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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Marcos Assunção reforça o Palmeiras

Categoria: Brasileirão, Futebol, Palmeiras

GIULIANDER CARPES
A última vitória do Palmeiras foi contra o Ceará (1 a 0), no Canindé, no já longínquo 22 de setembro. Antes da assustadora sequência de três derrotas que a equipe amarga, empatou com o forte Flamengo (1 a 1) em meio à crise da agressão de João Vitor. O que esses dois jogos têm em comum? Marcos Assunção estava em campo com a camisa verde.

O volante se lesionou no confronto contra os rubro-negros no Rio e de lá para cá só pôde assistir ao time afundar. Agora está de volta. E depois de treinar ontem com bola deve ser escalado no time titular do Palmeiras diante do Coritiba, domingo, na Arena Barueri.

Será a melhor chance de o Palmeiras começar a se recuperar da estiagem de bons resultados que ronda o Palestra Itália enquanto os conflitos internos, problemas com torcedores e desgaste político se acumulam.

Assunção sempre foi a engrenagem principal do time de pouca imaginação de Luiz Felipe Scolari, cujo ataque marcou apenas 37 gols no Campeonato Brasileiro – supera apenas o Bahia (15º colocado na tabela de classificação) e o Atlético-PR (18º), que lutam para não serem rebaixados para a Série B.

As cobranças de falta e escanteio de Marcos Assunção tiveram participação em mais da metade dos gols do Palmeiras no Brasileirão. O volante mandou a bola para as redes cinco vezes na competição, deu oito assistências, além de estar na jogada de mais sete gols – teve influência, portanto, em 20 gols.

Assunção não foi contratado para marcar gols diretamente, mas se destacou mais que os atacantes palmeirenses na “funçãoâ€. O afastado Kleber fez apenas três gols, Fernandão, mais dois e Maikon Leite, três.

“Ele é um jogador muito importante, um líder dentro de campo e é claro que vai ser um belo reforço para o time neste momentoâ€, afirma o goleiro Deola, que deve ser mantido como titular, já que Marcos continua de fora tratando lesão.

Novela Kleber
As negociações em torno da ida do atacante Kleber para o Grêmio podem estar perto do fim. Ontem, finalmente, o Palmeiras recebeu a proposta oficial do clube gaúcho pelo jogador. Os gremistas pretendem pagar R$ 5,4 milhões para comprar 50% dos direitos federativos que o clube detém. O presidente Arnaldo Tirone gostaria de envolver o meia Douglas no negócio, mas não conseguiu.

Uma virada com jeito de campeão

Categoria: Avaí, Brasileirão, Corinthians, Futebol

CORINTHIANS 2 X 1 AVAÃ

VÃTOR MARQUES
A vitória era previsível, mas o sufoco e o drama, não. Mesmo para os padrões do Corinthians, clube acostumado ao sofrimento, o triunfo por 2 a 1 ontem (30) sobre o Avaí foi o mais difícil do time no Brasileirão. O Timão começou atrás no placar, enfrentou chuva torrencial e uma expulsão. Tudo isso antes de virar o jogo, resultado mantido com afinco até os últimos instantes da emocionante partida, que colocou a equipe mais uma vez na liderança do campeonato nacional.

Quando o Avaí teve um escanteio a seu favor aos 48 minutos do segundo tempo, o Pacaembu, com seus 36 mil torcedores, foi todo para dentro da área. E deu certo. O Corinthians está agora empatado em 58 pontos com o Vasco, mas com uma vitória a mais (17 a 16), a seis rodadas do fim da competição, que, ao que tudo indica, só será decidida na última hora, como aconteceu no ano passado. É emoção até o fim do campeonato.

A questão que fica no ar é se o time de Tite, que agora depende apenas de si para ser campeão, terá fôlego para continuar a vencer rivais mais fracos, mas que por outro lado jogam a vida para não cair – o próximo será o América-MG, em Uberlândia.

Se a resposta for sim, o título está próximo. Se for não, ficará bem perto do Vasco, muito firme na briga, apesar do empate com o São Paulo, além do Fluminense e do Botafogo, que venceram seus jogos no sábado.

O jogo de ontem mostrou que, elenco o Corinthians tem. Sem Alex, Tite resgatou Emerson, que não jogava havia cinco rodadas, para vencer a partida.

O Sheik entrou ainda no primeiro tempo, no lugar de Jorge Henrique, que sentiu lesão na coxa, depois que o Corinthians já estava perdendo por 1 a 0. E pior: a chuva castigava o Pacaembu e deixava o gramado encharcado, matando as principais virtudes corintianas, a velocidade e a troca de passes.

Mas é preciso contar o que aconteceu antes da forte chuva. Depois de um início promissor, o time de Tite sofreu um apagão e levou um gol de Robinho após rápida cobrança de falta, aos 12 do primeiro tempo.

O problema foi que o Corinthians, que costuma se valer tanto do equilíbrio de seu treinador, encarou o gol como se o jogo estivesse no fim.

O time ficou aterrorizado. Errava passes de forma tola, não concluía a gol e ainda ficava exposto aos contra-ataques. A equipe alvinegra sentiu bastante o baque.

Futebol se joga com um mínimo de lucidez, de calma, e esses atributos começaram a aparecer apenas nos últimos minutos do primeiro tempo.

Susto e gols
Logo aos cinco minutos da segunda etapa, o zagueiro Leandro Castán foi expulso, deixando o Corinthians em uma situação terrível. Mas o time transformou o fato de jogar com um a menos em vantagem. Aproveitou que o Avaí recuou e passou a criar jogadas pelos lados, com Willian, Emerson, Danilo e Liedson. Com num passe de mágica, tudo o que o time havia feito de errado no primeiro tempo foi consertado no segundo.

Emerson empatou aos 16, gol que empurrou o time para a vitória, depois de boa jogada de Willian pela ponta direita. Mas o Avaí não se dava por entregue, já que a degola está próxima, e levava perigo nos contra-ataques.
Não havia outra forma para o Corinthians vencer. O risco de sofrer outro gol era algo inerente à situação do jogo. Mas era um risco calculado.

Mesmo jogando com um a menos durante todo o segundo tempo, o Corinthians já demonstrava que era o dono da partida quando Liedson conseguiu a virada. Que saiu em uma cabeçada “chorada†do mirrado atacante, aos 32 minutos. A bola ultrapassou a marca fatal por poucos centímetros.

Pura emoção, que precisa ser controlada para que o Corinthians conquiste o Brasileirão. Nada ainda está ganho.

Dia de mais confusão no Palmeiras

Categoria: Futebol, Palmeiras

DANIEL BATISTA

Hoje o dia promete ser agitado na Academia de Futebol. Os conselheiros do Palmeiras vão se reunir no ginásio do CT para conhecer mais detalhes do projeto para eleições diretas do clube, marcada para janeiro de 2013.

O problema, porém, é que junto da proposta existe uma outra do ex-presidente Mustafá Contursi, que prevê a instalação de um Comitê Gestor para controlar o departamento de futebol.

Os opositores do ex-dirigente o acusam de golpe e se mobilizaram por meio de redes sociais para protestar na porta do CT hoje com faixas e manifestações.

A ideia de eleições diretas no Palmeiras é antiga, mas voltou à tona neste ano. A proposta foi enviada ao presidente do conselho, José Angelo Vergamini, em março, mas estava engavetada.

Agora, Mustafá quer que o tema seja votado junto com a criação do Comitê Gestor. Assim, os sócios poderiam eleger diretamente um presidente. Ocorre que o eleito não teria poder no futebol. O Comitê, formado por três conselheiros, é que mandaria no departamento.

