Aloysio vence: deu zebra no Senado
- 4 de outubro de 2010 |
- 2h02 |
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Ele foi lançado ao Senado após perder a queda-de-braço com Geraldo Alckmin pela candidatura tucana ao governo. Passou, então, a ser considerado “segunda força” na chapa tucana, ao lado do ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, apontado como um dos favoritos a se tornar senador.
A doença do peemedebista, que o fez desistir de concorrer, deixou para ele todo o tempo de propaganda da aliança no horário eleitoral, o que o fez disparar nas pesquisas. Mas o resultado que saiu das urnas surpreendeu até tucanos: Aloysio Nunes Ferreira Filho elegeu-se senador como o mais votado, com 30,4% dos votos válidos, ou 11,2 milhões de votos, superando os 10,5 milhões obtidos por Aloizio Mercadante ao Senado em 2002.
O tucano deixou para trás a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) e o vereador Netinho de Paula (PC do B), considerados favoritos até a véspera da votação.
Ex-secretário-geral da Presidência e ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, Aloysio tornou-se próximo do presidenciável tucano José Serra, de quem foi secretário de Governo na Prefeitura e secretário da Casa Civil no governo. Após a eleição municipal de 2008, quando o PSDB “rachou” entre as candidaturas a prefeito de Alckmin e de Gilberto Kassab (DEM), Aloysio já dava sinais de que pretendia disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Naquele momento, Alckmin estava enfraquecido politicamente pela derrota – havia especulações de que ele poderia deixar o PSDB, o que não se confirmou.
Rivais de peso
Alckmin, porém, foi chamado por Serra para o secretariado – ocupou a pasta de Desenvolvimento – e se fortaleceu para a disputa ao governo, deixando a Aloysio – que, junto com o governador Alberto Goldman, migrou do PMDB ao PSDB nos anos 90, após a fundação do partido – a saída do Senado.
O cenário não era promissor: ele, que já tinha sido deputado estadual e federal, vice-governador na gestão de Luiz Antonio Fleury Filho e candidato derrotado à Prefeitura em 1992, enfrentaria nomes de peso. Além dos rivais Marta e Netinho, havia Quércia e o senador Romeu Tuma (PTB). Até setembro, ele atingia um dígito – ou pouco mais que isso – nas pesquisas. Reviravoltas, porém, ocorreram a seu favor.
O primeiro fato foi a doença de Quércia, que teve o retorno de um câncer na próstata detectado por médicos. No começo de setembro, o peemedebista abriu mão da disputa e declarou apoio a Aloysio – sua filha Andreia e o suplente Airton Sandoval, que migrou para a chapa do tucano, passaram a pedir votos a ele.
O reforço mais importante, porém, foi na propaganda televisiva: Aloysio passou a ter mais de cinco minutos no rádio e TV, o que ampliou consideravelmente sua exposição.
Na contramão de quase todo tucanato, o candidato ao Senado levou à TV o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ausente das propagandas de Serra e Alckmin. A medida parece ter surtido efeito – ou ao menos não o prejudicou.
Farpas na propaganda
Tuma também saiu de cena ao ser internado no começo de setembro – oficialmente, sua assessoria diz que ele sofre de afonia. Apesar de não desistir da candidatura, ele parou de fazer campanha e foi perdendo força nas pesquisas.
Ao mesmo tempo, a propaganda de Aloysio começou a disparar “farpas” contra Netinho. Primeiro, o próprio tucano disse ser contra “quem bate em mulher” e que defenderá a Lei Maria da Penha. O vereador e candidato do PC do B foi acusado de agredir a ex-mulher.
O horário eleitoral tucano ainda noticiou que jornais teriam indicado o comunista como mais faltoso da Câmara Municipal. Ao mesmo tempo, Netinho virou, na reta final da campanha, alvo de investigação do Ministério Público e polícia por conta do patrimônio.
Equilíbrio
A vitória de Aloysio coloca no trio de senadores paulistas um integrante da oposição. Hoje, estão nas vagas os petistas Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante, ambos governistas, e Tuma, que é considerado da base aliada.
Confira aqui a lista completa com a porcentagem de votos de cada candidato ao Senado
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04/10/2010 - 03:11 Enviado por: Tweets that mention Jornal da Tarde -- Topsy.com
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