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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Flu perde e vê liderança ameaçada

Categoria: Brasileirão

Apesar de ter conseguido abrir o placar aos 11 minutos do primeiro tempo, o Fluminense, líder do Campeonato Brasileiro, levou a virada e perdeu por 2 x 1 do Guarani em Campinas.

O gol do Guarani saiu aos 33 minutos do primeiro tempo, com falta cobrada por Baiano. Os donos da casa voltaram a marcar aos 31 da segunda parcial, com  Fabão, em nova cobrança de falta.

O Fluminense mantém a liderança, com 38 pontos, mas já se vê ameaçado pelo vice, Corinthians, que está com 37. Além disso, perdeu a invencibilidade de 15 jogos.

A vitória deixou o Guarani com 26 pontos. Agora, o time paulista está novamente encostado no G4.

Fluminense e Guarani se enfrentam hoje

Categoria: Brasileirão

 

Muricy 'comemora' o fato de jogar fora de casa (Foto: Marcos de Paula/AE)

Muricy 'comemora' o fato de jogar fora de casa (Foto: Marcos de Paula/AE)

 

Embora seja líder e esteja invicto há 15 rodadas, o Fluminense enfrenta o Guarani hoje, no Brinco de Ouro, às 16h, com um sinal de alerta ligado. Isso porque nos últimos quatro jogos foram três empates, o que impediu que a equipe disparasse na frente.

O pior é que os três empates foram no Maracanã (contra Vasco, São Paulo e Palmeiras). A única vitória foi como visitante (contra o Goiás). Em cima desses números, Muricy ‘comemora’ o fato de atuar longe de casa hoje.

“Fora estamos jogando melhor, porque os times estão vindo nos enfrentar bem fechados e quando estão em casa têm que sair para o jogoâ€, explicou o treinador, que terá novidades na equipe. O volante Valencia deve estrear. Já o zagueiro Leandro Euzébio está fora, suspenso, e em seu lugar entra André Luis.

O Guarani acredita que possa surpreender o líder. Vágner Mancini aposta na força da equipe no Brinco de Ouro. O treinador não cai na conversa de Muricy e avisa que vai partir para o ataque e dar trabalho ao tricolor carioca.

Valdivia retorna ao Verdão

Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras

O chileno Valdivia foi relacionado para o jogo (Foto: ERNESTO RODRIGUES/AE)

O chileno Valdivia foi relacionado para o jogo (Foto: ERNESTO RODRIGUES/AE)

 

Ele já mostrou que dá sorte. Bastou dar as caras no Pacaembu nas duas últimas partidas do Palmeiras para o time reencontrar as vitórias. E hoje o pé quente de Valdivia volta a pisar num gramado para defender o Palmeiras pouco mais de dois anos depois de ter interrompido um casamento que só trouxe alegrias ao torcedor alviverde.

O Mago voltou com a missão de ajudar o time a se reerguer no Brasileirão. O Palmeiras é o 10º colocado com 19 pontos. Será contra o Guarani, em Campinas, às 16h, que Valdivia iniciará um novo capítulo de sua história no Palmeiras, clube que diz amar e onde deseja se tornar um eterno ídolo como Ademir da Guia e Marcos conforme contou logo na sua apresentação, dia 12 de agosto.

Valdivia voltou para resgatar futebol-arte

Categoria: Sem categoria

Robson Morelli

 

O futebol do Palmeiras está mais divertido, alegre, irreverente. Valdivia voltou. O chileno de cabelos compridos e corpo franzino feito um sabiá, ídolo da torcida em sua primeira passagem pelo Brasil e colecionador de desafetos nas defesas adversárias, treina exaustivamente na Academia para reestrear o mais breve possível, talvez contra o Guarani no próximo domingo.

 
Voltou para perto de sua gente, como ele mesmo comentou no dia de sua apresentação, quinta-feira, no salão nobre do Palestra Itália. Dona Elizabeth Toro teve muito a ver com a decisão de Jorge Luis Valdivia Toro de retornar ao Brasil. Afinal, qual mãe zelosa não quer o filho perto das pessoas que o ‘amam’?

 
Quando Valdivia e alguns outros amigos aprontaram na concentração da seleção chilena durante a Copa América de 2007, na Venezuela, e foram punidos com 20 jogos de gancho pela Confederação (que depois viraram apenas dez), dona Elizabeth caiu em prantos.

 
O caso ganhou proporções nacionais no Chile. Virou escândalo. E as pessoas lá condenaram o craque como os romanos fizeram com Jesus Cristo dois mil anos antes. Para desabafar, desesperada que estava, ‘la madre’ do jogador entrou em contato com o webmaster Cristian Vigueras, um compatriota de Santiago, do site www.magovaldivia.com para se dizer agradecida à torcida palmeirense, que sabia reconhecer o trabalho de seu hijo e que o respeitava mesmo nos momentos duros da vida, diferentemente do que fazia o povo chileno.  Por isso foi uma das maiores incentivadoras da volta de Jorge ao futebol brasileiro.

