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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
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São Paulo goleia, mas está fora da Libertadores

Categoria: Brasileirão, Futebol, Santos FC, São Paulo FC

SÃO PAULO 4 X 1 SANTOS

BRUNO DEIRO
O São Paulo cumpriu o objetivo de se despedir com dignidade de uma temporada sem brilho com uma goleada por 4 a 1 sobre os reservas do Santos, ontem (4), em Mogi Mirim. O time de Emerson Leão fez a sua parte, mas os resultados paralelos não ajudaram e o Tricolor está, merecidamente, fora da Libertadores pelo segundo ano consecutivo.

O time B do Santos, que nem sequer contou com Muricy Ramalho no banco e teve apenas um titular, Elano, foi presa fácil para o trio Lucas, Fernandinho e Luis Fabiano – que marcou dois gols e até se deu ao luxo de perder chances claras.
Leão, que teve seu contrato renovado para 2012, encerrou o ano com a terceira vitória em oito jogos, mas outra vez contra um rival pouco qualificado – antes, havia vencido os rebaixados Avaí e América-MG. Ontem, o time são-paulino superou a apatia e fez 3 a 0 logo no primeiro tempo para garantir o triunfo.

Com as arquibancadas esvaziadas (pouco mais de cinco mil pagantes), o São Paulo encerrou a temporada no palco da estreia – o time abriu o Paulista com vitória por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim, no Romildo Ferreira.

No ataque desde o primeiro minuto, o São Paulo não demorou a abrir o placar. Aos 12, Fernandinho recebeu ótimo lançamento de Cícero na ponta esquerda e cruzou para Luis Fabiano marcar. O Tricolor continuou em cima e, pouco após Jean chutar no travessão, foi a vez de Cícero balançar a rede. Aos 33, o meia acertou forte arremate de fora da área. Cinco minutos depois, Lucas lembrou os seus melhores dias para fazer o terceiro. Em velocidade, driblou dois e chutou forte no mesmo canto de Cícero para ampliar.

Com os três gols do Tricolor na primeira etapa, o jogo ficou monótono após o intervalo. O São Paulo diminuiu o ritmo e relaxou até sofrer um gol. Aos 16, Elano cobrou falta da entrada da área e a barreira abriu, não dando chance a Rogério Ceni. Para fechar a modesta festa em Mogi Mirim, Luis Fabiano recebeu pela direita aos 35, pedalou para cima de um rival e chutou fraco, mas Vladimir aceitou.

Dor e a alegria de um pentacampeonato

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol, Palmeiras

CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI
Um minuto de silêncio. Jogadores com o braço direito erguido em homenagem a Sócrates, morto ontem (4) de madrugada. Mais do que a celebração, o time tinha de jogar pelo ídolo que honrou como poucos a camisa alvinegra. Uma comoção sem precedentes em nome do quinto título do Campeonato Brasileiro. No fim da epopeia, Corinthians pentacampeão, com méritos.

Sócrates serviria mesmo de inspiração. Nas arquibancadas do velho Pacaembu havia essa certeza. Não havia motivo para desilusão. Nem lá na multidão vestida de preto e branco, muito menos no campo.

Bola em jogo e os nervos afloraram. Se a torcida se esgoelava em cânticos empurrando a equipe, lá embaixo os jogadores não encarnavam o espírito de Sócrates. Os músculos pareciam duros, a cabeça não pensava.

Cenário favorável ao Palmeiras, um franco-atirador. Um intruso na festa para a qual não havia sido convidado. Os jogadores de Tite não marcavam por pressão a saída de bola dos homens de Felipão. Nem trocavam passes para manter a posse de bola no campo do inimigo, como o técnico alvinegro sempre cobrou durante o Brasileirão.

Com o jogo a seu favor, o Palmeiras pouco fez. Viveu dos lances de Assunção – todos, por sinal, em vão. O Corinthians também quase não atacou. Parecia atordoado, nervos esgarçados. E mais ainda quando o Vasco fez 1 a 0 no Fla – gol de Diego Souza, um ex-palmeirense. O relógio marcava 29 minutos.

O gol vascaíno obrigou a torcida alvinegra a gritar ainda mais alto. Os jogadores não responderam, a não ser em um lance de Willian, que caiu na área em um toque de Henrique. Os corintianos pediram pênalti e o juiz não deu. E assim chegou ao fim o primeiro tempo.

No início do segundo, a história mudou de enredo. Logo aos dois minutos, Valdivia foi expulso numa dividida com Jorge Henrique. Uma expulsão exagerada por parte do árbitro Wilson Luiz Seneme.

Com um a mais, o Corinthians esfriou a cabeça, os nervos voltaram ao lugar. Para melhorar, o Flamengo empatou aos nove minutos – gol de Renato Abreu, um ex-corintiano. Empate no Rio e no Pacaembu, Corinthians campeão.

Bola na trave
Sem Valdivia, Felipão colocou o volante João Vitor no lugar do meia Patrik. Tite avançou Alex e abriu Jorge Henrique na ponta esquerda. Scolari respondeu com Maikon Leite na vaga de Cicinho. Mandou o seu time para frente. Saiu uma falta para Assunção. Ele mandou a bola na cabeça de Fernandão, que carimbou a trave. No rebote, Luan mandou por cima.
Um susto para o Corinthians, que ficou mais preocupado ainda com a expulsão de Wallace, aos 28 – outro exagero de Seneme. Agora eram dez contra dez no gramado. Aí Tite trocou Willian por Chicão.

Nas arquibancadas, os cânticos perderam força. Unhas eram roídas, camisas, mordidas, preces para Sócrates para iluminar os jogadores, corações na boca. E os ponteiros lentos como o andar de um elefante.

Quando o grito de campeão estava para sair, uma confusão paralisou o clássico. Saldo: Leandro Castán e João Vitor expulsos.   Restavam dois minutos de longa espera. Nem era necessário jogar mais, o Vasco acabava de empatar com o Flamengo, resultado que dava o título ao Timão mesmo que o Palmeiras fizesse um gol e ganhasse o clássico.
A nação, então, explodiu de felicidade no Pacaembu. Os jogadores e Tite esperaram os dois infinitos minutos para celebrar. Não é fácil um time bordar cinco estrelas na camisa.

O Corinthians conseguiu esse feito ontem. Pentacampeão brasileiro.
Duas horas antes, Sócrates havia sido sepultado em Ribeirão Preto. Silêncio lá, alegria sem fim no Pacaembu.

Um título de verdade para Alessandro

Categoria: Brasileirão, Corinthians, Futebol

FÃBIO HECICO
VÃTOR MARQUES
Uma conquista do título brasileiro terá um significado especial para Alessandro.
Três vezes campeão da Série B, o lateral-direito terá, aos 32 anos, a chance de ser campeão pela primeira vez da Série A.
“Não tenho nem palavras para explicar o que seria esse título para mimâ€, disse o jogador ao JT. “Será um orgulho muito grande se isso acontecer.â€

Alessandro foi campeão da Segunda Divisão por três clubes. Palmeiras (2003), Grêmio (2005) e Corinthians (2008). Mas ele só contabiliza dois. “No Palmeiras foi só uma passagem rápida.â€

Dos titulares, ele é o único remanescente da equipe campeã da Série B em 2008, comandada por Mano Menezes. Chicão, outro daquela época, virou reserva na metade do Brasileiro. E por liderança no grupo e tempo de casa Alessandro herdou a braçadeira de capitão.

Diplomático, diz que não se sente o ‘cara’ por poder levantar a taça e que nunca fez disso seu objetivo.
“Não que seja um sonho, objetivo pessoal, pelo menos o meu. Acho que o coletivo é mais importante, todos ao mesmo tempo conseguem levantar a taça. O especial é a conquista do grupo.â€

Alessandro é chamado de “Guerreiro†pelos jogadores e tem uma ascendência forte no grupo. Tite o considera um líder.
As contusões, em especial as musculares, atrapalharam muito sua participação no campeonato. Ficou fora de jogos importantes e viu um jovem lateral, Welder, ensaiar uma afirmação.

Mas Tite esperava por Alessandro, seu titular absoluto. Usou muito da experiência de seu lateral para reerguer o time depois do empate no clássico contra o São Paulo (0 a 0) no segundo turno, no Morumbi. A defesa do Corinthians, mesmo com os altos e baixos no campeonato, é a melhor da competição.

Sem sofrimento
Sobre o Corinthians e Palmeiras que vai decidir o Brasileiro, Alessandro disse esperar um clássico difícil, mas não vê motivos para ter medo do rival.
“Eles viveram um ano difícil e podem querer jogar tudo contra a gente. Mas que outros clubes queriam estar na nossa situação?â€

O único pedido que faz para domingo é que não haja tanto sofrimento. Viradas, nem pensar.
“Sei que nosso torcedor apoia mesmo quando estamos perdendo. Em alguns jogos houve viradas. Mas desta vez não queremos que isso aconteça.â€

Dia de ser campeão?

Categoria: Brasileirão, Futebol

FÃBIO HECICO
VÃTOR MARQUES

São 36 rodadas entre os melhores da competição, 25 na liderança. Com campanha digna de campeão, o Corinthians entra em campo hoje, a uma rodada do fim do Campeonato Brasileiro, diante do Figueirense, com ambição de confirmar o favoritismo dado após largada impressionante na competição – ganhou nove e empatou um jogo – e dar a volta olímpica em Florianópolis.

Ganhar do perigoso Figueirense, de quem acabou derrotado no Pacaembu por 2 a 0, no primeiro turno, não basta. Para o time comemorar o seu quinto título brasileiro ainda é necessário um tropeço do Vasco diante do Fluminense, no Engenhão, Rio.

