Kassab cria ‘pacote’ para mudar imagem
- 31 de agosto de 2011 |
- 23h05 |
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Categoria: Eleições 2012, Gilberto Kassab, Prefeitura
Orientado por pesquisas de opinião pública, o prefeito Gilberto Kassab criou uma agenda positiva de governo para tentar recuperar a popularidade entre os paulistanos, desgastada pela articulação política para viabilizar o seu novo partido, o PSD.
No último mês, Kassab lançou iniciativas de repercussão e impacto no bolso do eleitor. Com R$ 7,1 bilhões em caixa, pretende promover típicos investimentos de ano eleitoral, como recapeamento e plantio de flores. Para a oposição e ONG que fiscaliza a gestão, trata-se de maquiagem eleitoral.
Kassab afirmou ontem que deve diminuir a taxa de inspeção veicular, de R$ 61,98 para R$ 49,30, conforme revelou o JT. Em janeiro, no entanto, o valor foi reajustado de R$ 56,44 para os R$ 61,98. Também quer viabilizar neste ano projeto do PT que cria bolsa de R$ 272 a 147 mil famílias sem vaga em creche da rede pública.
Nesta semana ainda ele acatou recomendação de aliados e vetou o projeto que criava o Dia do Orgulho Hetero e surfou na ação da Corregedoria Municipal que descobriu fraudes de R$ 50 milhões promovidas por construtoras.
Para emplacar o seu candidato em 2012 – as apostas são o secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, ou o vice-governador, Guilherme Afif –, Kassab tem de melhorar a avaliação do governo. As pesquisas apontam um terço de bom e ótimo e um quarto de ruim e péssimo. Mas o eleitor que o elegeu – do centro expandido e, no geral, antipetista – mostra má vontade. Avalia que ele trocou a capital pela política.
Ações de impacto visual na cidade, como o projeto do mobiliário urbano, que concede a empresas a exploração publicitária em pontos de ônibus e relógios em troca de reformas, buscam esse eleitor. Na prática, o prefeito reedita a estratégia de 2008, quando venceu.
“Kassab não cumpriu suas promessas e, agora, com dinheiro em caixa, vai tentar maquiar a cidade e enganar o eleitor paulistano”, afirma o presidente municipal do PT, Antonio Donato. Para o vereador tucano, Floriano Pesaro, “o tempo joga contra eventual uso eleitoral dos projetos”. “Não dá mais tempo”, diz.
Levantamento do Movimento Nossa São Paulo, mostra que das 223 metas propostas até 2012, apenas 35 foram cumpridas. “Há uma corrida para acelerar projetos e anunciar medidas que não são prioridade”, avalia o coordenador Maurício Broinizi.
Representante da Zara não vai à Alesp
- 31 de agosto de 2011 |
- 18h23 |
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Categoria: Política, Assembleia Legislativa
O representante das lojas de confecção Zara (marca pertencente à empresa espanhola Inditex) Enrique Huerta Gonzales não compareceu hoje (31) a uma reunião da comissão instalada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que investiga denúncias de exploração de trabalho escravo por empresas instaladas no estado, entre elas, a Zara.
Gonzales foi convidado pela comissão para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de que a Zara usa mão de obra escrava na confecção de seus produtos. No dia 26 de julho, fiscais do Ministério do Trabalho encontraram 14 trabalhadores bolivianos e um peruano em situação análoga à escravidão em duas confecções na zona norte de São Paulo.
As confecções, que produziam peças da marca Zara, receberam 52 autos de infração. Entre as irregularidades, foram constatadas jornada de trabalho excessiva, servidão por dívida e precária situação de higiene.
As investigações começaram no fim de junho quando os fiscais encontraram 52 trabalhadores, também em condições degradantes, em uma confecção da mesma empresa no município de Americana, no interior de São Paulo. A partir daí, os fiscais passaram a investigar toda a cadeia produtiva da marca Zara.
