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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Brasil passa pelo Japão e mira os EUA

Categoria: Outros esportes, Olimpíada, Vôlei

Jamil Chade
Sílvio Barsetti
Enviados Especiais/Londres

Brasil e Estados Unidos irão reeditar no sábado a final olímpica de Pequim/2008. E, como nos Jogos da China, a medalha ficará com quem “deixar o coração na quadra”. Foi o que disse Sheilla, num discurso repetido por Dani Lins, Jaqueline e praticamente todas as atletas da Seleção Brasileira, depois da vitória arrasadora de ontem sobre o Japão, por 3 sets a 0 (25/18, 25/15 e 25/18).

A vitória sobre o Japão, festejada por todas e saudada pelo público que lotou o Earls Court, fez parte apenas do início da entrevista de cada uma das jogadoras, minutos depois da partida. O tema obrigatório era falar das chances do Brasil contra os Estados Unidos, que estão invictos em Londres.

Meninas comemoram a vitória avassaladora sobre a seleção do Japão (Foto: OLIVIA HARRIS/REUTERS)

O time do técnico José Roberto Guimarães levou o ouro quatro anos atrás, mas perdeu para as norte-americanas na primeira fase em Londres, por 3 sets a 1, com parciais de 25/18, 25/17, 22/25 e 25/21.

“Elas (as norte-americanas) não são imbatíveis. Não vai ter bola perdida, não vamos desistir nunca”, disse Fabiana, que esteve muito bem ontem.

A possibilidade de o Brasil conquistar o bicampeonato olímpico passou a ser mais real depois da reviravolta que a equipe passou há poucos dias. O time chegou a ficar na dependência de uma vitória dos Estados Unidos sobre a Turquia para não ser eliminado precocemente na primeira fase.

“Naquele momento, o time chegou ao fundo do poço. Estava todo mundo desesperado”, disse Zé Roberto, que tentava se controlar para evitar o choro.

Ele contou que reuniões com o grupo, “sempre com serenidade”, mudaram totalmente o ambiente da Seleção na Vila Olímpica. Esses encontros mais intensos começaram pouco antes do jogo com a China, que o Brasil venceu por 3 a 2. “Elas precisavam de uma palavra amiga e de carinho. Tínhamos de resgatar a autoestima delas. Nunca tinha visto essas meninas tão mal”, disse.

Depois, nas quartas de final, o Brasil precisou salvar seis match points contra a Rússia, até então favorita ao ouro.

Nos últimos oito confrontos entre Brasil e Estados Unidos, o Brasil perdeu cinco vezes. Ao ser indagado sobre a possibilidade de perder e ficar com a medalha de prata amanhã, o técnico se saiu bem. “Chegar à final é uma vitória, mas nosso papel aqui ainda não acabou.”

Vettel fatura 9ª vitória no ano na Fórmula 1

Categoria: Fórmula 1

Vettel comemora a vitória (AP Photo/Toru Takahashi)

 

AE – Agência Estado

Sebastian Vettel conquistou sua nona vitória na temporada, na longa prova noturna de Cingapura, neste domingo, mas ainda não pôde comemorar o bicampeonato da Fórmula 1. O título foi adiado, em pelo menos mais uma etapa, pelo inglês Jenson Button, que chegou em segundo lugar e ainda tem chances matemáticas de faturar o troféu do campeonato.

Para assegurar a conquista, Vettel só precisa de um 10º lugar no GP do Japão, daqui a duas semanas, no dia 9 de outubro. O piloto da Red Bull, contudo, só precisará de mais este ponto em caso de vitória de Button no circuito de Suzuka. Se o inglês não buscar o triunfo, Vettel garantirá o título, com quatro etapas de antecedência, sem a necessidade de marcar pontos.

Vettel chegou aos 309 pontos na temporada 2011, com 124 de vantagem sobre Button. Fernando Alonso, quarto colocado em Cingapura, caiu para o terceiro lugar geral, com 184. Companheiro de Vettel na Red Bull e terceiro colocado neste domingo, Mark Webber ocupa a quarta posição no campeonato, com 182 pontos.

Felipe Massa, da Ferrari, chegou em nono lugar em Cingapura, enquanto Rubens Barrichello, da Willians, cruzou a linha de chegada em 13º. Bruno Senna, da equipe Renault, terminou em 15º lugar. 

A corrida. Soberano na largada, Vettel garantiu a primeira colocação sem problemas, enquanto seu companheiro Mark Webber vacilou e perdeu duas posições. Button assumiu a segunda colocação, seguido de perto por Alonso. Massa aproveitou a fraca saída de Hamilton, que caiu para oitavo, e subiu para a quinta posição.

Após assegurar a liderança, Vettel não teve dificuldade para abrir vantagem sobre os demais. Chegou a estar 20 segundos à frente do segundo colocado e não foi ameaçado em busca de mais uma vitória na temporada. Com o alemão garantido no primeiro lugar, a briga se concentrou nas duas posições restantes do pódio, que poderia definir o título antecipado para Vettel.

Button, Webber e Alonso protagonizaram a disputa pelo segundo lugar. Massa e Hamilton se afastaram da briga por conta de mais uma manobra equivocada do inglês na temporada. Ele furou o pneu traseiro do brasileiro em uma tentativa frustrada de ultrapassagem na 13ª volta.

Massa precisou fazer sua segunda troca de pneus e caiu para 20º. Hamilton não escapou da punição e, depois de uma passagem pelos boxes, voltou em 19º. O brasileiro, porém, não desanimou e conseguiu terminar a prova em nono lugar.

O piloto da McLaren fez uma corrida de recuperação mais eficiente. Ele aproveitou a entrada do carro de segurança na pista, após batida de Michael Schumacher na volta 30, e fez fila até alcançar os primeiros colocados. Terminou em 5º lugar.

Os brasileiros Rubens Barrichello e Bruno Senna fizeram uma corrida discreta. Senna passou a maior parte da corrida no pelotão traseiro por conta de uma batida na primeira metade do trecho. Após trocar o bico do carro, ele se recuperou e cruzou a linha de chegada em 15º. Já o piloto da Williams, que largou em 12º, chegou em 13º.

Classificação do GP de Cingapura:
1.º – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), 1h59min06s537
2.º – Jenson Button (ING/McLaren), 1s7
3.º – Mark Webber (AUS/Red Bull), 29s2
4.º – Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 55s4
5.º – Lewis Hamilton (ING/McLaren), 1min07s766
6.º – Paul di Resta (ESC/Force India), 1min51s067 
7.º – Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1 volta
8.º – Adrian Sutil (ALE/Force India), 1 volta
9.º – Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1 volta
10.º – Sergio Perez (MEX/Sauber), 1 volta
11.º – Pastor Maldonado (VEN/Williams), 1 volta
12.º – Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1 volta
13.º – Rubens Barrichello (BRA/Williams), 1 volta
14.º – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber), 2 voltas
15.º – Bruno Senna (BRA/Renault), 2 voltas
16.º – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus), 2 voltas
17.º – Vitaly Petrov (RUS/Renault), 2 voltas
18.º – Jerome d”Ambrosio (BEL/Virgin), 2 voltas
19.º – Daniel Ricciardo (AUS/Hispania), 4 voltas
20.º – Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania), 4 voltas

Não completaram a prova:
Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso)
Jarno Trulli (ITA/Lotus)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
Timo Glock (ALE/Virgin)Â