Em caso de empate ou derrota, o Alvinegro adiará a decisão para o clássico com o Palmeiras, jogo no qual pode chegar na ponta, precisando de um simples empate, ou em segundo – pode ser superado pelo Vasco – com o obrigação da vitória. O Fluminense ainda com chances, precisa ganhar os dois jogos e o Timão somar apenas um ponto.
Mesmo ciente de que não é bom “olhar no quintal dos outrosâ€, lição dada à exaustão pelo técnico Tite, que sempre pregou pelo respeito e humildade, o Timão já não se segura e aposta em derrapada do Vasco e em triunfo no estádio Orlando Scarpelli, onde jamais perdeu para o Figueirense pelo Nacional.

“Seria bem legal conquistar o título uma semana antes do fim para poder curtir e festejar. Nós merecemos por tudo que fizermos até agora. É focar e tenho certeza que se fizermos bem o nosso papel, temos chance de conquista jáâ€, afirma o lateral-esquerdo Fábio Santos.

“A gente está carregando muita pressão porque só o título vai interessar para a gente, pelo que criou na competição toda, sempre na liderançaâ€, enfatiza. O meia Alex, que pode continuar na reserva (Danilo treinou ontem entre os titulares), endossa as palavras do amigo.
Mas com um discurso mais cauteloso. “A energia de campeão a gente acaba sentindo, mas Vasco e Fluminense também estão sentindo. Você vê a situação que está e é difícil imaginar que vá perder. Tomara que a gente venha comprovarâ€, diz.
Tudo, claro, endossando a força dos catarinenses. “O que pode nos atrapalhar mais nesse momento é a boa equipe do Figueirense. O que estamos passando agora, de ansiedade, todas as equipes passam nessa fase, pode ter experiência, mas passa. Nosso maior cuidado é com o respeito ao Figueirense, já perdemos para elesâ€, enfatiza.
Ele faz, contudo, uma grande lembrança. “Em nenhum momento do campeonato perdemos os dois jogos para o mesmo rival, temos de acabar com isso lá contra elesâ€, afirma.

Foram nove derrotas no torneio, todas para times diferentes. Deles, de seis o time já ganhou. Buscaria a “vingança†contra Figueirense e Palmeiras, já que diante do Santos somou 1 ponto.

Leão pode apelar para os volantes

Categoria: Brasileirão, Futebol, São Paulo, São Paulo FC

BRUNO DEIRO
Há pouco mais de um mês no São Paulo, Leão ainda não conseguiu repetiu a escalação nas seis partidas em que comandou a equipe. E contra o Palmeiras, no Pacaembu, o Tricolor poderá ter uma formação inédita, com três volantes.

Mesmo precisando da vitória a qualquer custo para se manter na briga pela Libertadores, Leão testou Jean, Wellington e Denilson juntos ao lado de Marlos. A formação é bastante conservadora se comparada ao esquema com três atacantes adotado na vitória sobre o América na rodada passada, que chegou a ser usado na primeira parte do treinamento de ontem. Sem Lucas, suspenso, e Carlinhos Paraíba, com dores no tornozelo direito, Leão pensa em alternativas para suprir a carência na armação.

Recuado no último jogo, Dagoberto garante que não se incomoda de participar da criação de jogadas. “Fazer gol é muito bom, mas estou ajudando de outras formas. O Luis Fabiano chegou e eu mudei um pouco de função. Na última partida, fui até quarto homem no meioâ€, observou o artilheiro do time nesta temporada, com 22 gols.

Ameaçado de voltar à reserva, Fernandinho foi um dos mais cobrados ontem, especialmente nas finalizações. Ele garante, porém, que não se incomoda com as broncas de Leão. “É bastante importante a cobrança dele, em busca do aperfeiçoamentoâ€, disse o camisa 12, que outra vez passou um bom tempo no departamento médico nesta temporada – participou de 37 jogos e fez 6 gols. “Foi mais um ano complicado por causa de lesões, mas agora não estou sentindo mais nadaâ€, garantiu Fernandinho.

Enquanto o Palmeiras ofereceu bicho dobrado para os clássicos nesta reta final, o São Paulo só pagará uma quantia alta ao elenco em caso de vaga na Libertadores. O acerto teria sido feito há algumas rodadas, e parece ter empolgado os atletas.
“Aqui no São Paulo nunca falta bicho, dinheiro sempre temâ€, disse Fernandinho. “Mas o clube paga nosso salário e temos de buscar fazer o melhor sempre.â€

O atacante, no entanto, garante que não se importa com o fato de a diretoria palmeirense ter aumentado a bonificação apenas para atrapalhar os rivais na fase decisiva. “Isso mostra a importância que estão dando para estes jogos e como é difícil para os rivais baterem o São Paulo.â€

Juan, que marcou gol no último jogo e parece ter reconquistado a confiança de Leão, admite que a bola aérea com Marcos Assunção preocupa. “É um dos pontos fortes deles e temos de saber como anular. Os números estão aí para provar.â€

Neste Brasileiro, o volante do Palmeiras fez sete gols, mas participou de 24 dos 42 marcados pelo time.