Estado.com.br
Domingo, 27 de Maio de 2012
Esportes
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Timão: não podia ser melhor

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

Bruno César marca durante jogo contra o Avaí­ no Pacaembu (Foto: JF Diorio/AE)

VITOR MARQUES

A cinco rodadas do fim, o Corinthians reacendeu a disputa pelo título brasileiro. Com Tite no comando, inverteu a série de resultados ruins de Adílson Batista e colou novamente nos líderes da competição.

Foi uma rodada quase que perfeita: goleada em cima do Avaí, e tropeços de Fluminense (0 a 0 contra o Internacional) e Cruzeiro (derrota diante do São Paulo, o próximo rival). A diferença para o líder Flu caiu para um ponto (58 a 57). O Cruzeiro caiu para a terceira colocação graças ao saldo de gols.

Assim, o campeonato parece que será decidido, como prevê o novo técnico do Corinthians, na última rodada.
Em seu terceiro jogo, Tite implantou uma nova filosofia no Corinthians. Nova para o histórico recente da equipe, não para o treinador, reconhecido por montar times com formações bastante cautelosas.

Quando o Corinthians entrou em campo, nesta quarta-feira, 3, no Pacaembu, já sabia que o Fluminense havia empatado e que o Botafogo tinha ganho seu jogo, tornando a vitória sobre o Avaí mais do que uma obrigação.

Mas havia ainda um fantasma rodando o Pacaembu: os desastrosos resultados diante de equipes de segundo escalão do Brasileiro, Ceará e Atlético-GO.

“Não quero coração de mais e razão de menos, eu peço a vocês que tenham equilíbrio”, foi o que Tite disse aos seus jogadores à beira do gramado, momentos antes de os atletas entrarem em campo. Os jogadores entenderam bem as palavras do chefe.

Fortemente marcado, o Corinthians criava poucas chances de gols. Mas como também não era importunado pelo adversário, seguiu à risca as ordens de Tite. Com a razão, esperou o momento certo do bote.

Da maneira como o jogo se desenhava, não poderia ter sido de outra forma o gol de Bruno César, aniversariante da noite – fez 22 anos. Sem espaços para criar alguma jogada mais aguda, fez o que sabe fazer tão bem: chutar de longe.

“Nada estava dando certo contra um time fechado, então eu cortei para o meio, o marcador foi para cima do Alessandro e eu chutei”, disse ele, que arriscou, de esquerda, um lindo chute da intermediária.

A história da partida não mudou nem quando o Avaí perdeu um jogador expulso, aos 35 minutos no primeiro tempo.
Prova disso foi a insistência da Fiel, cansada de ver Iarley perder chances de gols, exigir a entrada de Dentinho.

E ele entrou. As 17 do segundo tempo, fez o torcedor explodir tanto quanto os gols do São Paulo em cima do Cruzeiro.
Os primeiros minutos dele em campo contagiaram o Corinthians, que fez seu segundo gol ao 20, com Elias, completando uma boa jogada de linha de fundo de Alessandro.

Fenômeno

Com o jogo já definido e dois homens a mais em campo, Ronaldo completou a noite de gala do Timão fazendo dois gols. O quarto do Timão foi de pênalti – Dentinho queria muito bater, mas cedeu quando viu o Fenômeno pedir a bola.

E, se durante o jogo, a Fiel torceu para o São Paulo, nos descontos já atazanava o rival com gritos de guerra. Nos pontos corridos não existe final, mas o clássico de domingo poderá decidir o Brasileiros para o Corinthians.

1 Comentário Comente também

Deixe um comentário: