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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Aníbal e Tripoli resistem a Serra

Categoria: Eleições 2012, Geraldo Alckmin, José Serra, Prefeitura

Julia Duailibi

Quinta-feira, dia 1º de março, o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) se reúne com lideranças comunitárias no Sindicato dos Químicos, na capital. A uma plateia de 50 pessoas, diz: “(O ex-governador José) Serra terá que se explicar. Tudo o que vão falar para ele é se vai sair ou não (da Prefeitura para disputar a Presidência)”.

No dia seguinte, em outro ponto da cidade, o secretário estadual José Aníbal (Energia) almoça com militantes e presidentes de diretórios zonais do PSDB tucanos. Circula entre as mesas e questiona: “Por que adiar?”. É uma crítica ao adiamento da prévia em razão da entrada de Serra na disputa. Marcada para hoje, será agora dia 25.

“Tem uma foto dele no tablet. Todo mundo o conhece”, dizia Aníbal, citando o sistema para a escolha do candidato PSDB, que será por meio de tablets.

Tripoli e Aníbal, que arrancavam palmas de suas plateias, são agora os desafiantes de José Serra. Na semana passada, os outros pré-candidatos, os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente), desistiram da prévia em nome de Serra.

Cafezinho
O governador Geraldo Alckmin chamou Tripoli e Aníbal para um cafezinho no Palácio dos Bandeirantes para anunciar a candidatura Serra. E, apesar das juras de que a prévia seria mantida, deu indícios de que a máquina governamental já pendia para um lado.

Tripoli e Aníbal chegaram à reunião em carros diferentes, mas saíram de lá juntos. Deram início à ação conjunta para resistir à pressão das lideranças do PSDB pró-Serra. Por ironia, ambos se dizem seguidores políticos do governador Mario Covas (1930-2001), que era de grupo distinto do de Serra na legenda.

Os prognósticos no PSDB apontam para Serra vencedor, e os tucanos descartam uma “zebra” no dia da prévia. Mas Tripoli e Aníbal rechaçam as previsões, que dizem ser contaminadas pela visão pró-Serra de lideranças do partido. Com mais ou menos entusiasmo, foram à caça dos votos de Matarazzo e Bruno.

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