Verdão empata com Vasco e leva vaia
- 12 de setembro de 2010 |
- 22h34 |
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Categoria: Futebol
Glauco de Pierri
O Palmeiras de Luiz Felipe Scolari versão 2010 se transformou no rei dos empates no Brasileirão. No jogo deste domingo, 12, contra o Vasco, o time chegou ao seu 11º jogo sem vencer ou perder.
O problema para o experiente treinador é de que não se tratou de uma igualdade daquelas em que o time perde muitas chances de vencer. Os empates do Verdão são reflexos da falta de futebol de qualidade de seus jogadores.
Felipão não teve uma jornada muito feliz. Antes mesmo de o jogo começar, ficou com cara de poucos amigos ao bater com a cabeça na cobertura do banco de reservas, quando era cercado por repórteres de rádio.
Já com a bola rolando, a cada passe errado de Edinho, Rivaldo e Luan o treinador fazia uma careta diferente.
Os mais de 15 mil palmeirenses no estádio foram até pacientes com Felipão e os jogadores. A todo o momento, empurravam o time para cima do Vasco, mas o apoio das arquibancadas não surtiu muito efeito.
Hora com seu boné na cabeça, hora com ele nas mãos, o técnico revezava na hora de chamar um jogador para passar as instruções. Vieram Vítor, Ewerthon, Márcio Araújo. E nenhum dos três parecia entender as ordens passadas pelo comandante.
Se contra o Vitória o Palmeiras mostrou, como o próprio treinador disse, “um futebol de várzea, digno de jogo de casados contra solteiros de mais de 60 anos”, o primeiro tempo contra o Vasco foi típico de uma equipe pequena, do interior, que tenta a todo custo apenas se defender.
Cochichando no pé do ouvido do inseparável auxiliar Flávio Murtosa, o treinador contemplava o goleiro Deola salvar o time de levar o gol nos 45 minutos iniciais. Uma olhada para a esquerda e o técnico ainda poderia ver Paulo César Gusmão, aos berros, dando ordens para o Vasco não parar de atacar o Verdão.
Um alento de bom futebol deu esperança aos palmeirenses no começo do segundo tempo. Com Valdivia em campo, o sorriso voltou ao rosto do torcedor. Depois de uma grande tabela e de Ewerthon perder um gol incrível, o treinador coçou a cabeça, olhou para cima, estapeou o banco de reservas. Mais uma chance havia sido desperdiçada.
Contudo, a esperança de uma vitória em casa para deixar o domingo do palestrino feliz foi aos poucos se transformando, mais uma vez, em uma conhecida e rotineira agonia para o torcedor.
Vaias no final
O Vasco voltou a se organizar e a cada segundo, os jogadores do Palmeiras pareciam perder um pouco da razão. Os passes errados voltaram. A magia de Valdivia era fraca demais para salvar os limitados companheiros. A raça de Kléber parecia estar desfocada. E a orelha do treinador do Verdão devia estar vermelha de tanta gente reclamando de seus jogadores.
Depois dos quarenta minutos do segundo tempo, a agonia virou de vez frustração. A torcida parou de incentivar e passou a reclamar. Kléber ainda teve a chance de mudar o panorama, mas fracassou.
Após o apito final de Leandro Vuaden, uma sonora e demorada vaia ecoou no estádio. Depois, gritos de “vergonha”, rostos furiosos e vozes intimidadoras. Felipão saiu rápido, de cara fechada e mãos nos bolsos. Deve ter percebido que a paciência da torcida está no limite.
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