recusar a responder perguntas. Com um ar irônico, que às vezes beirou o deboche, Cachoeira repetiu que só vai falar depois de sua audiência, marcada para 31 de maio e 1º de junho, na 11ª Vara de Justiça Federal, em Goiânia.<br />
A falta de colaboração teve um efeito colateral indesejado pela base aliada: colocou a Delta no alvo da CPI, que, diante da paralisia provocada por Cachoeira, deve avançar na quebra de sigilo da empreiteira em todo País, não só na região Centro-Oeste.<br />
“Não vou falar. Pedimos para reavaliar nossa vinda aqui. Quem forçou para eu vir aqui foram os senhores”, reclamou Cachoeira, ao fim das cinco perguntas feitas pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG). Depois desse momento, ele adotou uma postura entre impaciente e entediado. Cabisbaixo, passou a maior parte da sessão rabiscando um papel e repetindo: “Por instrução dos meus advogados, permanecerei calado”, “Só falo depois da minha audiência”, “Posso ajudar muito, mas depois”.<br />
Quarenta perguntas depois e passada uma hora e meia, a CPI capitulou e decidiu acatar a sugestão da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) para que a sessão fosse encerrada. “Estamos aqui perguntando a uma múmia. Não vou ficar aqui dando ouro para bandido”, disse a senadora. “Vamos ficar aqui infindáveis horas sem respostas”, concordou Cunha.<br />
O depoimento de Cachoeira seria o primeiro grande momento da CPI. Mas nem o anticlímax mudou o script de embate entre governo e oposição. De um lado, os aliados do Planalto e o PT perguntavam sobre a ligação do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, com o esquema ilegal de Cachoeira. De outro, tucanos que fizeram perguntas direcionadas ao governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiróz, que teve assessores flagrados em negociações com Cachoeira.<br />
Provocado pela oposição, Cunha contrariou a estratégia de blindagem da base aliada e defendeu a quebra do sigilo bancário da Delta em âmbito nacional e de seu principal acionista, Fernando Cavendish. O argumento é que a Operação Saint Michel – deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal, como sequência da Monte Carlo – trouxe indícios do envolvimento da cúpula da empreiteira com o esquema.<br />
Segundo integrantes da CPI, documentos obtidos na Saint Michel mostram que os ex-diretores da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e no Sudeste, Heraldo Puccini, tinham procuração para movimentar dinheiro em contas nacionais da construtora, e não apenas em suas regiões de atuação, o que implica a autorização prévia da cúpula da empresa, no Rio. “A possibilidade de quebra aumentou muito a partir das informações que recebemos hoje”, acrescentou.<br />
Liberdade negada<br />
Cachoeira permanecerá preso no presídio da Papuda, em Brasília. Por três votos a um, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade. O advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, adiantou que repetirá o pedido Supremo Tribunal Federal (STF).<br />
Alana Rizzo, Eugênia Lopes,<br />
Fábio Fabrini e Felipe Recondo</p>
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		<title>Homenagem vira ato eleitoral</title>
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		<pubDate>Tue, 22 May 2012 02:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jugattone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[fernando haddad]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Nenhum vereador tucano estava no plenário da Câmara Municipal quando Marta Suplicy aproveitou o evento em que o ex-presidente Lula recebeu o título de cidadão paulistano, a medalha Anchieta e o diploma de gratidão da cidade de São Paulo para dar aquele que pode ser considerado o verdadeiro “pontapé inicial” na campanha à Prefeitura]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>GILBERTO AMENDOLA</p>
<p>Nenhum vereador tucano estava no plenário da Câmara Municipal quando Marta Suplicy aproveitou o evento em que o ex-presidente Lula recebeu o título de cidadão paulistano, a medalha Anchieta e o diploma de gratidão da cidade de São Paulo para dar aquele que pode ser considerado o verdadeiro “pontapé inicial” na campanha à Prefeitura. Com o pré-candidato petista, Fernando Haddad, na plateia, a senadora não poupou farpas contra o PSDB e o prefeito Gilberto Kassab (PSD).<br />
