Felipão prevê evolução psicológica após virada
- 6 de fevereiro de 2012 |
- 13h23 |
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Categoria: Palmeiras
O técnico Luiz Felipe Scolari destacou a importância psicológica de o Palmeiras ter batido o Santos por 2 a 1, de virada, com dois gols nos minutos finais do clássico, na tarde do último domingo, em Presidente Prudente, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. O treinador lembrou que o resultado serviu para o time ganhar mais confiança neste momento em que luta por afirmação e vem sendo cobrado por há tempos não conseguir alcançar resultados de expressão nas competições que disputa.
“(Essa vitória) muda o ânimo da equipe, muda a forma como a gente pode focar alguns assuntos, primeiro de uma forma diferente, como é o caso da convicção de acreditar (no resultado positivo) até o último minuto”, disse o treinador, para depois lembrar que a virada no placar também serviu como incentivo para os reservas que estão na luta por uma vaga na equipe titular.
“A vitória muda o espírito (do time) porque todos que entraram sentiram que deram a sua contribuição. E os que vão entrar sentem que fazem parte de um grupo, de uma equipe, não só de um time de 11 (jogadores). Pelo jogo que fizemos hoje (domingo), foi a melhor partida do campeonato”, comemorou.
O lateral-esquerdo Juninho, por sua vez, ressaltou a força mental do time palmeirense, que conseguiu a virada mesmo depois de ter sofrido um gol de Neymar já no segundo tempo. “O Palmeiras garantiu a vitória por causa da sua organização dentro de campo e não nos deixamos abater pelo gol. Espero que seja o começo de um ano maravilhoso para o Palmeiras. Fico feliz por ter marcado o gol e quero dedicar a todos os funcionários do clube”, ressaltou o jogador, que chutou a bola que Maranhão desviou para dentro do próprio gol santista e decretou o placar de 2 a 1 no último domingo.
Agora é para valer
- 24 de janeiro de 2012 |
- 23h01 |
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Categoria: Campeonato Paulista
DANIEL AKSTEIN BATISTA
Ao falar que “jogamos o suficiente para vencer na estreia”, Marcos Assunção deixa bem claro que o Palmeiras ainda precisa melhorar muito para sonhar com títulos em 2012. Bem verdade que o time começou o Estadual com vitória, mas o que se viu contra o Bragantino, no domingo, foi uma equipe com os mesmos defeitos e acertos do ano passado. E o panorama não deverá ser muito diferente disso hoje, às 22h, no Pacaembu, contra a Portuguesa.
O Palmeiras ainda é um time em formação. Dos reforços, apenas Juninho começará jogando hoje, na lateral esquerda. Os outros três jogadores contratados vieram para ser titulares, mas ainda não estão prontos para isso: Daniel Carvalho ficará no banco e o zagueiro Román e o atacante Barcos ainda precisam entrar em forma.
Com uma formação quase idêntica à de 2011, Luiz Felipe Scolari mantém também o estilo de jogo. Enquanto o time se baseia nos cruzamentos de Assunção e na habilidade de Valdivia, os pontos negativos continuam sendo a instabilidade da defesa e a falta de pontaria do ataque – Ricardo Bueno foi mal na última partida, mas deverá ser mantido na equipe.
Marcos Assunção, que completará hoje cem jogos pelo Palmeiras, tem os números a seu lado: em 99 partidas, anotou 21 gols e deu 24 assistências – foi dele, inclusive, o cruzamento para o primeiro gol do time no Estadual. Mesmo assim, o volante tenta diminuir a sua importância para a equipe, para não menosprezar os companheiros.
“Se eu faço um gol de falta ou de um cruzamento, não quer dizer que o Palmeiras é dependente do Marcos Assunção”, falou ele. “Eu não penso assim, só trabalho para ajudar.”
Assim como o volante, Valdivia é o outro jogador no qual a torcida deposita bastante esperança. E confiança é justamente o que não falta ao chileno. “É mais uma oportunidade para mostrar ao torcedor que eu sei jogar bola”, declarou o meia, um dos destaques do time no amistoso contra o Ajax (1 a 0) e no jogo contra o Bragantino.
