Câmara: maioria quer presença por digital
- 3 de julho de 2012 |
- 23h02 |
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Categoria: Câmara Municipal
Após denúncia do JT mostrando fraudes no registro de presenças na Câmara Municipal, 41 de 55 vereadores afirmaram em enquete que são a favor de que o comparecimento seja registrado apenas por meio da impressão digital dos parlamentares. Para a mudança no regimento, seria necessário o “sim” de 28 deles.
No domingo, a reportagem mostrou que funcionários do Legislativo usavam uma senha para marcar presença no lugar dos vereadores. Na Câmara, 42 parlamentares responderam a um questionário com três perguntas. Dois se abstiveram e os outros 11 não retornaram o contato da reportagem ou não foram localizados.
Entre os que responderam, 35 deles afirmam ainda que votariam pela retirada da máquina que permite o registro de presença ao lado do elevador, fora do plenário. E 37 parlamentares se disseram favoráveis ao fim do prazo de quatro horas para marcar presença, o que permite que o procedimento seja feito mesmo após o término da sessão.
José Police Neto (PSD), presidente da Câmara, disse que é favorável às mudanças e que vai trabalhar “com empenho” para que elas aconteçam. Nenhum dos vereadores que respondeu se posicionou contra a autenticação pelas digitais.
O vereador Roberto Tripoli (PV) afirmou ser indiferente ao modo de registro da presença. “Como a Mesa Diretora decidir, eu registro. Se fizessem por meio da voz, não faria diferença para mim”, disse. Apesar de favoráveis à mudança, o ex-presidente da Câmara Antônio Carlos Rodrigues (PR) e o vereador Chico Macena (PT) afirmam que o sistema de identificação por digitais tem falhas.
“Seria preciso liberar alguns casos, porque a digital de alguns vereadores simplesmente não entra”, disse Rodrigues. Claudinho (PSDB) é um dos que teriam problemas. “O sistema tem dificuldade de reconhecer as minhas digitais, que são danificadas pela profissão”, diz ele, que já foi eletricista.
Repercussão negativa
O terminal de presença ao lado do elevador também causou polêmica. Foi Rodrigues quem aprovou a instalação da máquina quando era presidente. “Na época foi consenso, mas se quiserem tirar, tanto faz.”
“O problema não está ali, mas sou a favor da retirada por causa da repercussão negativa que gerou”, disse Carlos Apolinário (DEM). Já Toninho Paiva (PR) disse ser contra a retirada da máquina. “Com a obrigatoriedade da digital, não vejo problema do terminal lá”, disse.
A maioria dos parlamentares também declarou ser contra as quatro horas para registro de presença. “A presença só deve ser marcada enquanto durar a sessão. O prazo posterior deve ser abolido”, afirmou Jamil Murad (PC do B).
Artur Rodrigues, Nataly Costa, Adriana Ferraz e Daniel Trielli
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