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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Em reunião, Kassab diz que ‘encerrou’ conversar com PSDB

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Ao falar em conversas “encerradas” com o PSDB, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), declarou ontem que fará uma proposta formal de aliança com o PT na eleição para a Prefeitura de São Paulo. A oferta de coligação com os petistas foi chancelada por Henrique Meirelles (PSD), ex-presidente do Banco Central no governo Lula.

“A partir de hoje, iniciamos formalmente as propostas ao PT, caso o PT queira”, disse Kassab ao JT, após se reunir com os dirigentes do PSD na capital. “Eu sempre manifestei que tenho simpatia pelo candidato do presidente Lula e do PT”, declarou Meirelles ao sair do encontro.

Apesar da sinalização ao PT e de integrantes do PSD apontarem a aliança com os petistas como o foco principal na eleição, Kassab afirmou ser “prioridade” lançar a candidatura própria, com o vice-governador Guilherme Afif Domingos na cabeça de chapa.

Ontem ele disse que Afif deu “sinal verde” para a sua candidatura – ele resistia entrar na disputa sem o apoio do PSDB. “Guilherme tem motivação para ser (candidato). Não postula, mas aceita a missão. Deu sinal verde”, afirmou Kassab.

Reação tucana
O anúncio de que Kassab formalizaria uma proposta de aliança com o PT, antecipado pelo JT, provocou a reação do Palácio dos Bandeirantes. Preocupado com a possibilidade de o prefeito migrar para o polo petista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) convocou tucanos e pediu total empenho para mantê-lo na aliança.

Alckmin gostaria que o ex-governador José Serra fosse o candidato do partido, trazendo, assim, o PSD. “Nessas eleições, ele não será candidato. Assim ele definiu”, disse ontem Kassab sobre a entrada de Serra na disputa. “Com o PSDB já conversamos, e eles já sabem da nossa posição. Essa conversa está encerrada e aguardamos a manifestação do PSDB”, disse o prefeito, que logo contemporizou: “As coisas (as conversas com os tucanos) podem correr em paralelo”.

O secretário-chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo, encontrou-se com o prefeito no final da semana para manifestar a intenção do PSDB de mantê-lo como aliado. Na conversa, Kassab disse que as portas continuavam abertas.
PSDB e PSD encontram-se num impasse. Kassab só aceita a composição com os tucanos se a cabeça de chapa ficar com Afif. Alckmin quer que seu partido tenha candidato próprio.

“Ficou claro que, independentemente, do trabalho que existe de manutenção da aliança com o PSDB e no sentido de sensibilizá-los para que possam apoiar Afif, também temos que examinar outras alternativas”, disse Kassab.

O prefeito elogiou Haddad, ex-ministro da Educação e candidato do PT. “A cidade ganha com o PT tendo Haddad como candidato. Se estivermos ao seu lado, saberemos compor um programa de governo que seja o ideal”, disse . “Se não estivermos, ganha a democracia, estando o nosso candidato, Afif, de um lado, Haddad de outro, e outros candidatos, que vão somar para um bom debate”.

Felipe Frazão
Fernando Gallo
Julia Duailibi

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Esporte paga serviço nunca feito

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FÁBIO FABRINI

IURI DANTAS

O Ministério do Esporte pagou R$ 4,65 milhões no ano passado, sem licitação, para a Fundação Instituto de Administração (FIA) prestar um serviço curioso de consultoria: ajudar no nascimento de uma estatal que foi extinta antes de funcionar. Criada em agosto de 2010 para tocar projetos da Olimpíada do Rio de Janeiro, a Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016 só durou um ano, no papel: há cinco meses foi incluída no Plano Nacional de Desestatização (PND), para ser liquidada.

Conforme o Portal da Transparência, caberia à FIA produzir estudos para “apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividades da estatal”. O Esporte fez os pagamentos do contrato em dez parcelas. A primeira e mais cara, de R$ 1,1 milhão, foi transferida à fundação em 4 de março de 2011. Até 4 de agosto, quando o Conselho Nacional de Desestatização recomendou a inclusão da estatal no PND, foram mais quatro repasses, totalizando R$ 2,4 milhões.

