Agora sim começou a era Imperador
- 22 de novembro de 2011 |
- 0h10 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
FÃBIO HECICO
Adriano chegou ao Corinthians sob desconfiança e cobranças: respeito, dedicação, garra, luta e profissionalismo, foram algumas recomendações dadas pelos torcedores ao atacante, marcado por uma vida agitada bastante fora dos campos. De Ronaldo, seu padrinho, veio a dica: “Conquiste a Fiel que tudo será mais fácil.â€
Após 234 dias no clube, Adriano conseguiu “ganhar†a exigente torcida, mesmo fora de forma e sem condições de atuar por 45 minutos. Tudo por causa do gol salvador, aos 43 minutos do segundo tempo, que garantiu a virada sobre o Atlético-MG por 2 a 1 e a permanência na liderança isolada do Brasileirão.
“Obrigado†e “O Imperador voltou†(até o site do clube estampou a saudação) foram as mensagens mais comuns endereçadas a Adriano na página de recados aos jogadores no site corintiano. Numa invasão superior até as ocorridas nos grandes feitos de Ronaldo, Adriano virou rei.
Foram muitas as mensagens da torcida, todas com agradecimento, elogios e a confiança de que o atacante deve ser, por muitos anos, um Ãdolo do clube.
É claro que muitos exageros apareceram. “Você é monstroâ€, “Melhor do mundoâ€, “Novo mito do Timãoâ€, “Primeiro gol de muitosâ€, “O primeiro gol do penta, domingo tem mais doisâ€, “A nação te amaâ€, foram algumas das mais de 100 mensagens. Alguns disseram que o atacante já é o novo Ãdolo do time e que pode até superar Neto, camisa 10 da conquista nacional de 1990 e até hoje reverenciado no clube.
Pressão
Claro que Adriano terá de provar em campo que merece o carinho recebido nas últimas 48 horas. Ainda bem abaixo do jogador que levou o Flamengo à conquista do Brasileiro de 2009, ele promete superação. “Sei que estou longe da minha condição ideal, mas vou lutar para melhorar. Falta muito pra mim, mas foi um gol importanteâ€, disse ao sair do campo domingo.
Se os corintianos desconfiavam de Adriano e preferiam esperar, o presidente Andres Sanches já não escondia estar incomodado com a demora na recuperação.
“Está demorando um pouco mais do que imaginávamos (para ele ter condições de jogo)â€, cobrou.
Sofrendo para perder peso – segundo o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, jogou domingo com 10% a menos de gordura –, Adriano terá dieta diferenciada para as férias e acompanhamento dos médicos. Uma vez por semana será avaliado, para não chegar tão ‘atrasado’ em relação aos companheiros na pré-temporada.
Ontem, um dia após o gol que deixou o time com chance de conquista do penta já diante do Figueirense, Adriano optou pela reclusão. Por orientação do clube, nada de comemorações com amigos e parentes nem oba-oba com a imprensa. Ouviu que seria melhor curtir o dia de herói em casa e, vivendo fase mais zen, parece ter acatado o pedido.
Evitar a euforia e o “já ganhou†é uma ordem para todo o grupo. Tite usa a derrota na final de 1986, quando defendia o Guarani, para provar que ninguém e campeão de véspera – o São Paulo empatou aos 13 do segundo tempo da prorrogação e levou nos pênaltis.
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Adriano, Campeonato Brasileiro, Corinthians, Futebol, Imperador
Grupo corintiano vibra com o gol de Adriano
- 20 de novembro de 2011 |
- 20h56 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians
VÃTOR MARQUES
Os jogadores do Corinthians, que foram os primeiros a comemorar o gol junto com Adriano, saÃram em defesa do atacante após a partida e passaram a enaltecer o companheiro. “Pô, o cara tem sentimento, toma muita porrada, ele precisava disso. Fico contente, estava mais que na hora de ele marcar e eu fico contente de poder ter participado disso”, falou Emerson, que deu o passe para Adriano marcar o gol da vitória de virada sobre o Atlético Mineiro por 2 a 1, no Pacaembu.
O centroavante Liedson, o autor do gol de empate, também se disse feliz pela volta por cima de Adriano. “Só a gente sabe da luta que ele está fazendo para voltar. Fico contente com o gol dele, foi como se eu tivesse feito o gol”.
Coube a Adriano diminuir o entusiasmo e baixar um pouco a poeira. Disse que estava realmente feliz, mas reconheceu que ainda falta muito para ser o jogador que todos conhecem. “Todos tiveram paciência comigo, mas não posso ajudar muito porque ainda não estou 100%”, disse. “Falei com o Tite sobre minha condição fÃsica, mas disse que poderia ajudar. Hoje (domingo) já pude jogar mais alguns minutos. Graças a Deus o Tite está depositando confiança em mim”.
O técnico Tite foi um pouco mais comedido ao falar do gol marcado pelo atacante. “O Adriano sem suas melhores condições aguenta 30 minutos para fazer o trabalho de pivô”, falou o treinador. “E quando joga junto com o Liedson, que se movimenta bem, o poder de finalização do time é muito grande”.
Corinthians vira e garante liderança
- 20 de novembro de 2011 |
- 19h19 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians
Felipe Mendes
Com uma suada virada, o Corinthians derrotou o Atlético Mineiro por 2 a 1, neste domingo, 20, no Pacaembu, e se garantiu na liderança do Brasileirão. O gol da vitória foi marcado por Adriano, que entrou no segundo tempo e balançou as redes pela primeira vez com a camisa do time paulista. A vitória assegurou o Corinthians na fase de grupos da próxima Copa Libertadores.
Faltando duas rodadas para o fim do campeonato, o resultado manteve a indefinição na tabela. O Corinthians, que iniciou a rodada na liderança, chegou a perder provisoriamente a ponta no sábado com a vitória do Vasco sobre o Avaà por 2 a 0, em São Januário. Contudo, retomou o primeiro lugar neste domingo. Os dois triunfos mantiveram a diferença de apenas dois pontos entre os dois times. O Corinthians soma 67, contra 65 do Vasco.
Na penúltima rodada, que será toda disputada às 17 horas do próximo domingo, o time paulista enfrentará o Figueirense, que briga por uma vaga na Libertadores, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O Vasco terá pela frente o clássico com o Fluminense, no Engenhão. A última rodada terá Corinthians x Palmeiras e Vasco x Flamengo.
O jogo
Pressionado pela vitória do Vasco no sábado, o Corinthians impôs forte ritmo à partida no inÃcio, na tentativa de surpreender o Atlético. Mostrava maior disposição em campo, controlava a posse de bola e chegava ao ataque com mais frequência. No entanto, parava na estratégia atleticana de se concentrar na marcação e apostar nos contra-ataques.
Desta forma, o time da casa até alcançava o ataque, mas não se aproximava do gol de Renan Ribeiro. As melhores chances surgiam em chutes de longa distância. Aos 6, Willian pegou de primeira de fora da área e mandou rente à trave esquerda do goleiro atleticano. Aos 20, Paulinho bateu de longe, por cima do gol, sem perigo.
O Atlético, por sua vez, quase não ameaçou o gol de Júlio César. Mesmo adiantando a marcação, a equipe mineira não conseguia levar perigo nos contra-ataques liderados por Daniel Carvalho, Bernard e Carlos César.
Mas a situação se inverteu no começo do segundo tempo. Com maior iniciativa, o Atlético cresceu no ataque e passou a ameaçar o gol corintiano, enquanto o time da casa, mais recuado, investia nos contra-ataques.
A mudança de postura deu resultado ao Atlético logo aos 9 minutos. Em jogada ensaiada, Richarlyson acionou Daniel Carvalho, que cruzou na área para o zagueiro Léo Silva surpreender a defesa corintiana e completar de cabeça para as redes. Carlos César ainda quase marcou o segundo, aos 19. Ele aproveitou vacilo da defesa na direita, passou por dois marcadores, entrou na área e mandou na trave.
Assustado pelo crescimento do rival, o técnico Tite colocou Alex e Adriano em campo, nas vagas de Danilo e Willian. E o Corinthians partiu para o ataque em busca do empate. Foram duas grandes chances de gol em dois minutos. Aos 22, Liedson mandou no ângulo com perigo, mas parou em Renan Ribeiro. Na sequência, o goleiro atleticano fez outra grande defesa, ao defender chute perigoso de Alex.
Com forte pressão sobre a defesa atleticana, o Corinthians chegou ao empate aos 32 minutos. Alessandro cruzou da direita e Liedson completou de cabeça para o gol. A virada veio aos 43, dos pés de Adriano. Emerson puxou contra-ataque pela esquerda e acionou o atacante, que bateu na saÃda do goleiro e marcou seu primeiro gol com a camisa do Corinthians, assegurando a 20ª vitória do lÃder no campeonato.
O revés manteve o Atlético na briga para escapar do rebaixamento. Com 42 pontos, o time mineiro ocupa a 15ª posição da tabela, logo à frente do rival Cruzeiro, que tem 39. Nas duas últimas rodadas, o Atlético vai encarar o Botafogo, em Sete Lagoas, e o próprio Cruzeiro, novamente na Arena do Jacaré.
Para ficar com a mão na taça
- 19 de novembro de 2011 |
- 23h17 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians
FÃBIO HECICO
O Brasileiro é por pontos corridos, mas o jogo deste domingo, 20, vale como um mata-mata para o Corinthians. Ganhar do Atlético-MG no lotado Pacaembu significa colocar uma mão na taça e, de quebra, eliminar ao menos três candidatos ao tÃtulo.
Uma vitória no seu palco predileto deixará pelo caminho Figueirense, Flamengo e Botafogo, que entram na rodada ainda como ameaças ao Timão. A briga ficaria apenas com o Vasco e com o Fluminense, desde que o Tricolor acabe com a invencibilidade do Figueirense.
O triunfo ainda deixaria encaminhado o desejo do presidente Andres Sanches, que não quer saber de deixar a disputa do tÃtulo para o clássico com o Palmeiras na rodada final, dia 4 de dezembro. “Eles ganhariam o ano e a gente perderiaâ€, chegou a dizer o dirigente.