“Aqui em São Paulo há duas forças claras, uma que exclui e outra que inclui. Nos últimos anos, nada de novo foi criado. Até o Bilhete Único eles conseguiram aguar. Só não acabaram com os CEUs porque o povo não deixou.” Houve quem entendesse outra fase de Marta – “só o novo não basta para governar São Paulo” – como alfinetada no próprio PT, que trabalhou para emplacar Haddad e a fez abrir mão de concorrer novamente.<br />
Haddad adotou a temática do “novo” para se contrapor a José Serra (PSDB). Questionado sobre a frase, negou atrito e disse que Marta se referia “aos oito anos de governo do PSDB e de Kassab.”<br />
Cerca de 2 mil pessoas acompanharam a condecoração (mil dentro do Legislativo e mil fora). A sessão, presidida por José Police Neto (PSD) e pelos proponentes da homenagem, os vereadores petistas Alfredinho e José Américo, começou uma hora depois do agendado. Lula, que estava com a mulher, Marisa Letícia, foi chamado de “o sempre presidente”.<br />
O hit eleitoral “Lula lá” foi repetido algumas vezes. Em vídeo de homenagem ao presidente, Haddad apareceu ao menos 3 vezes no telão. Vestindo um indefectível terno vermelho, o vereador Agnaldo Timóteo (PR) cantou música em cuja letra dizia-se ignorante por não acreditar em Lula e por “embarcar no oba-oba da classe dominante”. Com a homenagem. Timóteo recebeu, do ex-presidente, um convite para entrar no PT.<br />
Lula subiu ao palanque, homenageou a mulher (30 anos de casados), os vereadores do PT e Marta, que chamou de “melhor prefeita que São Paulo já teve” e de “vítima do preconceito da classe dominante de São Paulo”. Também rendeu homenagens a Haddad, que chamou de “melhor ministro da Educação que o País já teve”.<br />
Antes da chegada de Lula, Alfredinho disse que, “se fosse Haddad, não desgrudaria de Lula” no evento. Mas Haddad não teve chance de seguir o conselho. Marta esteve mais ao lado de Lula que o próprio pré-candidato.<br />
O presidente avisou que não falaria de improviso para não se empolgar e não gastar a voz – ele ainda se recupera de tratamento contra câncer na laringe. No discurso, lembrou sua história em São Paulo e aproveitou para agradecer a concessão de terreno na Cracolândia para o Instituto Lula, aprovada semana passada na Câmara.<br />
Sobre a eleição, Lula foi até discreto, falando mais de Marta do que de Haddad. No discurso, disse que a cidade precisa de um prefeito que a pense corretamente – e que saiba combater seus principais problemas. No momento mais emocional, Lula falou das pressões da elite para derrubá-lo e da ajuda dos movimentos sociais para ficar oito anos no poder. “É baba governar para 35%, difícil é fazer pobre andar de avião.”  ::</p>
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		<title>Polícias e MP disputam poder</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 02:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Investigações sobre Carlinhos Cachoeira revivem rivalidade entre procuradores e policiais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A CPI do Cachoeira reacendeu uma batalha travada há anos nos bastidores entre procuradores e policiais no País. O motivo é a tramitação, em passo acelerado, da Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC), que tira poderes do Ministério Público (MP) e dá exclusividade de investigações às Polícias Federal e Civil. Hoje, o MP pode conduzir investigações e não aceita em nenhuma hipótese perder o controle hierárquico dos inquéritos.<br />
Os dois lados radicalizaram nos ataques e o conflito já ameaça o resultado das investigações. A crise atingiu grau elevado nos últimos dias com declarações dos delegados das operações Vegas e Monte Carlo, que acusaram o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, Cláudia Sampaio, de “segurarem”, em 2009, o primeiro inquérito com provas que ligavam o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) à quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira.<br />
“O MP fica com esse discurso totalitário, imperial, mas o fato é que mal realiza suas tarefas e não tem preparo técnico-científico para comandar investigações nem treinamento para enfrentar bandidos na rua”, disse o delegado Marcos Leôncio Ribeiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados Federais. “O monopólio da investigação pela polícia afronta o estado de direito”, rebateu o procurador Alexandre Camanho de Assis, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.<br />
Camanho acha que a PEC cria insegurança jurídica, prejudica o combate ao crime organizado no País e facilita a impunidade. “É público e notório que a polícia é a principal acusada por violações aos direitos fundamentais de investigados no País, como retratam relatórios das Nações Unidas sobre direitos humanos, especialmente nos tópicos ‘tortura’ e ‘execuções extrajudiciais’”, disse ele, em nota enviada à comissão que analisa a PEC.<br />