Mesmo após a decisão e o anúncio de que a Brasil 2016 seria encerrada, a FIA recebeu mais R$ 1 milhão em cinco parcelas, as quatro últimas graças a dois aditivos ao contrato, firmado em 2010. Um deles prorrogou o contrato por quatro meses e o outro corrigiu o valor original em R$ 901 mil. Os desembolsos só cessaram em 27 de dezembro, quatro meses e 23 dias depois de iniciado o processo para dissolver a estatal. Segundo o Esporte, a prorrogação foi para cobrir serviços distintos, sem vinculação com os estudos.

A decisão de extinguir a Brasil 2016 foi tomada após tratativas com o Ministério do Planejamento, com a justificativa de que já havia estrutura suficiente para cuidar da Olimpíada de 2016. Criada por decreto em agosto de 2010, a estatal nunca chegou a ter sede ou empregados, embora o conselho administrativo – formado por oito altos funcionários federais, entre eles a ministra Miriam Belchior (Planejamento) e o ex-ministro Orlando Silva (Esporte) – tenha se reunido algumas vezes.

Na prática, produziu um prejuízo contábil de R$ 109 mil, computado no balanço de atividades de 2010, referente aos jetons (remunerações extras por reuniões) pela participação dos conselheiros em encontros para definir o futuro da estatal. Mas o Esporte diz que, embora presentes no balanço, os valores não foram pagos.

“Não há o que relatar-se no que concerne ao desempenho operacional desta empresa, uma vez que não foram realizadas atividades previstas em seu Estatuto Social, em virtude da inexistência de diretoria executiva, bem como de corpo administrativo que propiciasse o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo”, assinalou, no balanço, o então ministro Orlando Silva, que presidia o conselho de administração da estatal.

O documento, publicado dia 12 de setembro de 2011 no Diário Oficial, registrou que a “não nomeação do representante legal da empresa em tempo hábil” impediu a emissão do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Sem ele, a estatal ficou “impedida de cumprir obrigações tributárias”. Ou seja, não pagou impostos.

Formada em junho de 1980 por professores da Universidade de São Paulo, a FIA se desvinculou da USP em 2005 e hoje

 

Pasta diz que só fez o que a Presidência ordenou

 

O Ministério do Esporte informou que, ao contratar a consultoria, fez o que lhe foi incumbido pela Presidência da República à época da criação da Brasil 2016, em 2010. Em nota, a pasta explicou que o serviço foi prestado “independentemente do desfecho que futuramente teria a empresa”.

O Esporte alega estar amparado na Lei de Licitações (n.º 8.666/93) para contratar a Fundação Instituto de Administração (FIA) com dispensa de licitação. “Nessas situações, o ministério faz pesquisa de mercado, inclusive comparando valores de contratos semelhantes, quando é o caso. Os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos não são uma rotina da administração pública brasileira e, por isso, o governo busca assessoria especializada”, justificou.

Questionado sobre qual utilidade teve a consultoria para a criação da estatal, o ministério respondeu que “os estudos subsidiaram decisões, sugeriram alternativas para contribuir com os debates que ocorreram nos governos federal, estadual e municipal, e deram apoio aos gestores dos três entes para a tomada de decisões mais adequadas”.

Sobre os aditivos contratuais e os pagamentos após a decisão de extinguir a Brasil 2016, a pasta informa que o contrato também previa suporte técnico e acompanhamento das ações do governo federal para elaborar o macroplanejamento e o plano-base para a Olimpíada, fora atendimento aos entes envolvidos na organização do evento em reuniões.

Segundo o Esporte, o primeiro aditivo estendeu em quatro meses o prazo de vigência para elaboração do plano-base e o segundo corrigiu o valor inicial do contrato.