Por meio de comunicado, o grupo Inditex informou que Gonzales não pôde comparecer hoje à Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Alesp, mas que “coloca-se à disposição da Assembleia Legislativa para colaborar em uma data próxima”. A nova data ainda não foi definida.
Apesar da ausência da ausência do representantes da Zara, a comissão continuou seus trabalhos na tarde de hoje (31), ouvindo um dos jornalistas que fez as denúncias sobre o uso de mão de obra escrava pela empresa.
Agência Brasil
Ex-senadora Heloísa Helena é internada em AL
- 31 de agosto de 2011 |
- 14h30 |
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Categoria: Sem categoria
Solange Spigliatti
A ex-senadora e atual vereadora de Maceió Heloísa Helena (PSOL) está internada na Unidade de Dor Torácica do Hospital Geral do Estado (HGE) desde a noite de terça-feira, 30. Não há previsão de alta.
Heloísa chegou ao hospital apresentando mal-estar, tonturas e desmaios. Ela passou por uma bateria de exames, entre eles de sangue, eletrocardiograma e tomografia computadorizada, e foi avaliada por uma equipe médica. Ela foi transferida para o UDT, responsável pelo atendimento de pacientes com problemas no coração. Alguns exames devem ser refeitos ainda hoje e ele deve permanecer em observação.
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Investigação irrita aliados de Alckmin
- 30 de agosto de 2011 |
- 23h00 |
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Categoria: Sem categoria
FABIO LEITE
Fiel aliado do governador tucano Geraldo Alckmin, o presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, diz não descartar que o prefeito Gilberto Kassab soubesse antecipadamente de investigação da Corregedoria do Município que apontou que empresa de familiares da primeira-dama, Lu Alckmin, falsificou documentos para fraudar em R$ 4 milhões o pagamento de tributos municipais. A denúncia irritou os alckmistas.
“Pode ter dedo do prefeito”, afirma Tobias sobre a acusação feita anteontem pelo corregedor-geral da capital, Edilson Bonfim, responsável pela investigação sobre supostas fraudes no recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e de títulos de outorga onerosa (para construir acima do limite legal).
“Negócio de IPTU, de ligação com a Prefeitura. Pode ser (influência de Kassab). Tudo é possível”, diz Tobias. Embora desconfie da denúncia, o tucano e deputado estadual diz defender a apuração do caso e punição de culpados. “Se é verdade e não tem armação de Kassab. Se alguém da família errou, vai pagar o erro dele”.
Fraude e conspiração
Segundo a Corregedoria, a fraude teria ocorrido no edifício Royal Street, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul, que pertence à Wall Street Empreendimentos e Participações. A empresa tem como sócios Adhemar Cesar Ribeiro Filho e Maria Paula Abreu Cesar Ribeiro, respectivamente filho e mulher de Adhemar Ribeiro, irmão de Lu Alckmin. A empresa não se manifestou sobre o caso.
Na empresa, funcionários afirmam que Adhemar, cunhado de Alckmin, é o dono da Wall Street – na época da fraude ele ainda seria sócio da empresa e hoje atua como procurador da firma. Só de contrapartida para autorizar ampliação no edifício, a empresa teria deixado de pagar R$ 4 milhões. O problema é que técnicos da Secretaria de Habitação controlavam apenas visualmente se guias apresentadas por construtoras estavam pagas e não checavam com os servidores da Secretaria de Finanças se o pagamento havia sido efetuado. Até agora, dez construtoras obtiveram autorização para 23 empreendimentos e desfalcaram os cofres públicos em R$ 50 milhões (em valores atuais).
Um tucano com trânsito entre alckmistas e aliados do ex-governador José Serra (PSDB), padrinho político de Kassab, lembra que o atual secretário municipal de Finanças, Mauro Ricardo, foi preterido por Alckmin no novo governo. Ricardo era o titular da titular da Fazenda na gestão Serra. “Todo mundo sabe que os dois nunca se deram”, afirma.