Recuperado de lesões e se dizendo pronto para ter um 2012 diferente, sem tantas polêmicas, Valdivia promete empenho para não deixar que o ano seja novamente marcado por conquistas dos rivais. “É difícil ver o Corinthians e o Santos serem campeões e não a gente. Mas temos de trabalhar e nos esforçar mais. Mas vejo um bom ambiente aqui e estou sentindo que vamos ter uma boa temporada.”
Se o Palmeiras começou bem o ano, a Portuguesa tenta dar hoje a volta por cima. O time decepcionou na estreia ao ser derrotado pelo Paulista no Canindé (2 a 0) e promete atitude diferente no Pacaembu. Alerta no Palmeiras? “É um clássico e temos de ter muito respeito por eles. Vai ser um jogo difícil, mas temos de conseguir os três pontos”, disse Marcos Assunção.
Palmeiras volta a negociar com Jonas
- 18 de janeiro de 2012 |
- 13h35 |
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DANIEL BATISTA
Após acertar a contratação do centroavante que Felipão queria, o Palmeiras agora volta suas atenções para atender a outro pedido do treinador e trazer um lateral-direito. E o nome é Jonas, do Coritiba.
Ele chegou a negociar com o Verdão no fim do ano passado, mas optou pelo Santos. Como o clube da Vila não se acertou com o Coritiba, o presidente Arnaldo Tirone resolveu fazer uma nova investida.
O empresário do atleta, Felipe Pereira, disse ao JT que Jonas não desmereceu o Verdão. “A proposta do Palmeiras foi maior do que a do Santos, mas ele queria voltar a trabalhar com o Muricy. Eles trabalharam juntos no São Caetano.”
O vice-presidente Roberto Frizzo admite que já houve um novo contato. “Sei que retomamos a negociação, mas não sei em que situação está.”
Jonas está proibido de dar entrevista e espera ter o seu futuro definido até o fim da semana. “O Campeonato Paranaense e o Paulistão vão começar, então ele tem de saber onde vai jogar”, disse Pereira.
A possibilidade de Jonas chegar para ser reserva de Cicinho não o incomoda. “Ele estaria indo para um dos maiores clubes do Brasil e chegaria para disputar posição.”
Cicinho aprova a possível chegada do concorrente. “ É um grande jogador.”
O goleiro de uma nação
- 11 de janeiro de 2012 |
- 23h35 |
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RAPHAEL RAMOS
Às vésperas da Copa do Mundo de 2002, Marcos chamou Felipão para uma conversa reservada e fez um pedido: “Não me coloque como titular. O Rogério Ceni e o Dida estão voando, e eu estou sendo cornetado por todo mundo. É melhor você escolher um dos dois para ser o seu camisa 1.” O treinador não deu bola para ele, e o final da história todos sabem: a Seleção conquistou o quinto título mundial com atuações importantíssimas do palmeirense, sobretudo nas oitavas de final contra a Bélgica e na decisão diante da Alemanha.
Se a Libertadores de 1999 serviu para elevar Marcos à condição de santo para os palmeirenses, a Copa do Mundo da Coreia da Sul e do Japão fez com que ele passasse a ser idolatrado e respeitado por torcedores de todo o País, até mesmo dos rivais São Paulo e Corinthians.
“Nas preleções, o Felipão passava imagens do povo brasileiro sofrido, cenas de enchentes, pobreza… E a melhor coisa de você defender a Seleção é cantar o hino nacional perfilado com os demais jogadores sabendo que o País todo está te assistindo”, relembra Marcos.
Apesar de ter iniciado aquele Mundial sem muita confiança, a ponto de ter pedido para Felipão não colocá-lo como titular, ele chegou à decisão tão seguro de si que beirou a arrogância, algo impensável para um jogador como ele. Na preleção, o treinador passou a palavra a Ronaldo, astro da companhia. E o Fenômeno prometeu marcar pelo menos um gol – acabou fazendo dois.
Marcos, então, cravou sem medo que o Brasil sairia do estádio Internacional de Yokohama pentacampeão do mundo. “Como o Ronaldo vai garantir o gol dele lá frente e por mim não passa nada hoje, esse título é nosso”, disse para delírio do grupo.
