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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
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Corinthians vence o Fluminense e leva Copa São Paulo

Categoria: Futebol

O Corinthians confirmou a sua condição de maior vencedor da Copa São Paulo de Futebol Júnior e faturou nesta quarta-feira o título da 43.ª edição do torneio ao derrotar o Fluminense, de virada, por 2 a 1, em partida disputada no Estádio do Pacaembu. O oitavo título do time paulista na competição, conquistado no dia do aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo, teve o zagueiro Antonio Carlos, autor dos dois gols da equipe na decisão, como principal herói.
O título garantido nesta quarta-feira premia a irretocável campanha do Corinthians nesta Copa São Paulo. A equipe venceu as oito partidas que disputou no torneio, sendo as sete primeiras em Jaguariúna, com 30 gols marcados e apenas dois sofridos. Além disso, nas semifinais, massacrou o Atlético-PR por 6 a 0. Apesar disso, essa conquista foi garantida de modo sofrido, com uma virada na decisão, disputada contra um forte adversário.

Os outros títulos do Corinthians na Copa São Paulo foram conquistados em 1969, 1970, 1995, 1999, 2004, 2005 e 2009. E com a nova conquista, o time do Parque São Jorge se isola ainda mais do Fluminense como maior vencedor da competição. Segunda equipe com mais títulos, o clube das Laranjeiras foi campeão em 1971, 1973, 1977, 1986 e 1989.

O Fluminense teve um início irregular nesta edição da Copa São Paulo e avançou para o mata-mata apenas como um dos melhores segundos colocados da fase de grupos. Depois, porém, evoluiu no torneio e eliminou, em sequência, Bahia, Grêmio, Desportivo Brasil (SP) e Coritiba para chega na decisão. Nas semifinais, impressionou ao golear o time paranaense por 4 a 0.

Antes da Copa São Paulo, o Fluminense havia sido vice-campeão dos outros principais torneios das divisões de base do futebol nacional. O time carioca perdeu as decisões da Taça Belo Horizonte de Futebol Júnior e do Campeonato Brasileiro Sub-20, ambos disputados no segundo semestre de 2011, e voltou a cair em uma final.

O JOGO

Corinthians e Fluminense fizeram nesta quarta-feira uma decisão à altura da história dos dois times na Copa São Paulo, que foi observada no estádio por Tite, treinador do time paulista, e Ney Franco, coordenador das categorias de base da seleção brasileira.

Apesar do apoio do torcedor que lotou o Pacaembu, o Corinthians teve muita dificuldade diante da velocidade imposta pelo Fluminense e, principalmente, do habilidoso atacante Marcos Júnior. Mas com garra e dois gols em jogadas de bola parada, a equipe dirigida pelo ex-jogador Narciso faturou o título da Copa São Paulo.

O início da final no Pacaembu foi movimentado. Aos cinco minutos, o atacante Marcos Júnior foi lançado em velocidade e finalizou cruzado. O goleiro Matheus espalmou a bola para escanteio e impediu que o Fluminense abrisse o placar. A resposta do Corinthians foi imediata. No lance seguinte, o lateral Cristiano avançou pela direita e chutou para bola defesa de Silézio.

O Corinthians voltou a ameaçar em jogada pelos lados do campo, dessa vez pela esquerda, aos 14 minutos, quando Denner cruzou para Douglas, que cabeceou para fora. Já o Fluminense apostava no talento de Marcos Júnior, que era sempre procurado pelo meia Eduardo e teve três boas oportunidades, para marcar, mas não teve sucesso.

Aos 16 minutos, o atacante quase marcou um golaço, ao tentar encobrir o goleiro Matheus, que fez boa defesa. Após tabela com Eduardo, o meia Higor cruzou para Marcos Júnior, que cabeceou para fora, aos 21 minutos. Aos 23, em contra-ataque, o atacante desperdiçou ótima oportunidade após ser lançado por Eduardo e chutar cruzado, na saída de Matheus, para fora.

Com bom toque de bola e atuando em velocidade, o Fluminense assumiu o controle da partida. Aos 34 minutos, Higor chutou forte de fora da área, para boa defesa de Matheus. O Corinthians respondeu no final do primeiro tempo. Aos 41, Silézio fez boa defesa em cobrança de falta de Matheuzinho.

