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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
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Sem revanchismo

Categoria: Brasileirão, Corinthians

VÃTOR MARQUES

Foi um jogo qualquer, um resultado qualquer. O Corinthians, completamente esfacelado, fez o que pôde para vencer o Bahia. Ficou no 1 a 1, mas buscou a vitória até o final, apesar de algumas pixotadas de sua defesa.

O Corinthians não estava muito preocupado se esse jogo influenciaria na vida do Palmeiras ou não, tampouco os 20 mil corintianos que se dispuseram a ir até o Pacaembu.

Não se viu na torcida nenhum indício de revanchismo pelo que teria acontecido em 2010, a tal entrega do Palmeiras para o Fluminense, como insinuou Jorge Henrique depois da partida.

Nenhum torcedor pediu para o time entregar, nem mesmo quando o placar eletrônico informou que Barcos fizera o gol palmeirense em cima do Cruzeiro.

Os jogadores também demonstraram interesse total no jogo. Corpo mole? Com menos de 15 minutos, dois atletas do Corinthians deixaram o campo contundidos. Um deles, o garoto Denner, torceu o joelho direito.

Edenílson correu muito, Guerrero trombou entre os zagueiros, Martínez, Romarinho e Jorge Henrique foram para cima dos beques com muita vontade, mas pouca eficiência.

Sem poder contar com oito titulares, Tite escalou um time sem cara e se viu numa enrascada logo no início do jogo, porque teve que queimar duas alterações. Ficou sem munição para mexer no time depois.

Aos 28 minutos do segundo tempo, quando decidiu fazer a terceira troca – o jogo estava 1 a 1 – ele sacou Douglas, único meia do time, e colocou Jorge Henrique, a pedido da torcida.

A equipe necessitava mesmo de mais um jogador veloz. Douglas marcara o gol de pênalti aos 11 minutos do primeiro tempo, depois de Guilherme sofrer falta na área, mas não estava bem.

O gol rápido construiu a impressão de que o Corinthians bateria facilmente o Bahia. Martinez, esforçado e brigador, perdeu chance clara e até criou jogadas pelo lado esquerdo – Guerrero estava fixo na área, e Romarinho, aberto na outra ponta.

Mas o time esbarrou em seus próprios erros, no desentrosamento e no goleiro Marcelo Lomba, um dos melhores – se não o melhor – jogador do Bahia.

O time de Jorginho empatou em jogada de bola parada, aos 32 do primeiro tempo. Com um cabeceio, o volante Fahel aproveitou a bobeira da zaga formada por Anderson Polga e Felipe. Escalado como titular, Wallace sentiu lesão muscular aos 12 minutos de jogo e foi substituído.

No segundo tempo, o Corinthians melhorou um pouco, principalmente com Edenílson pelo lado direito. Mas não o suficiente para vencer. O Bahia também dificultou. Feliz com o empate, se encolheu, especulando em raros contra-ataques. E bateu. É até surpreendente que o Palmeiras esteja atrás do Bahia na classificação. Observando a falta de qualidade do time comandado por Jorginho, a conclusão é inevitável. O Alviverde tem a possibilidade de escapar.

Timão escolhe patrocínios para o Mundial de Clubes

Categoria: Corinthians, Futebol, Mundial de Clubes

PAULO GALDIERI
VÃTOR MARQUES
O Corinthians analisa pelo menos três propostas de patrocínio master de camisa apenas para os dois jogos do Mundial de Clubes, no Japão, em dezembro. Uma das interessadas é a Iveco, empresa que patrocinou o time nas finais da Libertadores.

Mas a proposta mais alta do ponto de vista financeiro não é dela. Outra empresa ofereceu R$ 3,5 milhões pelo patrocínio de ocasião. O clube, no entanto, considera o valor baixo.

O Corinthians está sem um patrocínio master de camisa desde abril e tem feito contratos de publicidade pontuais. Fará um novo para o Mundial apenas se não fechar um acordo mais longo.

O último patrocinador master de camisa foi a Hypermarcas, que pagava cerca de R$ 35 milhões por ano. Esse contrato, no entanto, foi assinado ainda como estratégia de marketing vinculada à imagem de Ronaldo, que parou de jogar em 2011.

Sem o Fenômeno, mas embalado pela conquista da Libertadores deste ano, a diretoria viu a possibilidade de manter esse patamar de R$ 35 milhões, embora o objetivo fosse vender o espaço por cerca de R$ 45 milhões.

A demora em acertar com um patrocinador principal de camisa causou divergência no clube. Uma ala dos dirigentes acredita que propostas de valores mais modestos, na casa de R$ 30 milhões, deveriam ser aceitas. O São Paulo, que assinou contrato com a Semp Toshiba por R$ 25 milhões/ano, é usado como exemplo.

