<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
xmlns:rawvoice="http://www.rawvoice.com/rawvoiceRssModule/"
>

<channel>
	<title>Política</title>
	<atom:link href="http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica</link>
	<description>Política</description>
	<lastBuildDate>Wed, 31 Oct 2012 00:58:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.4.2</generator>
<!-- podcast_generator="Blubrry PowerPress/3.0.1" -->
	<itunes:summary>Política</itunes:summary>
	<itunes:author>Política</itunes:author>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/wp-content/plugins/powerpress/itunes_default.jpg" />
	<itunes:subtitle>Política</itunes:subtitle>
	<image>
		<title>Política</title>
		<url>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/wp-content/plugins/powerpress/rss_default.jpg</url>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica</link>
	</image>
		<item>
		<title>&#8216;Não pretendo fazer toma lá dá cá&#8217;</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/nao-pretendo-fazer-toma-la-da-ca/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/nao-pretendo-fazer-toma-la-da-ca/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2012 00:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14501</guid>
		<description><![CDATA[O prefeito eleito, Fernando Haddad (PT), disse que não vai abrigar partidos no secretariado apenas para obter votos na Câmara Municipal. Ele afirmou esperar o apoio do PSD do prefeito Gilberto Kassab e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com quem conversou ontem, e negou que vá ceder a pressões políticas. Leia mais:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O prefeito eleito, Fernando Haddad (PT), disse que não vai abrigar partidos no secretariado apenas para obter votos na Câmara Municipal. Ele afirmou esperar o apoio do PSD do prefeito Gilberto Kassab e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com quem conversou ontem, e negou que vá ceder a pressões políticas. Questionado se não seria necessário recorrer ao toma lá dá cá na política, foi taxativo: “A resposta é não. Não faço isso”. Leia mais:</p>
<p><strong>O sr. foi eleito sob a bandeira da mudança. Como vai justificar essa mudança tendo Kassab como aliado?</strong><br />
Não estou neste momento tratando das alianças. Tenho um plano de governo que foi aprovado nas urnas e que a cidade quer ver tornado realidade. Ele é meu guia para encaminhar projetos para a Câmara Municipal. Quando você tem um plano estruturado, que saiu das urnas aprovado, o diálogo com a Câmara se torna muito mais fácil de lidar.</p>
<p>O PSD pode compor seu secretariado?<br />
Leve em consideração o meu passado. Contei com apoio da oposição para aprovar duas emendas constitucionais e 40 projetos de lei. Não é possível que esse esforço feito durante meus 6 anos à frente do MEC não seja um testemunho da minha disposição para construir consensos em torno de propostas que atendam ao interesse publico. Começo a discutir isso na segunda-feira.</p>
<p><strong>O sr. está dizendo que não faz toma lá dá cá na política&#8230;</strong><br />
Olha, o que quer dizer a sua pergunta? Que eu vou colocar um interesse menor? A resposta é não. Não faço.</p>
<p><strong>O sr. fará algum gesto em direção a José Serra?</strong><br />
Recebi um telefonema muito cordial do José Serra. Nunca tivemos desavenças de caráter pessoal. Temos amigos comuns.</p>
<p><strong>Na campanha o sr. não fez comentário direto sobre o julgamento do mensalão. Ele foi justo?</strong><br />
Até pela coincidência de calendários, se eu disser que eu acompanhei uma única sessão estaria mentindo. Não cabe a não ser respeitar a decisão que foi tomada.</p>
<p><strong>Quando chegam os recursos federais para creches?</strong><br />
No caso das creches, o dinheiro já está aqui disponível. O convênio só não pôde ser feito esse ano porque é ano eleitoral.</p>
<p><strong>O sr. pretende rever proibições, com a lei do barulho?</strong><br />
A queixa de donos de bares e restaurante, pastores, não é tanto sobre a legislação, mas sobre a maneira como vem sendo aplicada. Não há previsão de revisão da lei, mas compromisso de que o tratamento será de outro tipo.</p>
<p><strong>O fim da taxa da inspeção veicular e o Bilhete Único Mensal só ocorrerão no segundo ano de governo? </strong><br />
Dei um prazo máximo. No caso da taxa, precisa de um projeto de lei, como é que vou abolir um tributo sem lei? Para o Bilhete Único eu preciso de dotação orçamentária, do valor correspondente ao subsidio, da peça orçamentária aprovada e da reformulação operacional do sistema. O sistema vai ter que se adaptar do ponto de vista da tecnologia.</p>
<p><strong>Bruno Lupion, Fernando Gallo e </strong><br />
<strong>Vera Rosa</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/nao-pretendo-fazer-toma-la-da-ca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>364</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Radar de Haddad</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/o-radar-de-haddad/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/o-radar-de-haddad/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2012 00:52:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14492</guid>
		<description><![CDATA[Não basta ser mulher do prefeito. Tem que participar. A professora universitária Ana Estela Haddad, futura primeira-dama de São Paulo, evita falar em ocupar um cargo oficial na Prefeitura a partir de 1º de janeiro. É certo, porém, que ela participará do governo do marido, Fernando Haddad (PT). Leia entrevista com Ana Estela Haddad:
