Corinthians empata com o Goiás
- 5 de dezembro de 2010 |
- 19h29 |
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Categoria: Corinthians
O Corinthians ficou somente com a terceira colocação do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, 5, pela última rodada da competição, a equipe não passou de um empate em 1 a 1 diante do já rebaixado Goiás no Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO), mas mesmo se tivesse ganhado não teria conseguido levantar o troféu. O Fluminense, que dependia somente de suas próprias forças, bateu o Guarani por 1 a 0 no Engenhão e garantiu o título.
Além da perda do troféu nacional, o clube do Parque São Jorge perdeu a chance de faturar a vaga direta para a Copa Libertadores de 2011, que caiu nas mãos do Cruzeiro, o vice-campeão depois de superar o Palmeiras por 2 a 1 em Sete Lagoas (MG).
O Corinthians finaliza o Campeonato Brasileiro com 68 pontos, contra 71 do campeão Fluminense e 70 do vice Cruzeiro. O artilheiro da equipe na competição é Bruno César, uma das revelações da temporada, com 14 gols. Neste domingo, ele não fez boa partida e foi substituído por Danilo no segundo tempo.
Sem nenhuma conquista no ano do centenário (foi quinto no Paulistão e caiu nas oitavas de final), o clube do Parque São Jorge agora mira 2011. A prioridade da diretoria é manter o máximo de jogadores no elenco - após o jogo em Goiânia, Elias revelou que já está acertado com o Atlético de Madrid, da Espanha, e Jucilei tem recebido várias propostas do futebol europeu – e contratar de três a cinco reforços.
Encerramento fraco.
No confronto deste domingo, o Corinthians não jogou bem e não conseguiu terminar como queria o Campeonato Brasileiro. O empate é frustrante para a torcida, que lotou o Serra Dourada na esperança de pelo menos um resultado positivo contra os reservas do Goiás – o time está priorizando a Copa Sul-Americana, pois na próxima quarta decide o título diante do Independiente na Argentina.
Os gols foram marcados todos no primeiro tempo. Felipe Amorim abriu o placar aos 19 minutos do primeiro tempo, em falha do goleiro Júlio César, e Dentinho deixou tudo igual aos 29, em jogada tramada dentro da área.
GOIÁS – 1 – Fabio; Wendel Santos, Matheus , Valmir Lucas e Jadilson; Lenon, Jonilson, Camacho e Felipe Amorim (Assuério); Weldell Lira (Rithely ) e Éverton Santos; Técnico: Arthur Neto
CORINTHIANS – 1 - Júlio César; Alessandro, William, Chicão (Leandro Castan) e Roberto Carlos; Ralf (Jorge Henrique), Jucilei, Elias e Bruno César (Danilo); Dentinho e Ronaldo; Técnico: Tite
Gols: Felipe Amorim, aos 9, e Dentinho, aos 29 minutos do primeiro tempo
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Público: 28.917 pagantes
Renda: R$755.200
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Rafael Vergueiro – estadão.com.br
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Fluminense: o campeão brasileiro de 2010
- 5 de dezembro de 2010 |
- 19h16 |
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Categoria: Futebol
O Fluminense é o campeão brasileiro de 2010. Como era líder do campeonato, o time carioca dependia apenas de uma vitória na última rodada, disputada neste domingo, para garantir a conquista. E conseguiu. Jogando no Engenhão lotado, derrotou o rebaixado Guarani por 1 a 0 e ganhou o título nacional pela segunda vez na história, repetindo o feito de 1984.
A última rodada começou com mais dois candidatos ao título. Na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), o Cruzeiro ganhou de virada do Palmeiras, por 2 a 1, e terminou o campeonato como vice-campeão. E no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, o Corinthians decepcionou e só empatou com o rebaixado Goiás, por 1 a 1, ficando com a terceira colocação do Brasileirão.
Na luta pela quarta colocação do Brasileirão, o Grêmio levou a melhor no confronto direto contra o Botafogo e venceu por 3 a 0, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Com isso, o time gaúcho pode ficar com a vaga na Libertadores de 2011, desde que o Goiás não seja o campeão da Copa Sul-Americana – disputa a final contra o Independiente na próxima quarta-feira.
