Estado.com.br
Domingo, 27 de Maio de 2012
Esportes
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Resta só uma chance para o Verdão

Categoria: Futebol, Palmeiras

GLAUCO DE PIERRI

Se o jogo do Palmeiras contra o Atlético-PR serviu para alguma coisa nesta quinta-feira, 4, foi para provar para todos os palmeirenses que o técnico Luiz Felipe Scolari não mente para a torcida: o foco do Verdão sempre foi a Copa Sul-Americana, o elenco é enxuto demais e o time tem dificuldade na criação das jogadas.

Felipão tem cinco dias para arrumar o Palmeiras. Não que a equipe vá ignorar o compromisso diante do Guarani, domingo, na Arena Barueri. Mas a partir de agora e mais do que nunca, o Palestra precisa concentrar suas forças na Sul-Americana. E na quarta-feira, o time recebe o Atlético-MG, no Pacaembu, em jogo de volta após 1 a 1 em Minas.

É verdade que com um 0 a 0 o Palmeiras avança, mas Felipão precisa encontrar uma fórmula para fazer seu time conseguir se impor sem o meia Valdivia.

No primeiro tempo nesta quinta-feira, 4, Lincoln até que deu um pouco de dinamismo ao setor. Seus dribles de corpo enganam a marcação e talvez se tivesse um pouco mais de objetividade no último passo conseguiria conquistar de vez o carinho do torcedor. O problema é que ele cansa e quando isso ocorre o Verdão afunda. De um time com poucas chances de gol, se transforma em um catado, daqueles que só chega na frente dando chutões.

Diante de um adversário que nem jogou tanto assim, o Palmeiras perdeu porque não ‘voltou’ do intervalo para o segundo tempo. Mais: sem atacar, deixou a bola muito tempo nos pés rubro-negros até que uma entrou.

Dos males, o menor

Se do meio para o ataque o Palmeiras não existiu – o time não exigiu nenhuma defesa do goleiro Neto –, o Verdão mostrou que sua defesa pode fazer a diferença na Sul-Americana, competição disputada no mata-mata e onde gols levados em casa podem fazer a diferença contra e também a favor.

No gol, está mais do que provado que o pentacampeão Marcos pode demorar o tempo que quiser para se recuperar das dores no joelho esquerdo que o tiraram dos gramados por quase 60 dias. Seguro, Deola prova a cada rodada que a escola de goleiros do clube é mesmo especial.

Na zaga, sem poder contar com Maurício Ramos, machucado, Felipão parece ter encontrado uma dupla confiável com Danilo e Fabrício – é verdade que esse último deixou Nieto se antecipar na hora do gol, mas no geral esteve bem principalmente nas bolas aéreas.

Nas laterais, se Felipão ainda não pode contar com Vítor pela direita, tem Márcio Araújo adaptado na posição e a juventude de Gabriel Silva pela esquerda. Em cinco dias, Felipão precisa achar o caminho do gol.

Esse é o problema. Seja com Lincoln ou Assunção, com jogadas de linha de fundo ou pelo meio, com ou sem Valdivia e sua fibrose. Porque para ser campeão da Sul-Americana só com 0 a 0 vai ser bem difícil para o Palmeiras.

1 Comentário Comente também

Deixe um comentário: