‘Vitória, só com PT unido’, diz Haddad
- 12 de fevereiro de 2012 |
- 23h10 |
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Categoria: Gilberto Kassab
FERNANDO GALLO
Após as vaias ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), na festa de 32 anos do PT em Brasília, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) afirmou ter dito ao potencial aliado que o maior trunfo de que dispõe na eleição à Prefeitura é a união de seu partido. Minutos depois da declaração, o pré-candidato ouviu de cerca de 600 militantes do PT paulistano o coro de “Ei, Haddad, não queremos o Kassab”.
“Eu disse que o patrimônio que tenho pra disputar essa eleição é o PT unido e com vontade de ganhar”, sustentou Haddad, na festa do partido promovida na noite de sábado pelo diretório paulistano. “Qual a força que o PT tem na cidade? A sua unidade. Se não preservarmos a nossa unidade não temos chance de vitória.”
Haddad avaliou que a ida de Kassab a Brasília “não foi bem compreendida”, uma vez que, segundo o ex-ministro, o prefeito mantém o PT em terceiro lugar na sua ordem de preferência da composição de chapas. Ele disse ter ouvido de Kassab que “não lhe interessa o PT desunido”.
O ex-ministro ainda minimizou as vaias recebidas pelo prefeito em Brasília. “Depois de 11 anos de vida pública, já vi muito aplauso e muita vaia. É da democracia.” Minutos após as declarações, subiu ao palco e fez um breve discurso para a militância petista. Ao final, ouviu quase todo o salão de festas do Clube Tramontano – cerca de 600 pessoas, segundo os organizadores –, protestarem seguidas vezes contra a aliança com Kassab.
Desconcertado, o presidente do PT-SP, vereador Antonio Donato, puxou um grito petista e depois um Parabéns a Você, no que foi acompanhado pelo salão. Ao fim, no entanto, a grita antikassabista soou novamente.
Em seu primeiro ato de pré-campanha desde que deixou o Ministério da Educação, Haddad viu, além do coro da militância, outras manifestações contra a aliança com o prefeito. Ouviu de eleitores que lhe cumprimentaram que um acordo com Kassab era uma traição à história do PT e chegou a tirar fotos com militantes que ostentavam em suas roupas um adesivo que dizia “Haddad sim, PSD não”.
Um líder petista disse que a manifestação contra Kassab na festa de São Paulo era mais importante do que a vaia de Brasília, porque ali a maioria dos presentes era composta por membros de diretórios zonais que, em sua maior parte, são também delegados no encontro municipal que ocorrerá em 2 de junho e decidirá sobre temas como as alianças.
No discurso para a militância, Donato manifestou o desconforto de parte dos petistas da capital com o movimento pró-aliança, afirmando que as decisões serão tomadas pela militância. “Não vai ser imposição de cima pra baixo.”
Instado a comentar a ausência da senadora Marta Suplicy (SP) na festa do PT em Brasília, Haddad assegurou com veemência a presença dela em sua campanha. “Sou capaz de garantir com 120% de certeza que a senadora Marta Suplicy vai, como todas as vezes, se engajar nessa campanha.”
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