Cafu era o capitão daquele time, mas não era o único líder. Roque Júnior também havia sido escolhido por Felipão para comandar a equipe, principalmente fora de campo, e lembra da importância de Marcos naquela conquista. “Ele estava em uma fase muito boa. Tinha a confiança do Felipão e, para nós jogadores, quando você olha para trás e vê um goleiro da qualidade do Marcão você se sente mais tranquilo.”
Companheiro de Marcos no Palmeiras de 1995 a 2000, Roque Júnior o conhecia bem e sabia que ele poderia ser fundamental para apagar qualquer princípio de crise que pudesse existir. Mas nem foi preciso. “Não perdemos nenhum jogo naquela Copa, mas caso perdêssemos e um jornalista fosse entrevistá-lo, ele poderia soltar uma ou duas pérolas para desviar a atenção para ele, porque sempre foi assim”, conta.
As melhores lembranças que o ex-zagueiro tem de Marcos são da final. “Quando foi exigido, ele não decepcionou. Em uma falta cobrada pelo Neuville, por exemplo, ele se esticou todo e, com a pontinha dos dedos, espalmou a bola, que ainda bateu na trave.”
O lance citado por Roque Júnior ocorreu aos três minutos do segundo tempo, quando a partida ainda estava 0 a 0. O alemão chutou forte da intermediária, a bola passou pela barreira e, quase em cima de Marcos, fez uma curva. Neuville levou as mãos à cabeça como se não acreditasse que o brasileiro tivesse conseguido fazer a defesa. Mal sabia ele que estava diante de um santo.
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O dia mais difícil de São Marcos
- 11 de janeiro de 2012 |
- 21h29 |
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Categoria: Futebol, Palmeiras, Sem categoria
DANIEL AKSTEIN BATISTA
São 38 anos de vida, quase 20 de Palmeiras. E uma humildade sem tamanho. Marcos Roberto Silveira Reis, o São Marcos da torcida do Verdão, falou pela primeira vez sobre a aposentadoria ontem, em evento na Academia de Futebol. Foram 58 minutos de coletiva, e outro tanto de conversa depois disso. O goleiro que deve ganhar um busto no futuro estádio, do qual também será o embaixador, e ainda verá sua camisa 12 ser aposentada, prometeu não chorar na despedida. Só soltou algumas lágrimas quando falou do pai, falecido.
Hora do adeus
Vou tentar responder sem chorar, me preparei uma semana pra isso, pra não ficar com beicinho. Mas se eu soubesse que ia ter tudo isso… Caiu minha pressão, estava nervoso, ontem não dormi. Não sou de oba-oba, preferia falar: ‘parei, tchau’. É meio horrível pegar e sair do clube. Quando decidi parar, fiquei muito mal. E quando saí com o carro daqui, deu vontade de voltar e falar pro César Sampaio: é mentira. Aquele dia que o Sampaio deu a notícia pra vocês eu tirei pra chorar. E ganhei uma semana pra preparar o psicológico.
Estranha sensação
Um dia cheguei em casa, vi todas aquelas matérias sobre mim, e falei: ‘parece que morri’. A aposentadoria do jogador é mesmo como se você tivesse morrido. Você chega em casa e vê a mala, a roupa de concentração e fala: ‘rapaz, morri mesmo’. Somos dois personagens: o pai da Juju (Ana Julia) e marido da Sônia, e o goleiro. E o goleiro morreu mesmo, jogo agora só na despedida.
A decisão
Não foi algo que decidi agora. Venho falando isso há três anos. Cada vez que a gente perdia eu falava que iria parar. Usei muito o ano passado pra parar e espero que não sinta tanta falta do futebol, já que me preparei pra isso. A decisão veio mesmo quando não consegui entrar em forma. Fiz algumas partidas acima do peso e joguei abaixo do esperado. Sempre briguei muito com a balança. Corria e ficava com o joelho inchado. O corpo pediu arrego. E sabia que daqui pra frente iria ficar me arrastando pelo campo. Quando se tem uma dor muito forte é difícil ter prazer. Termino feliz com minha carreira. Fiz defesas maravilhosas, tomei frangos e dei entrevistas boas pra vocês e ruins pra mim.
Homenagens
Sobre aposentar camisa 12, fiquei muito feliz. É um pouco de egoísmo querer um número só pra mim. Camisa 1 no Palmeiras teve um monte melhor que eu, mas com a 12 acho que fui um dos melhores. E acho que vocês dão muito mais moral pra mim do que mereço.
