Estado.com.br
Domingo, 26 de Maio de 2013
Política
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

PT poupa Kassab em sua resolução

Categoria: Gilberto Kassab, Política, Prefeitura

O Diretório Nacional do PT aprovou resolução sobre eleições de 2012 com a preocupação de não bater de frente com o PSD formado pelo prefeito Gilberto Kassab. No documento final, sumiu o trecho irônico constante da proposta que já havia sido discutida pelos petistas anteontem, na qual o PSD era citado como “partido que se autodefine como nem de centro, nem de direita, nem de esquerda”, declaração dada pelo próprio Kassab. Mas foi mantida crítica à “falta de rumo” da oposição.

A alteração vai na contramão dos diretórios estadual e paulistano da sigla, que defendem oposição aberta à gestão do prefeito e já havia criticado informalmente dirigentes petistas em Brasília pela falta de “ressonância” nas críticas a Kassab. O novo presidente do PT, Rui Falcão, evitou falar sobre futuras e eventuais conversas entre os dois partidos. “O PSD não existe formalmente e não pode ser objeto de deliberação”.

Antes de formalizar a criação do PSD, que precisa ser aprovada pela Justiça Eleitoral, Kassab se aproxima de partidos da base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) em Brasília. Esta semana, nomeará o presidente municipal do PMDB, Bebeto Haddad, como secretário de Esportes e o suplente de deputado estadual peemedebista Uebe Rezeck na pasta de Participação e Parceria.

Também indicou o secretário de organização do PC do B estadual, Gilmar Tadeu, como secretário especial para a Copa de 2014. Antes, já havia nomeado o sindicalista Luiz Antonio de Medeiros secretário-adjunto de Trabalho, na cota do PDT. A movimentação irrita petistas paulistanos, que trabalham com cenário de aliança com PMDB e PR à Prefeitura.

Apesar disso, o PT ainda não fechou orientação sobre coligações e alianças eleitorais na reunião do diretório. Uma comissão será criada para fazer levantamento da situação nos Estados para depois traçar estratégia de alianças.

O diretório aprovou resolução sobre reforma política com financiamento público de campanhas, votação em lista de nomes elaborada pelos partidos, manutenção do sistema proporcional para eleição de deputados federais, estaduais e vereadores e o fim das coligações proporcionais.

Mudança após Delúbio

No dia seguinte à reabilitação do ex-tesoureiro Delúbio Soares, expulso em 2005 por envolvimento no mensalão, o PT tratou as doações privadas como vício a ser eliminado com a reforma. O partido diz que o financiamento privado “superpotencializa a influência do grande capital na política e que favorece a corrupção”.

A resolução também foi aprovada sem item que comemorava a saída de Roger Agnelli da presidência da Companhia Vale do Rio Doce e a entrada de Murilo Ferreira.

Lula quer ‘duelo’ com Serra em SP em 2012

Categoria: Gilberto Kassab, Lula, Prefeitura

Em jantar com a presidente Dilma Rousseff (PT) e ministros de São Paulo no Palácio da Alvorada, na quinta, o ex-presidente Lula disse que o partido deve focar suas atenções em 2012 para a eleição à Prefeitura paulistana. Para ele, a crise nos partidos de oposição abriu uma janela de oportunidade para petistas e aliados reconquistarem o comando da capital com “relativa tranquilidade”. E disse que está disposto a entrar forte na campanha – principalmente se o PSDB lançar o ex-governador José Serra, que resiste à ideia.

Para a tática petista dar certo, avalia Lula, será preciso escolher candidato que tenha trânsito entre siglas aliadas. A condição afasta pretendentes com arestas locais, como a senadora Marta Suplicy. Por ora, o PT tem quatro nomes à sucessão do prefeito Gilberto Kassab: Marta e os ministros Aloizio Mercadante (Ciência), Fernando Haddad (Educação) e José Eduardo Cardozo (Justiça).