MP investiga

O Ministério Público abrirá investigação no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o contrato de consultoria do ministério com a Fundação Instituto de Administração (FIA) para criar a Brasil 2016. De acordo com o procurador Marinus Marsico, a contratação foi “estranha e atípica”, havendo indícios de irregularidades.

“Como continuar gastando dinheiro público no nascimento de algo que a própria administração pública está abortando?”, questiona ele.


						
					
				

A Câmara Municipal vale quanto pesa e custa?

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GILBERTO AMENDOLA
Antes que os vereadores comecem, pra valer, o último ano de seus mandatos – e aquela já conhecida “hiperatividade pré-eleitoral” nos cause uma certa dificuldade em enxergar com clareza o que cada um produziu –, vale olhar para o retrovisor e avaliar como eles se comportaram nos últimos três anos (2009-2011). Algum palpite?

Com dados do próprio site da Câmara Municipal, a reportagem do JT encontrou números interessantes. Nos primeiros três anos, os 55 vereadores apresentaram cerca de 2.350 projetos. Desse total, apenas 575 foram aprovados pelo prefeito. Mas, se desconsiderarmos títulos de cidadão, salvas de prata, nomes de rua, escola ou praça, criação de datas comemorativas e eventos esportivos e carnavalescos, o número cai drasticamente. Com um olhar “bastante generoso” podemos encontrar cerca de 80 projetos relevantes e que, realmente, interferem na vida do cidadão (para exemplificar, vamos considerar “relevantes” projetos como os que diziam respeito à concessão de alvarás, à publicidade dos horários na coleta seletiva de lixo ou à proibição de cartazes pornográficos na entrada de cinemas e teatros).

Outro dado importante são os gastos de gabinete. Analisando 35 meses (dados de dezembro de 2011 ainda não estão disponíveis), chegamos à cifra de aproximadamente R$ 18,3 milhões. O que daria, numa média, quase R$ 335 mil por gabinete – sendo que a variação, levando em conta apenas vereadores que estão desde o começo desta legislação, vai de R$ 43 mil (Carlos Apolinário, DEM) a R$ 542 mil (Eliseu Gabriel, PSB).

Tamanho é documento?
Como analisar esses resultados? A resposta é: com cuidado. Vamos pegar o caso do econômico Apolinário. O vereador controlou a conta de seu gabinete de uma maneira bastante “franciscana”, mas, em compensação, só teve um projeto aprovado pelo prefeito – e foi o batismo de um viaduto. “Não se mede o trabalho de um vereador pelo número de projetos que ele apresenta. Isso é fácil. Ficar copiando projeto pra fazer número não é comigo”, diz. Apolinário lembra que Fernando Henrique, Mário Covas e Lula foram parlamentares de poucos projetos. “E vão dizer que eles não foram importantes? Estou cansado disso”. Detalhe, o projeto que substitui as sacolas plásticas por modelos biodegradáveis, muito comentado na semana que passou, é de 2007 – que teve como autores vários vereadores, inclusive Apolinário.

Já Gabriel, que gastou muito com gabinete, teve aprovado 19 projetos, entre eles 10 homenagens e quatro datas comemorativas. Por e-mail, sua assessoria explicou que os gastos dizem respeito ao exercício de mandato focado em temas como educação: “Foram gastos com palestras, seminários e congressos – que exigiram a produção de materiais de esclarecimento e consulta, além de despesas com correio, entre outros”.
No banco da praça
Quem mais batizou praças nestes 3 anos foi Adolfo Quintas (PSDB) – que está de férias e não foi localizado. Mas o segundo colocado, com 12 praças batizadas, Toninho Paiva (PR), atendeu o JT. “Sou campeão nisso de dar nome de praça. O que a imprensa não entende é a importância do nome disso para o cidadão comum. Significa que as entregas podem ser feitas, as cartas podem chegar…”. Ele ainda defende a importância das tais datas comemorativas. “Brasileiro tem memória curta. As datas são importantes para algumas coisas não caírem no esquecimento. Eu, por exemplo, fui vendo quais esportes não tinham seu dia e dei datas a todos eles”.