O Fluminense voltou melhor no segundo tempo e abriu o placar aos quatro minutos, após falha do goleiro Matheus. Marcos Junior cruzou na área, o goleiro trombou com Anderson e não conseguiu fazer a defesa. Michael aproveitou para cabecear para as redes. Com o controle do jogo, o Fluminense quase ampliou aos dez minutos, quando Fabinho completou cruzamento de cabeça. Dessa vez, porém, Matheus fez excelente defesa.

Com o Corinthians em desvantagem, o técnico Narciso promoveu a entrada de atacantes, com a intenção de sufocar o Fluminense. E a equipe conseguiu arrancar o empate aos 20 minutos, com o zagueiro Antônio Carlos, de cabeça, após cobrança de escanteio.

Depois do empate corintiano, o Fluminense reassumiu o controle da decisão e viu o Corinthians perder o goleiro Matheus, contundido. No primeiro lance do substituto, Higor cobrou bem falta frontal, que foi defendida por Ravi.

Mas foi o Corinthians quem marcou e definiu a final da Copa São Paulo, que se encaminhava para a disputa de pênaltis. Aos 43 minutos, em nova cobrança de escanteio, o zagueiro Antônio Carlos cabeceou para as redes, virou a decisão para 2 a 1 e definiu a oitava conquista corintiana na competição.

Leandro Silveira

 

Thiago Neves e Fluminense podem conversar

Categoria: Futebol

A novela Thiago Neves e Flamengo parecia perto do fim quando diversas fontes confirmaram o acerto do clube rubro-negro com o Al Hilal, da Arábia Saudita, pela aquisição dos direitos econômicos do jogador. Mas os dias se passam e o anúncio oficial não vem, o que levou o Fluminense a outra investida sobre seu antigo meia. Pelo menos é o que voltam a garantir pessoas ligadas ao Tricolor das Laranjeiras.

Segundo tais informações, as negociações já atingiram o ponto no qual Thiago e o clube das Laranjeiras acertaram valores do possível contrato, com uma reunião que teria contado com a presença de Celso Barros, presidente da Unimed, patrocinador responsável pela manutenção das grandes estrelas do Fluminense.

O jogador e seu empresário, Léo Rabello, negaram veementemente tal notícia, através de nota. “O agente Léo Rabello e Thiago Neves esclarecem que continuam aguardando o desfecho das negociações entre Flamengo e Al Hilal, e garantem que não iniciaram negociação com qualquer outro clube brasileiro até o momentoâ€, diz a nota.

Dois fatores, no entanto, dificultam o retorno de Thiago para o Fluminense, clube pelo qual brilhou na final da Copa Libertadores de 2008, com três gols contra a LDU. O primeiro é a forte resistência de grande parte da torcida depois que o meia rejeitou o Fluminense para assinar com o Flamengo em seu retorno ao País. O segundo fator é que o time de Abel Braga tem um excesso de homens na posição de Thiago. Deco, Wagner, Lanzini, Souza, Marquinho e o jovem Lucas Patinho, todos atuam na mesma posição de Thiago.

É possível, porém, que Marquinho seja negociado, o que diminuiria a concorrência. Além disso, jogadores como Fred e Rafael Moura são amigos do apoiador. Mas o certo é que Thiago seria titular incontestável no atual elenco tricolor.
No primeiro coletivo da temporada, Abel Braga manteve a base do time titular que encerrou o Campeonato Brasileiro. As novidades foram o lateral-direito Bruno e o zagueiro Anderson, recém-contratados.

Carleto garantido
Depois de muitas idas e vindas, finalmente o Fluminense superou os problemas burocráticos que impediam a contratação por empréstimo até o fim do ano do lateral-esquerdo Thiago Carleto, que pertence ao São Paulo. O jogador já está em Mangaratiba, onde o elenco realiza a pré-temporada. A apresentação oficial deve ser feita hoje.

Murtosa toca o barco na ausência de Filipão

Categoria: Sem categoria

Daniel Batista

Os palmeirenses, acostumados com Luiz Felipe Scolari no banco de reservas, vão estranhar quando observarem Murtosa no comando da equipe diante do Fluminense, hoje, às 16h, no Canindé. É que o treinador está em Portugal para o casamento do filho e deixou o time nas mãos do fiel escudeiro.

