Tirone coloca panos quentes no Palmeiras
- 21 de setembro de 2011 |
- 0h10 |
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Categoria: Palmeiras
DANIEL BATISTA
O presidente Arnaldo Tirone decidiu colocar panos quentes na declarada guerra entre o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, e o técnico Luiz Felipe Scolari. O dirigente sabe que qualquer atitude que tome agora só vai aumentar a confusão.
Muita gente é favorável à queda de Frizzo, mas o número de defensores da demissão do treinador, que começou pequeno, aumenta a cada dia. Por isso, a ideia de Tirone é tentar manter as coisas como estão até o fim do ano. O que pode mudar a situação é se um dos lados resolver pedir demissão.
Por tudo que Tirone tem ouvido nos últimos dias, quem pode deixar o clube no fim do ano é o supervisor de futebol Galeano. O problema é que o ex-jogador é muito amigo de Felipão e o treinador não aceitaria a saída do companheiro tão facilmente. Até por isso, Tirone vai adiar ao máximo a decisão, para ter tempo de se acertar com o treinador.
Enquanto isso, a estratégia é tentar amenizar os conflitos. Ontem, o dirigente não quis dar entrevista, nem tampouco Felipão. Apenas Frizzo falou, e deu a impressão de que ele e o treinador são amigos de longa data.
“Não tenho o que falar de algo que não existe (desavença com o treinador. Não sei de onde tiram que tenho problema com ele”, disse o dirigente, garantindo ter relacionamento harmonioso com Felipão. “Acontece que os resultados fazem surgir essas histórias.”
Segundo pessoas ligadas à diretoria, o problema de Galeano é que ele relata fatos para Felipão às vezes de maneira distorcida. Como no caso da visita de torcedores ao CT. O treinador reclamou que seriam membros de organizadas, mas os dois palmeirenses foram da entidade há alguns anos e teriam ido ao treino para conversar sobre coisas particulares com Frizzo.
Sem citar nomes, o dirigente admitiu que possa ter acontecido um mal-entendido. “Em um trabalho de equipe composto por 30 homens, cada um tem que fazer sua parte sem interferir na do outro. Alguém deve ter falado alguma coisa para o Felipão. Foi isso que aconteceu.”
Histórico de desavenças
A relação entre Felipão e Frizzo não é boa há tempos. Diversas vezes Tirone tentou contratar um diretor de futebol para fazer com que o contato entre ambos fosse menor, além de diminuir a pressão sobre Frizzo, mas ainda não encontrou essa pessoa.
Sempre que o vice-presidente é consultado sobre o assunto, avisa que não precisa de ajudante para cuidar do futebol.
Pelos clubes que passou, Felipão sempre gostou de participar das negociações. Ele já ligou pessoalmente para jogadores convidando-os a trabalhar com ele. Mas no Palmeiras não tem feito isso. Frizzo é quem negocia com os atletas.
Este, aliás, foi um dos fatores que desencadeou toda a briga. O ego inflado e o gosto pelo poder fizeram com que cada um remasse para um lado e a situação chegasse ao nível atual de desgaste.
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