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TIAGO DANTAS<br />
Não basta ser mulher do prefeito. Tem que participar. A professora universitária Ana Estela Haddad, futura primeira-dama de São Paulo, evita falar em ocupar um cargo oficial na Prefeitura a partir de 1º de janeiro. É certo, porém, que ela participará do governo do marido, Fernando Haddad (PT).<br />
“Vou poder contribuir com aquelas questões dentro das quais tenho uma história de participação: educação, saúde e da mulher”, disse Ana Estela, livre-docente da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), ontem, em entrevista ao JT.<br />
Ela ainda explicou como experiências que viu na campanha podem ajudar Haddad a tentar resgatar o “amor do paulistano por São Paulo”. Contou, ainda, como lida com a exposição dos filhos e as críticas ao marido. Leia mais:</p>
<p><strong>A sra. participou ativamente da campanha. Vai manter essa atuação no governo de Haddad?</strong></p>
<p>Não tenho isso ainda claro. Acho que vou poder contribuir com aquelas questões dentro das quais tenho uma história de participação: educação, saúde e da mulher. Sem dúvida, essa participação na campanha, de certa maneira, desperta ideias, mexe com a gente.</p>
<p><strong>Que experiências chamaram sua atenção na campanha?</strong><br />
Visitei Heliópolis (zona sul) e fiquei muito bem impressionada. Há muitos trabalhos sociais lá e eles têm uma comunidade muito organizada. Elegem suas lideranças locais, e essas lideranças interagem com o poder público para defender os interesses da comunidade. Apesar de ser uma região vulnerável do ponto de vista social, me chamou a atenção esse grau de organização e a forma como eles exercem a cidadania.</p>
<p><strong>A sra. incentivaria algum desses trabalhos sociais?</strong><br />
Visitei uma organização social chamada Gastromotiva. É um chef de cozinha que resolveu dar capacitação para jovens de baixa renda na área de gastronomia, que é altamente pulsante em São Paulo. Esse projeto tem um espaço enorme para ganho em escala, se tivesse apoio do poder público.</p>
<p><strong> Que outras ideias poderiam ter mais apoio, na sua opinião?</strong><br />
A questão da cultura. A gente tem uma diversidade cultural muito grande. A periferia é muito forte na produção de cultura. Acho que tem espaço para valorizar mais, dar visibilidade, suporte e apoio para que essas manifestações aconteçam de forma fluída.</p>
<p><strong>Como é a cidade do seus sonhos?</strong><br />
É uma São Paulo que tem tudo o que a gente tem hoje, que já é muita coisa. Mas é uma São Paulo mais humana, mais solidária, com menos preconceito. Uma cidade que convive, que gosta, que aceita e acolhe a diversidade. Essa é a nossa riqueza.</p>
<p><strong>Uma pesquisa divulgada no começo do ano pela Rede Nossa São Paulo mostrou que 56% dos paulistanos gostariam de mudar de cidade. Isso é reversível?</strong><br />
Acho que é possível. Claro que teria que fazer uma análise aprofundada dos motivos por que cada um não quer morar aqui. Acho que, no geral, é possível um resgate do amor do paulistano por São Paulo. A gente está precisando cultivar isso um pouco mais.</p>
<p><strong>O que a sra. tem a dizer sobre qualidades e defeitos do Haddad?</strong><br />
A primeira coisa é que o Fernando é vocacionado para fazer gestão. Ele não tinha passado ainda pela experiência de um cargo eletivo. Mas, vencida essa etapa, o que vem pela frente é o que ele faz melhor. Ele teve oportunidades, ao longo da sua trajetória profissional, de se dedicar ao setor privado. Teve convites. Mas acho que isso nunca fez o coração dele bater. Por mais que a vida seja um pouco mais difícil desse lado, é o lado com que ele se identifica.</p>
<p><strong>Uma vida mais difícil tem a ver com ‘ser vidraça’ e receber críticas e até acusações?</strong><br />
O Fernando disse uma coisa no discurso de domingo. Ele fez uma série de agradecimentos – e acho que a gente tem muitos agradecimentos a fazer mesmo – e ele agradeceu aos adversários. As críticas são muito importantes. A gente tem de prestar atenção nelas. Elas são um termômetro durante a gestão, para que se encontre os espaços intermediários de consenso. Você tem que abrir uma escuta para a sociedade. Ouvir as críticas é importante, desde que se separe as construtivas das vazias. Essas a gente joga fora, ri delas&#8230;</p>
<p><strong>O Haddad lida bem com críticas?</strong><br />
Acho que sim. Na época do Ministério da Educação, sempre teve uma escuta muito boa. A gente se incomoda com a crítica vazia, que não leva a nenhum lugar.</p>
<p><strong>Seus filhos também participaram bastante da campanha&#8230;</strong><br />
No caso do Frederico, que já está com 20 anos, foi uma coisa meio natural. Ele e o Fernando sempre foram muito próximos. Com a Carol (que tem 12 anos), sempre procurei fazer um balanceamento e criar um espaço onde eu pudesse dar atenção para as coisinhas dela, para o momento que ela está vivendo hoje, de uma pré-adolescente. E, na medida do possível, deixar esse momento descolado da campanha. Mas, como a campanha é uma coisa muito intensa, não tem também como não acontecer alguma participação.</p>
<p><strong>Como é na escola, na rua?</strong><br />
