Prévia no PSDB? Tucanos acusam desgaste
- 19 de fevereiro de 2012 |
- 23h00 |
- Tweet este Post
Categoria: Sem categoria
Sem nunca ter realizado disputa interna para escolher um candidato o PSDB assiste agora à prévia, que supostamente apontaria o nome tucano à Prefeitura de São Paulo, tornar-se um fardo político. Tradicionais quadros do partido rechaçam a condução do processo por dirigentes paulistas, que lançaram a eleição interna como um “mecanismo democrático” e agora atuam nos bastidores para que o vencedor segure a cadeira até a entrada do ex-governador José Serra, na corrida.
Defendida pelo governador Alckmin há mais de oito meses como uma saída para o partido escolher o candidato, num cenário em que Serra dizia que não iria concorrer (em janeiro ele avisou que estava fora da disputa), a prévia acabou se tornando um problema com a aproximação do prefeito Gilberto Kassab (PSD) do PT.
Neste mês, Alckmin tentou segurar o processo e pediu a interlocutores que convencessem Serra a ser candidato. Deu garantias de que o apoiaria na campanha – os grupos capitaneados pelos dois se enfrentaram na eleição de 2008 e ainda há resistência em ambos os lados. O processo interno, no entanto, foi amadurecido pelo diretório estadual e os pré-candidatos – os secretários Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia) e o deputado Ricardo Tripoli – reagiram à tentativa de segurar a disputa.
“O PSDB vai definhar se continuar sendo apenas um clube parlamentar e uma federação de ‘caciques’ estaduais”, afirmou o cientista político Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência no governo FHC. “Cancelá-las ou invalidá-las, a esta altura, não seria só perder a oportunidade de avançar. Seria um atestado de irrelevância das bases do partido, passado por sua cúpula. Um retrocesso”, completou Graeff.
“Quando o Covas lançou o Geraldo (Alckmin) em 2000, ele não chegava a 1% (das intenções de voto). Tem que ter coragem”, afirmou o ex-deputado Arnaldo Madeira, ao defender a criação de novas lideranças. “(Alckmin) Quase foi para o segundo turno, aí surgiu uma nova liderança”, completou.
Na semana passada, deputados estaduais pediram a Serra que fosse o candidato, e que a prévia fosse cancelada, num movimento que despertou a ira dos militantes envolvidos na campanha dos pré-candidatos. A ação chegou a ser chamada de “golpe”.
Voltar atrás
Diante da reação negativa, Alckmin trabalha agora para realizar o processo e que o vencedor apoie Serra, caso ele aceite entrar na corrida. “É mais fácil negociar com um do que com quatro”, afirmou um líder paulista.
A ação também divide os tucanos. “Só seria legítimo se o candidato anunciasse, antes das prévias, que pretende abrir mão. Mas Serra nunca deu sinal de que quer ser candidato a prefeito. Na verdade, Serra é a penúltima preocupação de quem quer atropelar as prévias. A última preocupação é a Prefeitura”, disse Graeff. “Usar os filiados do PSDB de São Paulo como peões do xadrez da política estadual e nacional já é ruim. Fazer a cidade de São Paulo de peão nesse jogo é, francamente, uma arrogância sem limite.”
“Fez a prévia, fica difícil voltar atrás. Marca uma prévia, agora fica falando em anular a prévia, a ponto de um líder de bancada soltar uma nota pedindo para os pré-candidatos retirarem. É um partido sem rumo”, disse Madeira.
Julia Duailibi
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
No carnaval do Recife, Kassab elogia PSB
- 18 de fevereiro de 2012 |
- 23h00 |
- Tweet este Post
Categoria: Sem categoria
Ao mesmo tempo em que reitera apoio incondicional ao padrinho José Serra (PSDB), caso ele entre na disputa pela Prefeitura de São Paulo, e procura manter abertas as portas com o PT do pré-candidato Fernando Haddad, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) reforçou ontem os laços com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O prefeito desembarcou no Recife e tratou o presidente nacional do PSB como o grande líder de sua geração.
“Hoje estou aqui diante do grande líder do PSB, parceiro do PSD, meu líder Eduardo Campos”, derreteu-se Kassab, ao ser recebido pelo governador no Palácio do Campo das Princesas, antes de seguir para o camarote do governo do Estado para assistir ao desfile do maior bloco do planeta, o Galo da Madrugada. “No plano nacional Eduardo Campos é a grande liderança da nova geração e eu tenho a tranquilidade de confiar a ele minha condição de liderado.”
Kassab prometeu retornar a Pernambuco em março para a festa de comemoração da consolidação do PSD estadual que, adiantou ele, estará alinhado ao governador, seja qual for a sua decisão em relação à eleição da capital. O prefeito voltou a afirmar seu apoio a José Serra se ele decidir disputar a prefeitura.
Assegurou que o apoio não será a contragosto – diante das movimentações para uma aliança com o ex-ministro Haddad, negociadas pelo ex-presidente Lula com apoio de Campos. Mas deixou claro que se Serra não estiver na disputa, é concreta a possibilidade de apoio ao candidato do PT. “Os dois partidos examinam isso”.
Presente ao encontro, o senador Humberto Costa (PT-PE) pontuou: “Lula quer, Haddad quer, uma parte do PT quer, mas também uma grande parte do PT não quer essa coligação”.
Sonho
Já no Anhembi, em São Paulo, ao falar da sinalização de Serra, o prefeito observou que uma aliança em 2012 não significa um alinhamento automático com o PSDB em 2014. “A questão é se ele (Serra) vai abandonar o sonho de ser presidente”, ponderou.