Luz amarela<br />
O confronto acendeu a luz amarela no Ministério da Justiça, que chegou a articular uma reunião emergencial entre o chefe do MP e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, para restabelecer a harmonia entre as duas instituições. Mas os dois lados entenderam que, sem uma manifestação do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), o gesto seria inútil e poderia até produzir efeito contrário, uma vez que as posições nas duas corporações são inconciliáveis.<br />
Gurgel é adepto da tese segundo a qual “quem pode o mais, pode o menos”. Portanto, se o MP é titular da ação penal e responsável pelo controle externo da PF, para ele cabe sim ao órgão comandar investigações diretamente. Daiello discorda, mas acha que a questão será solucionada nos foros adequados: o Congresso, que analisa a PEC 37, e no STF, onde tramita uma ação de inconstitucionalidade, movida pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia (Adepol), contra o poder do MP de dirigir inquéritos criminais. A PEC 37 tem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)e conta a seu favor parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que reflete a posição institucional do governo sobre o tema. “Revela-se fora de dúvida que o ordenamento constitucional não reservou o poder investigatório criminal ao MP, razão pela qual as normas que disciplinam tal atividade devem ser declaradas inconstitucionais”, diz o parecer da AGU, assinado em 2007 pelo então advogado-geral José Antônio Dias Toffoli. ::</p>
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		<title>Doações? Eles têm a chave do cofre</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 02:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Prefeitura]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[doações]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[liberação de recursos]]></category>
		<category><![CDATA[tesoureiros]]></category>

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		<description><![CDATA[O ponto mais sensível de uma campanha é o caixa. Saiba como funciona 
e quem toma conta de tanto dinheiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>GILBERTO AMENDOLA</p>
<p>O candidato pode ser preparado, carismático, inteligente ou até a “última bolacha do pacote” político. Nada disso, sozinho ou combinado, vai transformá-lo no próximo prefeito de São Paulo. O que até o mais inocente entre os inocentes sabe (ou pelo menos desconfia) é que nenhuma candidatura consegue sair do chão sem um bom “caixa” – ou seja, sem fartos recursos financeiros. Só para se ter uma ideia, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a campanha vitoriosa do hoje prefeito Gilberto Kassab, em 2008, custou cerca de R$ 30 milhões.<br />
Portanto, para além de José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT), Celso Russomanno (PRB), Gabriel Chalita (PMDB) e outros, as figuras mais relevantes neste processo são os tesoureiros – aqueles que possuem as chaves do cofre e que serão responsáveis pelo controle das doações, liberação de recursos, pagamentos e contas de campanha em geral.<br />
Os partidos que as pesquisas têm apontado como protagonistas das próximas eleições foram procurados pelo JT, mas apenas três confirmaram os nomes daqueles que estarão à frente desta função. São eles: Alfredinho (PT), José Henrique Reis Lobo (PSDB) e Aildo Ferreira (PRB).<br />
O discurso do trio é bem parecido. Nenhum deles espera grandes mudanças em relação às eleições de 2008 na forma de arrecadação. “Nada parecido com aquela campanha do Obama (para presidente dos EUA, em 2008), com grande participação popular na arrecadação, nada disso. Aqui, serão as empresas, aquelas que normalmente já participam deste processo”, afirma Ferreira, tesoureiro da campanha de Russomanno. “A própria legislação dificulta outra saída. Enquanto não houver um financiamento público de campanha, nós ficaremos amarrados ao velho modelo de arrecadação”, diz Alfredinho, vereador, tesoureiro do PT municipal e também da campanha de Haddad. “Ainda é cedo para previsões. Mas acredito que essa eleição seguirá a mesma lógica das outras. Acho que conseguimos realizar campanhas equilibradas em termos de gastos”, declara Lobo, tesoureiro da campanha de Serra.<br />
Fiscalização<br />