O outro lado
Entre os que se destacaram estão Quito Formiga (PR) e Floriano Pesaro (PSDB). Os dois tiveram aprovados cinco projetos considerados relevantes. Pesaro está de férias e não respondeu à reportagem. Formiga declarou: “Estou aprendendo muito na Câmara. A noção que político não trabalha é errada. Aqui, trabalhamos muito. Tenho feito projetos pensando no cotidiano das pessoas”. Formiga é responsável pelo projeto que cria padrão para uniformes escolares da rede municipal e o que obriga presença de ambulância na porta de vestibulares.

*

LISTA DE GASTOS E PROJETOS APRESENTADOS

Período 2009 -2011
Abou Anni (PV) – Gastou R$ 466. 079, 02/ 38 projetos – 22 aprovados. Destaque: 10 homenagens
Adilson Amadeu (PTB) – Gastou: R$ 489. 512, 19/ 40 projetos – 6 aprovados. Destaque : selo roda verde.
Adolfo Quintas  (PSDB)- Gastou: R$ 450. 312, 73/ 102 projetos – 36 aprovados. Destaque: 16 nomes de praças
Agnaldo Timóteo (PR) – Gastou: R$ 479.455, 03/ 32 projetos – 11 aprovados. Destaque: o Dia das Mães Adotivas
Alfredinho  (PT)- Gastou: R$ 528.626,76/ 88 projetos – 10 aprovados. Destaque: autorização para desfiles de rua no carnaval.
Aníbal de Freitas (PSDB) – Gastou: R$ 66.163,05/ 13 projetos – 1 aprovado (título de cidadão). Obs: Não estava desde o início da legislatura.
Antônio Carlos Rodrigues  (PR)- Gastou: R$ 70.901, 29/ 78 projetos – 22 aprovados. Destaque: 8 batismos de rua, escolas e afins.
Antônio Goulart (PSD) – Gastou R$ 428.676, 79/ 55 projetos – 10 aprovados. Destaque: Dia do Vendedor.
Arselino Tatto  (PT)– Gastou R$ 268.392, 32/ 26 projetos – 6 aprovados. Destaque: Lei que obriga a Prefeitura fazer propaganda da Cidade Limpa.
Atílio Francisco  (PRB)- Gastou R$ 455. 613,80/ 31 projetos – 6 aprovados. Destaque: Dia do esclarecimento sobre o trote nas faculdades.
Attila Russomanno (PP)- Gastou: R$ 73.121,66/ 14 projetos – 2 aprovados. Obs: não está desde o início da legislatura.
Aurélio Miguel (PR)- Gastou – R$ 231.684,49/ 60 projetos – 8 aprovados. Destaque: lei de zoneamento.
Aurélio Nomura (PSDB)- Gastou – R$ 80. 006,61/ 30 projetos – 6 aprovados. Destaque: só aprovou títulos de cidadão e homenagens.
Carlos Apolinário (DEM)- Gastou – R$ 43.483.29/ 15 projetos- 1 aprovado. Destaque: dos que estão desde o começo desta legislatura foi o que menos gastou. Não conseguiu que o prefeito aprovasse o Dia do Orgulho Hétero.
Carlos Neder (PT)- Gastou: R$ 112.937,00/ 12 projetos – 3 aprovados. Obs: Não está desde o início da legislatura.
Celso Jatene  (PTB)- Gastou: R$ 147.477,08./ 24 projetos – 14 aprovados. Destaque: foram 8 homenagens e 4 datas comemorativas.
Chico Macena  (PT)- Gastou: R$ 451.531,67/ 54 projetos – 11 aprovados. Destaque: obrigatoriedade de seguro contra furto e roubo em estacionamentos.
Claudinho  (PSDB)- Gastou: 381.351,73/ 45 projetos – 14 aprovados. Destaques: 4 datas comemorativas.
Cláudio Fonseca  (PPS)- Gastou: R$ 142.289,28/ 133 projetos – 18 aprovados. Destaque: foi o vereador que mais apresentou projetos no período.
Cláudio Prado  (PDT)- Gastou: R$ 465.656,35/ 27 projetos – 8 aprovados. Destaque: Datas comemorativas.
Dalton Silvano (PV) – : Gastou: R$ 491.547,33/ 44 projetos – 2 aprovados. Destaque: só aprovou uma homenagem e um nome de praça – e seu gabinete consumiu mais recursos do que o do Apolinário (1 projeto aprovado), por exemplo.
David Soares (PSD): Gastou: R$ 52.710,33/ 33 projetos – 1 aprovado. Destaque: só aprovou o projeto coletivo do alvará. Não está desde o início da legislatura.
Domingos Dissei (PSD): Gastou: R$ 236.262.09/ 27 projetos – 12 aprovados. Destaque: apresentou 7 homenagens.
Donato (PT): Gastou: R$ 397.099,15/ 37 projetos – 9 aprovados. Destaque: título de cidadã pra a presidente Dilma Rousseff.
