Juvenal fala da crise no São Paulo
- 17 de outubro de 2011 |
- 23h50 |
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Categoria: Bastidores, Brasileirão, Futebol, São Paulo FC
EDUARDO MALUF
Juvenal Juvêncio alertou Adilson Batista, durante a semana passada, de que um tropeço em Goiânia custaria seu cargo.
Imediatamente após a derrota do São Paulo para o Atlético-GO por 3 a 0, na noite de domingo, anunciou a demissão.
O presidente são-paulino admite decepção com o trabalho do treinador, embora o defina como “sério e trabalhadorâ€, e corre atrás do substituto, missão
considerada difÃcil no Morumbi.
Seu descontentamento, no entanto, não se limita a Adilson. Juvenal lembra que boa parte dos jogadores não está rendendo o esperado individualmente.
Rivaldo, sempre aclamado pelo torcedor, é um dos que não agradam ao presidente. Seu contrato não será renovado para 2012, independentemente do que
ocorra na reta final do Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana. “Rivaldo é um grande profissional, disciplinado, mas já não é mais aquele
jogador.â€
Na visão da diretoria, o técnico insistiu demais com Rivaldo, talvez até de maneira inconsciente, por causa dos
pedidos da torcida e da simpatia que carrega dentro do grupo. A cúpula tricolor não se conformou com o fato de o
veterano jogador ter atuado durante os 90 minutos contra o Internacional, na quarta-feira (empate por 0 a 0), apesar do cansaço no segundo tempo
e da baixa produtividade.
Milton Cruz assume o comando da equipe interinamente – quarta, o desafio é em casa, contra o Libertad, pela Copa
Sul-Americana. Mas o objetivo do clube é contratar até a próxima semana um novo treinador. “Não existe no mercado um
técnico que tenha unanimidade no São Pauloâ€, comentou Juvenal. “Precisamos trazer alguém que tenha currÃculo, a torcida exige nome forte.â€
Scolari faz parte desse pequeno grupo. Juvenal acredita, porém, ser difÃcil acertar com o palmeirense agora. Embora a situação de Felipão não seja nada boa no Palestra Itália.
Nesta entrevista exclusiva ao JT, dada segunda, por telefone, Juvenal diz ainda ser possÃvel conquistar o Brasileiro, afirma que o time vai com força máxima na busca pelo tÃtulo da Sul-Americana e fala da
confiança no futebol de Luis Fabiano.
O que ocorre com o São Paulo?
As coisas não estão indo bem. Esperávamos mais, uma campanha melhor. Nosso time é competitivo, mas algumas peças não estão rendendo o que
poderiam individualmente.
O senhor se decepcionou com o trabalho do Adilson Batista?
Em primeiro lugar, o Adilson é um bom sujeito, um cara sério e trabalhador. Essas são qualidades que deveriam ser naturais do ser humano, mas não são. Por isso, é importante ressaltá-las. Mas ele não foi bem, os resultados estão aà para mostrar. Ele cometeu erros. Não deveria ter se preocupado em ficar dando explicações do passado (referindo-se às passagens sem sucesso por Corinthians e Santos). Ele não se mostrava seguro em alguns jogos e percebi que não estava bem.
Quais erros o senhor destacaria?
Às vezes, ele parecia querer atender ao pedido do torcedor para pôr o Rivaldo. E muitas vezes não era o caso… Contra o Inter, por exemplo, o Rivaldo
ficou o jogo todo em campo, mas não estava bem. Perdeu um gol claro. Adilson é um bom cidadão, mas não deveria querer
contemporizar, agradar à torcida, ao grupo ou à mÃdia. O compromisso aqui é com a instituição.
Em que momento o senhor começou a pensar na demissão?
Na semana passada, o Adilson declarou ter convicção de que o São Paulo venceria o Atlético-GO. Baseado no quê? O time não vinha jogando bem. Eu demorei para tomar a decisão porque é preciso ter segurança numa
hora como essa. É necessário escolher o momento certo. Eu mesmo disse ao Adilson antes do jogo com o Atlético: “Se não vencermos, você sabe que não conseguirá subir a escada do Morumbi no jogo seguinte
(amanhã, contra o Libertad), não haverá clima. A torcida vai te vaiar, inclusive euâ€. O torcedor vive de paixão e está frustrado. Como não dá para trocar os 11 jogadores, trocamos o técnico.