Hoje só podem concorrer à presidência do clube associados que sejam conselheiros e que tenham cumprido dois mandatos no Palmeiras. O Comitê Gestor faria com que três conselheiros pensassem nas coisas do futebol e a eleição direta, pelo menos para o futebol, não valeria de nada, já que o poder do presidente se limitaria a trabalhar nas outras áreas sociais do clube.

O que os conselheiros e boa parte dos palmeirenses querem, é que seja votada separadamente a proposta da eleição direta e a do Comitê Gestor. Por isso, torcedores se mobilizam e prometem protestar para deixar claro que são favoráveis à eleição direta no clube, mas contra o Comitê.

A reunião de hoje não servirá para a votação do pacote de mudanças do estatuto. Isso só pode acontecer em reunião extraordinária na qual seriam discutidas apenas as propostas. Hoje serão apresentadas as duas ideias aos conselheiros.

Opiniões divergentes
O presidente Arnaldo Tirone ainda não tem opinião formada sobre o assunto. Ele acha que é necessário uma maior avaliação antes de se tomar qualquer decisão. Mustafá alega que o Comitê não tiraria o poder do presidente, mas sim o ajudaria no trabalho, e que o sistema é melhor do que centralizar o futebol na mão de um só homem, referindo-se ao vice Roberto Frizzo.

O grupo Eternos Palestrinos, que participa ativamente da política do Palmeiras e do futebol, até ajudando financeiramente nas contratações de jogadores, defende a profissionalização do setor e também do marketing e é favorável a ter eleição direta.

A máquina do São Paulo emperrou

Categoria: Futebol, São Paulo FC

MARCIUS AZEVEDO

O empate sem gols com o Coritiba ontem à tarde no Morumbi serviu para comprovar que o único culpado não era o técnico Adilson Batista. Sem o técnico demitido na semana passada e sob o comando do interino Milton Cruz, o enredo se repetiu. O São Paulo apresentou os mesmos defeitos de outros jogos em seu estádio, amargou o sétimo jogo sem vitória no Campeonato Brasileiro e se distanciou definitivamente da briga pelo título.

As vaias e os gritos ofensivos que ecoaram das arquibancadas depois do derradeiro apito do árbitro Jailson Macedo de Freitas representaram a insatisfação pelo pobre futebol desempenhado dentro de campo.

O São Paulo mais uma vez foi instável jogando no Morumbi. A equipe apresentou poucos bons momentos, quando pressionou o Coritiba mais na base da vontade, com minutos de apagão que irritaram os torcedores.

Até o interino Milton Cruz não passou impune. Ao colocar Jean e Fernandinho aos 28 minutos do segundo tempo, ficando assim impossibilitado de usar Rivaldo, xodó da torcida, já que havia trocado Lucas por Marlos no intervalo, ele foi vaiado.

Faltou criatividade
O primeiro tempo do Tricolor foi sonolento. A equipe até teve três boas chances para marcar, mas apenas uma nasceu por mérito próprio. Foi com Juan, logo no começo, depois que o lateral recebeu de Luis Fabiano e chutou para fora de pé direito.

No restante da etapa inicial, o time esteve perdido em campo. Os jogadores se movimentavam pouco e não se aproximavam, o que deixou Luis Fabiano sem função, isolado no ataque.

O São Paulo dependia das jogadas individuais de Dagoberto e Lucas, mas os dois não estavam em tarde inspirada. Lucas até perdeu gol incrível depois que o volante Willian Farias lhe entregou bola no meio de campo.

O Coritiba, que não teve vergonha de vir ao Morumbi para levar pelo menos o empate para o Paraná, se posicionou atrás esperando que o São Paulo fosse agressivo, o que não aconteceu. Não à toa, o jogo ficou chato. A torcida só se agitou um pouco nos acréscimos, quando Luis Fabiano aproveitou bobeira da defesa para finalizar e fazer o goleiro Vanderlei trabalhar.

