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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Uma meta fenomenal para o Imperador

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

FÁBIO HECICO

Adriano precisará de números fenomenais para levar o Corinthians ao título nacional. Com 11 jogos até o fim do Campeonato Brasileiro, o atacante terá de repetir o desempenho de seu padrinho Ronaldo quando chegou ao clube, para erguer a primeira taça no Alvinegro.

Tite imagina que somando 23 ou 24 pontos é possível ser campeão. Usa como parâmetro os 71 pontos do Fluminense de 2010. O Corinthians está com 48.

Hoje (6), após o coletivo da tarde, Adriano deve ouvir que ficará no banco de reservas diante do Atlético-GO, domingo, no Pacaembu. Deve entrar no fim, como Ronaldo fez na estreia (foram 23 minutos diante do Itumbiara).
Em seus primeiros 11 jogos em campo, Ronaldo ajudou o Corinthians a ganhar sete vezes e empatar três. Somou apenas uma derrota. Foram 24 pontos.

No período, o camisa 9 balançou as redes oito vezes, sendo três em clássicos, duas na final do Paulista contra o Santos.
Adriano vem recebendo conselhos do Fenômeno para “ganhar” a torcida logo de cara. Essa foi a orientação que ouviu do amigo ao receber a camisa corintiana, na apresentação. “Conquiste logo a torcida que tudo será mais fácil”, ouviu de Ronaldo.

Ficar na arquibancada torcendo pelos companheiros no jogo diante do Bahia (vitória por 1 a 0) também foi ideia de Ronaldo. Adriano, claro, não teve dúvidas em aceitar o convite.

O goleador está otimista em substituir à altura o Fenômeno dentro de campo. “Espero entrar domingo e fazer um gol”, disse Adriano à TV Corinthians. Iniciar sua caminhada pelo Alvinegro com gols é a melhor forma para evitar vaias por causa do precário preparo físico.

Força na perna
Ontem, após dois períodos de treinos táticos, Adriano ainda aprimorou sua pontaria, já com o cair da noite. Foram vários chutes. Fez gols impressionantes, chutou bolas para fora ou pelo alto, mas mostrou que não tem receio com o pé esquerdo operado. As finalizações, em grande parte, foram com chutes fortes.

“Se ele tem condições de jogar pelo menos 20 minutos, não há motivos para não ir para o jogo”, defende o diretor Duílio Monteiro Alves, achando difícil que o jogador não fique no banco. “Claro, o Tite e os médicos é que vão decidir, mas estou confiante.”

Diretoria e comissão técnica estão impressionados com o poder de decisão do jogador. E acham importante tê-lo como opção, mesmo que seja em poucos minutos. “A gente sabe que ele é diferenciado, para dar um passe, assistência e principalmente fazer gol. É jogador que cheira gol. Vou me movimentar bastante para dar assistência, que de duas bolas ele fará ao menos um gol”, disse Danilo.

Ronaldo ficou no banco em seus dois primeiros jogos, entrando no fim (23 e 27 minutos, respectivamente). A “estreia” desde o início foi na terceira partida, num 2 a 1 diante do São Caetano, no Pacaembu.

A estratégia deve ser semelhante com o Imperador. Jogar pouco nas primeiras rodadas para ir adquirindo ritmo de jogo e, na reta final, embalar. Poderia, assim, festejar título antes de Ronaldo, que precisou de 15 jogos para dar uma volta olímpica.

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