Excesso de nomes adia escolha de vices
- 12 de junho de 2012 |
- 23h07 |
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Categoria: Eleições 2012
A pulverização de postulantes a prefeito e o impasse na costura de alianças atrasaram a escolha dos pré-candidatos a vice na capital. Por ora, há só duas chapas completas: a de Soninha Francine (PPS) com Lucas Albano (PMN) – única sigla que a apoia – e do deputado Paulinho da Força (PDT) com o colega de partido Joaquim Grava, médico do Corinthians.
Legendas que colocaram o posto à disposição de outras anunciarão seus nomes às vésperas das convenções, que começaram no domingo e vão até dia 30. Pré-candidatos que pretendiam dar a vice da chapa em troca de apoio e minutos da propaganda eleitoral estão indefinidos, como Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB).
Agora, ambos tendem a buscar um nome entre as siglas nanicas que conseguiram atrair. No caso de Russomanno, o único nome colocado é o da mulher do presidente do aliado PTN, José de Abreu. Embora Chalita espere alguma aliança de última hora, como PP e PC do B, o PMDB já admite que, se isso não ocorrer, a tendência é pedir um nome dos apoiadores PSC e PTC.
A chapa pura – o ex-ministro Delfim Netto chegou a ser cotado – é considerada pouco provável. No caso do PTB, porém, deve ser a saída, com o presidente licenciado da OAB paulista, Luiz Flávio D’Urso e Marlene Campos Machado, mulher do deputado estadual Campos Machado.
Com mais siglas aliadas definidas até o momento, José Serra (PSDB) é quem tem mais opções. Ele tem adiado a nomeação porque, avalia, antecipar “dá confusão”. O fato de ele ter deixado a Prefeitura antes do meio do mandato, em 2006, põe seu próximo vice sob os holofotes.
Políticos próximos a Serra dão como certa a indicação de Alexandre Schneider, secretário da Educação de Gilberto Kassab. Ex-tucano, ele é filiado atualmente ao PSD do prefeito. Mas Serra tem mais três opções fortes: os ex-secretários estaduais Rodrigo Garcia (Assistência Social, DEM), Andrea Matarazzo (Cultura, PSDB) e o ex-secretário municipal do Verde Eduardo Jorge (PV).
Embora não tenha ainda selado alianças em torno de sua pré-candidatura, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad já tem nomes cotados para a vice de sua chapa. O PC do B deve indicar a deputada estadual Leci Brandão.
O PSB, com quem as negociações estão mais avançadas, tem três nomes: a deputada federal Luiza Erundina – que conta com a simpatia de Haddad –, o reitor da Uninove Eduardo Storópoli, que tem bom trânsito com o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, e o advogado Pedro Dallari.
Racha e aliança
O PSB resolveu romper a aliança com o PT em Recife e lançar candidato próprio. Apesar do racha no Estado, a coligação em torno de Haddad foi mantida em São Paulo. Um dos cotados a vice da presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014, Campos avalia que o apoio a Haddad, pedido pessoal do ex-presidente Lula, é vital para costurar a parceria futura.
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