Desses, o que tem menos chances de concorrer no momento é Mercadante. Ele disputou o governo paulista em 2010 mas perdeu para Geraldo Alckmin (PSDB). E Dilma confidenciou no Planalto que não gostaria de ver ministério tratado como estepe se, derrotado, Mercadante quiser voltar. No último dia 19, em reunião com prefeitos do PT na Grande São Paulo, Lula já havia dito que os candidatos do partido a prefeituras em 2012 precisam de “um José Alencar” na vice das chapas, em referência a seu vice em 2002 e 2006, que morreu este ano.

Lula ainda avaliou que a criação do PSD por Kassab enfraqueceu PSDB e DEM, principais adversários petistas na capital – venceram, respectivamente, as eleições de 2004 e 2008 à Prefeitura –, mas que estão perdendo filiados para a nova sigla do prefeito, que flerta com a gestão Dilma. Para ele, a vitória presidencial do PT também estaria garantida em 2014, quando a presidente começar a colocar em prática seus planos de combate à pobreza. Do jantar do Alvorada, participaram ainda o ex-ministro Luiz Dulci e os atuais ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Antonio Palocci (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).

Nas análises que faz sobre a oposição, Lula tem dito que o senador Aécio Neves (MG), um dos nomes fortes do PSDB, envolveu-se num caso bobo – dirigir com a carteira de habilitação vencida e recusar-se a fazer o teste do bafômetro no Rio de Janeiro, há alguns dias –, que pode ter custo político no futuro. Para o ex-presidente, o assunto será explorado tanto por aliados quanto por adversários.

Enquanto Lula estava no Alvorada, jantar na casa de Marta reuniu o novo presidente nacional do PT, Rui Falcão, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares. No cardápio, também as eleições municipais.

Réu do mensalão, Delúbio volta ao PT

Categoria: Judiciário, Lula

Pivô do escândalo do mensalão, Delúbio Soares foi reintegrado ao PT por maioria esmagadora de votos dos integrantes do diretório nacional: 60 votos a favor, 15 contrários e duas abstenções. Ele foi expulso em 2005, quando a direção petista acabou dizimada na maior crise do governo Lula.

Entre os que apoiaram o retorno de Delúbio estava o ex-presidente do partido Ricardo Berzoini, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, e a senadora Marta Suplicy. Contra a reintegração ficaram Valter Pomar, Carlos Alberto Árabe e Renato Simões, integrantes de alas mais à esquerda.

Delúbio foi acusado de recolher R$ 55 milhões em “recursos não contabilizados” e distribuí-los para políticos e assessores, em operação que teve participação do publicitário Marcos Valério e foi chamada de “mensalão” pelo deputado federal cassado Roberto Jefferson (PTB). Em 2009, ele tentou voltar ao partido, mas Lula impediu, com medo de que o ato afetasse a campanha de Dilma Rousseff em 2010.

Delúbio volta ao partido, mas não deverá ter cargo. Ainda é o principal réu do mensalão. Ele tem pretensão de ser candidato a vereador em Goiânia, mas nem isto está garantido, pois poderá ser pego pela Lei da Ficha Limpa.

