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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Faltou força ao Tricolor no Rio

Categoria: Brasileirão, São Paulo FC

FERNANDO FARO

Quem esperava um São Paulo agressivo diante do Flamengo, ontem, no Engenhão, para emplacar a quinta vitória seguida ficou frustrado. A equipe não repetiu as últimas boas atuações, errou demais e perdeu por 1 a 0, dando fim à sua sequência de sete jogos de invencibilidade.

O Tricolor fez o jogo da forma que lhe era conveniente e parecia que a estratégia teria sucesso. O time esperou o Flamengo em seu campo de defesa e tentou explorar a velocidade de Lucas e Osvaldo. Paulo Miranda ficou mais preso pela direita e liberou Cortez para atacar. Ao lado do camisa 6, que errou uma infinidade de passes, Osvaldo se apresentava mais para o jogo e era de seus pés que vinham os lances mais agudos. Luis Fabiano prendia a atenção de Renato Santos e Gonzáles e ajudava a abrir espaços.

O problema é que faltou a pegada mais agressiva que caracterizou a equipe nas últimas rodada, muito por culpa do calor escaldante que castigou os dois times – o árbitro Leandro Pedro Vuaden parou a partida duas vezes para que os jogadores pudessem beber água. Se tivesse mais gás, talvez o Tricolor pudesse ter sido mais incisivo diante de um adversário visivelmente fragilizado pelo risco do rebaixamento e de uma sequência de cinco partidas sem vitória.

O Rubro-Negro dependia demais de Vagner Love e o atacante não decepcionou. Foi com ele que saíram as principais jogadas ofensivas, até mesmo a que originou o gol de Gonzáles, após cobrança de falta sofrida pelo atacante. Foi o primeiro gol sofrido pelo São Paulo em cinco jogos.

Paulo Miranda, que foi bem no primeiro tempo, falhou e deixou o chileno cabecear. O gol mudou o panorama do jogo, que favorecia os visitantes por dar espaços para os contra-ataques. Méritos para Dorival Júnior, que soube fazer a leitura correta da partida e mandou Adryan a campo como um ponta esquerda e empurrou o Tricolor para seu campo de defesa. Saiu dos pés do garoto o cruzamento para o gol.

Não que os são-paulinos fizessem por merecer a vitória, pois cozinharam demais o adversário e não criaram muitas coisas, nem mesmo com Lucas, que teve alguns lampejos no fim do primeiro tempo e pecou por prender demais a bola.
Mas houve uma grande chance de o Tricolor se dar bem quando a partida ainda estava 0 a 0, só que Luis Fabiano perdeu seu segundo pênalti consecutivo (já havia desperdiçado contra o Atlético-GO). O atacante bateu muito mal e transformou a defesa de Felipe em uma manobra simples.

Ney Franco também errou e tirou Jadson para colocar o inoperante Willian José, que nada fez para ser notado. A mudança fez a equipe se perder e tudo passou a dar errado, tanto que seria mais justo um segundo gol flamenguista do que o empate.

A chave da derrota passou diretamente pela perda do meio de campo, fato que expôs a defesa e não deu o balanço necessário aos jogadores de frente, problema que ficou ainda mais acentuado com a saída de Jadson.

O fato é que o Tricolor fracassou no primeiro teste da dura sequência que terá pela frente. Sábado, no Recife, precisará ter mais fome contra o Sport para não vacilar e ser surpreendido novamente.

Tricolor decola

Categoria: Brasileirão, São Paulo

FERNANDO FARO

O belo drible seguido de uma conclusão perigosa de Paulo Miranda, logo aos três minutos de jogo, deu a tônica do atual momento do São Paulo. Com a mesma tranquilidade e confiança do zagueiro, o Tricolor não teve dificuldades para impor seu ritmo, derrotar o Figueirense por 2 a 0, no Morumbi, e assumir o lugar do Vasco no G-4 do Brasileiro.