 
A oferta do Palmeiras, com o qual Valdivia assinou contrato de cinco anos, caiu dos céus para dona Elizabeth. Primeiro porque ela queria o filho no clube em que é bem tratado, e segundo porque ele estaria mais perto de Santiago, onde mora com o marido Luis Valdivia. O meia também queria voltar.  Os R$ 13,6 milhões o seduziram, mas se quisesse ele poderia continuar no Al-Ain dos Emirados Ãrabes Unidos. Lá, a cada jogada bonita que fazia, a cada gol diferente, o dono do time, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, mandava agraciá-lo em sua casa com presentes e mimos que jamais poderia ganhar em outro lugar do mundo.

Dos braços da Fiel para a Seleção

Categoria: Corinthians, Seleção Brasileira

Vítor Marques

Técnicos de futebol costumam ser mais odiados do que amados. Mano Menezes, que a partir desta segunda-feira, 26, vai dirigir a Seleção Brasileira, por enquanto pertence ao segundo grupo. Não foi por acaso que ele sobreviveu a uma eliminação na Libertadores.

O que aconteceu neste domingo, 25, no Pacaembu foi uma cena que entrará para história do futebol brasileiro: a volta olímpica não de um time, mas de um treinador, erguido pelos seus jogadores ao fim dos 3 a 1 do Corinthians sobre o Guarani. “Mano! Mano! Mano!â€, era o grito da arquibancada. “Agora é hora de dar tchau, um até breveâ€, foram as primeiras palavras dele como ex-técnico do Timão.

 

Jogadores fazem festa para Mano após os 3 a 1 do Tmão no Pacaembu (José Patrício/AE)

Jogadores fazem festa para Mano após os 3 a 1 do Tmão no Pacaembu (José Patrício/AE)

“É muito difícil você ver isso para um técnico de futebol. Sei que no meu caso é diferente porque estou indo para a Seleção, e isso cria um orgulho em todo o torcedor corintianoâ€, afirmou o treinador, após o jogo. Para as estatísticas, que não dizem muita coisa, esse caso de amor entre Mano e o Corinthians terminou exatamente como começou: com vitória sobre o Guarani.

O que realmente interessa é o que aconteceu no intervalo entre esses jogos, os 3 a 0 de janeiro de 2008, pelo Campeonato Paulista, e os 3 a 1 de ontem, válidos pelo Campeonato Brasileiro. Porque é isso o que vai explicar essa admiração que a torcida desenvolveu pelo agora ex-treinador do Corinthians. No jogo de 2008, o clube estava dilacerado, ainda grogue com o rebaixamento para a Série B.

Mano fez o Corinthians renascer naquele ano e ganhou uma espécie de crédito infinito com a Fiel. Em 2009, como prêmio, ele ganhou Ronaldo de presente. Vieram então dois títulos, um do Paulista e o outro da Copa do Brasil. E a consagração.

“O torcedor nos ajudou muito nessa transformaçãoâ€, disse Mano, à beira do gramado. Foi um casamento perfeito, que nem a perda da Libertadores para o Flamengo, no Pacaembu, foi capaz de desfazer. Ele disse que ajudou a implantar uma nova filosofia no clube. “Não se pode destruir o Corinthians porque se perdeu uma Libertadores.â€
No dia da despedida, Mano começou a receber cumprimentos e tapas nas costas assim que desceu do ônibus, no estacionamento do Pacaembu, e foi para os vestiários. A arquibancada explodiu quando o nome do técnico apareceu no placar.

Missão cumprida
O treinador poderia muito bem ter ficado em casa, pensando na convocação desta segunda-feira, 26,  mas estava no banco de reservas – e não estava gostando nada do seu time.

O Corinthians fez 1 a 0, com Jorge Henrique, a um minuto de jogo. Foi só. Mano reclamou que Mazola estava jogando com muito espaço. E ele tinha razão. No segundo tempo, Mazola entrou na área sozinho e empatou o jogo.

E as coisas pioraram quando Dentinho foi expulso. Revoltado, Mano elegeu o árbitro o vilão da partida e passou a reclamar de tudo. Levantou do banco, gritou no ouvido do quarto árbitro e não sossegou até o juiz expulsar Aílson, do Guarani.

Isso fez muita diferença. Bruno César marcou duas vezes, de falta e de cabeça, e os 3 a 1 devolveram a liderança ao Corinthians. Era o que Mano queria: uma despedia com sua equipe no topo. “Torço para que o Corinthians ganhe o Brasileiro e volte para a Libertadores.â€