Já há nome para substituÃ-lo?
Não existe um nome que seja unanimidade no clube. Talvez nem entre os treinadores empregados. Está difÃcil. Começamos a analisar e conversar internamente sobre esse tema.
O Felipão é um nome forte, com currÃculo… Não poderia ser contratado agora?
O Felipão, sem dúvida, tem nome, currÃculo. A torcida do São Paulo exige nome forte, não quer um iniciante. Mas ele está no Palmeiras, é muito difÃcil
pensar nele agora.
E o Dunga?
Agora não. Já quisemos o Dunga no passado, mas ele está em contato com duas ou três seleções e deve fechar com alguma delas.
O Milton Cruz pode ficar até o fim do ano no comando?
Nosso objetivo é que o Milton Cruz fique nos dois próximos jogos, mas não até o fim do ano.
Como o São Paulo vai encarar a Sul-Americana?
Vamos com tudo, nosso objetivo é conquistar o tÃtulo.
Ainda há chance de conquistar o Brasileiro?
Vou usar um jargão popular: “O jogo só termina quando acabaâ€. Vamos lutar até o último minuto. Não é impossÃvel, porque o
Brasileiro de 2011 está diferente, não é um campeonato de ganha, perde e empata. Os times perdem, perdem de novo, empatam…
Como está a situação do Dagoberto? Não concorda que ele tem feito ótima temporada?
Ele está indo muito bem mesmo. Mas agora, com a lei nova, quando chega o fim do contrato a situação depende muito mais do jogador. O Dagoberto tem dúvidas, parece não fazer força para ir ao exterior. Aqui ele tem os filhos, os pais, gosta do São Paulo, não quer ir para outro lugar. Podemos dizer que está 50 a 50 (possibilidade de ficar ou sair).
O que está achando do Luis Fabiano?
Se ele tivesse feito um gol, aquele de pênalti contra o Cruzeiro, por exemplo, já estaria melhor, mais tranquilo, menos ansioso. Mas é apenas questão de ajuste, logo ele estará bem.
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E Mano ainda diz que já temos um caminho…
- 17 de julho de 2011 |
- 19h56 |
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Categoria: Copa América, Futebol
O futebol sul-americano está na contramão da história. Enquanto os europeus valorizam o futebol ofensivo, de toque de bola, tendo a seleção espanhola (leia-se Barcelona) como referência, a América do Sul aposta no futebol de força, de pegada.
A tradução perfeita dessa opção de jogo é o Uruguai, com uma mãozinha do Paraguai. Esta evidência ficou clara nas quartas de final da Copa América. Os uruguaios, com a velha raça impregnada de história, despacharam os argentinos sábado.
E ontem, os paraguaios conseguiram levar para os pênaltis a decisão da vaga com o Brasil. Jogaram também com a sua história debaixo do braço para derrubar outro gigante da bola. Quem gosta deste tipo de futebol deve ter ficado feliz da vida com os jogos Uruguai e Argentina, no sábado, e Paraguai e Brasil, ontem.
O Uruguai evitou o pior no primeiro tempo quando Lionel Messi cansou mais uma vez de deixar seus companheiros na cara do gol.
Depois, chegando junto e apostando na experiência de Diego Forlán e na força de Luis Suárez, levou o jogo para prorrogação e se garantiu com o extraordinário goleiro Muslera, que havia feito milagres nos 90 minutos e 30 de prorrogação.
O Paraguai copiou o Uruguai e segurou o Brasil, que perdeu um caminhão de gols. Conseguiu levar a decisão para os pênaltis. E aà se escancarou a decadência do futebol brasileiro. Foram quatro cobranças ridÃculas. Vergonhosas. Daquelas de ficar para a história. InadmissÃvel.