Comandar a equipe não será novidade para o auxiliar, que no dia a dia mostra que tem muito mais do que o bigode parecido com o do chefe. Durante os treinos é comum ver Murtosa orientando um grupo de jogadores enquanto Felipão trabalha com outro. Durante o rachão, o auxiliar é quem comanda o apito e tem de ouvir muita reclamação dos jogadores. É ele também quem mais escuta as lamentações do treinador, com quem cultiva amizade desde 1983.

Os jogadores acreditam que como estão acostumados com o auxiliar no dia a dia não vão sentir muita diferença hoje. “Temos de olhar para o Murtosa e ver o Felipãoâ€, disse Maikon Leite, que, bem humorado, aposta que o treinador vai falar com o auxiliar durante a partida. “Tenho certeza de que o Felipão vai ligar durante o jogo. Só espero que não seja para me tirar.â€

Em relação ao jogo, Maikon Leite, que herdou a vaga de Kleber, acredita que a equipe recuperou parte do respeito após o empate por 1 a 1 contra o Flamengo. “O adversário vive um momento melhor, mas vamos procurar vencer de todas as formas. Mostramos que temos um time brioso e não vai faltar esforço em campoâ€, disse.
Além de Murtosa, outra atração será a volta do meia Valdivia, que estava com a seleção chilena para a disputa das Eliminatórias para a Copa de 2014 e desfalcou o Palmeiras nas últimas duas partidas.

ntretanto, o time está bastante desfalcado. Além de Marcos, que mais uma vez será poupado, o Alviverde não contará com o lateral-direito Cicinho e o volante Marcos Assunção, suspensos – no caso de Assunção, ele também está machucado.
Bola no Fred
A esperança do Fluminense está nos pés do atacante Fred, que fez os três gols na vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba, na última rodada. “Ele é um jogador que decide, capaz de aproveitar um lance isolado para definir a partidaâ€, disse Abel Braga, que não terá Diguinho (machucado) e Edinho (suspenso).

Sem Neymar, ficar difícil para o Peixe

Categoria: Brasileirão, Futebol, Neymar, Santos FC

O Santos se esforça para acreditar na conquista do título brasileiro também para se manter em ritmo de competição e entrar com tudo no Campeonato Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão.

A derrota para o Fluminense – 3 a 2, sábado (1), em Volta Redonda -, no entanto, deixou o Peixe longe da briga – principalmente se for considerada a ausência do craque do time nos próximos três jogos.

Neymar, que apesar de ter jogado muita bola não evitou o revés de sábado, apresentou-se à Seleção Brasileira para os amistosos contra a Costa Rica, sexta-feira, e México, quatro dias depois, e só deve voltar a defender o Santos dia 16, contra o Grêmio na Vila Belmiro.

Até lá, o craque não enfrenta o próprio Grêmio, quarta-feira, em Porto Alegre, em jogo adiado da 11ª rodada do Brasileiro justamente porque ele, Ganso e Elano estavam com o Brasil na Copa América, e também ficará fora do clássico contra o Palmeiras, domingo, na Vila, e corre o risco de perder o duelo com o Atlético Mineiro, dia 13, em Sete Lagoas – como jogará na noite do dia 11 no México, é possível que não tenha condição física para disputar essa partida.

A ausência de Neymar pesa muito para o Santos, como pesaria para qualquer time. A última vez que ele ficou fora da equipe foi contra o Figueirense, quando cumpriu suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. E o Peixe perdeu por 3 a 2 dentro de casa.

O atacante não faz falta apenas pelo futebol exuberante que vem apresentando em campo. Neymar assumiu uma função que anteriormente era ocupada por Ganso. Além de aparecer para finalizar, ele também tem trabalhado na criação de jogadas para que Alan Kardec e Borges possam marcar os gols.
 
Opções
Sem Neymar, Muricy, que continua sem contar com Ganso, terá de mexer no jeito de jogar da equipe. O treinador tem três opções para não perder o poder ofensivo: a primeira é escalar dois meias (Ibson e Elano), dividindo o trabalho de criação. A outra é dar mais uma chance ao garoto Felipe Anderson. A terceira via é colocar o colombiano Rentería, que estreou marcando um gol na partida contra o Fluminense.

O técnico começa a preparar a equipe que vai colocar em campo hoje à tarde, quando o elenco se reapresenta no CT Rei Pelé depois de ter folgado ontem. Ele terá apenas dois treinamentos para escolher o substituto de Neymar para enfrentar o Grêmio.

Com 35 pontos na tabela, ele sabe que precisa vencer no Olímpico para continuar com chances de sonhar com o título brasileiro. O difícil é fazer isso sem Neymar.