A última rodada também definiu o quarto rebaixado no Brasileirão. E sobrou para o Vitória, que fez um confronto direto com o Atlético-GO, neste domingo, no Estádio Barradão, em Salvador, e não saiu do 0 a 0. Assim, o time baiano terminou o campeonato na 17ª colocação, atrás justamente do rival goiano, e caiu para a Série B, ao lado de Prudente, Goiás e Guarani.
Confira todos os resultados deste domingo:
Fluminense 1 x 0 Guarani
Goiás 1 x 1 Corinthians
Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras
São Paulo 4 x 0 Atlético-MG
Vasco 2 x 0 Ceará
Santos 0 x 0 Flamengo
Grêmio 3 x 0 Botafogo
Vitória 0 x 0 Atlético-GO
Atlético-PR 1 x 0 Avaí
AE
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Contra a elitização do futebol
- 4 de dezembro de 2010 |
- 22h29 |
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Categoria: Brasileirão, Clubes do interior de SP, Copa, Corinthians, Futebol, Futebol Internacional, Outros clubes, Palmeiras, Santos FC, São Paulo FC, Seleção Brasileira
Paulo Favero
Irritado com o desrespeito com os torcedores no estádio e exclusão da população, principalmente de baixa renda, dos campos de futebol, o professor Marcos Alvito, da Universidade Federal Fluminense, criou a Associação Nacional da Torcedores (ANT), entidade sem fins lucrativos que já conta com mais de dois mil associados espalhados pelo Brasil. E para marcar a última rodada do Brasileirão, eles realizarão em todas as praças esportivas que terão jogos da primeira divisão uma manifestação bem humorada, porém crítica, como ele mesmo diz. É o Dia Nacional de Luta contra a Elitização do Futebol Brasileiro. Nesta entrevista exclusiva, ele fala sobre a formação da ANT, os problemas do futebol brasileiro e os projetos para o próximo ano. E aproveita para convidar a todos para chegar duas horas antes do início das partidas do campeonato, quando começarão as manifestações.
Como surgiu a ideia de formação da Associação Nacional dos Torcedores?
Marcos Alvito - Foi em sala de aula, durante um curso para os alunos de graduação em História da UFF, chamado Leituras pra pensar o futebol. Por mais que lêssemos autores questionando a noção de que o futebol é o “ópio do povo”, faltava demonstrar, de fato, que ele pode ser um instrumento de mobilização e de conscientização. Somado a isso, quando o Flamengo, que é meu clube, em um contexto de ameaça de rebaixamento, subiu o ingresso da arquibancada para R$ 50, a minha indignação alcançou um nível insuportável. Escrevi um manifesto, fiz um blog, postei na Internet, chamei os alunos e os amigos e tudo começou. Hoje somos mais de 2.000 pessoas em todo o Brasil, com vários núcleos regionais bem organizados e atuantes.
Qual o impacto que sua vivência na Inglaterra teve nisso?
Entre 2007 e 2008 estive lá pesquisando a questão do policiamento de torcidas. Fui a 40 jogos de todas as divisões, assisti às partidas da Premier League, da FA Cup, da Copa dos Campeões e até a FA Cup de futebol feminino. Também vi jogos na Escócia e no País de Gales. Fui com grupos de torcedores, com a polícia, em excursões, entrevistei jogadores, técnicos, autoridades, jornalistas, torcedores. Essa experiência me mostrou que o propalado sucesso do modelo inglês é um blefe de marketing: os estádios são cemitérios, como bem disse o Alex Ferguson, excetuando-se um ou outro como Anfield ou The Den (estádio do Millwall), o que é “maquiado” nas transmissões de televisão. Os clubes das divisões inferiores estão eternamente em crise, muitos deles fechando as portas depois de mais de um século de história, os torcedores não tem mais dinheiro para ir aos jogos da primeira divisão – exceto os muito ricos que não são muito torcedores – e há mais gente assistindo aos jogos nos pubs do que nos estádios. Os maiores clubes também estão endividados e muitos deles pertencem a pessoas não somente alheias à cultura do futebol mas muitas vezes de reputação duvidosa, possivelmente utilizando o prestígio do clube como escudo e sua contabilidade como forma de lavar dinheiro.