Deputados lutam por espaço no PSDB

Categoria: Sem categoria

A exemplo dos vereadores paulistanos, a bancada de deputados federais do PSDB de São Paulo resolveu pleitear mais espaço na formação da nova Executiva estadual, que será eleita daqui a uma semana. Inspirados pelas demandas dos vereadores, que conseguiram ampliar a influência na cúpula partidária municipal após racha que resultou na saída de seis parlamentares, deputados decidiram pedir, na Executiva estadual, o mesmo espaço – cinco vagas. A palavra de ordem é “isonomia”.
Em almoço na terça-feira, no Senado, em Brasília, os deputados Luiz Fernando Machado, coordenador da bancada paulista, e Vaz de Lima e o senador Aloysio Nunes Ferreira avaliaram que os parlamentares devem ter mais representatividade na cúpula partidária, já que a presidência paulista ficará com um deputado estadual, Pedro Tobias, que conta com o apoio do governador Geraldo Alckmin.
A bancada federal, que procurou o ex-governador José Serra para tratar do assunto, quer na Executiva estadual pelo menos os cinco postos que os vereadores obtiveram na cúpula municipal. Entre eles estão, a vice-presidência, a irimeira tesouraria e a secretaria-geral. Os deputados federais aceitam eleger Tobias presidente estadual, mas querem indicar um nome da bancada para secretário-geral. Tobias defende a recondução do atual ocupante do posto, César Gontijo. “Defendo ele de novo porque precisa ser alguém que toca o dia a dia do partido”, afirmou Tobias.
Concessão contra desgaste
Para o deputado, o PSDB não deve usar como critério para a escolha do presidente e demais cargos o revezamento entre deputados federais e estaduais. O atual presidente paulista do PSDB, Mendes Thame, é deputado federal. “Isso está sendo acertado, Todo mundo será acomodado”, afirmou ainda. Os parlamentares também acreditam que o grupo de Alckmin irá ceder espaço para evitar mais um desgaste político com a discussão. Se não houver um acordo sobre o nome que ocupará a secretaria-geral, Gontijo pode ir para a votação durante a convenção estadual do PSDB paulista.
Do lado da bancada federal, o nome cotado para o posto é o do deputado Vaz de Lima. Os deputados estaduais também querem indicar o secretário-geral. Geraldo Vignoli e Mauro Bragato são cotados, mas a tendência é que haja composição com os federais.

Posts Relacionados

  • No Related Post

Tópicos Relacionados

Alckmin defende fusão entre PSDB, DEM e PPS

Categoria: Sem categoria

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mostrou-se favorável hoje à discussão para a fusão entre o PSDB, DEM e PPS e destacou que este é um tema a ser discutido por essas legendas de oposição ao governo Dilma Rousseff. “Eu acho  que é um tema a ser discutido”, disse, após participar de evento de divulgação da campanha de vacinação 2011 na capital paulista. Apesar da garantia de que “vê com bons olhos” a proposta, o governador ponderou que isso não precisa ser feito agora. “Isso  não tem pressa, não precisa ser feito agora. Enfim, é uma discussão partidária.”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu nesta semana que existe a possibilidade de fusão entre PSDB e DEM, mas destacou que as conversas ainda são “preliminares”. O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN) também considerou a  hipótese de junção das siglas, mas disse que as conversas ainda são informais.

Nesta semana, o governador paulista fez um alerta sobre o papel da oposição no Brasil, e destacou que o País não é vocacionado para ter um partido único. Indagado sobre a crise que atinge seu partido em São Paulo, Alckmin tergiversou:  “(O PSDB) não está  em crise, é natural esse procedimento que ocorre. As pessoas têm liberdade (de sair da legenda)”, disse.

Alckmin também foi evasivo quando perguntado sobre o papel do vice-governador Guilherme Afif Domingos, que foi afastado da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para acomodar o DEM no governo estadual. “O doutor Afif fez um bom trabalho na pasta e  combinei com ele que teremos atribuições relevantes e importantes para nos ajudar no governo”, afirmou, sem informar quais seriam as novas funções de Afif.

O tucano evitou comentar as críticas feitas ao PSDB pelo ex-deputado estadual Ricardo Montoro. Em entrevista, o filho do ex-governador André Franco Montoro, um dos fundadores do PSDB, assumiu que cogita deixar a sigla e que teme pelo futuro da legenda.  ”Nenhum comentário”, respondeu de forma lacônica.

Ao lado do secretário da Saúde, Giovanni Cerri, o governador visitou hoje o Instituto Paulista de Geriatria e gerontologia (IPGG), em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. A visita teve como objetivo divulgar a campanha de vacinação anual, que  teve início na última segunda-feira (25). O governador, que é médico anestesista, vestiu um jaleco branco e vacinou idosos. Uma das idosas que recebeu a vacina do governador é candidata da oitava edição do Concurso Miss Centro de Referência do Idoso  (CRI). A meta do governo estadual é vacinar este ano 5,5 milhões de pessoas contra a gripe.

Posts Relacionados

  • No Related Post

Tópicos Relacionados