Corinthians perde para Fluminense por 1 a 0 no Brasileirão

Categoria: Brasileirão, Corinthians

O Fluminense precisou apenas do primeiro tempo para derrotar o Corinthians no Engenhão, por 1 a 0, neste domingo, pela 23.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Uma cobrança de Fred, aos 17 minutos, definiu o marcador de uma partida em que a equipe carioca soube se aproveitar dos contra-ataques e das falhas defensivas do adversário na primeira etapa para vencer.

Mesmo com a derrota, o time alvinegro continua na liderança da competição, com 43 pontos. Já o Fluminense chegou à sua quarta vitória consecutiva, se consolidando como melhor equipe do returno do Brasileiro, e entrou na zona da Libertadores, na quinta colocação, com 37 pontos. O Flamengo tem 36, ainda atua na rodada e pode ultrapassar a equipe das Laranjeiras.

O JOGO
A partida começou nervosa, as equipes não conseguiam colocar a bola no chão para buscar uma maior organização. Apesar do maior tempo de posse de bola, o Corinthians não ameaçava o gol adversário. Já o Fluminense conseguia se aproveitar dos erros na defesa paulista e em rápidos ataques levava perigo.

O atacante Ciro perdeu duas grandes chances antes dos 15 minutos. Aos 8, ele recebeu ótimo lançamento nas costas de Ramon, driblou o lateral corintiano e podia tocar para Lanzini, mas bateu mascado. A bola sobrou para o argentino, que chutou forte. Julio Cesar fez grande defesa.

Quatro minutos depois, novamente Ciro. Ele recebeu outro grande passe nas costas da zaga, driblou o goleiro para a esquerda, depois para a direita, e bateu firme. Chicão, no centro do gol, afastou com o pé direito e evitou o primeiro gol.

Mas, aos 17 minutos, não houve quem pudesse impedir o gol de Fred. Ele bateu falta de muito longe. A bola desviou no volante Ralf, na barreira, e enganou Julio Cesar, entrando no canto esquerdo, no contrapé do goleiro.

Após o gol, o ritmo da partida diminuiu. O Fluminense já não se lançava ao ataque, enquanto o Corinthians seguia com a bola, mas não levava perigo. A primeira defesa de Diego Cavalieri aconteceu apenas aos 38 minutos, em chute fraco, de longe, de Welder. Willian, em outro tiro de longe, também levou perigo. Foram as únicas oportunidades da equipe paulista no primeiro tempo.

Já o time carioca teve mais duas chances na etapa inicial. Aos 39 minutos, Fred recebeu dentro da área, em posição legal, e tocou por cima. Os corintianos reclamaram muito de impedimento, inexistente. Três minutos depois, Mariano bateu de esquerda, da intermediária, e a bola passou rente ao travessão.

O segundo tempo começou exatamente como terminou o primeiro. O Corinthians seguia com a posse de bola, mas não imprimia um bom ritmo e não representava perigo para o adversário. Já o Fluminense continuava apostando nos contra-ataques, principalmente com Lanzini.

Os chutes de fora da área eram a principal arma do time do Parque São Jorge. Aos 5 minutos, Willian arriscou, mas Diego Cavalieri defendeu com tranquilidade. Aos 21, Jorge Henrique fez bela tabela com Paulinho e arriscou da meia-lua. A bola passou perto do travessão.

Com o crescimento do Corinthians, o técnico Abel Braga começou a fechar a equipe. Primeiro tirou o meia Lanzini para colocar o volante Rodrigo. Depois, trocou o lateral Mariano, que saiu contundido, pelo zagueiro Digão. Por fim, o atacante Ciro deixou o gramado para a entrada do meia-atacante Martinuccio.

Com Alex apagado, a equipe paulista não tinha criatividade e o recuo do Fluminense deixou a tarefa de chegar ao gol adversário ainda mais difícil. Assim, o ritmo da partida diminuiu, pois os anfitriões, satisfeitos com o 1 a 0, já não se lançavam em contra-ataques. E Paulo André, nos acréscimos, perdeu boa chance, a última corintiana.

Na próxima rodada, o Corinthians tentará a reabilitação no campeonato no clássico diante do Santos, no Pacaembu, no próximo domingo, às 16 horas. No mesmo dia, também às 16 horas, o Fluminense vai a Salvador enfrentar o Bahia.