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Terça-feira, 21 de Maio de 2013
Política
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PT prepara reabilitação de mais um ‘aloprado’

Categoria: Partidos políticos

Depois de promover a volta do ex-vereador Hamilton Lacerda às atividades partidárias, o PT agora tenta reabilitar outro “aloprado”. Trata-se de José Giácomo Baccarin, tesoureiro da campanha de Aloizio Mercadante a governador em 2006. Ele chegou a ser indiciado pela Polícia Federal (PF) por crime eleitoral por uma suposta tentativa de compra de dossiê contra políticos tucanos naquele ano. O inquérito foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Baccarin, que foi suplente de Mercadante no Senado, foi indicado pelo presidente do PT-SP, deputado estadual Edinho Silva, para ser o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de São Paulo. Ele disputa o posto com Wellington Diniz, secretário de movimentos sociais do PT, indicado por Paulo Teixeira, líder da sigla na Câmara dos Deputados. Baccarin conta com a simpatia dos ministros Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Antonio Palocci (Casa Civil), e é o favorito.

A superintendência regional do Incra comanda 133 cargos, dos quais 20 são de confiança, e um orçamento de cerca de R$ 80 milhões. A indicação de Baccarin, que é professor de agronomia e ex-prefeito de Jaboticabal, seria uma forma de compensá-lo pelas acusações sofridas em 2006. Entre petistas existe uma avaliação de que o ex-tesoureiro “entrou de gaiato” na história do dossiê antitucano e foi, portanto, injustiçado.

Dossiê
Baccarin foi um dos sete indiciados pela PF pela suposta tentativa da compra de documentos que comprometeriam a candidatura de José Serra (PSDB) ao governo. O dossiê, que seria comprado por emissários petistas por R$ 1,7 milhão, traria informações que pretendiam relacionar Serra com o esquema de compra superfaturada de ambulâncias quando era ministro da Saúde no governo FHC.

Segundo a PF, o responsável pela venda do dossiê era Luiz Antonio Vedoin, dono da empresa Planam e um dos operadores da chamada máfia das sanguessugas. Baccarin foi indiciado porque respondia pelas finanças da campanha de Mercadante. O caso foi arquivado pelo STF, atendendo a pedido do então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, que disse não ver provas que incriminassem os indiciados.

O episódio, no entanto, prejudicou as campanhas de Mercadante e do ex-presidente Lula, que tentava a reeleição naquele ano. Lula classificou os envolvidos no caso como “aloprados” e os responsabilizou por levar a disputa presidencial ao 2º turno.

Fernando Gallo

Sarney recua e impeachment volta a painel

Categoria: Política, Senado

Um dia depois de afirmar que o impeachment do então presidente da República e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL) foi um “acidente” – e, por isso, não precisaria fazer parte da galeria de fatos históricos envolvendo o Senado – o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), voltou atrás e mandou refazer os painéis afixados no “túnel do tempo”. No espaço, que liga o plenário aos gabinetes de senadores, passam mais de 5 mil pessoas nos dias de maior movimento.

Por ordem de Sarney, ficou acertado que o impeachment, seus motivos e consequências passarão a constar de um novo painel entre os 16 afixados no local. O Senado votou o afastamento de Collor em 29 de dezembro de 1992, por suspeita de corrupção, minutos depois de o ex-presidente ter renunciado ao cargo.

No blog do Senado, Sarney afirma que não é curador nem autor da exposição. “Mas, para evitar interpretações equivocadas, determinei ao setor competente da Casa que faça constar na referida exposição o impeachment do presidente Collor, uma vez que não temos nada a esconder nesta Casa”, afirmou.

Na segunda-feira (30), quando da reinauguração da decoração do chamado túnel do tempo, Sarney justificou a omissão do impeachment dizendo que era um fato “que não devia ter ocorrido” e que “não se tratava de um fato marcante”. Ele foi convencido por assessores de que não pode mudar a trajetória da história política brasileira.

Suplente de Itamar vira alvo de investigação

Categoria: Política, Senado

O Ministério Público de Minas instaurou procedimento investigatório para analisar a evolução patrimonial do ex-deputado, José de Oliveira Costa, o Zezé Perrella (PDT). Mais conhecido por presidir o Cruzeiro, Perrella é o primeiro suplente do senador Itamar Franco (PPS), que se licenciou na semana passada para tratar de uma leucemia.

