A pequena gigante
- 28 de julho de 2012 |
- 23h40 |
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Categoria: Outros esportes, Olimpíada
Wilson Baldini Jr.
Enviado Especial/Londres
Nunca uma judoca brasileira havia disputado uma final olímpica. E há 20 anos, desde a vitória de Rogério Sampaio nos Jogos de Barcelona, o país não conquistava uma medalha de ouro. Pois ontem a piauiense Sarah Menezes, de 22 anos, quebrou esses dois tabus de forma emocionante. E de quebra mais um: o Brasil jamais havia conquistado um ouro no primeiro dia de disputas de uma Olimpíada.
“Minha vida agora vai mudar para melhor, tenho certeza. Mas é preciso que a vida das pessoas que treinam comigo em Teresina também mude”, disse Sarah, falando das dificuldades financeiras que sempre enfrentou para praticar o judô. Ela é integrante do programa Bolsa-Atleta do Ministério do Esporte desde 2006.
Com seu 1,54m, Sarah foi gigante na categoria até 48kg. Segura, madura, confiante, passou pelas cinco adversárias como se fosse uma veterana. E mostrou maturidade e inteligência, porque todas as lutas foram decididas por pontos. “Tive uma estratégia para cada luta. E gostei muito, porque consegui raciocinar, pensar em cada luta. Treinar todo mundo treina, o diferente é quando se consegue colocar em prática o que se planejou no treino.”
Seu maior susto foi nas quartas de final, quando um golpe da chinesa Shugen Wu no último segundo quase a levou à derrota, mas a judoca brasileira disse que seu momento mais complicado foi fora do tatame.
“Quando estava entrando para lutar a semifinal (contra a belga Charline Van Snick) vi que a japonesa (Tomoko Fukumi) perdeu e fiquei tão feliz que por algum tempo perdi a concentração.” A japonesa, que era favorita ao ouro, também perdeu na decisão do bronze e foi embora de mãos abanando.
Na decisão ela enfrentou a romena Alina Dumitru, campeã em Pequim/2008. E foi soberba. Não deu nenhuma chance à rival, dominou a luta do começo ao fim e venceu com um yoko e um wazari (11 a 0).
“Entrei para a decisão como se fosse um treino. Chorei depois da semifinal porque havia garantido uma medalha, por isso lutei sem pressão e com confiança”, acrescentou ela.
Uma festa enorme foi feita pelos pais de Sarah, Rogério e Olindina, em Teresina. Eles se reuniram com amigos e parentes no Centro de Treinamento Sarah Menezes. “Por oito anos minha filha lutou por isso”, disse a mãe, bastante emocionada.
Uma carreata e uma grande recepção já estão sendo organizadas na cidade para o retorno da campeã olímpica, que será dia 5. A promessa é de parar a capital do Piauí.
A EMOÇÃO DA TÉCNICA
Rosicléia Campos não é uma mulher que esconde seus sentimentos. Ontem, na Excel Arena, sua alegria com a medalha de ouro de Sarah Menezes foi contagiante. Com lágrimas nos olhos e um sorriso aberto, a técnica brasileira estava eufórica. “É um sonho realizado.”
No comando do time feminino desde 2005, Rosicléia colaborou muito para transformar a equipe de um grupo desacreditado em um dos mais respeitados da atualidade. E logo no primeiro dia dos Jogos ela alcançou sua meta com sobras. “A ideia era chegar a uma final olímpica, o que já seria nossa melhor participação. Mas veio o ouro. Graças a Deus.”
E o judô feminino do Brasil não deverá parar por aí. Pela posição no ranking, é bem possível que pela primeira vez numa Olimpíada as mulheres tenham um desempenho melhor do que o dos homens.
“Acho que elas estão em um grande momento. Mas os meninos têm muita experiência e isso conta muito.”
Cielo termina com cinco ouros
- 8 de maio de 2011 |
- 14h38 |
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Categoria: Natação
AE – Agência Estado
Principal nome da natação brasileira, Cesar Cielo encerrou a sua participação no Troféu Maria Lenk, realizado no Rio de Janeiro, no Parque Aquático Júlio de Lamare, com cinco medalhas de ouro. A última delas foi conquistada no revezamento 4×100 metros medley masculino, vencido pelo revezamento do Flamengo, neste domingo, com o tempo de 3min37s69, com vantagem de apenas um centésimo para o quarteto do Pinheiros.
Além de Cielo, que nadou o estilo borboleta, Leonardo de Deus, Henrique Barbosa e Nicholas Santos nadaram a prova pelo Flamengo. “Fechamos bem. O revezamento é sempre empolgante e colocamos o Flamengo na frente em todos. A equipe está crescendo e é muito bom saber que ficamos com esse terceiro lugar no geral. Foi incrível porque eu não treino muito borboleta e foi onde o Flamengo disparou”, disse o campeão olímpico e mundial.
Antes dessa prova, Cielo já havia conquistado outras quatro medalhas de ouro no Troféu Maria Lenk ao vencer as finais dos 50 metros livre, dos 50 metros borboleta e dos revezamento 4×50 metros livre e 4×100 metros livre. Já na final dos 100 metros livre ele foi surpreendido e ficou apenas na segunda colocação ao ser superado por Bruno Fratus, do Pinheiros.
Fabíola Molina, do Minas Tênis, venceu os 100 metros costas com 1min00s42. A versão masculina da prova foi vencida por Guilherme Guido, do Pinheiros, com 54s85. Já Daynara de Paula, do Minas Tênis, triunfou nos 50 metros borboleta, com 26s55, e Poliana Okimoto, do Corinthians, triunfou nos 1.500 metros livre, com 16min36s92.
O tunisiano Oussama Mellouli, do Corinthians, venceu a prova dos 800 metros livre, com o tempo de 7min58s15. A prova do revezamento 4×100 metros medley feminino foi vencida pelo quarteto do Minas Tênis, formado por Fabíola Molina, Rebecca Soni, Daynara de Paula e Kirsty Coventry, com o tempo de 4min04s59
CLUBES – O Minas Tênis faturou o título do Troféu Maria Lenk ao terminar a disputa com 2.775 pontos. O clube de Belo Horizonte foi seguido por Pinheiros (1934 pontos), Flamengo (1697,50 pontos) e Corinthians/São Bernardo (1544 pontos).
Os atletas mais técnicos da competição foram Thiago Pereira, do Corinthians, pelo resultado nos 200 metros medley, e Jessica Hardy, do Flamengo, pelo desempenho nos 50 metros peito. Já Oussama Mellouli, do Corinthians, com 298 pontos, e Kirsty Coventry, do Minas Tênis, com 345, foram os maiores pontuadores.