Milton Ferreira (PSD): Gastou: R$ 492.763,75. 24 projetos – 3 aprovados. Destaque: semana para lembrar os perigos dos acidente domésticos.
Edir Sales (PSD): Gastou: R$: 115.246,40/ 30 projetos – 9 aprovados. Destaque: aprovou 7 homenagens.
Eliseu Gabriel (PSB): Gastou: R$ 542.150,66/ 70 projetos – - 19 aprovados. Destaque: criação do conselho municipal de ciência e tecnologia.
Floriano Pesaro (PSDB): Gastou: R$ 487.718,89/ 67 projetos – 22 aprovados. Destaque: diversos projetos voltados à comunidade judaica.
Francisco Chagas (PT): Gastou: R$ 459. 697,10/ 43 projetos – 11 aprovados. Destaque: programa de requalificação arbórea e ambiental de SP.
Natalini (PV): Gastou: R$ 480.343,93/62 projetos – 15 aprovados. Destaque: Evento Carnajulha.
Gilson Barreto (PSDB): Gastou: R$ 475.482,71/50 projetos – 10 aprovados. Destaque: corrida de pedestres do bairro do Tatuapé.
Ítalo Cardoso (PT): Gastou: R$ 285.506,90/ 39 projetos – 17 aprovados. Destaque: 10 homenagens.
Jamil Murad (PCdoB): Gastou: R$ 515. 697,36/ 48 projetos – 11 aprovados. Destaque: marco zero do samba.
José Américo (PT): Gastou: R$: 465.818, 63/ 44 projetos – 7 aprovados. Destaque: criação da semana da cultura da paz.
José Police Neto (PSD): Gastou: R$: 199.818,31/ 30 projetos – 10 aprovados. Destaque: educação digital na rede pública.
Juliana Cardoso (PT): Gastou: R$ 408.358,50/ 42 projetos – 10 aprovados. Destaque: Dia do Mestre Sala e da Porta Bandeira.
José Rolim (PSDB): Gastou: R$ 35.537,50. 12 projetos – 0 aprovado. Obs: não está na Câmara deste o início da legislatura.
Juscelino (PSB): Gastou: R$ 451.928,44/ 37 projetos – 10 aprovados. Destaque: Dia do grito cultural Reggae.
Kamia (PSD): Gastou: R$ 380.221, 46/ 59 projetos – 28 aprovados. Destaque: batismo de 12 praças.
Marco Aurélio Cunha (PSD): Gastou: R$ 159.549,73/ 28 projetos – 7 aprovados. Destaque: Copa Pirituba de Futebol.
Marta Costa (PSD): Gastou: R$ 90.226,06/ 22 projetos – 5 aprovados. Destaque: O Dia da Hora do Planeta.
Milton Leite (DEM): Gastou: R$ 350. 541,15/ 29 projetos – 6 aprovados. Destaque: metade dos projetos aprovados foram homenagens.
Netinho(PCdoB): Gastou: R$ 333.,718,92/43 projetos – 14 aprovados. Destaque: Dia do Combate a Intolerância Religiosa.
Noemi Nonato(PSB): Gastou: R$ 516.830,67/61 projetos – 10 aprovados. Destaque: Dia do Combate ao Crack.
Paulo Frange (PTB): Gastou: R$ 500.845,39/83 projetos – 18 aprovados. Destaque: Programa domiciliar de atendimento e internação.
Quito Formiga: Gastou: R$ 448.01,329/53 projetos – 18 aprovados. Destaque: Projeto que proíbe cartazes pornográficos na entrada dos teatros e cinemas.
Ricardo Teixeira (PV): Gastou: R$ 481.273,50/ 53 projetos – 8 aprovados. Destaque: Oficializou a bandeira do bairro de São Miguel.
Roberto Tripoli (PV): Gastou: R$ 191.220,07/ 13 projetos – 3 aprovados. Destaque: Criou o centro do bem estar animal.
Sandra Tadeu: (DEM) Gastou: R$ 441.865,40/43 projetos – 9 aprovados. Destaque: Proíbe o uso de celulares nas agências.
Senival Moura (PT): Gastou: R$ 492.057,93/29 projetos – 7 aprovados. Destaque: Além de nome de logradouro e homenagem, participou do projeto coletivo dos alvarás.
Souza Santos (PSD): Gastou: R$ 493.274,74/36 projetos – 3 aprovados. Destaque: Semana do incentivo ao esporte.
Tião Farias (PSDB): Gastou: R$ 43.511,90/9 projetos – 0 aprovados. Obs: Não está desde o início desta legislatura.
Toninho Paiva (PR): Gastou: R$ 498.641,41/65 projetos – 28 aprovados. Destaque: 12 nomes de praças.
Wadih Mutran (PP): Gastou: R$ 448.005,47/ 37 projetos – 9 aprovados. Destaque: Nomes de logradouros.
Zelão (PT): Gastou: R$ 407.254.90/ 41 projetos – 10 aprovados. Destaque: Projeto de controle de emissão de diesel.