A equipe do técnico Ney Franco se beneficiou da derrota dos cariocas para o Santos, na Vila Belmiro, e chegou aos 52 pontos, contra 50 do agora quinto colocado na classificação. O jogo também teve caráter festivo pelo fato de Rogério Ceni, goleiro, ídolo e capitão da equipe, vestir a camisa são-paulina pela 500ª vez no estádio são-paulino.

A exemplo dos dois últimos jogos, a equipe manteve a agressividade na marcação e abusou da velocidade de seus pontas. Mesmo sem contar com Denilson, desfalque de última hora por causa de uma lombalgia, o meio de campo continuou forte na marcação e deu o balanço necessário para o time. Wellington, maior responsável pelo crescimento coletivo, foi um monstro. Desarmou, atacou, correu e deu a liberdade para Jadson conduzir as jogadas com liberdade.

O time explorou as laterais com Paulo Miranda e Cortez, sempre auxiliados por Osvaldo e Douglas, e rapidamente tomou conta da partida. As oportunidades não demoraram a aparecer e em 20 minutos o resultado estava definido, primeiro em bela cabeçada de Luis Fabiano, aos 13, e, sete minutos depois, com Douglas, aproveitando jogada rebatida na área do Figueirense.

Apesar de ter um rival incapaz de esboçar qualquer reação e entregue na partida, o Tricolor puxou o freio de mão e deixou a agressividade de lado para administrar o resultado. Se tivesse se esforçado um pouco mais, poderia ter emplacado uma goleada histórica, mas preferiu cozinhar o adversário e até chegou a sofrer algumas ameaças. Maicon só tocou a bola de lado e os jogadores começaram a errar muitos passes e pouco produziram até o apito final.

O duelo também serviu para o torcedor são-paulino acompanhar Aloísio de perto. O camisa nove do Figueirense é um dos desejos da diretoria para formar o elenco para o ano que vem e, embora tenha sido um dos mais participativos, não conseguiu mostrar que pode ser um reserva à altura de Luis Fabiano.

É verdade que o objetivo foi alcançado e a equipe chegou à terceira vitória consecutiva, mas o jogo acabou ficando abaixo do esperado especialmente, depois do início fulminante. Culpa, talvez, do rival inofensivo, que pouco exigiu e permitiu que os donos da casa atuassem com tranquilidade excessiva durante praticamente 70 minutos.

Se enfrentar o Atlético-GO, na quinta-feira, com o mesmo apetite do início da partida, o São Paulo não deverá ter dificuldades para conquistar mais três pontos, mas, se a apatia prevalecer, as chances de ser surpreendido pelo lanterna crescem.

O São Paulo está proibido de tropeçar

Categoria: Brasileirão, Futebol, São Paulo FC

VASCO X SÃO PAULO

FERNANDO FARO
Chegou a hora da verdade para o São Paulo no Brasileirão. Perseguindo o Vasco há dez rodadas, o Tricolor, quinto colocado, vai a São Januário enfrentar a equipe carioca, uma posição à frente, para grudar definitivamente no G-4. Separados por quatro pontos na tabela, os dois clubes podem decidir o futuro na temporada hoje.

Péssimos visitantes com apenas três vitórias em 14 jogos longe do Morumbi, os são-paulinos precisarão reverter a marca incômoda se quiserem permanecer vivos na competição. Luis Fabiano foi enfático ao dizer que qualquer resultado que não seja a vitória pode sacramentar o fim das esperanças de conquistar uma vaga na Libertadores pelo Nacional. “Jogar fora de casa é sempre mais complicado, o time da casa fica mais aguerrido, conta com o apoio da torcida. Mas precisamos jogar fora de casa da mesma maneira que jogamos no Morumbi, como foi contra o Palmeiras”, disse.

