São Paulo perde outra no Morumbi
- 1 de setembro de 2011 |
- 11h28 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol, Outros clubes, São Paulo, São Paulo FC
Bruno Deiro
A aposta do São Paulo de retomar a força como mandante esbarrou em mais uma atuação apática no Morumbi. Com vaias a AdÃlson Batista, o time chegou a cinco rodadas sem vitória no Campeonato Brasileiro ao perder por 2 a 1 para o Fluminense.
AdÃlson Batista testou a paciência da torcida ao tirar Rivaldo no intervalo para a entrada de Willian José. A tentativa do técnico de ganhar força na área, porém, deu errado e o técnico foi mais uma vez alvo das crÃticas. Com tropeço de alguns rivais na rodada, o time perdeu a chance de se manter perto do lÃder Corinthians.
Mesmo com a insatisfação da torcida, não há nenhum indÃcio de que AdÃlson esteja ameaçado no cargo – ele chegou ontem a seu 11º jogo à frente da equipe.
“O Fluminense teve seus méritos, nosso time errou demaisâ€, reconheceu o lateral Juan, que levou o terceiro amarelo e desfalca o time contra o Figueirense, em Florianópolis.
Apatia
No primeiro tempo, a equipe concentrou o jogo no meio de campo e demorou a se entender. O Fluminense, bem postado, aproveitou para se impor e chegar ao ataque. Aos 17, não teve jeito. Lanzini pegou bola rebatida pelo meio da área e chutou no alto, sem chances para Ceni.
O gol mexeu com a equipe são-paulina, que aos poucos retomou a posse de bola. A falta de jogadas pelas pontas e de um jogador de área, porém, engessava as tentativas de ataque.
Com Lucas, CÃcero e Rivaldo bem marcados, a função de criar ficava a cargo de Wellington e Casemiro, que perdeu a melhor chance de empatar no primeiro tempo. Até o zagueiro João Filipe, sentindo as dificuldades da equipe, se arriscou em subidas ao ataque.
Após o intervalo, o São Paulo voltou com Willian José no lugar de Rivaldo para tentar ganhar presença de área. Sem ritmo e desentrosado, porém, o atacante se limitou a brigar entre os zagueiros e pouco conseguiu produzir à frente.
Afoito no ataque, o São Paulo não chegou a criar chances claras e se expôs aos contra-ataques, E foi um deles que tornou as coisas ainda mais complicadas para a equipe de AdÃlson. Aos 19, Fred foi lançado pela esquerda e ajeitou de cabeça para Rafael Sóbis, na entrada da área, bater de primeira.
O gol fez desmoronar a equipe e acabou de vez com a paciência da torcida, que passou a chamar AdÃlson de burro. Aos 27, o time ainda ganhou fôlego graças a um erro de arbitragem. Dagoberto deixou a perna em lance com Leandro Euzébio dentro da área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Rogério bateu forte no meio para converter.
A dez minutos do fim, AdÃlson pôs Cañete no lugar de Casemiro para empurrar a equipe ao ataque. Pouco depois, porém, perdeu Dagoberto, que saiu machucado. A reação ficou ainda mais complicada a partir dos 37, após a expulsão de Jean, que evitou com falta um contra-ataque do Flu. A derrota foi inevitável.
Após o apito final, de forma irônica, Rogério Ceni correu em direção ao árbitro com a mão estendida para cumprimentá-lo. Recebeu cartão amarelo do goiano Elmo Alves Resende Cunha, que pouco teve a ver com o tropeço do Tricolor.
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Abel Braga, Adilson Batista, Campeonato Brasileiro, Fluminense, São Paulo
Ameaçar jogador virou moda
- 8 de agosto de 2011 |
- 23h00 |
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Categoria: Colunistas
Será que as autoridades estão esperando um torcedor matar um jogador para tomar alguma atitude contra esses chefes de torcidas organizadas que se sentem no direito de perseguir e ameaçar quem lhes dá na telha? O que um grupo de torcedores do Fluminense fez com o Fred semana passada é um enorme absurdo. E um dos valentões é o mesmo que bateu no Diguinho nas Laranjeiras há uns dois anos quando o time estava correndo o risco de ser rebaixado.
Esses bandidos vira e mexe se matam em brigas pelas ruas nos dias de clássico. São torcedores oportunistas que querem ganhar espaço dentro dos clubes de olho no dinheiro que rola no mundo do futebol. E o pior é que muitos deles são ajudados por dirigentes.
Essa praga está tomando conta do Brasil. O Ronaldo e o Roberto Carlos pularam fora do Corinthians depois de terem sido ameaçados no começo do ano, o Vagner Love saiu no braço com palmeirenses, torcidas do Flamengo e do Atlético-MG já foram brigar com jogadores em aeroportos, torcedores de todos os times vivem invadindo treinos para “enquadrar†os atletas… E a nova moda é organizar grupos para perseguir jogadores que são vistos em barzinhos ou casas noturnas.
No meu tempo de jogador nunca me senti ameaçado como os de hoje se sentem. Ter de sair de casa cercado de seguranças ou armado por medo de ser atacado por um bando é um triste sinal dos tempos.