“Se eu tiver de perder dinheiro agora para conseguir um contrato mais vantajoso lá na frente, vou perderâ€, disse ao JT o vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg. “Tenho total apoio da diretoria.â€

Depois da conquista da Libertadores, o ex-presidente Andres Sanches disse à atual diretoria que o banco BMG estaria disposto a pagar R$ 28 milhões por um contrato de 18 meses. “Essa proposta não chegouâ€, disse Rosenberg. “Mas nesses valores não interessaria.†Ele justifica que o clube ganharia apenas R$ 1,5 milhão por mês com esse acordo e que rebaixaria o Corinthians a patamares de clubes como o Santos.

Se esse acordo vantajoso, como sonha Rosenberg, não surgir em breve, a melhor solução é o clube assinar um contrato pontual, apenas para o Mundial e depois negociar outro vínculo. “Até o final do ano teremos um novo patrocinar masterâ€, garante Rosenberg.

A Hyundai voltou a se interessar pelo espaço e conversa com a diretoria. A fabricante de automóveis havia mantido contato com o clube após a Libertadores.

Corinthians e Flamengo fazem clássico dos milhões

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

CORINTHIANS X FLAMENGO

VÃTOR MARQUES
Há muito mais em comum entre Corinthians e Flamengo, que se enfrentam hoje, às 22h, no Pacaembu, do que a já conhecida força de suas torcidas. E não é a aposta furada em Adriano Imperador. As similaridades desta vez estão fora das quatro linhas.

Os dois times mais populares do País balizaram o mercado de direitos de televisão e sonham abocanhar contratos milionários em troca da confecção de suas valiosas camisas.

O Flamengo aprovou um novo acordo com a TV Globo sobre os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. O clube carioca vai receber, a partir de 2015, R$ 170 milhões por ano.

É um valor cerca de 70% superior ao anterior. Proposta similar já foi oferecida ao Corinthians, que em breve vai aceitar a oferta da emissora carioca.

Os rivais discutem também novos contratos milionários de fornecedores de material esportivo. A Adidas ofereceu uma proposta ao Flamengo para que o clube troque de fornecedor (a atual é a Olympikus). Esse novo acordo pode render mais de R$ 400 milhões em dez anos.

O Corinthians trabalha com números semelhantes para acertar um novo contrato com a Nike – o atual vale até 2014, mas pode ser estendido também por mais dez anos.

O departamento de marketing corintiano prevê que pode conseguir R$ 450 milhões em dez anos de contrato – valor superior ao que o clube tem pedido pelo nome do Itaquerão, palco da abertura da Copa de 2014.

Se o Corinthians fechar com a Nike por esse valor – R$ 45 milhões/ano –, terá conseguido um aumento de quase 100% em relação ao contrato anterior.

Diretores confirmam a possibilidade de um novo acordo com a Nike, mas dizem que ainda não houve uma proposta oficial. A Nike, segundo cartolas, está interessada no retorno que tem obtido com a venda de camisas e com um espaço que terá no novo estádio corintiano.

Profissionais do mercado publicitário acreditam que esse valor de R$ 450 milhões está dentro da realidade para a exposição da marca em dois dos principais clubes do País por um longo período.

Já dentro de campo…
Em campo, o que se vê hoje são duas equipes muito próximas na tabela, mas que têm objetivos distintos. O Corinthians quer vencer e se livrar logo do Brasileiro para pensar só no Mundial de Clubes. Já o Flamengo se dará por feliz se conseguir afastar definitivamente o risco de rebaixamento, porque com 35 pontos o sonho por uma vaga na Libertadores se tornou praticamente impossível.

“No momento em que os dois clubes estão não é o jogo que mais chama a atenção na rodadaâ€, observou Paulo André. “Mas movimenta quase 60 milhões de torcedores, é o maior ibope da televisão.â€

Já haviam sido comercializados 18.500 ingressos. A venda continua hoje no Pacaembu.

Timão foi a vítima da vez nos Aflitos

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

NÃUTICO 2 X 1 CORINTHIANS 1

DAVID ABRAMVEZT
O Corinthians se preparou durante toda a semana para enfrentar o caldeirão do Náutico, nos Aflitos, e voltar de Recife com os três pontos – o plano era fazer de conta que estava no Pacaembu e pressionar o Timbu em seus domínios. Mas, como sempre nessas horas, faltou combinar com o adversário. O time de Tite sentiu ontem a força do Náutico, nem tanto pela qualidade técnica, mas muito mais pela injeção de ânimo que a apaixonada torcida pernambucana lhe dá, e perdeu por 2 a 1 com direito a gol contra do volante Ralf, aos 39 minutos do segundo tempo. Foi a décima vitória do Náutico em casa neste Brasileiro, com dois empates e só duas derrotas.

A nona derrota do Corinthians na competição – a sexta fora de casa – obriga Tite ainda a escalar seus principais jogadores por mais algumas rodadas. O treinador já adiantou que só começará a poupar vários atletas para o Mundial quando o Corinthians chegar aos 45 pontos, marca que afastaria qualquer chance de rebaixamento – por enquanto tem 39, na oitava posição.