Angela Lacerda
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Aprovada a Lei da Ficha Limpa
- 16 de fevereiro de 2012 |
- 16h10 |
- Tweet este Post
Categoria: Sem categoria
Mesmo com a sessão ainda em andamento, a Lei da Ficha Limpa já recebeu o apoio da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 11 membros, seis já deram apoio à constitucionalidade da lei da Ficha Limpa. Portanto, ela começará a valer a partir das eleições municipais deste ano. Hoje (quinta-feira), os ministros Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto se somaram a Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Cármen Lúcia na defesa da Ficha Limpa.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
PSDB: secretarias são usadas em prévias
- 8 de fevereiro de 2012 |
- 23h30 |
- Tweet este Post
Categoria: Sem categoria
Os pré-candidatos à Prefeitura pelo PSDB usaram estruturas de comunicação das secretarias de Estado para tratar de assuntos relativos às prévias do partido, marcadas para março. Nos últimos quatro meses, assessores usaram espaços físicos e telefones vinculados às pastas para abordar temas específicos da disputa. A Secretaria de Comunicação do governo informou que nenhum funcionário está autorizado a fazer atividades para as quais não foi contratado.
A questão sobre o uso das estruturas do Estado na pré-campanha veio à tona semana passada, quando o Twitter da Secretaria de Cultura, administrada pelo pré-candidato Andrea Matarazzo, repassou mensagem com elogio a ele. A pasta disse que a conta fora violada e pediu investigação.
Por orientação dos pré-candidatos, questões político-partidárias foram encaminhadas a assessores das pastas, pagos com recursos do Tesouro. A comunicação do Planejamento, tocada pelo presidente municipal da sigla, Julio Semeghini, também foi acionada para demandas sobre o PSDB.
Os telefones dos assessores, por meio dos quais são respondidas informações das pastas, foram usados no horário comercial para repassar agendas de Matarazzo, Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia). No caso de Meio Ambiente, o telefone é pessoal da assessora. O governo não disse de quem eram os demais celulares. E-mails sobre prévias também foram respondidos por assessores de dentro das secretarias.
No dia 27 de janeiro, o JT ligou para o diretório municipal do partido e pediu pela assessoria de imprensa. Recebeu, então, a informação de que questões sobre a legenda eram tratadas pela comunicação do Planejamento. O celular da assessora foi informado.
Na ocasião, o JT questionou Semeghini sobre o fato de a assessora da secretaria ser a mesma do partido. Ele disse que era situação momentânea e que havia estrutura no PSDB para atender à imprensa. Em 25 de novembro, a assessoria de imprensa do Planejamento enviara ao JT às 15h39, de conta de e-mail pessoal, dados sobre os filiados do PSDB na capital.
No dia 17 de janeiro, as assessorias de imprensa dos secretários de Meio Ambiente e de Energia foram procuradas, no horário comercial, para que pré-candidatos respondessem a perguntas sobre prévias. Assessores pediram que as solicitações fossem enviadas a seus e-mails, nenhum das secretarias, embora o da Energia trouxesse no corpo o telefone da pasta. O JT deixou claro no pedido que o assunto eram prévias: “Conforme conversamos por telefone, seguem perguntas a serem respondidas por todos os pré-candidatos. As informações constarão de matéria sobre as prévias do PSDB”.
O pré-candidato e deputado Ricardo Tripoli disse pagar do bolso a sua assessoria de imprensa. Em 2011, não pediu à Câmara reembolso de atividades ligadas às prévias.
Outro lado
A Secretaria de Planejamento negou que usa a assessoria para questões partidárias. “O (sic) funcionários das assessorias de comunicação das secretarias, por questão de lógica, só podem saber a motivação dos telefonemas dos jornalistas após atendê-los e, diante da solicitação, dar a ela o encaminhamento devido”, afirmou. “O Estadão se valeu dessa constatação da realidade para promover telefonemas que comprovassem sua teoria.”
A Secretaria de Comunicação do governo disse que “nenhum funcionário do governo do Estado está autorizado a trabalhar para outra função que não aquela para a qual foi contratado”. As assessorias dos pré-candidatos disseram não atender a demandas partidárias fora do horário comercial.
“Existe uma certa dificuldade de distinguir, de maneira radical e absoluta, atividade pública da estritamente partidária ou de pré-candidatura”, disse Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV-SP. “Mas existe um limite para isso, que não é exatamente fácil de distinguir em todos os casos”, disse.
Julia Duailibi e Eduardo Kattah
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Senador Eduardo Suplicy recita Wando em plenário
- 8 de fevereiro de 2012 |
- 21h47 |
- Tweet este Post
Categoria: Sem categoria
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) homenageou, nesta quarta-feira, o cantor Wando, morto em Minas Gerais, aos 66 anos. Suplicy pediu inclusão de um “voto de pesar pelo falecimento” de Wando na ata da sessão do dia.
O senador recitou alguns versos de Moça (Quero me enrolar nos seus cabelos…), um dos sucessos de Wando.
Assista o vídeo aqui: http://www.senado.gov.br/noticias/TV/default.asp?IND_ACESSO=S&cod_midia=146952&cod_video=141154
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
- : Serra quer chapa 'puro-sangue' http://t.co/GeLLjyrW 10 hrs ago
- : Serra atrasa projeto nacional de Kassab http://t.co/DqFsTab1 1 day ago
- : http://t.co/fzD4iaFC 2 days ago
- : Prévia no PSDB? Tucanos acusam desgaste http://t.co/xa5K2xYc 3 days ago
- : No carnaval do Recife, Kassaba elogia PSB http://t.co/3XJIpl5s 4 days ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS