Ibope aponta Dilma e Serra empatados com 39%
- 3 de julho de 2010 |
- 20h22 |
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Às vésperas do início oficial das campanhas, na terça-feira (6), a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra aparecem empatados na corrida presidencial. Ambos tem 39% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope encomendada pela Associação Comercial de São Paulo. A pesquisa, feita após Serra ganhar destaque em 20 anúncios de 30 segundos do PSDB, exibidos em rede nacional de rádio e TV, confirma o cenário captado nos últimos dias pelo instituto Datafolha, que também apontou um empate técnico entre os dois: Serra com 39% e Dilma com 38%.
Há pouco mais de uma semana, o Ibope havia divulgado a primeira pesquisa em que a candidata do PT aparecia como líder isolada, com cinco pontos porcentuais de vantagem em relação ao adversário. Desde então, Serra subiu quatro pontos porcentuais, e Dilma oscilou negativamente um ponto. A candidata do PV, Marina Silva, oscilou de 9% para 10%.
O empate entre os dois principais candidatos à Presidência persiste na simulação de segundo turno – ambos aparecem com 43% das intenções de voto. Dilma está à frente, porém, no quesito expectativa de vitória. Para 45% dos entrevistados, ela será a próxima presidente. Outros 34% preveem que Serra será o vencedor.
O candidato do PSDB voltou a se distanciar de Dilma no eleitorado feminino – nesse segmento, o tucano lidera por 46% a 39%. Entre os homens, é a petista quem leva vantagem, por 48% a 39%. O tucano também se descolou da adversária na região Sudeste, onde voltou a ocupar a liderança isolada, com 41% a 34%. No Norte/Centro-Oeste, Serra virou o jogo: perdia por 40% a 34% e agora lidera por 43% a 35%. Na região Sul, o tucano vence por 45% a 37%. Dilma está à frente apenas no Nordeste (50% a 30%).
Na pesquisa espontânea, em que os eleitores manifestam a sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Dilma lidera com 22%. Serra vem a seguir, com 17%. Ainda há 12% que citam o presidente Lula, que não disputa a eleição.
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MPE acusa Serra por propaganda no Metrô
- 1 de julho de 2010 |
- 22h09 |
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Fabio Leite
O Ministério Público Eleitoral (MPE) moveu representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, por campanha antecipada. A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, acusa o tucano de fazer “promoção pessoal” em cartaz afixado na Estação Sacomã da Linha 2-Verde do Metrô, zona sul da capital, no qual aparece rodeado por 71 operários sob o pretexto de homenageá-los pela execução da obra.
O caso foi revelado pelo JT na edição publicada em 31 de maio. O cartaz com imagem de Serra tem 1,80 metro por 1,57 e está afixado ao lado da bilheteria da estação desde 29 de janeiro, pouco antes da inauguração da obra, com os dizeres: “Nossa homenagem aos trabalhadores que ajudaram a construir a estação Sacomã”. Além dos operários, aparecem ao lado do tucano o o presidente do Metrô, José Jorge Fagali, e o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.
Para o MPE, o material representa vantagem ao candidato tucano, porque mais de 33 mil passageiros passam pela estação diariamente. ”Há a personificação, na figura de José Serra, de obra realizada pelo Governo do Estado”, diz a vice-procuradora, que pediu a aplicação de multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil e a retirada imediata do cartaz.
“Em pleno ano eleitoral – cuja peculiaridade é a polarização entre as candidaturas dos principais e notórios précandidatos à Presidência da República – tal situação é inadmissível, pois propaga conteúdo que consiste em promoção pessoal do pré-candidato José Serra”, afirma Sandra Cureau. Procurada, a campanha de Serra não comentou o caso. Em maio, o Metrô respondeu que “o painel é registro fotográfico histórico, não propaganda”.
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Em debate solitário, Serra parte para o ataque
- 1 de julho de 2010 |
- 14h54 |
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Após definição do vice em sua chapa, o presidenciável do PSDB, José Serra disse em debate solitário na Confederação Nacional da Agricultura (CNA) disse que a agropecuária tem sido a “galinha dos ovos de ouro” da economia brasileira e criticou, em indireta à adversária petista Dilma Rousseff, setores do governo que, segundo ele, se dizem socialistas. “Tem gente que se diz de esquerda, mas na verdade é regressiva e atrasada. Tem ódio, repudio ao progresso técnico”, disse o candidato, antes de ironizar, afirmando que os restos mortais de Karl Marx devem “tremer no túmulo” diante disto.
Presidida pela senadora Kátia Abreu, do aliado tucano DEM, a CNA convidou ainda para o debate Dilma e a presidenciável do PV, Marina Silva, que declinaram da participação por entenderem que haveria um viés político e ideológico na condução do evento.
Recém oficializado vice na chapa encabeçada pelo tucano, o deputado Indio da Costa (DEM) esteve na primeira fila da plateia e, dali, atacou Dilma pelo Twitter. “Dilma fugiu do debate com Serra na CNA. Se ela preferir debater comigo, estou à disposição”, tuitou. O presidente Lula, que havia dito não conhecer o parlamentar fluminense, também foi alvo. “Lula diz q não me conhece. Esqueceu que tentou barrar o #fichalimpa, mas não conseguiu”. Ainda pela rede, Costa se vangloriou de sua experiência política em três mandatos como vereador no Rio, como secretário de administração de Cesar Maia na prefeitura da cidade e deputado federal. “Tem petista q diz q sou inexperiente. Tenho mais experiência que a Dilma. Muito mais!!”, declarou.
CPI quebra sigilo de 15 suspeitos no caso Bancoop
- 30 de junho de 2010 |
- 10h00 |
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A CPI da Bancoop, na Assembleia Legislativa, aprovou nesta terça-feira, 29, por 6 votos a 2, a quebra de sigilo bancário e fiscal de 7 empresas e de 8 pessoas envolvidas com a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, que está sob investigação por supostas fraudes e desvio de recursos para financiamento de campanhas eleitorais do PT.
A medida atinge empreiteiras, fornecedores de material de construção e prestadores de serviço – Germany, Mizu, Mirante, Conservix, Saned, Amaro Cavalcante Construções e Irmãos Peruzo –, além de Hélio Malheiro, Andi Gurczynska, Walter Amaro, Ricardo Luis do Carmo, Marcelo Rinaldi, Alessandro Bernardini, Luis Malheiro e Tomas Edson Fraga.
A CPI espera encontrar nos extratos bancários e nas informações tributárias eventuais movimentações atípicas e patrimônio incompatível com renda declarada e descobrir o destino do dinheiro dos compradores dos imóveis. “Os cooperados pagavam suas parcelas, as unidades habitacionais não eram entregues. Então, para algum lugar o dinheiro foi”, disse o deputado Bruno Covas (PSDB), relator da comissão e autor do pedido da quebra do sigilo.
O Ministério Público suspeita que o rombo na Bancoop soma em torno de R$ 100 milhões e define a cooperativa como “organização criminosa”. “A CPI é uma hipocrisia, vai ser um fiasco”, avalia o deputado Vanderlei Siraque (PT), que defendia a necessidade de a Procuradoria da Assembleia Legislativa emitir parecer sobre a legalidade da devassa. “O sigilo pode e deve ser quebrado, mas do jeito que fizeram na prática jamais será aberto. Requerimentos têm de ser individualizados e devidamente motivados por se tratar de direito fundamental. Fizeram pirotecnia. Receita e Banco Central são órgãos de Estado, não de governo.”
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PDT confirma Osmar Dias para PR
- 29 de junho de 2010 |
- 23h47 |
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Após longa novela, o PDT confirmou no fim da noite desta terça-feira, dia 29, a candidatura do senador Osmar Dias ao governo do Paraná. “É candidatíssimo”, afirmou ao JT o presidente nacional da sigla e ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo ele, o PMDB irá indicar o vice na chapa, que terá como candidatos ao Senado o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), esposa do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
A decisão de Osmar Dias de disputar o governo garante um palanque à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência no Paraná e inflama a crise na campanha do adversário José Serra (PSDB). Na última sexta-feira, o tucano anunciou o senador Alvaro Dias (PSDB), irmão de Osmar, como vice na chapa presidencial, provocando fortes críticas e ameaças do maior aliado, o DEM. A escolha de Alvaro para vice tinha como principal objetivo impedir a candidatura do irmão ao governo. O PSDB queria que Osmar saísse candidato ao Senado na coligação do governador tucano Beto Richa.
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