As pessoas identificam, perguntam. Então, na medida do possível, procurei orientá-la. Numa eleição, a discussão política surge. Muitas vezes não tem uma unanimidade: um concorda, outro discorda. E você pode, eventualmente, ouvir uma coisa que não gosta. Falei para ela não tomar isso pro lado pessoal. Por outro lado, é um aprendizado também vivenciar isso. Por exemplo, ela foi na última carreata da campanha, em Cidade Tiradentes (zona leste), num sábado à tarde. As primeiras carreatas foram mais frias. Mas essa foi animada, todo mundo na rua. E ela gostou muito. Ainda que fique um pouco preocupada com a superexposição deles, participar da nossa vida os ajuda a compreender melhor as ausências.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/o-radar-de-haddad/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>361</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>106 promessas em quatro anos</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/106-promessas-em-quatro-anos/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/106-promessas-em-quatro-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2012 01:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Haddad]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14489</guid>
		<description><![CDATA[Eleito com 55,57% dos votos, o petista Fernando Haddad terá exatos 1.461 dias para cumprir o que prometeu]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FELIPE ODA</p>
<p>Eleito com 55,57% dos votos, o petista Fernando Haddad só irá assumir o cargo de prefeito no próximo dia 1º de janeiro. Seu mandato, que encerrará em 31 de dezembro de 2016, terá exatos 1.461 dias (quatro anos e um dia a mais, o 29 de fevereiro de 2016). Neste período, Haddad terá em média 13 dias para cumprir cada promessa feita durante a campanha eleitoral – ao todo, lançou 106 compromissos.</p>
<p>O número é inferior ao prometido na gestão anterior de Gilberto Kassab (PSD): 129. Entre as promessas do atual prefeito, figuram algumas propostas já conhecidas pelo paulistano, como a construção de 150 quilômetros de corredores de ônibus e três hospitais públicos – em Parelheiros, Vila Matilde e na Brasilândia –, que não saíram do papel no segundo mandato de Kassab (2008-2012). A herança, inclusive, foi motivo de ataques do petista contra seu adversário, o tucano José Serra, aliado do ex-prefeito.</p>
<p>Também na área da saúde, Haddad investiu na divulgação da criação da Rede Hora Certa – 31 unidades espalhadas nas subprefeituras, onde o paciente poderá fazer exames de imagens e pequenas cirurgias com hora marcada.<br />
No programa de governo petista há também outra promessa muito trabalhada no período eleitoral: a criação do Arco do Futuro. O projeto prevê um novo anel viário na cidade, para promover o desenvolvimento econômico, social e de ocupação de território.</p>
<p>Mas nem todas as promessas são concretas. A maioria dos compromissos de Haddad ainda precisa ser detalhada. Nem no plano de governo do petista há informações aprofundadas, por exemplo, sobre as Comissões Civis Comunitárias ou do estoque de terrenos ou glebas destinados à produção de unidades habitacionais populares.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/106-promessas-em-quatro-anos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>407</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Questão de conteúdo</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/questao-de-conteudo/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/questao-de-conteudo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2012 00:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Haddad]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14486</guid>
		<description><![CDATA[Composição do secretariado e relação com a Câmara Municipal serão desafios iniciais do petista. Ele terá de lidar ainda com a influência de Lula, do partido e de aliados, além de equilibrar seu perfil acadêmico com o ‘jogo de cintura’ político]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Felipe Oda e Gilberto Amendola</p>
<p>FELIPE ODA</p>
<p>GILBERTO AMENDOLA</p>
<p>No início da campanha, especialistas tentavam entender por que um candidato do PT não conseguia atingir os 10% das intenções de voto. O emaranhado de teorias incluía o desgaste do partido, o mensalão, um suposto erro de Lula ao indicar um “poste” para a disputa e até a dificuldade do eleitorado mais humilde em dizer o sobrenome do candidato.<br />
Desde ontem, aquele desconhecido, que iniciou a trajetória com 3% nas pesquisas, é o próximo prefeito. A vitória de Fernando Haddad teve como base a oposição entre dois conceitos bem simples: o “novo” contra o “velho”. Resta saber se dentro desta “nova” embalagem também existe conteúdo.</p>
<p>Acusado por adversários de não conhecer São Paulo e confundir o Itaim Paulista com o Itaim Bibi, Haddad passou parte da disputa tentando reforçar seus laços com a própria cidade. Como qualquer candidato em campanha, moldou sua história ao clichê do paulistano típico. Um exemplo foi a lembrança de ajudar o pai em uma loja de tecidos, na Rua 25 de<br />
Março. Um Haddad e uma loja de tecidos na 25. Fosse personagem da novela das sete, seria o suficiente.<br />
Embora uma eleição tenha todos os elementos de um folhetim, não foi o Haddad da loja de tecidos quem venceu. De pessoas próximas ao eleito, o JT ouviu duas palavras para defini-lo: “acadêmico” e “intelectual”. Portanto, para entender Haddad é preciso retroceder até os seus tempos de USP.</p>