Mas a opinião do camisa 9 não é unanimidade entre os companheiros. Isso porque a sequência dos rivais é bastante distinta. Enquanto o São Paulo recebe Atlético-GO e Figueirense, os vascaínos encaram o Santos na Vila Belmiro e fazem o clássico contra o Botafogo na rodada seguinte. Portanto, embora vencer possa significar finalmente ultrapassar o rival nas próximas rodadas, existe o consenso de que não perder também mantém a equipe na briga.

Grande vilã dos clubes em 2012, a Seleção Brasileira mais uma vez transforma Lucas em desfalque para um duelo decisivo. O craque está na Suécia para defender o Brasil contra o Iraque e obriga Ney Franco a mexer na equipe.
Sem um atleta com suas características no elenco, a tendência é que o treinador escale Douglas no setor. Preterido na lateral direita, o jogador se destacou nas atividades em que atuou mais avançado e ganhou a disputa com Ademilson.

Por outro lado, Rhodolfo volta de suspensão e vai formar mais uma vez dupla com Rafael Toloi. “O Vasco também tem um desfalque complicado, eles perdem muito sem o Dedé. Vamos ver se conseguimos suprir a ausência do Lucas e eles não conseguem suprir a do Dedé”, completou Luis Fabiano ao falar da ausência do defensor, também com a Seleção.

Satisfeito com o desempenho e a postura da equipe contra o Palmeiras, Ney Franco manterá o esquema e planeja agredir o adversário mesmo fora de casa. Wellington ajudará Denilson na marcação no meio e dará mais liberdade para que Osvaldo, Douglas e Jadson encostem em Luis Fabiano na frente.

A estratégia será pressionar a saída da posse de bola desde o início para pegar os cariocas desprevenidos. “Temos um grupo que nos permite modificar a forma de jogar a todo o momento”, ponderou Wellington.

O São Paulo não teve dó do Palmeiras

Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras, São Paulo FC

SÃO PAULO 3 X 0 PALMEIRAS

PAULO GALDIERI
Os 3 a 0 que ainda piscavam no placar do Morumbi ao final do clássico não são capazes de transmitir com exatidão o que foi o confronto entre São Paulo e Palmeiras. As expressões “massacre” ou “domínio total” talvez traduzam melhor o jogo. O Tricolor venceu sem sustos. O Palmeiras, escalado para não perder, aceitou a derrota sem muito resistir. Um placar desses em um clássico é daqueles resultados capazes de mudar os rumos no Brasileiro. Para quem ganha e para quem perde.

Ontem os são-paulinos saíram empolgados e confiantes. A volta à Libertadores continua a ser um sonho possível. O Vasco, próximo adversário e rival direto na busca pela vaga no torneio continental em 2013, já era assunto na boca dos jogadores ainda em campo após a vitória.

Os palmeirenses deixaram o gramado cabisbaixos e com o ânimo abalado. Para um time que vinha de três vitórias seguidas e havia recuperado a confiança na luta para escapar do rebaixamento, a surra foi um golpe e tanto.
Se Gilson Kleina havia sido o artífice das vitórias contra Figueirense e Ponte Preta, a derrota de ontem também pode ser creditada a ele.

Kleina apostou que poderia segurar o rápido ataque são-paulino com marcações individuais sobre Luis Fabiano, Lucas, Osvaldo e Jadson. Cada um deles tinha um carrapato sobre si, e cada um deles deitou e rolou sobre seu perseguidor pessoal.

Henrique, Juninho, Márcio Araújo e Marcos Assunção não acharam os são-paulinos. A cada drible, a cada tabela, a defesa palmeirense se mostrava frágil.

No ataque, os palmeirenses sofriam com a ineficiência de Daniel Carvalho e Valdivia. Barcos estava isolado dentro da área.

Nesse cenário, gols pareciam uma questão de tempo. E foram mesmo. Luis Fabiano, sempre ele, não desperdiçou. Abriu e fechou o placar –com direito a um golaço, de voleio, aproveitando passe preciso de Paulo Miranda.