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União com Kassab gera rebelião no PT

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Preocupados com a aproximação do PSD atrás de uma possível composição nas eleições municipais, setores da base do PT-SP criticam a direção petista pela abertura das negociações e integrantes de tendências de esquerda até ameaçam deixar a legenda caso o acordo com a sigla dirigida por Kassab prospere.

“Não admito acordo com esse prefeito e seu partido. Sou membro-fundador do PT e, caso isso ocorra, vou rasgar minha carteirinha e desfazer minha filiação”, afirma Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, vice-presidente da Central dos Movimentos Populares.
Habitação e Saúde
As tensões na base petista têm origem na desgastada relação entre a atual administração e os movimentos populares de moradia e saúde. Em 16 de julho do ano passado, em reunião que contou com cerca de 450 filiados, o setorial de habitação do PT-SP decidiu declarar Kassab “inimigo número 1 dos movimentos de habitação e dos sem-teto em São Paulo” e “recomendar ao PT em todas as suas instâncias que não realize nenhum tipo de aliança com este prefeito”. O documento elaborado falava ainda em “encaminhar uma agenda de lutas para tirar este prefeito nefasto e seus aliados da prefeitura”.

“A atual administração tem como finalidade beneficiar o setor imobiliário, e não contribuir para uma política habitacional voltada à população de baixa renda”, afirma Raimundo Bonfim, integrante do setorial de habitação petista. “É quase impossível imaginar que as lideranças vão subir no mesmo palanque com o Kassab. A origem do Kassab é o malufismo. E depois ele se aproximou do Serra”, disse ele.