<p>Para José Carlos Madia de Souza, presidente da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP (Fundação Arcadas), Haddad sempre mostrou afinidade política com os movimentos de esquerda. “Em 1984, Eugênio Bucci foi eleito presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito, pela chapa The Pravda. Seu sucessor era Haddad, que o ajudou com o partido estudantil.” O presidente da Arcadas lembra que Bucci e Haddad também já eram filiados ao PT na época.</p>
<p>O fato de ser reconhecido como um intelectual pode trazer “dificuldades” e “facilidades” ao prefeito. Para o cientista político Cláudio Couto, da FGV, será interessante ver alguém com uma visão mais de “fora pra dentro” das questões da cidade. “Pode representar uma ascensão dos intelectuais dentro da administração pública, uma formação mais técnica dentro do seu secretariado”. Já o especialista Humberto Dantas, da USP, acredita que as credenciais podem até atrapalhá-lo. “Pode faltar jogo de cintura. As coisas da academia têm um ritmo muito diferente da administração pública. O acadêmico é solitário. O político não&#8230;”.</p>
<p>A falta de experiência política pode ser outro teste de fogo para Haddad – que tem em seu currículo apenas cargos administrativos: foi analista de investimento do Unibanco, consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, chefe de gabinete da secretaria de Finanças da Prefeitura no governo Marta Suplicy, assessor especial do ministério do Planejamento, secretário executivo do Ministério da Educação e ministro da pasta.</p>
<p>Secretariado e Câmara<br />
Vereadores da coligação que o elegeu já começam a mostrar certo desconforto com o que identificam como uma personalidade “centralizadora”. Os próximos movimentos para a formação do secretariado devem ser tensos, pois envolverão uma costura que terá de contemplar correntes do PT – como os grupos do presidente da sigla, Rui Falcão, dos deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini e da ministra da Cultura, Marta Suplicy, por exemplo – e aliados como PC do B, PSB e PMDB.</p>
<p>A votação do Orçamento de 2013 deve ser um “termômetro” da relação de Haddad com a Câmara Municipal. Outro desafio será a eleição do presidente da Casa, em 1º de janeiro, que em 2005 pegou de surpresa o recém-empossado José Serra (PSDB) com a vitória da oposição e do Centrão.</p>
<p>Neste quadro, ainda sobrevive o receio de Haddad não conseguir se livrar da influência do seu padrinho político, Lula: “A trajetória não indica que Haddad será uma ‘marionete’ petista na capital. Ele é um intelectual com grande influência em setores acadêmicos e ligados a educação. Acredito que irá imprimir rapidamente um grau de autonomia e gestão”, diz o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV. ::</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/questao-de-conteudo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>330</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ibope e Datafolha apontam vitória de Haddad hoje</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/ibope-e-datafolha-apontam-vitoria-de-haddad-hoje/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/ibope-e-datafolha-apontam-vitoria-de-haddad-hoje/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2012 01:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Haddad]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14483</guid>
		<description><![CDATA[Petista tende a vencer o adversário por pelo menos 16 pontos de diferença, indicam os dois institutos. José Serra (PSDB) liderou o 1º turno, mas ficou atrás em toda a reta final]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Haddad (PT) deve vencer José Serra (PSDB) e ser o próximo . Em pesquisa Ibope/TV Globo/Estado, ele tem 59% de votos válidos, contra 41% do tucano. Sobre o levantamento anterior, Haddad oscilou dois pontos porcentuais para cima. Serra recuou dois. Nos votos totais, incluídos entrevistados que pretendem votar nulo ou em branco, o placar é de 50% a 35%.</p>
<p>A pesquisa foi feita entre quinta e ontem – parte das 1.204 entrevistas ocorreu após o último debate, na TV Globo. A margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.<br />
Haddad, que chegou atrás de Serra no 1º turno, liderou a corrida em toda a segunda etapa. No primeiro Ibope, concluído em 11 de outubro, ele tinha 12 pontos porcentuais a mais que o tucano nos votos válidos (56% a 44%). A vantagem agora é de 18 pontos.</p>
<p>A geografia do voto mostra que Haddad terá vitória folgada nas áreas periféricas e resultado próximo do de Serra nas áreas onde o PT é historicamente rejeitado. Na chamada zona petista, formada por áreas onde os candidatos do PT venceram as eleições de 2008 e 2010, Haddad lidera por 72% a 28%. Estão nessa categoria os bairros mais pobres e periféricos. Na zona volúvel, onde o PT perdeu ao menos uma das últimas três eleições, o líder também é Haddad: 67% a 33%. E na zona antipetista – central e mais rica –, onde o partido perdeu todas desde 2008, há empate técnico: 51% a 49% para o tucano.</p>
<p>Haddad tem vantagem entre os evangélicos: 64% a 36%. No eleitorado católico, ele vence por 58% a 42%. Também conquistou sete entre dez eleitores que votaram em Celso Russomanno (PRB). Serra ficou com 24% desse contingente.<br />
Entre os eleitores de Gabriel Chalita (PMDB), 57% migraram para o petista e 43% para o tucano.<br />