A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MP Estadual abriu investigação com base em reportagem do jornal Hoje em Dia, segundo a qual Perrella teria ocultado de seu patrimônio uma fazenda avaliada em cerca de R$ 60 milhões. 

Em maio do ano passado, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar suposto enriquecimento ilícito do ex-deputado e de seu irmão, Alvimar de Oliveira Costa, que também já presidiu o clube mineiro. Ambos são suspeitos de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na venda de jogadores ao exterior, como o zagueiro Luisão e o volante Ramires.

Perrella negou qualquer ilegalidade na venda dos atletas e classificou como “uma perseguição” a notícia envolvendo seu patrimônio. “Nunca fui condenado em absolutamente nada. Temos de partir da presunção da inocência. Se eu tivesse ficha suja eu seria suplente de um ex-presidente da República?”, questionou.

Eduardo Kattah

Secretária de Agricultura assume na segunda

Categoria: Governo do Estado, Política

Gustavo Porto

A secretária de Agricultura do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, tomará posse na próxima
segunda-feira (6), às 16 horas, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

Engenheira agrônoma, Mônika assume o cargo deixado por João de Almeida Sampaio em 19 de abril e que é ocupado interinamente pelo adjunto Antonio Julio Junqueira de Queiroz. Ela será a primeira mulher a ocupar o cargo.

Grampo compromete prefeito de Campinas

Categoria: Política

Conversas telefônicas interceptadas pelo Ministério Público entre o prefeito de Campinas, Dr. Hélio (PDT), a primeira-dama Rosely Nassim dos Santos, e dois ex-secretários municipais revelam supostas manobras do grupo para prejudicar as investigações sobre pagamentos de propinas e fraudes em contratos da prefeitura. Em uma delas, Dr. Hélio cobra explicações da mulher sobre um dos contratos da Sanasa, a empresa de água e esgoto da cidade.

No dia 18 de abril, os promotores surpreenderam o prefeito ligando para Rosely e perguntando se a empresa Solução Transportes e Logística tinha algum contrato com a Sanasa. A preocupação do prefeito tinha motivo. É que os promotores haviam descoberto que Rosely era sócia-proprietária da empresa, que não foi relacionada pela primeira-dama em sua declaração de bens publicada pelo Diário Oficial do Município.

Além de primeira-dama, Rosely é a chefe de gabinete do marido. Ao Dr. Hélio, Rosely disse: “Jamais, nunca”. O prefeito a questionava novamente: “Você tem certeza absoluta?”. E ela diz: “Sim”. Para os promotores, a primeira-dama liderava uma quadrilha instalada dentro da prefeitura que tinha tentáculos na Sanasa e em outras áreas da administração, como a concessão de licenças para empreendimentos imobiliários e de alvarás para o comércio.

Um dia depois de conversar com o marido, Rosely ligou para o secretário de comunicação, Francisco de Lagos. “Durante toda a ligação, Rosely é quem dá todas as ordens e diretrizes relacionados aos fatos investigados”, afirma a promotoria, que também flagrou o secretário da Segurança, Carlos Henrique Pinto, recendo informações sobre a investigação. 

“A partir de determinada data passaram a mencionar, expressamente, que tinham ciência de que as comunicações telefônicas estavam sendo monitoradas”, afirmam os promotores.

Férias
Mulher e chefe de gabinete do prefeito Dr. Hélio (PDT), Roseli Nassim Santos entrou em férias ontem (30). É a segunda vez que ela se afasta da administração desde que é investigada pelo Ministério Público. De acordo com a assessoria de imprensa, a saída de Nassim já estava programada.

Advogado de Rosely, o criminalista Eduardo Carnelós, criminalista disse que a investigação da promotoria “é toda ilegal” e atacou Castrillon de Aquino, ex-presidente da Sanasa, que fez delação premiada. “As imputações contra Rosely têm por base única e exclusivamente a palavra de alguém que confessadamente praticou crimes, se apropriou de dinheiro que não lhe pertencia. Há uma inversão total de valores.”