Para o segundo tempo, Milton Cruz mexeu na equipe. Com um corte na perna, Lucas deu lugar a Marlos. Apesar de a mudança ter sido forçada, ela deu resultado. O São Paulo não foi brilhante, mas ganhou força ofensiva.

Marlos fez o que Lucas não havia conseguido no primeiro tempo. Escapou da marcação do Coritiba e criou duas boas situações de gols. Ambas (uma de pé direito e outra com o esquerdo) pararam no goleiro Vanderlei.

Cícero também tentou vencer o goleiro do Coritiba em dois chutes de fora da área. Luis Fabiano foi outro que não teve sorte diante de Vanderlei.

O São Paulo, porém, foi perdendo gás e ficou algum tempo sem incomodar o goleiro. A última tentativa foi aos 41 minutos, quando Piris chutou de fora da área e Vanderlei espalmou.

O gol não saiu, e o São Paulo amargou mais um tropeço no Morumbi neste Brasileiro, ficando longe da briga pelo título.

Neymar freia o Flamengo

Categoria: Futebol, Santos FC

LEONARDO MAIA

Seria muito esperar que Flamengo e Santos revivessem o histórico clássico de 17 de julho, na Vila Belmiro. Sem os nomes de destaque daqueles 5 a 4, a esperança de lances geniais repousava solitariamente sobre a figura de Neymar. O garoto prodígio, sem o auxílio do artilheiro Borges, bem que tentou, buscou jogo, criou oportunidades, marcou de pênalti, mas não foi o suficiente para o Santos superar o Flamengo: 1 a 1, ontem, no Engenhão.

Com 42 pontos, em 10º lugar, a matemática santista pede mais uma vitória para que o time de Muricy Ramalho possa se preocupar apenas com o Mundial de Clubes, no fim do ano. O Flamengo se mantém em quarto, agora com 52 pontos e vê o Vasco mais longe, com 57.

O Santos foi um time cauteloso nos minutos iniciais. Com o Flamengo bem postado, poucas eram as chances de gol. Quem mais buscava jogo era Neymar, que tentava acertar o contra-ataque. Rentería e Alan Kardec mantinham-se mais fixos à frente.

Willians era o homem que caía em cima da estrela santista, ainda que não houvesse uma marcação individual. Mas não há como evitar o brilho de um fora de série por 90 minutos. O jeito é minimizar os danos.

Neymar deu uma pitada de espetáculo aos 34, ao deixar três para trás, invadir a área e ser travado na hora do chute. Sem Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, Vanderlei Luxemburgo apostava na velocidade de Negueba e na presença física de Deivid e Jael para tentar acuar os visitantes. Depois de 44 minutos amarrados, o Flamengo pressionou no fim e Rafael impediu o gol em chutes de Jael e Junior Cesar.

No início da segunda etapa, apenas a presença de Neymar fez a diferença. No avanço de Alan Kardec, Leonardo Moura evitou o bote e preferiu ficar na marcação do astro alvinegro. Com campo aberto, Kardec invadiu a área e foi derrubado por Alex Silva. Pênalti.

Neymar cobrou com calma e abriu o marcador, aos 4 minutos. E foi a senha para o menino da Vila despertar de vez. Com arrancadas e dribles, passou a controlar o jogo. Aos 11, Welinton tentou o desarme. Neymar pediu o pênalti, não marcado.

Sem pensar muito, o time carioca avançou suas peças. E teve um lance polêmico aos 17, quando Alex Silva testou para as redes e o gol foi anulado por impedimento. A pressão rubro-negra aumentou e veio o empate. Junior Cesar cruzou para Deivid, de cabeça, marcar aos 34.

O gol da vitória poderia ter sido o do zagueiro Edu Dracena, aos 45 minutos, mas o impedimento foi marcado, em outra decisão polêmica do trio de arbitragem. O empate não foi muito bom para o Flamengo, de Luxemburgo, mas o time continua na briga pelo título a cinco pontos do líder.