O possível alinhamento com Kassab é malvisto também pela base do PT ligada ao setor de saúde, que afirma que a atual gestão promove ações para privatizar a área e diminuir o controle social sobre os equipamentos públicos. “É um governo centralizador, autoritário, que não respeita a participação das pessoas, o controle social,”diz Frederico Soares de Lima, conselheiro municipal de saúde e militante do diretório petista de Ermelino Matarazzo.

Fator Lula
Confrontados com o fato de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o alinhamento com o PSD, os petistas demonstram certa decepção. “Ah, deixa chateado. Ele é uma referência”, diz Raimundo. “Incomoda”, confessa Frederico.
Opositora da aliança, a secretária de mobilização do PT-SP, vereadora Juliana Cardoso, diz: “A militância tá com garra de sair pra rua. Os dirigentes têm de tomar cuidado pra não quebrar isso”.

Fernando Gallo Roldão Arruda

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Prefeitura: Serra sai do Páreo, mas PSDB insiste

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Depois de meses de pressão para que entrasse na disputa pela Prefeitura, o ex-governador José Serra (PSDB) reuniu seu grupo de aliados mais próximos, domingo, e informou oficialmente que não será candidato. O anúncio foi feito na casa do ex-presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, na presença do ex-governador Alberto Goldman, do senador Aloysio Nunes Ferreira e do deputado Jutahy Júnior. O grupo já trabalha num “plano B”: apoio tucano à candidatura do vice-governador Guilherme Afif (PSD) à sucessão de Gilberto Kassab.

Em razão da pressão dos seus aliados, que o queriam na disputa para trazer o PSD, Serra resolveu chamar interlocutores e dizer claramente que está interessado nas questões nacionais. Ele também atendeu ao pedido do governador Geraldo Alckmin para se posicionasse antes das prévias do PSDB, marcadas para 4 de março. Apesar de já ter dito publicamente que não entraria na corrida, seu grupo ainda tinha a esperança de que ele pudesse rever a posição.

O JT apurou que a decisão de Serra foi levada a Alckmin, que também contava com a possível candidatura. O ex-governador é considerado o nome mais forte do PSDB na disputa, e a entrada dele no páreo libertaria Alckmin de ter que “carregar”, segundo tucanos, outro candidato na campanha. “Estou convicto de que ele não será candidato. Para mim, o assunto está liquidado”, afirmou Goldman. “Ele manifestou que, a partir de agora, se focará ainda mais nas questões nacionais pois seu projeto é nacional”, disse outro participante da reunião.

De acordo com aliados, o ex-governador acha que, se entrar na disputa, passará a campanha dizendo que não renunciará para disputar outro cargo – ele renunciou à Prefeitura em 2006 para disputar o governo e, depois, em 2010 para disputar a Presidência.

A candidatura a prefeito também vai contra seu projeto político: Serra pretende disputar a Presidência em 2014. Também disse a interlocutores que a alta rejeição apresentada nas últimas pesquisas mostra que a população acha que ele não quer ser prefeito.

Apoio a Afif
A decisão de Serra torna as prévias praticamente incontornáveis. O grupo do ex-governador, no entanto, gostaria de prorrogar o prazo da disputa, o que Alckmin não aceita. O “plano B”, agora, é viabilizar apoio do PSDB à candidatura de Afif em troca da indicação do vice. Essa saída, porém, conta a resistência dos aliados do governador – o próprio Alckmin já deu entrevistas descartando a possibilidade. O governador afirmou que ainda trabalha para ter o PSD na aliança, mas, segundo interlocutores, a real preocupação de Alckmin é com o DEM, que tem tempo de TV e ameaça migrar para o PMDB.

A ala do PSDB nacional mais próxima ao senador Aécio Neves (MG), que também quer disputar o Palácio do Planalto em 2014, ainda trabalha para Serra ser candidato a prefeito. Ontem mesmo o presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PE), se encontraria com Serra. Ele e Aécio encontraram -se ainda com Alckmin.

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