O volante Denilson, carregador de piano de carteirinha, resolveu entrar na dança. Largou por alguns instantes a vocação para “brucutu” e também marcou um golaço, o segundo da tarde, em chute da intermediária. Foi o seu primeiro em 89 partidas pelo Tricolor.

Kleina tentou arrumar o time no vestiário colocando Tiago Real na armação e Luan na frente e sacando o perdido volante Márcio Araújo e o inoperante Daniel Carvalho. Queria dar mais força ofensivo para o Palmeiras, incomodar um pouco o São Paulo, senhor do jogo nos primeiros 45 minutos.

A torcida palmeirense, contudo, nem teve tempo de sonhar com reação. A expulsão boba do lateral Artur no início do segundo tempo acabou com qualquer esperança.

A facilidade para o São Paulo foi tamanha que Ney Franco se deu ao luxo de mexer na equipe para evitar desgastes. Tirou Luis Fabiano, com câimbras, logo depois do terceiro gol. E sacou Wellington para evitar que ele fosse expulso – já tinha amarelo.

Nos últimos 20 minutos o São Paulo tocou a bola e o Palmeiras tentou amenizar o estrago. Lutou em busca do gol, mas sempre esbarrou nas suas próprias deficiências e limitações. E ainda terminou o clássico com apenas nove em campo, porque Valdivia se machucou e teve de sair quando Kleina não podia mais fazer nenhuma substituição.

No apito final, são-paulinos saíram certos de que um clássico pode mudar os rumos do time. E os palmeirenses, na torcida de que nem tudo esteja perdido na luta contra a queda.

Um jogo que vale muito

Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras, São Paulo FC

SÃO PAULO X PALMEIRAS

DANIEL BATISTA
FERNANDO FARO
Os 17 pontos que separam o São Paulo do Palmeiras na classificação e os dez anos sem perder do rival no Morumbi sugerem um amplo favoritismo ao Tricolor no clássico desta tarde. Mas a frieza dos números esconde o atual momento das equipes. O dono da casa ainda não apresentou uma regularidade digna de um time que luta por vaga na Libertadores e o visitante chega fortalecido com três vitórias – duas no Brasileirão e uma na Copa Sul-Americana – sob o comando de Gilson Kleina.

Se bater o São Paulo, o Palmeiras ultrapassará o Sport, chegará à 17ª posição e ficará no limite da zona da degola. Hoje ninguém duvida de que é possível.

O ânimo revigorado do adversário ligou o sinal de alerta nos são-paulinos, que não podem pensar em outro resultado que não a vitória para não perder contato com o Vasco na briga pelo G-4.

Caso vença o clássico e os cariocas tropecem diante do Atlético-GO fora de casa, o Tricolor terá a possibilidade de entrar na zona de classificação para a Libertadores no confronto direto em São Januário quarta-feira.

A pressão já começou antes mesmo de a bola rolar. Os palmeirenses apresentaram um protesto formal à CBF solicitando a troca do árbitro Paulo César de Oliveira alegando que ele frequentemente prejudica a equipe. Temendo que as reclamações influenciem o árbitro, o Tricolor respondeu prontamente e criticou a atitude.

 Os dois treinadores sabem que do outro lado há jogadores que podem decidir sozinhos o clássico de hoje. No São Paulo, Ney Franco decidiu mexer no time para tentar frear as investidas de Valdivia, que está empolgado com a sequência de sete partidas consecutivas sem sofrer uma lesão, seu recorde no ano. Além disso, Marcos Assunção é um perigo na bola parada e Barcos já mostrou diversas vezes que sabe fazer gols como ninguém. Contra o São Paulo, foram dois em dois jogos.

No Palmeiras, Kleina não vai mexer no esquema tático – Thiago Heleno (machucado) e Maikon Leite (suspenso) não jogam. Ontem, a diretoria conseguiu efeito suspensivo e Luan está a disposição para o clássico.