Fazer na moita
O jogador tem o direito de sair, desde que tenha juÃzo para não deixar isso prejudicar seu desempenho nos treinos e jogos. Diante do cerco de torcedores, é preciso ser malandro e aprender a driblar os bandidos. Quer bater papo e beber com os amigos? Chame o pessoal para a sua casa, ou organize a festinha na casa de alguém. Dar mole num local público está se tornando perigoso.
A agressividade que cerca o mundo do futebol me assusta. Semana passada fui ao Engenhão ver o jogo do Fluminense contra o Inter e notei algo preocupante. Aos dez minutos do primeiro tempo, com o placar mostrando 0 a 0, o pessoal que estava sentado perto de mim na tribuna já começou a xingar os jogadores. Não havia o menor motivo para aquilo, mas a cada passe errado os torcedores se exaltavam.
Acho que esse negócio de os treinadores valorizarem tanto os “guerreiros†e a “pegada†influencia a torcida. O público vai ao estádio para ver “gladiadoresâ€, e não um espetáculo. Futebol é arte. E torcedor não tem o direito de intimidar jogador.
Fluminense goleia o Ceará
- 31 de julho de 2011 |
- 18h25 |
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Categoria: Brasileirão
Altos e baixos têm marcado a campanha do Fluminense no Campeonato Brasileiro. Depois de uma queda(derrota para o Atlético-MG) no meio de semana, neste domingo foi dia de nova ascensão. No Engenhão, o time tricolor goleou o Ceará por 4 a 0 e fez a festa da torcida. O rival jogou toda a segunda etapa com um homem a menos.
Destaque para Souza, que contribuiu com duas assistências e um gol. Fred e Rafael Sóbis acrescentaram seus primeiros gols na campanha e Rafael Moura deixou o banco para fechar o marcador. “Foi um bom inÃcio (para a parceria com o Fred). Estamos em busca de um melhor ritmo”, disse Sóbis.
O Fluminense foi a 18 pontos e subiu para o oitavo lugar, ainda a 10 pontos do lÃder Corinthians. O Ceará cai para décimo, com os mesmos 18 pontos.
Depois de um jogo muito ruim contra o Atético-MG, quando foi derrota por 1 a 0, os cariocas voltaram a protagonizar um primeiro tempo muito ruim neste domingo. Pouco ajudava o sofrÃvel gramado do Engenhão, já criticado na véspera pelos jogadores do Flamengo. Mesmo com o futebol ruim, houve momentos importantes no primeiro tempo. Aos 12, lance duvidoso. Marcelo Nicácio marcou de cabeça, mas o gol foi invalidado por impedimento.
Aos 22, Osvaldo perdeu um gol indesculpável. Roubou a bola de Edinho e ficou frente a frente com Diego Cavalieri sem ninguém a lhe importunar: chutou para fora. O castigo foi pago aos 35. Souza cobrou falta da esquerda e encontrou Fred na pequena área, para escorar de cabeça e abrir o marcador.
Aos 46, Heleno deu um golpe de caratê em Fred e foi merecidamente expulso, deixando as coisas a meio caminho andado para os anfitriões.
A vitória foi basicamente selada logo aos três do segundo tempo. Carlinhos fez boa jogada pela esquerda e chutou para o meio da área. Diego Sacoman cortou mal e Souza completou para as redes.
O resto foi um passeio no parque em tarde de domingo para o Fluminense. Sem forçar e sem precisar de demonstração brilhante, chegou facilmente à goleada. Aos 18, Fred e Sóbis fizeram bonita tabela e o último acertou bom chute no canto esquerdo de Diego. Osvaldo ainda acertou a trave de Cavalieri em forte chute, mas foi apenas um suspiro.
Aos 32, Souza cobrou outra falta com precisão e Rafael Moura mostrou sua especialidade. Com um leve desvio de cabeça, matou Diego e selou o placar: 4 a 0.
FICHA TÉCNICA
Fluminense 4 x 0 Ceará
Fluminense – Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Fernando Bob, Souza (Wallace) e Marquinho (Julio Cesar); Rafael Sóbis (Rafael Moura) e Fred. Técnico – Abel Braga.
Ceará – Diego; Boiadeiro (Patrick), FabrÃcio, Diego Sacoman e Vicente; João Marcos, Heleno, Michel e Enrico (Rudnei); Osvaldo e Marcelo Nicácio (Felipe Azevedo). Técnico – Vagner Mancini.
Gols – Fred, aos 35 do primeiro tempo. Souza, aos 3, Rafael Sóbis, aos 18, e Rafael Moura, aos 32 do segundo tempo.
Juiz – Wagner Reway (MT).
Cartão amarelo – Márcio Rosário, Carlinhos. Diego Sacoman, João Marcos.
Cartão vermelho – Heleno.
Renda e público – Não disponÃveis.
Local – Engenhão, no Rio.