Andres não admite que o fracasso de 2010, quando o time era o lÃder da competição restando três rodadas, se repita. Por isso, garante que vai acompanhar a equipe de perto daqui até o fim. “Vou estar mais presente, mas sem me meter no time, isso é com o Tite. E não digo que ser campeão é questão de honra, mas temos de tentar ganhar todos os três jogos. Ano passado demos bobeira, agora não quero perder.â€
Preparado
Depois de ficar no “quase†na temporada passada, Tite não esconde que o grupo está pronto para fazer a alegria de sua torcida. Mas não admite, em hipótese alguma, que a euforia da proximidade da taça contagie o elenco perigosamente.
“Nos últimos dois anos sempre estivemos entre os quatro primeiros. Isso não é pouco, é muito numa competição tão disputada. A pressão aqui é de tÃtulo, tudo que é menos não vale, tem de ser de Libertadores e não passa mais daÃ, não desce daà e essa é a marca do grande clube.â€
As cobranças, curiosamente, são definidas por Tite como o alicerce para o sucesso. “A grande vantagem que o Corinthians tem é que está sempre pressionado. Os atletas, nós da comissão técnica, temos de aprender a conviver com isso e esse grupo tem humildade de saber que precisa marcar, ter respeito. Todos sabem onde começaram, nunca foi com grandeza. O Paulinho estava no Bragantino há um ano e meio atrás e agora é nosso vice goleador e de Seleção. Vi o Ralf dizer que há dois anos terminava o ano e ficava esperando para ver que time ia aceitá-lo. Eles olham para trás e veem o quanto trabalharam. Têm ambição e muito respeito.â€
Paulinho, por sinal, será a única novidade em relação ao time que fez 1 a 0 no Ceará no meio da semana. Volta após cumprir suspensão, na vaga de EdenÃlson. Alex e Adriano ficam no banco de reservas.
O peruano RamÃrez, um herói caladão
- 18 de novembro de 2011 |
- 1h36 |
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Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol
VÃTOR MARQUES
A torcida quase não o conhece – ou melhor, não o conhecia. Os jogadores dizem que ele é caladão, introvertido. Já o técnico Tite o considera um jogador técnico e muito útil ao elenco.
Esse é retrato do peruano Luis Roberto RamÃrez, que foi do ostracismo à glória com o gol da vitória sobre o Ceará, quarta-feira (16), em Fortaleza, que colocou o Corinthians na liderança isolada do Brasileiro num momento crucial da competição.
Tido como uma pessoa tÃmida, após o gol salvador em Fortaleza ele desceu aos vestiários do Estádio Presidente Vargas rapidamente e explicou aos repórteres de rádio porque não queria muito papo: ele não fala muito bem português.
“Cachitoâ€, como já era chamado no Peru antes de ser contratado pelo Corinthians, em janeiro, chegou ao clube vislumbrando buscar espaço no novo clube.
E a primeira impressão foi ótima. Na sua estreia numa partida contra o São Bernardo pelo Campeonato Paulista, ele acertou um lindo chute de fora da área para empatar o jogo, que terminou em 2 a 2.
Ele foi o “destaque†do time reserva – os titulares estavam sendo poupados para o confronto contra o Tolima, pela pré-Libertadores, na Colômbia.
Nessa partida, Cachito entrou no segundo tempo, quando o Corinthians perdia por 1 a 0. Mas fez tudo errado: foi expulso no seu primeiro lance, acertando uma cotovelada no adversário. Começava ali seu calvário.
Na época, os mesmos dirigentes que estavam contentes com o gol diante do São Paulo (achavam que tinham contratado um novo Elias) ficaram furiosos com a expulsão.
Os mais exaltados achavam que seria melhor ele ser negociado o quanto antes. E apostavam que isso poderia acontecer se RamÃrez fosse bem jogando pela seleção peruana na Copa América.
Mas na preparação para o torneio RamÃrez sofreu uma fratura no pé esquerdo que o deixou fora de combate por quase quatro meses, porque quando ele estava quase pronto sentiu nova lesão no mesmo pé.
Essas lesões o afastaram até agora da seleção peruana que inicia a disputa das Eliminatórias para a Copa de 2014.
O técnico do Peru não o chamou mais porque disse que iria privilegiar os jogadores que estão bem fisicamente. Lembrou que “Cachito†vinha de duas lesões e que pouco tinha visto ele jogar. “É uma pena porque é um jogador que querÃamos terâ€, disse Sergio Markarián, antes da partida contra o Equador.
Tite sempre achou o peruano um jogador habilidoso e de boa técnica, e lamentava o fato de não poder utilizá-lo.
Há duas semanas é que ele passou a vislumbrar uma chance para RamÃrez entrar no time aos poucos como um provável substituto de Paulinho.
Ambos têm caracterÃsticas semelhantes. Chegam bem à área e chutam de média distância. A diferença é que Paulinho tem mais poder de marcação.
É pouco provável que o metódico Tite transforme RamÃrez em titular nesses últimos três jogos, mas o peruano pode ter mais chances em 2012.
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