Dilma fará reforma ‘light’ nos ministérios
- 26 de dezembro de 2011 |
- 23h00 |
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Categoria: Dilma Rousseff, Governo Federal
Disposta a evitar novas brigas com a base aliada logo no início do ano eleitoral de 2012, a presidente Dilma Rousseff planeja agora reforma ministerial mais modesta, chamada no Palácio do Planalto de “balanceamento” da equipe. A ideia é evitar mudanças bruscas ou desalojar partidos que compõem a coalizão.
Antes de sair de férias, na sexta-feira, Dilma deu aos auxiliares a seguinte ordem: “Não fiquem especulando sobre a reforma porque não quero que este seja o assunto do recesso”. A cúpula do PR pediu a Dilma para trocar o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que assumiu o posto com a queda de Alfredo Nascimento, em julho. O partido alega ter sido o único a não indicar o sucessor do ministro defenestrado e exige a substituição de Passos para se reintegrar à base aliada. Uma ala quer emplacar o deputado Luciano Castro (RR) e outra, Milton Monti. Por ora, Dilma resiste.
Embora a presidente não tenha definido o formato final da equipe, o PSB do governador do Ceará, Cid Gomes, tem chance de retomar o Ministério da Ciência. O titular, Aloizio Mercadante, vai a para Educação, no lugar de Fernando Haddad (PT), candidato à Prefeitura.
Em conversas reservadas, a presidente avaliou que o PSB terá de abrir mão ou da Secretaria dos Portos ou do Ministério da Integração Nacional, se quiser reconquistar Ciência. Apesar de interessada em afagar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos – presidente do PSB e possível candidato ao Planalto, em 2014 –, Dilma avalia que os socialistas não podem ter “latifúndio”.
No cenário de hoje, é dado como certo o rearranjo de 5 das 38 pastas na Esplanada, mas a configuração pode mudar, se incluir Transportes. Além de Haddad e Mercadante, devem ser trocados Mário Negromonte (Cidades), Iriny Lopes (Mulheres), que quer disputar a prefeitura de Vitória, e Paulo Pinto, interino no Trabalho.
Outro capítulo curioso refere-se ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Filiado ao PSB, ele mudou o título eleitoral de Petrolina para Recife, a pedido do governador, mas só disputa a prefeitura em último caso. Os socialistas preferem repetir parceria com o PT, se o candidato não for o prefeito João da Costa.
A troca em Cidades é tida como “favas contadas” no Planalto. Para Dilma, Negromonte não correspondeu às expectativas e pecou pela ineficiência. Alvo de denúncias, perdeu o apoio do PP na Câmara.
Duelo à paulista
PT e PMDB se assanham para assumir o poderoso ministério. Na seara petista, dois grupos almejam a cadeira: um ligado ao deputado José Di Filippi Junior, ex-tesoureiro da campanha de Dilma, e outro, à senadora Marta Suplicy.
Nos bastidores do Planalto, o comentário é que será difícil o PT ganhar mais cargos, pois já comanda 17 pastas. Além disso, o PT de São Paulo manteve-se à frente da Educação com a escolha de Mercadante. Apesar das negativas de Dilma, há estudos em andamento sobre a conveniência de unir Portos e Transportes, Pesca e Agricultura, e Trabalho e Previdência. É provável que Trabalho siga sob o comando do PDT, com Brizola Neto (RJ) ou Vieira da Cunha (RS).
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