Por faixa etária, Serra alcança o rival só entre os maiores de 50 anos (51% a 49% para o tucano). Haddad abre vantagem entre quem tem de 16 a 24 anos (73% a 27%). O tucano vence no eleitorado com curso superior: 54% a 46%. Nas demais faixas de escolaridade, Haddad tem 60% dos votos.</p>
<p>Resultado similar<br />
Pesquisa do Instituto Datafolha feita entre sexta e ontem aponta Haddad com 58% dos votos válidos (48% dos totais) e Serra, com 42% dos válidos (34%). Foram entrevistadas 3.992 pessoas e a margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. A enquete foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com protocolo 01928/2012.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/ibope-e-datafolha-apontam-vitoria-de-haddad-hoje/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>342</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Clima tenso no último debate</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/clima-tenso-no-ultimo-debate/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/clima-tenso-no-ultimo-debate/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Oct 2012 19:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14478</guid>
		<description><![CDATA[O clima tenso entre as campanhas de Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) se refletiu no último debate entre os candidatos à Prefeitura, na Globo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O clima tenso entre as campanhas de Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) se refletiu no último debate entre os candidatos à Prefeitura, na Globo. O ponto máximo de nervosismo ocorreu quando o petista e o tucano trocaram acusações sobre mensalão. Eles ainda procuraram se desvincular, de modo sutil, de “pontos fracos” – o comando partidário, no caso de Haddad, e o prefeito Gilberto Kassab (PSD), no de Serra.</p>
<p>O candidato do PT partiu para o ataque desde o primeiro bloco, mostrando nervosismo em alguns momentos – prometeu “150km de metrô” e eram de ônibus e confundiu réplica com nova pergunta. Também teve momentos de ironia contra o tucano, como quando disse, sobre o assunto educação, que o “estava orientando para ele não cometer deslize de novo”. Serra devolveu em questão de saúde, acusando o rival de “não estar familiarizado com o tema”. E chegou a dizer que o concorrente “estava muito nervoso e agressivo”. “O que você nota de nervosismo é indignação. Corri a cidade e vi seus problemas”, rebateu o ex-ministro da Educação.</p>
<p>No início do segundo bloco, porém, coube a Serra perguntar sobre corrupção. O tucano pediu que Haddad “explicasse” as condenações de dirigentes petistas à prisão no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). “Hoje, quando se fala em corrupção, a lembrança imediata é a do mensalão.” O concorrente do PT devolveu: Tudo isso começou em Minas com o PSDB, que será julgado agora. Quem elaborou tudo isso foi o presidente do seu partido, o Eduardo Azeredo.” Apesar de dizer que seu partido defendeu a apuração do caso, Haddad tentou se desvincular do comando partidário. “Você (Serra) foi da cúpula do PSDB, eu não, nunca militei na instância partidária.”</p>
<p>Já Serra tentou dar um caráter “popular” ao mensalão: “O valor desviado (no esquema), R$ 200 milhões atualizados, daria para fazer 400 AMAs. Mensalão é tirar dinheiro do povo.” Haddad, então, citou o ex-diretor do Departamento de Aprovação de Projetos (Aprov) da Prefeitura, Hussain Aref Saab, nomeado por Serra no cargo, em 2005, e que tem seu patrimônio investigado pelo Ministério Público. “Um só servidor da Prefeitura enriqueceu esse valor. Sabe-se Deus o que está por trás disso.”</p>
<p>O tucano também tentou se descolar de Kassab quando cobrado por Haddad a avaliar a gestão do aliado político. Disse que Kassab se reelegeu em 2008, e que a cidade teve avanços, mas também “houve problemas, e os problemas continuam”. “Minha candidatura é para resolver os problemas da cidade.” Quando o petista disse que o secretariado do prefeito tinha integrantes indicados por Serra, ele respondeu que Kassab fez mudanças na equipe, e que, quando foi eleito governador em 2006, levou aliados para o Estado.</p>
<p>A saúde foi um dos temas mais evocados pelos candidatos, também com momentos tensos. Ao ser questionado por Serra sobre o Mãe Paulistana, voltado a mulheres grávidas, Haddad acusou o rival de “ver a mulher só como gestante”. “O Mãe Paulistana é um bom programa, mas não se pode restringir a saúde da mulher a ele.”</p>
<p>Ao criticar o rival por não propor parcerias com o governo federal, porém, Haddad abriu flanco para Serra afirmar que os petistas querem encerrar parcerias com Organizações Sociais (OSs) que atuam na saúde da capital. O petista negou e acusou o tucano de querer “privatizar” 25% dos leitos do Hospital das Clínicas para planos de saúde. Mas Serra ainda conseguiu encaixar seu discurso: “Por que só pessoas mais ricas podem ter atendimento padrão Einstein?”, disse, em referência ao hospital que é um dos parceiros da Prefeitura nas OSs.</p>
<p>O tucano, porém, teve de se desviar de questão de Haddad sobre o aumento dos homicídios na capital. Serra repetiu projetos e prometeu “iluminar toda cidade em um ano” e que “não brigaria com o governo federal” no setor. Virou alvo do petista. “Se você pode iluminar a cidade em um ano, por que não o fizeram em oito?” Haddad ainda criticou Serra pela não entrega dos três hospitais prometidos por Kassab em 2008, de novos corredores de ônibus e de atrasar obras prometidas de metrô.</p>