A cartilha também deve ser a mesma quando o assunto é a fiscalização interna de cada partido – para evitar desvios de recurso, caixa 2 ou casos como o da Associação Imobiliária Brasileira, a AIB (leia ao lado). “A nossa preocupação é sempre seguir a legislação eleitoral, conhecê-la profundamente, e saber, por exemplo, quem pode e quem não pode doar. É preciso prestar atenção em alguns detalhes, como o fato de que empresas concessionárias da Prefeitura não podem doar”, diz Lobo.<br />
No sentido da arrecadação, as pesquisas eleitorais podem ser uma espécie de fiadoras do candidato – influenciando na quantidade e qualidade das doações. “Claro que com nosso candidato (Russomanno) aparecendo bem nas pesquisas, a tendência é de que as doações cresçam”, afirma Ferreira – o candidato do PRB, com 16%, figura em segundo no Ibope divulgado no dia 9, atrás de Serra, com 31%. Alfredinho pensa diferente: “Não me preocupo com os resultados das últimas pesquisas (que dão 3% para Haddad), qualquer pessoa informada sabe que o PT, em São Paulo, tem ao menos 30% das intenções de voto. Então, isso não irá afetar nossas doações.”<br />
‘Caríssima’<br />
Para o cientista político Humberto Dantas, da USP, para além dos discursos e teorias dos futuros tesoureiros, as eleições de São Paulo são, e serão, “caríssimas”. “É um processo que transcende a cidade. É uma eleição nacional, com centenas de interesses em jogo. O dinheiro envolvido nessas campanhas é, e será muito alto. Infelizmente, parte dele, impossível de ser fiscalizada.”  ::</p>
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		<title>Divulgação de salário vai virar briga judicial</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 02:04:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jugattone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>

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		<description><![CDATA[A decisão da presidente Dilma de mandar publicar na Internet os salários, com todos os penduricalhos, dos ocupantes de cargos públicos no Executivo desencadeou uma reação dos sindicatos de servidores, que foi reforçada pela resistência da Associação dos Magistrados Brasileiros e sindicatos do Judiciário, e vai acabar em uma batalha judicial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão da presidente Dilma de mandar publicar na Internet os salários, com todos os penduricalhos, dos ocupantes de cargos públicos no Executivo desencadeou uma reação dos sindicatos de servidores, que foi reforçada pela resistência da Associação dos Magistrados Brasileiros e sindicatos do Judiciário, e vai acabar em uma batalha judicial.<br />
Criada para tornar a gestão pública mais transparente, a Lei de Acesso à Informação virou alvo de discórdia. Servidores federais ameaçam ir à Justiça após a publicação do decreto determinando a divulgação na internet de salários, auxílios, ajudas de custo, jetons e “quaisquer vantagens pecuniárias,” de maneira individualizada, dos ocupantes de cargos públicos.<br />
Válido para o Executivo federal, o decreto publicado ontem no Diário Oficial da União deve constranger os poderes Judiciário e Legislativo de todo País – e vai na contramão da postura do Senado Federal, que decidiu que os vencimentos dos funcionários são informação protegida.<br />
Para o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Maurício da Costa, a divulgação de salários expõe a intimidade do servidor. “Transparência tem limite. O servidor já declara imposto de renda, vai ter exposto o contracheque pra todo mundo ver? É no mínimo quebra de sigilo, é desrespeito à intimidade do servidor e abre espaço para tudo que é mazela, sequestro relâmpago, má fé”, criticou Costa. “A presidente Dilma tem de se preocupar é com quem pratica a dilapidação do patrimônio público”.<br />
‘Legítimo direito de saber’<br />
Na avaliação do secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF, Oton Pereira, a divulgação individualizada é “invasão de privacidade”.<br />
A Controladoria Geral da União (CGU) disse que a informação sobre salário “não é de caráter estritamente pessoal porque o salário é pago com recurso público e o cidadão que paga impostos tem legítimo direito de saber sobre salários pagos com recursos que ele paga”.<br />
“Além disso, os salários dos servidores são fixados por lei e, portanto, são definições públicas desde sua origem, decorrendo de decisões tomadas publicamente pelo Legislativo, não havendo nada a esconder”, diz a CGU, que reitera que a publicação “nada tem a ver com suspeita de corrupção por parte dos servidores”.  ::</p>
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