Para chegar ao triunfo, o Náutico foi empurrado por uma torcida barulhenta e partiu ao ataque. Apesar de ter encontrado um adversário bem organizado taticamente, os donos da casa martelaram até conseguir abrir o placar aos 30 minutos com Kieza. O atacante recebeu dentro da área, passou com facilidade por Fábio Santos e do bico esquerdo da pequena área chutou rasteiro e forte entre as pernas de Cássio.

Após sofrer o gol o Corinthians, enfim, resolveu atacar. E, após algumas chances desperdiçadas, veio o empate. Aos 44, após boa trama do ataque, a zaga do Náutico se enrolou e a bola sobrou para Guerrero chutar de bico e decretar o 1 a 1.
A segunda etapa começou com o Náutico na frente, sempre com Kieza e Rhayner incomodando a defesa. Aos 9 minutos, o artilheiro da casa marcou em impedimento. O árbitro paranaense Héber Roberto Lopes anulou corretamente.

A partir dos 15 minutos o Corinthians conseguiu equilibrar o jogo, indo mais à frente. E teve chance de virar, mas pecou nas finalizações. Assustado, o Náutico jogou alguns minutos na base dos contra-ataques. Aos 26, Kieza entrou livre pela esquerda, a bola estourou na dividida com Cássio, tomou a direção do gol e só não entrou porque Ralf tirou em cima da linha.

Mas o Náutico pressionava e o gol amadurecia. E isso aconteceu aos 39. Rogerinho caiu bem pela direita e chutou sem ângulo. Ralf, que não costuma errar, desviou de cabeça e enganou Cássio: 2 a 1.

Tite mexeu na equipe e tentou mandar o Corinthians para cima. Foi em vão. Ainda restam seis pontos para o time deixar o Brasileirão para lá.

Timão vai atacar nos Aflitos

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

NÃUTICO X CORINTHIANS

CIRO CAMPOS
Grama alta, pressão da torcida, calor, adversário com ótimo retrospecto quando atua em casa… Nada disso vai fazer o Corinthians mudar o seu estilo de jogo, hoje, às 16h20, contra o Náutico, nos Aflitos.

O Timão viajou ontem para o Recife ciente de todas as dificuldades, mas vai manter-se fiel à sua maneira de jogar, como parte da preparação para o Mundial de Clubes. “A gente sempre joga com a marcação adiantada e vamos manter isso. Não podemos esperar o Náutico para explorar os contra-ataquesâ€, explicou o meia Danilo.

A peça fundamental nessa estratégia detalhada por Danilo é a manutenção de Guerrero como centroavante. “É muito bom ter esse pivô. O cara segura a bola, dá para chegar e finalizar. Eu e o Douglas gostamos. Dá para cruzar que sempre vai ter alguém para fazer o golâ€, afirmou. Tite mantém o peruano na função como um teste para o Mundial. Contra o Sport o jogador se saiu bem e foi elogiado pelo treinador.

Danilo sabe bem das dificuldades que o Corinthians vai enfrentar porque já esteve do “outro ladoâ€. Em 2003, o meia defendeu o Goiás, equipe que na ocasião também apostou na campanha como mandante para se dar bem no Brasileirão.
“A gente fez como o Náutico neste ano. Não deixava de jeito nenhum time grande ganhar da genteâ€, disse, lembrando a reação do time na ocasião. Naquele ano, o Goiás terminou o primeiro turno na última posição – o campeonato tinha 24 equipes. A segunda metade, no entanto, teve desfecho totalmente diferente e o Goiás terminou em nono.

A única novidade para o jogo de hoje é a entrada de Martínez no lugar de Romarinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O zagueiro Anderson Polga treinou ontem pela manhã entre os titulares, mas deve continuar no banco de reservas. O jogador de 33 anos participou da atividade tática como precaução, caso Wallace fosse condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelo pisão no palmeirense Barcos no clássico do dia 16 de setembro.

Foco no Japão
O Corinthians quer o quanto antes somar 45 pontos para pensar somente na preparação para o Mundial de Clubes – faltam seis pontos. Já o Náutico precisa vencer para afastar mais um pouco o risco de queda à Série B.

Os resultados dos jogos de quinta-feira fizeram o time pernambucano cair três posições e ficar a sete pontos da zona de rebaixamento. Assim, uma vitória hoje sobre o campeão da Libertadores daria à equipe pernambucana moral para a série de confrontos diretos que terá na sequência – contra Ponte Preta, Palmeiras e Coritiba.

O ótimo retrospecto quando joga em seu estádio também contribui. Nos Aflitos, o time garantiu 85% dos pontos. “Eles aproveitam muito bem o fator campo, com a grama alta e o apoio da torcida. Mas temos de nos adaptar a tudo isso”, avisou Danilo.