<p>Houve, ainda, um momento de curiosidade, com citações de Levy Fidelix, candidato do nanico PRTB. Haddad acusou Serra de “tirar da cartola” proposta de dobrar o Bilhete Único de 3h para 6h. O tucano respondeu que a ideia vinha “da cachola, não da cartola”. “Da cachola do Levy Fidelix”, emendou o petista.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/clima-tenso-no-ultimo-debate/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Evangélicos e a favor do &#8216;kit gay&#8217;</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/evangelicos-e-a-favor-do-kit-gay/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/evangelicos-e-a-favor-do-kit-gay/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 02:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[GILBERTO AMENDOLA]]></category>
		<category><![CDATA[kit gay]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14473</guid>
		<description><![CDATA[Fiéis de igreja que admite homossexuais defendem material anti-homofobia que virou tema eleitoral. Questionados sobre a polêmica do kit, os fiéis não tiveram nenhum constrangimento em emitir suas opiniões]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>GILBERTO AMENDOLA</p>
<p>O eleitor é um estereotipado por natureza. Um punhado de marqueteiros, candidatos, especialistas e jornalistas já sentenciaram que “se é pobre, e mora na periferia, vota assim; se é rico, e mora no centro, vota assado”. Claro que, quando o chamado “kit gay” – como críticos chamam o material anti-homofobia – entrou no radar da campanha municipal, a coisa piorou: “Se é evangélico, vota&#8230;”</p>
<p>Mas há pelo menos uma igreja na Avenida São João, no centro da cidade, que embaralha os estereótipos. Seus frequentadores são crentes fervorosos, homossexuais e a maioria deles votaria em um candidato que defendesse, abertamente, a distribuição do tal kit nas escolas públicas. Independente do partido do concorrente.</p>
<p>“Na escola, a gente aprende a respeitar os índios, mas nem por isso viramos índios. Penso que com o kit gay seria a mesma coisa. As crianças aprenderiam a respeitar os homossexuais. Não vejo problema nisso”, diz a pastora Lanna Holder, de 37 anos. “Do ponto de vista religioso, Deus não distingue. Ama a todos de forma igual”, completa ela, também homossexual.</p>
<p>A reportagem visitou a igreja Cidade de Refúgio – onda Lanna e sua esposa, a também pastora e cantora gospel Rosania Rocha, de 39 anos, pregam. A primeira impressão? Esqueçam os clichês. A fachada não é pintada de rosa, ninguém se veste de forma extravagante e a música não é eletrônica.</p>
<p>Quem já foi a qualquer culto evangélico quase não nota diferença. Afinal, o fervor dos pastores, a beleza dos cânticos, o embate contra o demônio e até o “momento dízimo’ são rigorosamente iguais. Os mais observadores podem notar discretos casais de mãos dadas, pais acompanhando filhos homossexuais e uma acolhida mais calorosa aos visitantes – que ao serem apresentados recebem gritinhos de “uh-hu” como sinal de boas-vindas.</p>
<p>A base da pregação é, obviamente, a Bíblia. A diferença é o tom. No culto acompanhado pela reportagem, o tema foi o medo. Em uma das passagens, Lanna afirmou: “O gay não veio ao mundo para ter medo de ataque homofóbico ou viver escondido”. Num momento pungente da pregação, ela afirmou que “o crente precisa deixar de ser uma pessoa movida pela calamidade”.</p>
<p>Toda a pregação apontava para o lado oposto ao clichê que a campanha eleitoral tentou grudar. “O (pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas) Malafaia não é porta voz de todos os evangélicos. Ele não me representa. Eu, por exemplo, seria a favor do kit gay”, diz a pastora Rosania.</p>
<p><strong>Recrutamento</strong> &#8211; Questionados sobre a polêmica do kit, os fiéis não tiveram nenhum constrangimento em emitir suas opiniões. “Ser contra o kit é uma ignorância. O que as pessoas não entendem é que não se recrutam gays. Ou se é ou não se é. Existe um discurso pseudo religioso que acaba, infelizmente, assustando as pessoas”, diz Mariana Maná, 24 anos, empresária.</p>
<p>“Também seria a favor do kit nas escolas. Acho que quanto mais cedo você combate o preconceito, melhor. Acho que as crianças deveriam aprender a lidar com a diversidade da vida”, argumenta o publicitário Roberto Carlos Lopes, de 23 anos.</p>
<p>Para o estudante de direito Marcus Vinicius Novaes, de 20 anos, a questão do kit não é “ser contra ou a favor”. “A questão é como ele seria usado. Nas mãos de um maluco, até a Bíblia pode ser um instrumento ruim.”</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/evangelicos-e-a-favor-do-kit-gay/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Campanha tem &#8216;paz, amor e críticas&#8217;</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/campanha-tem-paz-amor-e-criticas/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/campanha-tem-paz-amor-e-criticas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 02:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Haddad]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Frazão]]></category>
		<category><![CDATA[fernando haddad]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Suzana Inhesta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14470</guid>
		<description><![CDATA[Fernando Haddad, disse que vai evitar na reta final da campanha revidar eventuais críticas do adversário José Serra (PSDB). O tucano, por sua vez, direcionou seus ataques ao programa de governo do petista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FELIPE FRAZÃO E SUZANA INHESTA</p>