E o lado bom do futebol inglês?
Também vi coisas positivas: respeito ao torcedor na venda de ingressos – apesar de caríssimos -, transporte eficiente, uma polícia que investiga e prende ao invés de bater, museus que valorizam a rica história do futebol inglês e, principalmente, a paixão do britânico pelo futebol, em nada inferior à nossa. Ao voltar ao Brasil em 2008, percebi que estavam tentando implantar aqui somente o lado perverso do modelo inglês: elitização, transformação dos estádios em shoppings, exploração absoluta do futebol como mercadoria e, é claro, um bombardeio de marketing para vender este pacote como uma “modernização” necessária ao futebol brasileiro.
Quais são os principais problemas dos estádios no Brasil?
Em primeiro lugar, é preciso dizer que somos a favor de estádios confortáveis, o que não quer dizer estádios-shopping, feitos apenas para meia dúzia de privilegiados. Também somos contra a transformação do estádio em um estúdio de televisão. O Engenhão é o melhor exemplo disso: custou aos cofres públicos três vezes mais do que o previsto no projeto original, é um estádio apertado, com lances de arquibancada ridiculamente pequenos, com barras de ferro em frente aos assentos impedindo a manifestação dos torcedores, com escadas de escoamento obstruídas por cadeiras, sem nenhuma acústica impedindo que se crie um ambiente de emoção e rivalidade. Atrás dos gols existem placas que impedem o torcedor de ver boa parte da linha de fundo e inclusive a linha do gol, embora um ingresso para essas áreas custe R$ 30. Este, portanto, é o modelo perfeito do estádio-shopping: bonitinho mas ordinário. Feito para ser filmado pela televisão mas não para torcedores de carne e osso.
Qual a sugestão de vocês para os estádios?
O que queremos são que sejam construídos a partir de recursos que sejam fiscalizados, em obras cuja prestação de contas seja transparente e concebidos a partir da consulta aos torcedores. Quando se faz um cinema se pensa nos frequentadores do cinema, mas quando se faz um estádio no Brasil só se pensa no lucro das empreiteiras e das televisões. Nós temos muitos estádios antigos, sem nenhum conforto para os torcedores, literalmente caindo aos pedaços. A Fonte Nova antes da reforma seria o melhor exemplo.
Como será o evento conjunto antes das nove partidas do Brasileirão?
Neste domingo, 5 de dezembro, faremos o Dia Nacional de Luta Contra a Elitização do Futebol Brasileiro. Na verdade, começou na quinta, depois que a CBF antecipou em cima da hora - contrariamente ao que prega o Estatuto do Torcedor – Prudente e Internacional. O pessoal de lá foi o primeiro a fazer este protesto em defesa do futebol brasileiro como arte e cultura popular, contra este processo de elitização que funciona como um Robin Hood ao contrário: tira dos pobres – dinheiro, lugar nos estádios, expulsa-os de suas casas para a construção de estádios – para dar aos muito ricos, os “novos” torcedores classe A, empreiteiros, políticos corruptos, donos de rede de televisão.
A ideia é fazer uma manifestação festiva?
Somos torcedores, fazemos tudo com espírito festivo e alegre, até nosso protesto. No Rio teremos samba e funk, fantasias, bolas gigantes para as crianças brincarem, faixas provocativas… Cada ANT bola um protesto segundo as características da cultura local. Somos descentralizados e democráticos. Mas uma coisa eu posso garantir: teremos manifestação com festa em todos os estádios e na segunda as fotos e vídeos já estarão no nosso site http://formigueiro.ning.com.
Para concluir, quais são os projetos da ANT para 2011?
Temos um plano estratégico e basicamente iremos atuar em três frentes: ampliação da nossa base militante – e acreditamos que a médio prazo podemos chegar a um milhão de associados ou até mais, início de uma luta nos tribunais, empreendendo ações judiciais pela diminuição do preço dos ingressos e exigindo sistema especial de transporte para os torcedores, entre outros, e ampliação da democratização da ANT e fortalecimento da nossa organização.
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Fluminense reserva lugar para o troféu
- 3 de dezembro de 2010 |
- 11h29 |
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Categoria: Brasileirão, Futebol
Leonardo Maia
Ao se conversar com os jogadores do Fluminense e o técnico Muricy Ramalho, o discurso é o esperado para uma semana que antecede um jogo com amplo favoritismo tricolor e que pode resultar no segundo título brasileiro: “Não ganhamos nada ainda, temos que respeitar o adversário, o jogo vai ser duro.”
Mas a realidade é que a expectativa pela conquista cresce a cada minuto e o clube já se prepara para comemorar o título depois de mais de duas décadas e meia de jejum.
A sala de troféus das Laranjeiras, ontem, já era devidamente preparada para receber a mais nova celebridade. As muitas taças e copas eram polidas e rearranjadas por funcionários para abrir espaço para a nova honraria. Tudo com discrição, sem muito alarde, como deve ser. Mas obviamente ninguém pensa em outro resultado que não a vitória sobre o Guarani, domingo, no Engenhão, para dar início a uma festa há tanto almejada e que provoca tamanha ansiedade e nervosismo no elenco.
“Nem passa pela nossa cabeça deixar esse título escapar. É claro que tudo pode acontecer e temos de respeitar o Guarani. Mas acho que a única coisa que pode nos atrapalhar é o nervosismo, que vai imperar”, disse o atacante Washington.
“Se você for analisar bem, este talvez seja o jogo mais difícil de todo o campeonato, porque apenas nós estaremos interessados no resultado”, alertou Emerson, que apresentou uma bela chuteira verde e grená, preparada especialmente para o jogo derradeiro. O par do atacante trazia as inscrições Sheik, seu apelido, e Paz RJ. Outros jogadores também deverão usar o calçado comemorativo.
Certamente sem estar alheio ao que se passa a seu redor, o técnico Muricy Ramalho tem tomado providências. No bate-papo preparatório para os treinos, tem destacado a importância de manter o foco e evitar certos ambientes, fazer mais um pouco de sacrifício para comemorar sem restrições no domingo à noite. Sua preocupação, claro, não se restringe aos fatores extracampo. Muricy espera o Guarani bem postado na defesa, retrancado, disposto a arrancar pontos do líder (o que lhe renderia um belo bônus de Natal, vindo de Corinthians e Cruzeiro, os outros candidatos ao título.
Fluminense contra a moleza na última rodada
- 29 de novembro de 2010 |
- 10h42 |
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Categoria: Brasileirão
O Fluminense precisa de mais três pontos para conquistar o segundo título brasileiro de sua história e quebrar um jejum de 26 anos. O adversário do próximo domingo será o Guarani, já rebaixado para a Série B e pior clube do segundo turno da competição. Moleza? Os jogadores acreditam que terão uma dificuldade ainda maior do que na partida diante do Palmeiras e esperam que os torcedores lotem o Engenhão para não dar chances de uma “zebra”.
Autor do primeiro gol do Fluminense diante do Palmeiras, o lateral Carlinhos afirmou que espera grande dificuldade diante do Guarani, apesar do rebaixamento do rival. “Com certeza será complicado. Os jogadores estão no sacrifício pela maratona de jogos, mas é a hora de contar com a ajuda do nosso torcedor. Eles estão esperando 26 anos para gritar campeão. É só ir lá [no Engenhão] e aguentar mais 90 minutos.”
Contra o Palmeiras, o Fluminense teve o “quarteto mágico” com Deco, Conca, Fred e Emerson. Este último também pediu o apoio da torcida para o confronto decisivo diante do Guarani. “Convoco todos os torcedores para lotar o Engenhão. Acho que este título está bem próximo, porém faltam 90 minutos. Diante do Guarani, serão 11 contra 11. Por isso é importante o grupo estar focado para suportar a pressão que esse jogo trará.”
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