Defesa de Lobo a Serra, une pré-candidatos
- 9 de fevereiro de 2012 |
- 23h10 |
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Categoria: Eleições 2012
GILBERTO AMENDOLA
A crítica ao ex-presidente municipal do PSDB e ex-secretário de José Serra no governo, José Henrique Lobo, uniu os quatro pré-candidatos tucanos à Prefeitura e dirigentes da sigla presentes ontem a debate na zona leste.
Lobo defendeu que o partido abra mão da eleição interna em favor de candidato com mais chances de vitória – ao JT, defendeu o nome de Serra. “Com todo respeito, há impressão generalizada de que, com qualquer deles, o partido não será competitivo”, disse Lobo.
Presidente estadual do PSDB, o deputado Pedro Tobias foi quem se manifestou de forma mais enfática. “Foi infelicidade, desrespeito com militantes do PSDB”, disse. “Quando ele (Lobo) era presidente municipal, não fazia nada, chegava às seis da tarde de cabelo molhado para trabalhar.”
Tobias também insinuou que Lobo não teria escrito artigo ao jornal Folha de São Paulo – onde manifestou-se sobre as prévias – sozinho. Mas não citou o suposto “mentor”.
O deputado federal Ricardo Tripoli, um dos pré-candidatos, disse que a manifestação de Lobo foi “infeliz”. Secretário de Cultura, Andrea Matarazzo declarou que, apesar de amigo de Lobo, ele estava se manifestando “com seis meses de atraso”. Os secretários José Aníbal (Energia) e Bruno Covas (Meio Ambiente) seguiram o mesmo raciocínio.
Os quatro reafirmaram que o candidato sairá das prévias e que Serra não concorrerá. “Quem apostar contra prévias vai perder. Quem tinha dúvida das prévias precisa acompanhar o que acontece nos nossos encontros”.
Os pré-candidatos também tentaram minimizar o suposto uso das estruturas de comunicação das secretarias na pré-campanha, como o JT noticiou ontem. Matarazzo comentou que não seria possível saber se “jornalista estava ligando para demanda da secretaria ou de pré-campanha”. Covas defendeu-se dizendo que sua assessoria usa celular e e-mail próprio para questões de campanha.
Ele demonstrou desconforto em relação ao namoro do PSD do prefeito Gilberto Kassab com o PT. Para isso, usou metáfora pouco confusa – “tem tatu querendo namorar aranha” – sem explicar quem é o tatu e a aranha.
Aníbal continuou cobrando mudanças nas subprefeituras e mais atenção aos idosos. Ele também acusou o PT de ter “ódio sanguinário” do PSDB, e citou o fato de o rival tratar como prioridade tirar tucanos do poder. Sem citar Kassab, Matarazzo foi quem mais criticou a gestão. Citou problemas de iluminação, falta de creche e de equipamentos de cultura.
Vaias
Nunca antes na história do PSDB ouviram-se tantas vaias como ontem, no momento em que o apresentador do debate anunciou Covas, Tripoli, Aníbal e o próprio presidente municipal, Júlio Semeghini. Os aplausos e gritos estridentes de guerra foram quase todos para Matarazzo.
A manifestação mais estridente vinha de público pré-adolescente, que teria sido trazido pela Juventude Tucana da Zona Leste – muitos dos presentes seriam frequentadores das Fábricas de Cultura, projeto da Secretaria de Matarazzo. O apresentador teve de dar “bronca” no grupo.
Após as palavras de Matarazzo, os jovens foram embora. Segundo assessores de outros pré-candidatos, a torcida chegou em três ônibus e vans do vereador Adolfo Quintas. O político disse que levou militantes, não “meninada”.
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