<p>Líder nas pesquisas, o candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, disse que vai evitar na reta final da campanha revidar eventuais críticas do adversário José Serra (PSDB). O tucano, por sua vez, direcionou seus ataques ao programa de governo do petista.</p>
<p>Questionado se adotaria o slogan usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – “Lulinha paz e amor” – em 2002, Haddad afirmou que jamais tomou a frente em agressões pessoais na campanha. “Estilo Haddad paz e amor sempre. Eu nunca entrei nesse clima de belicosidade. Quando eu tinha 3% (das intenções de voto) eu era o mesmo sujeito de hoje”, disse Haddad, durante café da manhã no Sindicado dos Bares e Restaurantes, na região central da cidade.</p>
<p>Durante o evento das mulheres do PTB, também no centro, Serra disse que o programa de governo de seu adversário possui “ideias alucinadas”. “De todo o programa do PT, a pior parte são ideias alucinadas”, afirmou. “O PT vai fazer uma devastação na área da saúde em São Paulo.”</p>
<p>O tucano voltou a citar a “ameaça” do PT de “expulsar” as entidades parceiras da saúde em São Paulo, como os hospitais Santa Marcelina, Santa Catarina, Santa Casa, além de profissionais da Universidade de São Paulo, ao dizer que num eventual governo do partido esses contratos serão cancelados. O tucano disse que no programa do PT não existe nenhuma menção à palavra gestante e gravidez. “É um programa terceirizado que foi escrito por um pessoal que não tem conhecimento”, afirmou. “O pior aspecto da gestão do PT em governos – aqui em São Paulo e federal – é educação e saúde. Então o risco que se corre agora é muito grande.”</p>
<p>Apesar de Haddad prometer postura mais propositiva, a campanha petista reservou tempo no horário eleitoral e nas inserções de propaganda na TV para se defender da campanha adversária. Haddad alega que a medida foi tomada porque o tucano não aceitou um acordo proposto por ele, segundo o qual ambos reservariam a reta final apenas para debater propostas.</p>
<p>“Liguei para o pessoal do marketing recomendando que o tempo fosse cada vez mais dedicado a propostas. Obviamente que algum tempo para me defender tenho que ter. Não pode ficar sem resposta nenhuma, porque o eleitor começa a achar estranho: ‘Você não se defende?’”, disse Haddad. “Não posso antecipar a estratégia do meu adversário. Fiz um convite público (a Serra para que a campanha tratasse apenas de propostas) e ele permanece.”</p>
<p>Haddad argumentou que os eleitores poderiam se motivar a ir votar caso os últimos debates públicos abordassem somente programas para a cidade.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/campanha-tem-paz-amor-e-criticas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vereador eleito é contra redução da maioridade penal</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/vereador-eleito-e-contra-reducao-da-maioridade-penal/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/vereador-eleito-e-contra-reducao-da-maioridade-penal/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Oct 2012 02:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Ari Friedenbach]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Café]]></category>
		<category><![CDATA[Liana]]></category>
		<category><![CDATA[Liana Friedenbach]]></category>
		<category><![CDATA[PPS]]></category>
		<category><![CDATA[vereador]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14466</guid>
		<description><![CDATA[O vereador eleito pelo PPS Ari Friedenbach - que teve a filha Liana assassinada em 2003 - explica porque é contra a redução da maioridade penal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista à TV Estadão, o vereador eleito pelo PPS Ari Friedenbach - que teve a filha Liana assassinada em 2003 &#8211; explica porque é contra a redução da maioridade penal, mas a favor da responsabilização do menor que comete crimes hediondos. Liana e o namorado Felipe Café foram assassinados por cinco pessoas, entre elas um menor conhecido como Champinha. Friedenbach diz que acha que a justiça foi feita no julgamento dos homens que mataram a sua filha. Veja entrevista abaixo:</p>
<p><embed id="mpl" width="455" height="380" flashvars="&amp;file=http://img.estadao.com.br/videos/8B/F9/F8/8BF9F87D620546E4A4C13EE9BFD34DA5.xml&amp;autostart=false&amp;playlistsize=90&amp;image=http://tv.estadao.com.br/app/estadao/tvestadao/videos-proxy.php?guid=8bf9f87d-6205-46e4-a4c1-3ee9bfd34da5" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" src="http://www.estadao.com.br/estadao/novo/jwplayer/player.swf" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/vereador-eleito-e-contra-reducao-da-maioridade-penal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O debate dos &#8216;sem resposta&#8217;</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/o-debate-dos-sem-resposta/</link>
		<comments>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/o-debate-dos-sem-resposta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Oct 2012 03:28:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal da Tarde</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/?p=14463</guid>