Procurada, a Prefeitura informou que não comentaria as declarações de Tobias. Pela manhã, Kassab disse que desconhecia o fato de que um dos investigados ser cunhado de Alckmin. “Eu mesmo nem sabia que ele era o procurador, ou o proprietário. E não estou participando nesse processo. Após duelarem pela Prefeitura em 2008, Kassab e Alckmin podem ser rivais de novo, em 2012, na disputa pelo governo.
Firmas informam mesmo prédio como sede
A Wall Street, empresa ligada a familiares da primeira-dama do Estado, Lu Alckmin, informou à Junta Comercial que sua sede fica no 12º andar de prédio na Avenida Nove de Julho. Declarou funcionar no mezanino do mesmo edifício a Humanitas, empresa criada por Geraldo Alckmin no final de 2006.
A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes informou que “a empresa Humanitas deixou de exercer suas atividades em 2009, antes mesmo da posse do governador Geraldo Alckmin”. E que “apuração da Corregedoria-Geral do município de São Paulo não tem qualquer relação com o Governo do Estado.” Mas não informou se o imóvel declarado como sede da Humanitas pertence à firma ou a terceiros.
Colaborou Felipe Frazão
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Cunhado de Alckmin é citado em investigação
- 29 de agosto de 2011 |
- 23h09 |
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Categoria: Geraldo Alckmin, Prefeitura
Uma empresa ligada ao cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é acusada pela Prefeitura de ter fraudado a área de prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul da capital, para pagar menos Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e títulos de outorga onerosa. Só de contrapartida para autorizar ampliação no edifício, a empresa teria deixado de pagar R$ 4 milhões aos cofres públicos.
A Prefeitura deve pedir agora a interdição do edifício Royal Street, pertencente à Wall Street Empreendimentos e Participações. A empresa aparece atualmente na Junta Comercial do Estado em nome de Adhemar Cesar Ribeiro Filho e Maria Paula Abreu Cesar Ribeiro, respectivamente filho e mulher de Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin. Ligando na empresa, funcionários afirmam que Adhemar, o pai, é o dono da Wall Street – na época da fraude, de acordo com a Junta Comercial, ele ainda era sócio direto da empresa. Ainda hoje, Adhemar é quem representa a Wall Street junto a Prefeitura e atua como procurador para assinar documentos, segundo funcionários do governo municipal.
O prédio foi construído em 1975, mas sofreu ampliação na metade da década de 1990. Para isso, a empresa deveria ter pago títulos de outorga onerosa, recurso que possibilita ao construtor o pagamento de contrapartidas financeiras para erguer edificações acima do permitido pela lei de zoneamento. Segundo investigação da Corregedoria-Geral do Município, que recebeu denúncia de que quadrilha forjava o pagamento de taxas, a Wall Street alterou o tamanho do prédio no carnê do IPTU, a fim de diminuir o cálculo das taxas municipais.
Assim, a Wall Street pagou R$ 184.744 de outorga onerosa, quando deveria ter desembolsado R$ 4,2 milhões em valores da época. Em valores atualizados, essa cifra seria de quase R$ 10 milhões. A gestão do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) ainda não calculou quanto a Wall Street Empreendimentos teria deixado de pagar de IPTU, cujo carnê está errado desde 1994.
A investigação deve ser concluída até o fim da semana, mas a Corregedoria-Geral do Município anunciou que vai abrir uma outra apuração exclusiva para descobrir empresas que tenham fraudado valores de IPTU nos últimos anos.
O caso do prédio na Faria Lima é o primeiro dessa nova investigação. A reportagem tentou contato com Adhemar e seu filho no escritório da Wall Street Empreendimentos e em suas residências, mas não obteve retorno. Procurada, a Assessoria de Imprensa do Palácio dos Bandeirantes preferiu não se manifestar.
Alckmin e Kassab vivem, por ora, momento de calmaria política. Mas já trocaram críticas na campanha de 2008, quando disputaram a Prefeitura; o prefeito levou a melhor.
Felipe Frazão, Rodrigo Brancatelli e Roberto Fonseca
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Adhemar Ribeiro, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, prefeitura de São Paulo, PSDB, Wall Street Empreendimentos