Personalidade
Eu dava boas entrevistas. E que davam problemas pra mim, mas sempre dormi tranquilo. É difícil mudar a personalidade de uma pessoa. Hoje sempre tem alguém que diz o que você deve falar, vestir… Jogador um pouco mais antigo tinha personalidade pra falar. Hoje tem marketing daqui, manager dali. É por isso que estou aqui hoje e tenho respeito de todos. Me identifiquei muito pela torcida por ela reconhecer o torcedor que estava em campo. Muitas vezes falei muita bobagem, devia ter ficado quieto, mas sempre falei o que o coração mandava.
Marketing e futuro
Como jogador fazia pouco evento, até porque era difícil concentrar, treinar e fazer eventos. Mas quero ficar um tempo parado agora. Tenho vários projetos, muita gente me procurou. Talvez eu seja embaixador na Nova Arena. O Palmeiras pode contar comigo no que precisar. Não vou dar entrada no contrato de trabalho agora, mas vou ajudar e me preparar pra isso. Eles deixaram a porta aberta pra eu vir aqui e conversar com os amigos e isso vai ser bom pra eu não sentir tanta falta.
Paixão alviverde
É difícil viver muito tempo num clube e só ser profissional. Não dá pra não gostar, não ter amor. Sempre cobrei muito isso dos jogadores e cobrava porque queria que eles fossem iguais a mim, mas eles têm direito de ser diferentes. E sempre pedi desculpas após minhas fortes declarações.
Família
Minha mãe ficou muito triste. Aí expliquei as condições e ela entendeu. Ela perguntou se não dava pra jogar mais um tempinho e falei que estava com dor. Ela só pediu pra eu ir mais em casa. Meu pai tenho certeza que está feliz… O que ele mais me ensinou era preservar o nome e acho que isso fiz bem (chora). Quando meu pai estava doente tinha muito jogo seguido e não o vi morrer porque estava concentrado. Este ano vou tentar ficar mais próximo das pessoas de que gosto.
Esposa e filhos
É o preço que se paga pela profissão, nunca estamos no álbum de família de ninguém. Eu só tenho a agradecer à profissão, meus filhos vão ter futuro melhor por esse sacrifício. Vou ver as coisas da escola dos dois (filhos) agora e estou devendo ver o filme dos Smurfs com ela (Ana Júlia, de 8 anos). Mas a gente vê filme e eu durmo, aí ela fica brava.
Mito
Sempre tentei focar que eu gosto daqui, que ganho bem, mas que dinheiro não era a maior prioridade. Queria estar ao lado de quem eu gostava, criar uma raiz e me tornar ídolo aqui. Quem pula de time em time talvez ganhe mais, mas não será tão lembrado. Seria legal que mais jogadores pensassem assim, que dinheiro nem sempre é tudo. Não sei quando me tornei diferente. Achei injusto sair do time quando caiu para a Série B. Resolvi ficar e, sem querer, foi uma das melhores coisas que fiz na vida.
Jogo de despedida
Vou deixar pro marketing decidir. Quem sabe um jogo entre Palmeiras e Corinthians de 1999 ou 2000, ou contra o Deportivo Cali. Ou meus amigos que jogaram aqui. Mas se chamar todos os amigos vai ter que ter uma semana de jogo para todo mundo poder jogar um pouquinho.
E o time?
Agora estamos torcendo, viu presidente! Estou sem contrato e vou ‘cornetar’ na arquibancada. O Palmeiras tem bom time, mas é claro que precisa de reforços. Ano passado no papel o Corinthians não era o melhor, mas era o mais raçudo, unido.
Ídolos no gol
Tive muitos ídolos, o Carlos, o Gato Fernández, mas os maiores foram Velloso, Zetti, Ronaldo e Taffarel. O Sérgio também me ajudou muito, mas meu grande ídolo mesmo foi o Velloso.
Momentos
Talvez a melhor defesa foi uma bola que não peguei: a do Zapata, que foi para fora (final da Libertadores de 1999). Esta foi a minha maior alegria. A tristeza foi o Mundial (contra o Manchester). Cacei borboleta e deixei o torcedor triste.
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