		<description><![CDATA[“Você não respondeu à minha pergunta” certamente foi a frase mais repetida no primeiro debate do segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Você não respondeu à minha pergunta” certamente foi a frase mais repetida no primeiro debate do segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). O petista teve como tática principal “colar” o rival à gestão de Gilberto Kassab (PSD) e cobrar os três hospitais que o prefeito prometeu e não entregou. Já o tucano adotou como estratégia falar de suas realizações na Prefeitura e no governo estadual, e atacar as gestões de Haddad no Ministério da Educação (MEC) e de Marta Suplicy na Prefeitura, citando também o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. Temas polêmicos como o mensalão e a investigação sobre o ex-diretor do Aprov Hussain Aref Saab, porém, foram citados de forma sucinta ou sequer mencionados. </p>
<p>As citações de Dirceu e Kassab geraram momento insólito no debate. Serra e Haddad se acusaram de estarem “obcecados” pelos aliados dos adversários. “Serra, você tem obsessão pelo Zé Dirceu, talvez porque tenha sido amigo dele tantos anos”, disse o petista. “Você que tem obsessão com o Kassab. O PT quis trazer o PSD do Kassab. Você só fala dele, não de seus planos”, devolveu o tucano, que ouviu ironia do rival: “Pode parecer difícil entender (por que a citação de Kassab), mas é o atual prefeito. Vou falar de quem?”</p>
<p>Ao contrário de outros debates, Serra citou e defendeu Kassab, que tem baixa aprovação junto ao eleitorado. O tucano disse que ele e o prefeito fizeram mais creches que a gestão Marta, da qual Haddad fez parte. O tucano também evitou ataques mais pesados ao adversário, após uma semana em que registrou queda nas pesquisas – que, segundo analistas, estaria ligada à agressividade da campanha. O tucano deu, inclusive, “boa noite” ao rival.</p>
<p>A primeira pergunta de Serra foi uma “casca de banana” para Haddad: ele listou realizações de suas gestões e perguntando a cada uma: “É coisa de pobre ou de rico?” O petista rebateu: “Depende de como você leva à frente os projetos”. Ao ser acusado de não responder, lembrou de projeto do governo estadual na gestão Serra que reservava parte do atendimento do Hospital das Clínicas para planos de saúde: “Quem queria vender leitos do SUS para planos de saúde não pode estar pensando em pobre.” Ele ainda voltou ao tema outras vezes durante o debate, tentando ligar Serra ao conceito de “privatização” – tática usada pelo PT nas últimas eleições.</p>
<p>Depois de mostrar irritação com a pergunta de Serra – o acusou de “descartar aliados” e de “esconder FHC e Kassab” –, Haddad tentou “baixar a temperatura”, dizendo querer propor acordo com o rival para “discutir propostas”. “Ouço queixas sobre a truculência da campanha. Não devemos à cidade uma campanha de alto nível na reta final?” Após discutir questões de educação, o tucano fez seu ataque mais pesado da noite: “Se tem algum partido especialista em baixaria, é o PT. É o estilo Zé Dirceu que está cada vez mais sendo usado em São Paulo.” Serra voltou a citar o ex-ministro ao acusá-lo de tentar derrubar na Justiça as parcerias na Saúde, mas foi sucinto ao tratar da condenação dele pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no mensalão.</p>
<p>As gestões de Kassab e Marta também foram bastante exploradas. Haddad cobrou mais de uma vez os três hospitais prometidos pelo prefeito na campanha de 2008, que não foram entregues. Também disse que o atual governo não entregou corredores de ônibus que anunciou e ironizou o rival, que culpou o Tribunal de Contas do Município (TCM) pela demora na entrega de hospitais. “Nesse caso (dos ônibus) vai culpar o TCM também? Certamente o Serra achará um culpado para mais esse fracasso do Kassab.”</p>
<p>O petista ainda repetiu, mais de uma vez, que “a população quer mudança”, tentando reforçar a tática de colar no tucano a administração de Kassab.<br />
Serra, por sua vez, usou a administração da petista para ironizar o adversário quando cobrado sobre a taxa da inspeção veicular – que Haddad prometeu extinguir. “Olha, Haddad, você é muito corajoso levantando o assunto de taxas. Você foi o ideólogo da Martaxa e da taxa do lixo.” Após chamar a taxa da inspeção de “escandalosa”, o petista disse que Serra “só olha para o passado e não fala nada sobre o futuro da cidade”. O tucano ainda disse que Marta não entregou os hospitais de Cidade Tiradentes e do M’Boi Mirim.</p>
<p>O candidato do PSDB ainda criticou a gestão do rival no MEC, dizendo que não houve investimentos em São Paulo em áreas como construção de creches. “Se o ministério quisesse fazer, faria”, afirmou. “Falar é fácil, difícil é fazer.” Haddad, por sua vez, rebateu dizendo que as gestões de Serra e Kassab recusaram auxílio da União. “As coisas não vão bem em São Paulo porque vocês viraram as costas para o governo federal.”</p>
<p>Além da gestão federal, o debate acabou extrapolando os limites da cidade. Serra cobrou Haddad pela demora na obra da uma universidade em Osasco. Segundo ele, o rival e o ex-presidente Lula chegaram a lançar a pedra fundamental da construção, que não teria sido concluída. Haddad devolveu: “Você não deve ir a Osasco há muito tempo, talvez porque o candidato do PSDB lá (Celso Giglio) foi cassado pela Ficha Limpa e nós vencemos.”</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/o-debate-dos-sem-resposta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

<!-- Dynamic page generated in 0.651 seconds. -->
<!-- Cached page generated by WP-Super-Cache on 2013-05-21 04:27:29 -->