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Verdão admite que Martinuccio não vem
- 19 de julho de 2011 |
- 23h08 |
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Categoria: Palmeiras
Moreno Bastos
Martinuccio não vem mais para o Palmeiras. A decisão do argentino de realizar exames médicos e negociar com o Fluminense, mesmo tendo um pré-contrato com o Verdão, irritou a diretoria.
Agora, o clube alviverde trabalha para valer seu acerto com o jogador para não sair de mãos abanando. Oficialmente, o Palmeiras diz que vai levar o caso à Fifa e tentar fazer valer a multa rescisória do pré-contrato, estimada em R$ 50 milhões, vontade de parte da diretoria, indignada com o atleta e com o Fluminense, clube com o qual o Verdão dizia ter relação cordial.
No entanto, um acerto com números mais modestos entre os clubes deve ser feito. Em um primeiro contato entre os dirigentes, os cariocas ofereceram cerca de A 800 mil (R$ 1,7 milhão). Proposta imediatamente rejeitada pelo Palestra.
O clube paulista pediu algo em torno de A 5 milhões (R$ 11 milhões), mas não aceita nem conversar por menos de A 2 milhões (R$ 4,4 milhões).
Apesar de confiar na vitória, em caso de disputa na Fifa, o Verdão sabe que o imbróglio pode se arrastar por longo tempo.
Ontem à tarde, Luiz Felipe Scolari deu sinais de que Martinuccio já não era mais bem vindo.
“Se ele quiser vir para o Palmeiras, que venha como chegou o Maikon Leite e agora o Henrique. Vieram cheios de motivação, loucos para jogar. Quero jogador com vontade, mas se ele vai vir ou não, é um assunto dos advogados, da Fifa, de não sei mais quemâ€, disse o treinador.
O episódio envolvendo Martinuccio é semelhante ao caso entre Palmeiras e o meia Thiago Neves, atualmente no Flamengo.
Em 2007, após assinar pré-contrato com o alviverde, Neves preferiu ficar no Fluminense. Na época, o clube paulista deu R$ 400 mil de luvas adiantados ao atleta. A multa rescisória era de R$ 2,4 milhões. O imbróglio, no final das contas, foi resolvido em 2008, com a ida de Lenny para o Palestra Itália.
Caso Luan
Felipão revelou e o presidente Arnaldo Tirone confirmou o acerto do Verdão com um investidor para tentar comprar os direitos federativos de Luan. O clube ainda procura outro parceiro para dividir o custo de A 3 milhões (R$ 6,6 milhões) que o Toulouse pede pelo atacante.
“Buscamos duas parcerias e conseguimos uma. Com uma parte, temos algo a oferecer para iniciar uma conversação. Estou otimista, simâ€, disse Felipão.
Magrão, empresário do atacante disse que a novidade reabre as portas para que Luan permaneça no Brasil e, como vai para a Europa hoje, se ofereceu para conversar com o Toulouse.
Corinthians liquida Fluminense no Pacaembu
- 12 de junho de 2011 |
- 19h56 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
CORINTHIANS 2×0 FLUMINENSE – O Corinthians só precisou de meia hora para nocautear o campeão brasileiro. Usando aquela tática do ex-campeão Mike Tyson, que partia para cima a fim de derrubar o rival no começo da luta, o Corinthians fez 2 a 0 no Fluminense em menos de 30 minutos e depois só administrou a vitória.
Os dois gols foram do atacante Willian. Ele e Júlio César, com grande atuação no segundo tempo, mantiveram o time no alto da tabela, com 10 pontos, dois atrás do lÃder São Paulo.
Agora Corinthians terá duas semanas de folga. O clássico contra o Santos, que seria realizado no próximo final de semana, foi adiado para 26 de agosto por causa da decisão da Copa Libertadores. Assim, o Timão só volta a jogar no dia 26 de junho, contra o São Paulo.
O nocaute rápido foi um trunfo pessoal de Tite, que planejou essa blitz em sua prancheta. “Fomos muito superiores, marcamos forte e conseguimos dominar totalmente o campeão brasileiro no primeiro tempo”.
Tite está conseguindo transformar limão em limonada com o elenco do Corinthians. Esperando os reforços Adriano e Alex e com poucas alternativas no elenco, Tite inventou um 4-5-1 que ele chama de 4-2-3-1.
Traduzindo: além da linha de quatro zagueiros e dos dois volantes, Willian, Danilo e Jorge Henrique vão ao ataque e também ocupam os espaços no meio quando estão sem a bola; Liedson é o único que joga enfiado, mas tem liberdade para jogar pelos lados.
Essa movimentação pulverizou a marcação carioca. O Corinthians foi um time leve, rápido, do tipo “não está mais comigo”. O colombiano Valencia corria atrás de Danilo, e Edinho não encontrava Jorge Henrique e muito menos Liedson.
O primeiro cruzado no queixo do Fluminense veio aos seis minutos, Danilo cruzou pela esquerda na cabeça de Willian, em uma jogada tão rápida quanto a leitura desta frase.
Grogue, o time carioca não sabia o que fazer com a bola. Terminou o jogo com quase 60% de posse, mas só assustou no segundo tempo, quando o Corinthians já controlava a pressão.
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