Faltaram à Seleção os protagonistas que não tem mais desde que a geração de Romário, Ronaldo e Rivaldo se acabou. Faltou também um treinador de currÃculo. A Seleção Brasileira não é para experiências. Ricardo Teixeira havia errado quando optou por Dunga há quatro anos.
E erra mais ainda agora quando faz a opção por Mano Menezes, um campeão de Série B. Mano passou quase um ano atrás de um novo time. Quando foi colocado no paredão, com resultados ruins, recorreu aos decadentes do grupo de Dunga.
O treinador imaginou que a combinação de velhos espantalhos de Dunga com a empertigada nova geração de Neymar seria suficiente para o sucesso. O futebol ensina que não basta reunir os melhores, é preciso ter capacidade, bagagem, para organizar um time e formar um grupo.
Muito dono de si, Mano disse que não se abalou com a derrota e que já tem um caminho a seguir com a Seleção. É risÃvel. Ricardo Teixeira também tem de dar uma satisfação ao torcedor, se é que se preocupa com a torcida. A decadência do futebol brasileiro é notória. DifÃcil saber se a geração de Neymar vai ter força para encarar 2014. Força por força, o Uruguai e o Paraguai, hoje, são os melhores.
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São Paulo traça perfil de treinador
- 12 de julho de 2011 |
- 8h12 |
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Categoria: Bastidores, Brasileirão, Futebol, Futebol Internacional, São Paulo FC
PAULO FAVERO
A diretoria do São Paulo tem feito reuniões para definir o sucessor do técnico Paulo César Carpegiani, demitido na semana passada. E os dirigentes estão sendo exigentes para encontrar o novo treinador, que precisa se encaixar em um perfil muito bem estipulado.
“Queremos alguém com um comportamento moral elogiável, com consciência de que quem contrata é a diretoria, que venha sozinho ou com no máximo um auxiliar, que esteja disposto a trabalhar com jovens, que se encaixe na nossa polÃtica financeira e que seja um vencedorâ€, explica o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes.
Dois dos nomes preferidos estão presos a seus clubes com alta multa rescisória: Dorival Júnior, cuja rescisão é de R$ 2 milhões junto ao Atlético-MG, e Paulo Autuori, que só sai do Al Rayyan se pagarem R$ 3,1 milhões. Ele até pode convencer os dirigentes da equipe do Catar a liberá-lo, mas isso ainda é uma incerteza.
De qualquer forma, outros nomes aparecem nas conversas e o próprio João Paulo se encarrega de comentá-los. “Gosto do Dunga, que foi um grande jogador e fez na Seleção um bom trabalho. O Bianchi também é bom nomeâ€, diz, sobre o ex-treinador do Boca Juniors, especialista em Libertadores – seu nome sempre está envolvido na procura de técnicos de times de São Paulo, mas ele nunca esteve nem perto de ser contratado por qualquer um. Cuca, sem clube, é outra opção. E Diego Aguirre, do Peñarol, que ganha força.
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Brasil nem tão renovado
- 28 de junho de 2011 |
- 23h57 |
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Categoria: Copa América, Futebol, Ganso, Seleção Brasileira
PAULO GALDIERI
SÃLVIO BARSETTI
ENVIADOS ESPECIAIS
…
Los Cardales – Mano Menezes assumiu a Seleção Brasileira com a incumbência expressa de renovar e rejuvenescer o time que fracassara com Dunga na Copa. Onze meses depois de pegar o trabalho e às portas do primeiro teste em uma competição sob comando do treinador, a renovação não foi tão radical assim.
Do grupo escolhido por Dunga para ir à Ãfrica do Sul e que foi eliminado pela Holanda nas quartas de final, nove jogadores permanecem e estarão na Copa América que para o Brasil começa no próximo domingo diante da Venezuela – a abertura oficial será sexta-feira.
Desses nove atletas que fracassaram com Dunga, seis serão titulares na Argentina sob o comando de Mano: Julio Cesar, Lúcio, Thiago Silva, Daniel Alves, Ramires e Robinho. Completam a lista dos remanescentes os reservas Luisão, Maicon e Elano.
A lista de velhos conhecidos na Seleção ainda tem Fred, que não esteve no Mundial de 2010, mas que é veterano na Seleção – fez parte do time na Copa de 2006, na Alemanha.
A renovação comandada por Mano Menezes tem em Ganso e Neymar seus protagonistas (Pato, Lucas e David Luiz estão entre as novidades também). Mas fora a roupagem de novidade que esses jovens talentosos dão à equipe nacional com o treinador, este grupo teve menos modificações do que o elenco que disputou a Copa América anterior com Dunga.
Sob um discurso muito semelhante da necessidade de renovar a Seleção (aliado a um clamor pela volta da disciplina que fora esculachada na Copa da Alemanha), o grupo convocado para jogar o torneio continental na Venezuela em 2007 tinha apenas quatro jogadores que um ano antes haviam estado no Mundial: Gilberto, Juan, Gilberto Silva e Robinho. Fred foi chamado, mas acabou cortado por ter sofrido uma lesão pouco antes da estreia. E Zé Roberto pediu dispensa.
O atacante faz um paralelo entre este grupo da Seleção e aquele elenco que jogou a Copa da Alemanha. Para Fred, uma das maiores diferenças entre os dois é a maior interação que há entre os jogadores.
“O grupo de 2006 era descontraÃdo também, só que tinha uma galera mais cascuda, mais séria. Foi um grupo vencedor, que ganhou tudo. Agora a gente vê moleques descontraÃdos, cheios de energia. Fazem o samba na concentração só para descontrair.â€
Sem excessos
O atacante, um dos mais experientes do grupo, disse que os jogadores mais antigos da equipe orientaram os mais jovens a não cometerem excessos durante a primeira folga recebida pelos atletas desde a chegada a Los Cardales para o inÃcio da preparação a Copa América.
Após o treino da manhã de domingo, todos foram liberados com ordem de reapresentação para o inÃcio da tarde de segunda-feira. De acordo com Fred ninguém optou por dormir fora do hotel, embora isso não estivesse proibido.
“Todos aqui têm de zelar pela imagem da Seleção e pela própria imagem. A gente sabe que a imprensa está ligada em tudo. Por isso, todo mundo preferiu ir a shoppings e restaurantes, fazer uma coisa mais tranquila.â€
Na folga, a maioria saiu em grupos. Todos tinham a orientação de não ir para Buenos Aires por causa dos incidentes previstos para a capital argentina se o River Plate fosse rebaixado para a Segunda Divisão nacional no domingo, o que, de fato, acabou ocorrendo.
Por enquanto não há previsão de um novo dia de folga para os jogadores.
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Mano prepara a volta da turma de Dunga
- 27 de outubro de 2010 |
- 22h46 |
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Categoria: Seleção Brasileira
A convocação da Seleção para o amistoso contra a Argentina deverá marcar a volta de jogadores que estiveram na Copa da Ãfrica do Sul. Na lista que apresentará amanhã, Mano Menezes incluirá nomes que ficaram fora de suas primeiras chamadas, mas que ainda estão em seus planos, mesmo a despeito do caráter renovador de sua gestão.
Júlio César, Maicon, Ronaldinho Gaúcho e até Lúcio estão cotados para fazer parte do grupo que enfrentará a Argentina (sempre um osso duro de roer) no dia 17, em Doha, no Catar. A volta de alguns medalhões do Mundial da Ãfrica faz parte dos planos do técnico para a montagem do time que terá em 2011 a Copa América como primeira grande competição sob nova direção. E também para encorpar a equipe diante do arquirrival argentino.
A ideia de convocar atletas que fizeram parte do elenco de Dunga sempre existiu na cabeça de Mano. Ele, porém, entende que a volta desses atletas deve ser feita aos poucos, já que ficaram marcados pela eliminação precoce no Mundial e também por integrar o grupo de confiança do ex-técnico.
Outra questão que gera expectativa sobre a lista é se ela terá Neymar, que ficou fora da última chamada, e Ronaldinho Gaúcho, que foi descartado por Dunga. Tudo indica que sim.
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